Algo parecido

Escorre o tempo que seguro e cabe em minhas mãos
Eu empresto o meu mundo pra te ter então
Você vai acreditar talvez
Ou senão queira partir de vez

E se eu falasse nessas coisas que vejo em você
Me atravessam num segundo sem eu entender
E tudo que me faz ver
E tudo que me faz ter

Aquilo que eu sinto por você
Parece ser maior
Que o destino que me passa e te passa
E há de ser um só

A gente é diferente quando sente
Mas pode ser que mesmo assim
A gente até se ajeite

Você bem que podia vir comigo
Para além do final dessa rua
O outro lado da cidade
Ou algo parecido

Estou livre com seu passo e aperto sua mão
Que me mostra o caminho pra te ter então
Com você quero partir de vez
Sem destino e sem lugar talvez

Despreocupo com futuro que ninguém prevê
O que entristece, tento esquecer
Isso tanto faz
Isso já não faz mal

Aquilo que eu sinto por você
Parece ser maior
Que o destino que me passa e te passa
E há de ser um só

A gente é diferente quando sente
Mas pode ser que mesmo assim
A gente até se ajeite

Você bem que podia vir comigo
Para além do final dessa rua
O outro lado da cidade
Ou algo parecido

Você bem que podia vir comigo
Para além do final dessa rua
O outro lado da cidade
A gente é parecido

Esquecimento

Enquanto você para e espera
Eu ando, invado
Eu abro a porta e entro

Enquanto você cala quieta
Eu brigo, eu falo
Eu berro, eu enfrento

No canto dessa sala emperra
Eu ligo, acerto
Eu erro e eu tento

Enquanto você fala: Espera
Aflito eu fico e digo
Eu não entendo

Não sei por que você
Insiste em demorar
Eu quero que você
Diga já

Que seja no Japão
Jamaica ou Jalapão
No Jaraguá ou na Guiné
De charrete ou caminhão
De carro ou caminhando a pé
Eu vou

No banco sem guitarra elétrica
Com violão, escrevo esse lamento
Pois como molha a água a pedra
Meu canto encerra o seu esquecimento

Não sei por que você
Insiste em demorar
Eu quero que você
Diga já

Que seja no Japão
Jamaica ou Jalapão
No Jaraguá ou na Guiné
De charrete ou caminhão
De carro ou caminhando a pé
Eu vou

Alexia

Pela rambla o estandarte das cores
Catalunya, Barceloneta, Blaugrana
A mirar-lhe o olhar de mil homens
Bailarina dança na roda sardana

Chove chuva, molha o chão
Nuvem, samba do avião
Ela vai jogar

Hendrix, Elvis, Messi e hoje
Brilha nova estrela dessa galáxia
Flashes, lights, likes, closes
Compartilha agora a beleza de Alexia

Vai começar mais um jogo

Menina mulher da pele branca
Com a classe de quem sabe a arte de jogar bem futebol
A bela da tarde com charme encanta
Filme de Buñuel, obra de Gaudi ou tela de Miró

Hendrix, Elvis, Messi e hoje
Brilha nova estrela dessa galáxia
Inverte os pés, caem os cones
Dribla as zagueiras e a guarda-metas

Pra fazer um golaço

A tela

A tela leva, a tela traz
Invade oculta por detrás
Um prazer que nunca se alcança
Num corpo que não tem vez
Pois não passa de pura promessa
O prazer de toda aquela nudez

A tela leva, a tela traz
Invade oculta por detrás
Paralisa, fragmenta
Lamenta, diz que não viu
Colore os olhos, ascende, apaga
Preenche com nada

E o corpo virou máquina
E a máquina virou corpo
Paralisa, fragmenta
Lamenta, diz que não viu
Colore os olhos, ascende, apaga
Preenche com nada

E vem cheia de promessas
De coisas que nunca existiram
Um toque, um beijo, quantias de dinheiro
E belas frutas sem gosto e sem cheiro

Não se pode distrair
Fazer do corpo uma máquina
Do sexo a essência de uma era
E vende-se o que quiser com ela

A tela

E o corpo virou máquina
E a máquina virou corpo
Paralisa, fragmenta
Lamenta, diz que não viu
Colore os olhos, ascende, apaga
Preenche com nada

E vem cheia de promessas
De coisas que nunca existiram
Um toque, um beijo, quantias de dinheiro
E belas frutas sem gosto e sem cheiro

Não se pode distrair
Fazer do corpo uma máquina
Do sexo a essência de uma era
E vende-se o que quiser com ela

A tela

A noite

A noite é a hora perfeita
Nunca se sabe pra quê
Lobos estão à espreita
Todos querendo você

A lua partida num canto
Da paisagem cruel
A cidade é uma longa
Favela de arranha-céus

Ela saiu cedo, caiu na noite
E ainda não voltou

A noite dissolve a cidade
Em outra alucinação
Mais um grão se desfaz
Na vodca com limão

Ela saiu cedo, caiu na noite
E ainda não voltou
Ela saiu cedo, caiu na noite
E me devorou

Eu sei
Que o futuro já passou
Do passado só restou
A foto ali no bar

Lá em cima rola animação
Alguém mantendo a pulsação
Não importa o que vem depois
Quarto de hotel, baião de dois

Lá em cima rola animação
Alguém mantendo a pulsação
Não importa o que vem depois
Quarto de hotel, baião de dois

Macaco Prego

Eu sou macaco prego
O bicho mais bonito do terreiro
Só não vê quem é cego
Eu gosto de mim mesmo o tempo inteiro
Eu sou macaco prego
Custei pra dar um jeito no cabelo
Cuidado que eu te pego
Não vem passando o dedo no meu pelo

O sol do meio dia é um chicote
Eu tenho algum trabalho pra fazer
Outro macaco entrou no meu caixote
Vou lá botar o mico pra correr

Eu sou macaco prego
O boy qe tá com ela é um martelo
Se gosto, me esfrego
Quem manda ter um corpo assim tão belo

Recato em macaco é bobagem
Não poderia ser de outra maneira
Receba essa singela homenagem
Oh dama de ondulante cabeleira

Eu sou macaco prego
Eu vivo e não me entrego
Não peço e não delego – satisfação
Eu sou macaco prego
Eu vivo e não me entrego
Não peço e não delego
Pleased to meet you

Sou macaco prego
Eu sou macaco prego
Sou macaco prego
Sou macaco e não nego

Salto no asfalto

Sabe mais do reino aonde vai
Viu peixe tubarão
Coisa que não era pra ver
Labirinto na cabeça
Se sufocou na multidão
Nem ao menos tentou
Se redimir dos erros
Não parou pra pensar
Se foi bom ou ruim
Inútil persistir, inútil desistir

Sentiu seu salto no asfalto
O vento na perna, embaixo da saia
A blusa meio aberta, branca
Sorriu, mas não sabe pra onde

Corre atrás do amor de bar em bar
Do céu de uma paixão
Ao inferno de um novo prazer
Mil ideias na cabeça
Pra sufocar a solidão
Nem ao menos tentou
Se redimir dos erros
Não parou pra pensar
Se foi bom ou ruim
Inútil persistir, inútil desistir

Sentiu seu salto no asfalto
O vento na perna, embaixo da saia
A blusa meio aberta, branca
Sorriu, mas não sabe pra onde
Sentiu seu salto no asfalto
O vento na perna, embaixo da saia
A blusa meio aberta, branca
Sorriu, mas não sabe pra onde

Sabe mais do reino aonde vai
Viu peixe tubarão
Coisa que não era pra ver
Labirinto na cabeça
Se sufocou na multidão
Sabe mais do reino aonde vai

Gentil Loucura

Hoje eu tô jogando tudo fora
Tudo que não presta mais
Todo o lixo que juntei
Nos meus becos e quintais

Tô falando de loucura
Tô falando de viver
Aura clara, sorte escura
Descobrir o que se é, e ser

Pois é preciso ser honesto
Se cada dia é diferente
Sou um anjo e não presto
Sou só eu no meio desta gente

Tô cansado de bancar
O herói de mim ou do bem
Abro a porta, eu quero mais
Eu quero ser sincero com alguém

Deixe que eu respire o ar livre da rua
Sem parar pra discutir
Deixe que eu passeie minha loucura
Gentilmente por aí

Prendido en tus dedos

Para ti yo soy un aprendiz
Preso entre escila y caribdis
Hipnotizado sin vacilo
Mirando en tu dedo el anillo

Sólo vengo aquí para saber
Cosas que no me dijeron ayer
Puedo ver el destino que vendes
Banda de oro en el dedo que extiendes

Estare prendido en tus dedos

Mefistófeles no es tu apellido
Un poco más y lo habría sido
Escucharé bien todo lo que dices
Verás lo que pueden los aprendices

Estare prendido en tus dedos

Diablo y mar profundo están detrás
Un segundo y no me encontrarás
Tornaré tu rostro en alabastro
Sabes que tu siervo es tu maestro

Estarás ahora en mis dedos

Zé Trindade

Zé Trindade chegou
Na cidade voltou
Senhoras e senhores com vocês
O grande Zé outra vez.

Zé Trindade chegou
Na cidade voltou
Senhoras e senhores com vocês
O grande Zé outra vez.

Quem é aquele cara, aquele tipo, aquele ali
Cabelo preto, bigodinho e a barriga aqui
Quem é aquele que belisca aquela tentação
Papo furado, piscadinha e ela dando atenção

Ele é um crápula inocente e um amante otimista
Atiça a fúria dos homens e some sem deixar pista
Sua mulher vai à forra, ele se borra e se mija
Também o Zé sempre tá com mão e pé na botija

Deus do céu, well, well
É o Zé
O nosso prezado Zé

Zé Trindade chegou
Na cidade voltou
Senhoras e senhores com vocês
O grande Zé outra vez.

Conversando com Cantinflas num canto do salão
Zé curtia um charuto e prestava atenção
Mas passou uma doutora diplomada em exagero
Parecendo a pimenta certa pro seu tempero

Ele é um crápula inocente e um amante otimista
Atiça a fúria dos homens e some sem deixar pista
Sua mulher vai à forra, ele se borra e se mija
Também o Zé sempre tá com mão e pé na botija

Quem chegou, don’t you know
Mister Joe
O nosso prezado Zé

2x[Refrão]
Zé Trindade chegou
Na cidade voltou
Senhoras e senhores com vocês
O grande Zé outra vez.

Conversando com Cantinflas num canto do salão
Zé curtia um charuto e prestava atenção
Mas passou uma doutora diplomada em exagero
Parecendo a pimenta certa pro seu tempero

Quem é aquele cara, aquele tipo, aquele ali
Cabelo preto, bigodinho e a barriga aqui
Quem é aquele que belisca aquela tentação
Papo furado, piscadinha e ela dando atenção

Zé piscou, disse adiós
Deu no pé
Pro galho dessa mulher

3x[Refrão]
Zé Trindade chegou
Na cidade voltou
Senhoras e senhores com vocês
O grande Zé outra vez.

Uma Canção É Pra Isso

Thurururu! Thurururu!
Thurururu! Thurururu!

Uma canção é prá acender o Sol
No coração da pessoa
Prá fazer brilhar como um farol
O som depois que ressoa…

Uma canção é prá trazer calor
Deixar a vida mais quente
Prá puxar o fio da paixão
No labirinto da gente…

Prá consertar
Prá defender a cidadela
Prá celebrar
Prá reunir bairro e favela…

Uma canção me veio sem querer
Naquela hora difícil
Joguei-a logo nesse iê iê iê
Por profissão ou por vício…

Prá clarear a escuridão
E o mundo encerra
Prá balançar
Prá reunir o céu e a terra…

Thurururu! Thurururu!
Thurururu! Thurururu!
Thurururu! Thurururu!
Thurururu! Thurururu!

Uma canção é prá fazer o Sol
Nascer de novo
Prá cantar o que nos encantou
Na companhia do povo…

Prá consertar
Prá defender a cidadela
Prá celebrar
Prá reunir bairro e favela
Oooooooh!…

Uma canção é prá acender o Sol
No coração da pessoa
Prá fazer brilhar como um farol
O som depois que ressoa…

Prá clarear a escuridão
E o mundo encerra
Prá balançar
Prá reunir o céu e a terra…

Thurururu! Thurururu!
Thurururu! Thurururu!
Thurururu! Thurururu!
Thurururu! Thurururu!

Um Segundo

Não pense mais
Que você não é capaz
De cruzar estas esquinas

O mundo oscila
Realmente, eu sei
Na beirada dos teus olhos

Pode acreditar
Diabo é quando não há mais poesia
O chão não está mais fixo do que seu olhar
Hoje pra ninguém

Mas veja só
Não torne este peso maior
Sem razão
Você tem todo tempo
E mais um segundo pra se convencer

Você, rapaz
Na verdade é um a mais
Percorrendo o mesmo círculo

O mundo oscila
Realmente, eu sei
Feito fogo nos teus olhos

Pode acreditar
Diabo é quando a lágrima não cai
O chão não está mais fixo em nenhum lugar
Hoje pra ninguém

Um Mais Um

Éramos nós
Éramos nós
Um mais um
Éramos mais
Que só dois

Éramos um
Feito de dois
Mais que nós dois
Nunca então sós

Eu era eu
Quando era nela
Ela em mim
Como ela era

Éramos um
Feito de dois
Mais que nós
Nunca então sós

Soma sem subtração
Múltiplos sem divisão
Dois que se amavam então
Éramos multidão

E na matemática torta
Da vida aqui sem ela
Dois menos um é zero
Eu não sou nada do que eu era

Um Homem Solitário

No desterro do coração
Vi um homem só, sob o sol
Que andava a procura da sorte
Na estrada que escolheu.

No deserto do seu olhar
Quantos sonhos vão se esconder
Mas agora ele só se entendia
Com as feras nos covis

E quando a noite vem,
trazendo a solidão,
é sua a senha pra seguir.

Tudo que queria então
Era caminhar sob o sol
Esquecer o amargo do dia
E a sorte que sonhou ter

E quando a noite vem,
trazendo a solidão,
é sua a senha pra seguir.

Andar nas constelações esquecidas
Pensar nos perdidos amores
Tão errantes quanto ele
Sem sinal de redenção

Tudo que queria então
Era caminhar sob o sol
Esquecer o amargo do dia
E a sorte que sonhou ter

E a quando a noite vem,
trazendo a solidão,
É sua senha pra seguir.

Andar nas constelações esquecidas
Pensar nos perdidos amores
Tão errantes quanto ele
Sem sinal de redenção

Um Gesto Qualquer

Ele liga a TV e você não quer saber
Futebol, sexo e ação capturam toda atenção

Da paixão ao tédio quantos dias caberão
Ele tem que trabalhar, você tem que ver a situação

Do prazer ao vício é só uma leve distração
Do amor à solidão quantas noites ainda correrão

Ele pede um café e mergulha em seu jornal
Você sabe como é tudo isso parece tão normal

Da alegria a mágoa, uma velha tradição
Do amor à submissão um percurso torto da ilusão

Ele não notou e você espera ainda
Nem sequer ouviu você dizer que não importa mais
Que não se importa mais

Ele não notou e você espera ainda
Um gesto qualquer depois do amor que não importa mais.
Que não importa mais

Um Dia Qualquer

Na espuma das ondas
As meninas se lançam
As cadeiras redondas
Onde as ondas se amansam

Todo dia é na praia
todo minuto é pra um
Todo dia é do tempo
O tempo todo, tempo algum

Eu passei lá na vila
Ele é de vila Isabel
Meu nego meu jongo
Hoje eu chego na barra do céu

Você me entenda
Dança de Oxum é assim
Se joga no mundo
Cai nas ondas e volta pra mim

Hoje é final de século
Hoje é um dia qualquer
Você vai ao cinema
Ou toma um foguete, ou toma um café

Hoje bobagem, drama
hoje é um dia comum
Você deita na cama
Com os pés no século vinte e um

Então corre pra ver
Então fica pra ver
Então corre pra ver
Beleza do mundo descer

Toda rua começa
Onde acaba meu mal
De conversa em conversa
Eu já passei da capital

Era um filme domingo
Penas do paraíso
Eu só guardo o que me ensinou
Que tocar é preciso

Trancoso

Um colar de contas daqui vou te levar
Um colar de conchas do mar pra te cobrir
Pra você ver da varanda
Vou fotografar as plantas que ainda vão se abrir
Um anel de coco daqui vou te levar
E no búzio um pouco do mar pra se ouvir
Melodias de sereia e nos pés da areia
O bater das ondas que não pára
Não vai parar para acompanhar
O silêncio sem fim que eu guardo agora
Em minha boca pra te dar
Sobre o mesmo rastro dos pés que o mar levou
Reconheço um pouco de mim que aqui ficou
E da beira da distância, numa mesma dança
Chuva, sol e chuva e sol não param
Não vão parar para alimentar
O horizonte sem fim que carrego agora sobre a pele
Ao caminhar para acompanhar um outro de mim
No meu corpo, outra vez em você

Te Quiero Problar

En este
Aqui en este mundito cerrado ella es increible,
con su vestido negro indefectible
detesto el modo de ella pero pensando bien,
ella se amolda a mis sueños muy bien

Beat it laun, daun daun
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun, baun baun

conoce te a ti mismo que yo me entiendo
soy un alguien vulgar,
no lo que estan diciendo.
y finjo que no finjo al ignorar
que ella me domina en el primer ojear

Beat it laun, daun daun
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun, baun baun

yo te quiero probar
sin miedo y sin amor
te quiero probar
por que ella vierte un banquete un manjar
un angel con vestido una libido de matar

ella es tan vistosa que tal vez sea impostura
quien diera que yo fuera un loco, un cara dura

conoce te a ti mismo que yo me entiendo
soy un alguien vulgar,
no lo que estan diciendo.
y finjo que no finjo al ignorar
que ella me domina en el primer ojear

Beat it laun, daun daun
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun, baun baun

yo te quiero probar
sin miedo y sin amor
te quiero probar

yo te quiero probar
cocida avapor
te quiero probar

y ella somba somba..menea con el pelo…

Aqui en este mundito cerrado ella es increible,
con su vestido negro indefectible
detesto el modo de ella pero pensando bien,
ella se amolda a mis sueños muy bien

Beat it laun, daun daun
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun, baun baun

yo te quiero probar
sin miedo y sin amor
te quiero probar

yo te quiero probar
cocida avapor
te quiero probar

Beat it laun, daun daun
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun, baun baun

y ella somba somba somba, menea con el pelo…

Sutilmente

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti.

Supernova

É nítido, direto e inquietante
Eu diria totalmente extravagante
Nosso amor é agressivo no seu ímpeto lascivo
De amizade escarnada no desejo

Não tem calma o forte sim da tua presença
Fecundando minha mente e o fundo desse poço
Onde me jogo simplesmente por esporte boêmio
Mas é tão sério e maluco tá por um fio de tensão

Nosso amor é agressivo no seu ímpeto lascivo
De amizade escarnada no desejo
Obtém aquele máximo poder de um casal
Que é só mesmo destino de um pro outro

No universo das paixões
Amor assim é supernova
Certeiro na veia da carne
Da alma, na carne d’alma

Sul da América

Sol nasceu
Ninguém que eu saiba morreu
Ninguém me viu lá embaixo
Só no riacho

Sul da América
Um ponto luminoso
Entre milhões um ponto lá
Chamado amor

Aurora joga o anzol sobre nós
vamos cantar o amor do sol
O sol que volta no varal
Do horizonte extenso, nacional

Pedimos o fim da guerra civil
Pedimos e podemos isso
Pedimos um café pra tocar
Pedimos fé no Brasil

É tanta cidade que eu já passei
É tanto nome que não lembrei
É mágoa antiga que eu não rezei
Pra não voltar nessa hora boreal

Há muito tempo que eu tô na estrada
Já vi planícies ensolaradas
Já vi baias, rios, planaltos
E todo amor é salto vertical

Um dia isso vai ter que passar
Um dia eu volto pro meu lugar
Há sempre alguém a nos esperar
Um dia eu volto pra lá

Dormindo no chão do aeroporto
Como se eu fora um poeta morto
Aero acesa a minha esperança
Que hoje me alcança, diagonal

Siderado

Porque eu te espero na neblina
Porque eu te espero no saguão
Aeroporto ou esquina
E no sol do verão
No fim do mundo

Porque eu te espero no cerrado ou na cidade invadida
Perdido de amor, siderado
No final na saída
No poço fundo

Porque eu te espero nas manhãs
De nuvens só feitas de lãs

Se duvidar
Eu tenho mais de um mar de provas
Se duvidar
Eu tenho mais de um mar

Se duvidar
Eu tenho mais de um par de trovas
Se duvidar
Eu tenho mais de um mar

Porque eu te espero no aterro
Porque eu te espero diga quando
Por certo
Soho ou é Serro
E a noite passando num segundo

Porque eu te espero ali também
Na última linha desse trem

Se duvidar
Eu tenho mais de um mar de provas
Se duvidar
Eu tenho mais de um mar

Se duvidar
Eu tenho mais de um par de trovas
Se duvidar
Eu tenho mais de um mar

Eu fiz esta canção
Faltando alguém, quem
Fiz essa canção sem opção, sei
Fiz essa canção porque me falta alguém
Fiz essa canção de coração, sei

Porque eu te espero nas manhãs
De nuvens só feitas de lãs

Se duvidar
Eu tenho mais de um mar de provas
Se duvidar
Eu tenho mais de um mar

Se duvidar
Eu tenho mais de um par de trovas
Se duvidar
Eu tenho mais de um mar

Seus Passos

E quando caio do seu bolso
Escorrego pelo rosto
Nossos beijos e palavras
Ficam soltos no lugar

E o que dizer desse segundo
Distraído do olhar
Que no infinito corre mundo
Onde o céu encontra o mar

Nesse jogo de reflexo
A certeza me distrai
Seu desejo é meu início
E eu estou tão perto agora, eu sei

Você vai dizer que não
Eu sigo seus passos
A caminho do meu coração
Você vai dizer que não
Eu sigo seus passos

Uma curva, não um risco
Alegria é como um vício
Nesse livro nossa história
Estampada em seu olhar

Nesse jogo de reflexo
A certeza não nos trai
Seu desejo é meu início
E eu estou tão perto agora, eu sei

Você vai dizer que não
Eu sigo seus passos
A caminho do meu coração
Você vai dizer que não
Eu sigo seus passos
O caminho é meu coração

Sem Terra

Tenente Gama estará na barra do Brooklin atento
Zé da Navalha na boca do rio Urutu
Quatro patrulhas vão cobrindo os quatrorizonte
Nego DJ Adílio leva o rádio

Aurili bon bonga
A cobra vai pular
Aurili bon bonga
Permiso, êêêêêê!

Eles pitimbam, negarfam, então hão de ter
Bate o bongô, drum machine, bate o xequerê
Batecumã nego véi de guerra
Colono branco e a lua estratagema

Aurilibilim bajé pajé pai chamou
No cabo do teletrônico mensageou

Na terra dos sem-terra
A barra vai pesar
Quem ignora erra
Quem quer ignorar

Sofrer o baque todos eles já sofreram
No Paraná, no Pará, no Espírito Santo
Bate imigrante nego véi de guerra
Quebratabaque o atraso, o quebranto

Na terra dos sem-terra
A barra já pesou
Quem ignora erra
Quem ignora errou

Saturação

A manhã se oferece qual maçã
Sobre um mar de alumínio
A menina tão leve, leve e sã
Já mediu seus domínios

A manhã aparece nos jornais
Editada e branca
Página de assuntos culturais
E o trânsito estanca

A manhã se acende qual farol
Sobre as águas do mangue
A beleza desliza sobre o sol
Sempre acesa no sangue

Um terreno saturado
Como tantos pelo mundo
Um terreno saturado
E no mangue o bang bang

A menina parece minha irmã
Inocente e bonita
A manhã como todas as manhãs
Não se apressa, não se alarma, não se agita

Um terreno saturado
Como tantos pelo mundo
Um terreno saturado
Na saída da cidade

Sambatron

Pode ser que seja normal
Pode ser o início do fim
Se você disser que o samba é esse
Tomara que sim

Eu estava por aí
Meio assim paixão residual
Eu estava à espera do final
Do juízo sobre nós

Eu estava por aqui
Bem assim, depois do carnaval
Eu estava à espera do final
Do juízo sobre mim

Eu estava bem aqui
Nessa ilha artificial
Eu estava à espera do final
Do juízo sobre o mal

Eu estava à espera do final
Do juízo sobre mim
Eu estava à espera do final
Do juízo sobre o mal

Para quem tem dois ouvidos
E não consegue entender
Para quem tem duas mãos
E, não, não consegue doar
Para quem tem dois pulmões
E ainda assim falta ar

Para quem tem sexo
E sexo só não faz gozar

Laia badaia sabadana
ave-maria
É pau é pedra é toda alvenaria, eu sei

É pau é pó é pedra, é o problema crônico
É o samba eletrônico, é o sério e o cômico
O mudo e o afônico, é o mundo atômico
É o saco sem fundo sem nexo do mundo, eu sei

Laia badaia sabadana
ave-maria
É pau é pedra é toda alvenaria, eu sei

Sam

Chuva sobre chuva, noite e dia só chovia
E eu descia para a rua
No meio da avenida um amigo me via
Aonde você vai, Sam?
Vou ali, depois te conto
Chuva tão sem graça, tudo que aborrece passa
Logo o sol ensolarava
Passando pela praça uma gata me mata
Aonde você vai, Sam?
Vou ali depois te beijo
Um pregador me pega
Me prega o seu asco, um saco
E eu já tava no inferno
Um pregador moderno.
Blusão de couro em vez de terno
Aonde você vai, filho?
Vou ali, depois me humilho
Cineclube á tarde, filme de Godard e Bergman Nunca mais vou esquecer
Te conheci na vida, te conheci num fim de ano Aonde você vai, Sam?
Vou ali, depois te amo
Baixo é guitarra, noite e dia só farra
Que saudade de uma missa
No adro da igreja meu amor se divertia
Aonde você vai, Sam?
Vou ali e volto um dia
Aonde você vai,Sam?
Os dias são muitos
Aonde você vai, Well?
Podemos ir juntos

Saideira

Tem um lugar diferente
Lá depois da saideira
Quem é de beijo, beija
Quem é de luta, capoeira…

Tem um lugar diferente
Lá depois da saideira
Tem homem que vira macaco
E mulher que vira freira…

Oh! Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada
Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada
Desce maaaais
Desce maaaais…

Tem um lugar diferente
Lá depois da saideira
Tem bandeira que recolhe
Tem bandeira que asteia…

Tem um lugar diferente
Lá depois da saideira
É tomando uma gelada
Que se cura a bebedeira…

Oh! Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada
Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada…

Tem um lugar diferente
Lá depois da saideira
Quem é de beijo, beija
Quem é de luta, capoeira…

Tem um lugar diferente
Lá depois da saideira
Tem homem que vira macaco
E mulher que vira freira…

Oh! Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada
Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada
Desce maaaais
Desce maaaais…

Oh! Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada
Comandante, capitão
Tio, brother, camarada
Chefia, amigão
Desce mais uma rodada…

Romance Noir

Fim de semana, fim de tarde
Eu mexo o gelo do copo com o dedo
Melhor sozinho, até porque
A solidão é uma velha amiga

As persianas clichezadas
Não filtram a poeira dourada
Esse escritório às vezes dá impressão
De um pardieiro suspeito

Longa avenida eu sei, mas eu preciso encontrar
Outra saída eu sei, pra esse romance noir

A sombra entra lentamente
Enquanto o trânsito ecoa distante
Não sei porque ela insiste…
Mas não vou, não vou pensar nisso agora

Como também não vou pensar
Que o amor tem seus próprios fios
A chuva desce com trovões
E da janela observo a fiação

Réu e Rei

Desde que você disse nem
Saber quem foi John Coltrane
E Noel Rosa era alguém
Que seus tios gostavam bem
Eu te amo desde que
Anjo caído cai
Desde quando nem vi
A sombra do amor ali
Desde que não fugimos
Pras ilhas de sal, pros cimos
De neve que nunca vimos
Desde que nada infrigimos
Aquela tenda que não houve
Beijo nenhum a boca soube
Amor ao léu sem quem o louve
Cego que vê,surdo que ouve
Quantos pais eu já matei
Ao mesmo tempo réu e rei
A lua, o quarto, me deito, me dei
Por perdido assim que te achei

Resta Um Pouco Mais

Se você esqueceu meus nomes
Comece a guardar
Cada madrugada que eu te dei
Mas resta um pouco mais
Navios colossais
Que nunca deixaram o cais
Um pouco mais
Naufrágio de estrelas no céu
Uma razão cega pra viver
E um arbusto na praia ao léu

Se você esqueceu meus erros
Revele pra mim onde foi que eu desapareci
Mas restam nestes vãos
As cinzas que irão
Tornar-se a tela de minha alma
Um pouco mais
Um corpo caído nas mãos
Silenciosas de uma mulher
E um tumulto no coração

Mas quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus
Quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus

Se você esqueceu meus nomes
Comece a guardar
Cada madrugada que eu te dei
Mas resta um pouco mais
Navios colossais
Que nunca deixaram o cais
Um pouco mais
Naufrágio de estrelas no céu
Uma razão cega pra viver
E um arbusto na praia ao léu

Mas quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus
Quando os meus olhos
Vão por aí
Levam junto os teus

Rebelião

Nem todo o arsenal das guarnições civis
Nem trezentos fuzis m-16
Nem as balas do Clinton, as bulas do Papa
Nem os tapas dos que guardam leis
Nada disso vai fazer a gente acatar
O absurdo ad aeternum desse lugar
Décimo círculo do último inferno
Infecto, sem luz, sem letra, sem lei
E pronto pra queimar
E pronto pra queimar

Inferno de Dante diante de cada um
Da hora em que começa a manhã
Até a hora em que a cela se esfria, suja e sombria
E a lua livre meio que zomba de nós
Nem todo o aparato da Santa Inquisição
Nem a dancinha do padre na sua televisão
Bi Babulina chegou com gasolina e colchão
E a esperança é mato no coração
E pronto pra queimar
E pronto pra queimar

Não há solução, nem mesmo hipocrisia
Não há qualquer sinal de melhorar um dia
Se você não se importa eu vou dinamitar
A porta, a porra dessa masmorra
Nem a educação do colégio Rousseau
Pode dar conta do que aqui se passa
Flores do mal! Luz do horror!
Farol da barra dessa desgraça
Só serve pra queimar
Só serve pra queimar

Nem todo o arsenal das guarnições civis
Nem trezentos fuzis m-16
Nem as balas do Clinton, as bulas do Papa
Nem os tapas dos que guardam leis
Nada disso vai fazer a gente acatar
O absurdo ad aeternum desse lugar
Décimo círculo do último inferno
Infecto, sem luz, sem letra, sem lei
E pronto pra queimar
E pronto pra queimar

Preto Damião

(refrão)
Ele chegou na ribeira
Chegou ligadão
Ele sorriu e beijou
Dez vezes o chão
Ele chegou sexta-feira
Guitarra e wah wah
Ah, ele sorriu e rezou
Só pra começar

Preto aprendeu na marra
Nas farra de Santana
Teve visão pra aprender
De um jeito que eu não sei

Preto aprendeu na marra
Nas farra de Santana
Teve visão pra aprender
De um jeito que eu não sei

Parecia um caso de ficção
Jimmy Hendrix no morro era o Preto Damião
Jonhy be good com legenda, uma lenda, é
Tudo que os meninos sonham mas não podem ser
Fazendo som, fazendo o bem, fazendo mais muito mais
Do que eles do que tu e do que eu
Inda dançava como um cão dando pulo pelo chão
Parecia um discípulo de Orfeu

Ele tocava din gui don e qui don mei baião
Com macumba e piscava pra você
Ganhava a vida em Corumbá, Morro de Pilão e Maranhão
E Lousiana e Manhattan no verão
Só pra poder, só pra poder forjar a lâmina do som
Passear a alma no campo da solidão
E ver o dedo finalmente aprender
A melodia que ninguém sabe fazer

(refrão)

Preto aprendeu na marra
Nas farra de Santana
Teve visão pra aprender
De um jeito que eu não sei

Tudo começa na barriga da miséria
Escravo da Nigéria, trisavô de Damião
Chegou no tráfico do inglês, ou talvez holandês
Pra servir o senhorio português
Só pra dizer, só pra dizer que DAmião aprendeu
Nesse rio submerso da esperança
Se entrega, negão, eu não me entrego, não
Vou buscar no mundo o que é meu

Ele chegou sexta-feira
Guitarra e wah wah
Ah, ele sorriu e rezou
Só pra começar

Por Um Triz

Brandiu assim o ferro quente
E seu rosto em minha mente
Foi queimando feito cicatriz

Do corpo estreito quase ausente
O cheiro ardido e transparente
Era certo da questão o xis

Que o líquido fermente
Se separem as sementes
Ponham-se os pingos nos ís

Que a lente do amor aumente
Faça em presença o que é ausente
Porque só se vive por um triz

Só o amor pode juntar
O que o desejo separou
Não poderia ontem se
Vestir de amanhã

Só o amor pode apagar
O que o desejo rasurou
Inventaria ontem
Pra existir amanhã

Pegadas na Lua

A parte que me cabe
Nesse peito seu
Novamente vai se lembrar
Sua boca era silêncio
A terra queria girar

A parte que me cabe
No teu sonho ateu
Novamente quer acreditar
Em universos infinitos
Sem nenhuma luz pra te cegar

A parte que me cabe
Nesse peito seu
Novamente vai respirar
Em lugares abafados
Onde ninguém vai passar

A parte que me cabe
Nesse espelho seu
Novamente vai desejar
O que parece inatingível
Mas faz o mundo melhorar

Eu sou uma força
Jorrando palavras
Pelos canos de vitrines e ruas
Por onde você vai trafegar

Eu sou essa força
Abrindo suas gavetas
Tirando palavras que podem
Até te contar

Eu tenho uma força
Que deixa pegadas na lua
Na esquina por onde
Você também vai levitar

Pára-Raio

Passa o tempo, lento ensaio
Espero você aqui
Paro dentro, entro e saio
Falta você aqui

Calo invento, quieto falo
Trago você aqui
Lato intenso em detalhes
Quero você aqui

Abro e vejo da janela
Fogos de artifício
Estrelas em mosaico
Vidro opaco a luzir

Vasto imenso, feito em partes
Fácil para construir
Rasgo ao meio em metades
Acho você dentro de mim

Seu brinquedo imaginário
Feito pra te distrair
Paro dentro, entro e saio
Falta você aqui

Noite inteira, fim de tarde
Meu calendário marca o infinito
Em trincheiras que escavo
Acho você dentro de mim

Assim como o sal feito no mar
Azul como o céu e a imensidão
Que enche o pulmão de pleno ar
Achei seu lugar meu

Panorâmica

De repente aquela esquina era mais que um lugar
Era o encontro casual do céu e do seu olhar
A melancolia dos verões entardecendo
Contornava as paredes de um hotel
E a tarde se desfez na linha do horizonte
Agora eu sei quanto tempo faz
E quando eu fiquei à espera do perigo
Você ficou para sempre na lembrança
No silêncio, na distância
E no lago azul da noite imensa
Meu corpo segue vertical
Pensando em você
De repente aquela esquina era mais que um lugar
Era quase exato tudo que havia em mim
Solidão, conforto e o coração se esvaindo
Como os tons da tarde morta lá no céu

Pacato Cidadão

Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C’est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não…

E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol…

Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização…

Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C’est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não…

E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol…

Pra que tanta TV
Tanto tempo pra perder
Qualquer coisa que se queira
Saber querer
Tudo bem, dissipação
De vez em quando é “bão”
Misturar o brasileiro
Aaaaai!
Com alemão
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização…

Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C’est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não…

E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol…

Pra que tanta sujeira
Nas ruas e nos rios
Qualquer coisa que se suje
Tem que limpar
Se você não gosta dele
Diga logo a verdade
Sem perder a cabeça
Sem perder a amizade…

Pacato Cidadão!
É o Pacato da civilização
Pacato Cidadão!
É o Pacato da civilização…

Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C’est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não…

E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol…

Consertar o rádio
E o casamento é
Corre a felicidade
No asfalto cinzento
Se abolir a escravidão
Do caboclo brasileiro
Numa mão educação
Na outra dinheiro…

Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização…(2x)

Pacato Cidadão!
É o Pacato
Da Civilização! Da Civilização!

Os Ofendidos

Na estrada de Pompéia me apareceu um velho
Velhas roupas e chapéu e um olho cego
Me perguntou o que havia de novo nesse mundo
Eu disse guerra, crime, e ele: o mundo não me assusta
O mundo só…

Numa viela em Corumbá me apareceu um índio
Um cigarro em cada mão e um tênis só
Me disse que era de uma tribo subindo o Paraguai
Mas esta tribo já não há, e o mundo não me assusta
O mundo só me insulta
O mundo não me assusta, não
O mundo só…

Vou deixar, vou deixar você pensar
Que o tempo parou
Vou dançar, vou dançar até chover
Razões pra viver
Morder o calcanhar do tempo
Pro tempo correr

No fliperama do Sion me apareceu o anjo
Olhos tristes e batom e uma ficha só
Me perguntou se eu precisava de alguma coisa ali
Eu disse sim, uma resposta, mas a pergunta me assusta
Mas a pergunta…

Num trecho entre inferno e céu os dois tão absortos
Torre, bispo, Diabo e Deus e um silêncio só
Segui em frente e pude ouvir um fio de conversa
Ele disse em claro som : o mundo não me assusta, não
O mundo só me insulta
O mundo não me assusta
O mundo só…

Vou deixar, vou deixar você pensar
Que o tempo parou
Vou dançar, vou dançar até chover
Razões pra viver
Morder o calcanhar do tempo
Pro tempo correr

O mundo não me assusta
O mundo só me insulta(x3)

O mundo não me assusta
O mundo só.

Os Homens das Cavernas

Nós somos a molambeira
a vida nos trata a cacete
o que é morada eu não sei
se tive já esqueci
aqui debaixo da ponte
ô ô ô é o final

Vem na avenida senhor presidente
alguém de nós foi la ver
dizem que o homem tudo vê
por traz de seus vidros fumê
o presidente é a lei
molambada é como urubu

Nem palacio, nem barracão
nem duvida, nem ilusão
homens que vivem nas cavernas
where do they all belong?

Estado folha globo
e o fogo pra acender
para come a fome pra viver

Ali vai ser a trincheira
os carros merecem correr
são caros e velozes
um carro é o que eu queria ter

Levar meu pai na bahia
ele que gosta do mar
ele que gosta…

Aclimação, eu vacilei
parei na colônia penal
não sou de briga mas tirei
o sangue de um homen mal
separei sem querer
sua alma do corpo

Bom que se saiba
meu irmão cada vez que dorme aqui
truca-se um baralho,jogo bom
sibilina a lua chegou
sete lobas uivaram eu contei
ou quem sabe,irmã
foi a sirene da rotam
a farejar sua caça
essa raça não quer morrer
bala passa a mergulhar
acesa na escuridão
isso deve doer

Os Exilados

Meu coração tá batendo de amor e cansaço
Saudade do abraço, do morno regaço onde eu deixei
Um pedaço de mim, um pedaço de mim

Meu coração parecendo um lobo rubro aço
Ficou mudo no abraço, é de veludo o laço com que eu atei
Um pedaço de você, um pedaço de você

Com você eu vou mais longe
Que os cristos, que as crenças
Que o bonde de valença
Com você eu vou mais longe ê

(Refrão)
Meu coração é o seu
Seu coração é o meu
Meu coração é o seu
Seu coração é o meu

Meu coração tá batendo de amor e cansaço
Saudade do abraço, do morno regaço onde eu deixei
Um pedaço de mim, um pedaço de mim

Com você eu vou mais longe
Que a ilha de mallorca
Onde a porca torce o rabo
E o diabo nos esconde

(Refrão)

Meu coração parecendo um troço, um erro crasso
Tipo “lost in the space”, não entende o estilhaço
Que é só, eu sei
Um balaço de amor, um balaço de amor

Com você eu vou mais longe
Que os cristos, que as crenças
Que o bonde de valença
Com você eu vou mais longe ê

(Refrão)

Onde Estão

Fecho os olhos
Peço para Deus
Que possa atender
Esses versos e prosa
Que eu deixei
E eu não sei
Se irão
Tocá-lo em servidão

Abro a porta
Olho para o céu
Será que já choveu?
No jardim essas rosas
Que eu plantei
E eu não sei
Se estão
Mortas ou em botão

E eu me perguntei:
Onde estão
Todas as crianças
Todas as pessoas
Que eu já chamei
Que eu procurei aqui
E que eu tanto amei?
Onde estão meus irmãos?
Onde estão?

Abro os braços
Tanta emoção
Quando eu irei te ver?
No jardim, essas rosas
Que eu plantei
Mas eu não sei
Se irão
Abrir esses botões

Fecho os olhos
Peço para Deus
Que tente entender
Esses versos e prosa
Que eu não sei
Se eu deixei
Em vão
Tocar a imensidão

E eu me perguntei:
Onde estão
Todas as crianças
Todas as pessoas
Que eu já chamei
Que eu procurei aqui
E que eu tanto amei?
Onde estão meus irmãos?
Onde estão?

O Som da sua Voz

Não me deixe na chuva não
Não me tire do coração
Não me diga que vai sem mim
Já conheço esse teu olhar
Uma luz a se afastar
A quilômetros daqui
Não me deixe na noite não
Na travessa da desolação
Não me diga que quer assim
Porque ali não há calor
Não há luz nem há razão
E não há o teu riso
Tudo está tão certo, não está?
Vem aqui mais perto, vem mostrar
Vem dizer aonde vai seu olhar
Quando a noite estender seu manto sobre nós
Meu abrigo então será o som da sua voz

O Beijo e a Reza

(Refrão)
Iça, iça vela do barco
Mar do Atlântico Sul
Marinheiro João do Arco
Anjo do céu azul
Iça iça âncora vela três milhas do atol
Sol na nuca e o corpo dela ofusca a luz do sol

Quem a vista a ilha do amor
No mar só se dá bem
Um peixe que eu pesquei me fisgou
Fui seu peixe também
Me dá um beijo, que o beijo é uma reza pro marujo que se preza

Oa Oa balanço do mar
Oa oa amor vida boa
Oa oa vento dá na vela
Oa ao me leva pra ela

(Refrão)

Roupa lavada no varal
Cega minha aflição
Moça do batalhão Naval
Pega na minha mão
Me dá um beijo, que o beijo é uma reza pro marujo que se preza

Oa oa balanço do mar
Oa oa amor vida boa
Oa oa vento da vela
Oa oa me leva pra ela

(Refrão)

Tempestade vai e vem
Vai firme no leme marinheiro
Ela me quer e eu já não choro mais
Vou correr o mundo inteiro
Me dá um beijo, que o beijo é uma reza pro marujo que se preza

Oa oa balanço do mar
Oa oa amor vida boa
Oa oa vento da vela
Oa oa me leva pra ela

Notícias do Submundo

Todos ouvem o sinal
Que atravessa a galeria
No sentido da central
A serpente risca o underground

Entra gente em profusão
Nas entranhas do metrô
Como Ulisses na odisséia
Quantos deles poderão voltar

Veja só o mar
Que se abre um abismo
E cospe as notícias da semana

As paredes vêm trazer
Os jornais do subway
Estações do inferno e céu
Cujo nome exato eu não sei
As artérias, os pulmões
Plenos de desilusão
Vejo a mim não vejo mais
Tudo aqui dispara em lentidão

Veja só o mar
Que se abre um abismo
E cospe as notícias da semana

Ninguém percebeu
E você enxerga algo
Que ultrapassa as folhas da vidraça

Notícia

O tempo veio hoje me encontrar
Parando na minha janela
O tempo só chegou pra me dizer
Tudo que não pude perceber

Depois de mudar tanto o que toquei
O tempo vem trazendo algumas marcas
Na rua e no meu coração
Parece que alguém perde a razão

O tempo passa e nunca me avisou
E agora começa a acontecer
Aqui tão longe, ali bem mais perto de você
Ferve demais nesse verão

O tempo choveu fora da estação
Por isso me chamou pra uma conversa
Na rua e no meu coração
Parece que alguém perdeu a certeza

O tempo veio hoje me encontrar
Ainda quer me dar uma chance
O tempo só chegou pra me dizer
Tudo que não pude perceber

A onda imensa bate e leva a casa que vivi
O vento é forte e fortes não são as cidades que ergui
Algum mal fiz pra tanta resposta má
Do sol, montanha, vento e mar

Existe um céu de mísseis e de escudos contra mim
Um céu de estrelas de cometas me chama
Eu vou pedir, pedir que eu possa prosseguir
Entre o sol, montanha, vento e mar

A luz batendo no meu rosto é o sol mais quente que senti
Queimando planta, gente e tudo que nasce por aqui
Algum mal fiz pra tanta resposta má
Do sol, montanha, vento e mar

O tempo veio hoje me encontrar
Vem me falar de uma chance

Nômade

A minha casa está onde está o meu coração
Ele muda, minha casa não
No campo, em minas, terras gerais ou qualquer lugar
Onde estou, a minha casa está

Meu endereço é o sítio estrelado de norte a sul
Ele muda a cada estação
Na boca do sertão, na varanda do seu olhar
Onde estou, a minha casa está

A minha carne é feita de tudo que vai e vem
Tempo, nuvem, aflição também
Encontro e perda ao mesmo tempo, eu não vou parar
Onde estou, a minha casa está

Porque que eu sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade

Porque quando paro sou ninguém
Não declaro onde ou quem
Nômade

Porque eu sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade

Porque quando passo sou alguém
Sou do espaço, sou do bem
Nômade

Noites de um Verão Qualquer

Noites de um verão qualquer
Eu me sufoco nesse ar
O corpo venta em preto
O chão devora o espaço ocular

Noites de um verão qualquer
Deixa que ela entenda o traço
Que invente a fuga por nós dois
Que sou seus pés, eu sou também seus braços

Noites de um verão qualquer
Dentro da febre desse abraço
Satélite voltou do céu
Eu sou o resto, sou também o aço

Noites de um verão qualquer
Sob sua pele encontrei abrigo
Pra gente se devorar
Na órbita do seu umbigo

Seguem infinitos metros
Pra perto desse abraço
Eu tento respirar
Desdar o nó que aperta esse laço

Noites de um verão qualquer
Deixa que ela entenda o traço
Que invente a fuga por nós dois
Que sou seus pés, eu sou também seus braços

No Meio do Mar

Ouve o som, então, tom Tudo vai durar
Só eu passo, só eu morro,
socorro
No meio do mar

Se matar não precisa
Nós vivemos de brisa
E a cada mês tudo nos falta
Na medida exata

Tudo certo, tranquilo
Toca isso e aquilo
Ouve cry of love
Enquanto o mundo se move

Meu amor
Que mundo é esse o seu?
Mar afora
Tão longe você e eu

Os fracassos são nove
Eu vou fazendo o que posso
E só o sol me dá remorso
Sem explicar

Me deixar não precisa Escreve algo, me avisa
Me acerte logo às sete Promete

Tudo certo, tranquilo
Toca isso e aquilo
Ouve cry of love
Enquanto o mundo se move

Meu amor
Que mundo é esse o seu? Mar afora
Tão longe você e eu

Muçulmano

No quarto de hotel
Eu, devoto, me ajoelho
Na beira da cama encosto
Bem de frente pro espelho
E teu cheiro me vem de repente
Como uma assombração
Faz ranger o assoalho
E esquenta o meu colchão

Do muçulmano a Meca
Do santo a compaixão
Você é meu descaminho É minha direção
Agora eu sei,[x2]

A velha fotografia Amarela na carteira
Minhas longas costeletas
Seu cabelo de hospital
Quando tudo era engraçado
Quando em braços esticados
Conseguia te pegar
Quando tudo era legal

Do muçulmano a Meca
Do santo a compaixão
Você é meu descaminho É minha direção
Agora eu sei,[x2]
Tudo engraçado
Tudo é legal
O nosso começo
Não tem final

Parado, congelado
Tenho medo de andar Se eu for pro lado errado
Posso me distanciar
Do ponto imaginário
Onde você deve estar
Que é pra onde eu me viro
Quando é hora de deitar
Do muçulmano a Meca
Do santo a compaixão
Você é meu descaminho É minha direção
Do muçulmano a Meca
Do santo a compaixão
Você é meu descaminho É minha direção
Agora eu sei, you know
Tudo engraçado
Tudo é legal
O nosso começo
Não tem final

Marginal Tietê

Jatos, carros voam
Sobre o canal
Farsantes, garças esparsas
Na imundice geral
Tudo legal
Nas alturas parece
Como parece impossível
Dar um jeito no lixo…

Mulheres querem amor e poder
E os homens querem somente
Aquilo que é irreal
Tudo normal
Nas cabeças parece
Como parece tranqüilo
Ser fiel a alguém…

Mas não existe megabyte
Para uma vontade
E a gente nunca
Quer nada fácil
Oh! Oh!
Não existe megabyte
Para uma vontade
E a gente nunca
Quer nada fácil…

É fácil dar trabalho
Casa e comida
Até dinheiro ou crédito
Se você quer saber
Tudo legal
Com os meios parece
E parecia tão óbvio
Manter a vista intacta…

Mulheres querem amor e poder
E os homens querem somente
Aquilo que é irreal
Tudo normal
Nas cabeças parece
Como parece tranqüilo
Ser fiel a alguém…

Mas não existe megabyte
Para uma vontade
E a gente nunca
Quer nada fácil
Oh! Oh!
Não existe megabyte
Para uma vontade
E a gente nunca
Quer nada fácil…

Oh!
Não é possível
Que isso seja o final
Não é possível
Que exista
O provisório eterno
Tudo legal
No inferno parece
Como parece tão simples
Vestir a roupa e sair…

Oh! Oh!
Não existe megabyte
Para uma vontade
E a gente nunca
Quer nada fácil…(2x)

Mandrake e os Cubanos

Será que você gostou
Desse terno que eu comprei
Parece um fraque de um Mandrake
Foi no centro que eu achei
Será que você gostou
Dessas meias de algodão, uuu
Disseram que no inverno esfriam
E esquentam no verão, uuu
Vou combinar com meus sapatos
De couro de cascavel
Botar no bolso uns cubanos
Que me deram lá no motel
Eu hoje sou cabra da peste
Sou mute lá no Correia
Nem cult nem cafajeste
Só lobo na lua cheia

Será que você gostou
Desse anel daqueles hippies
Parece a gema dos seus olhos
Irriquietos acepipes
Vou combinar com uma gravata
De peixes orientais
Botar no bolso um pente de osso
E umas ervas naturais
Eu hoje sou cabra da peste
Sou mute lá no Correia
Nem cult nem cafajeste
Só lobo na lua cheia

Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega o jaleco e “vamo” embora
Vê se liga qualquer hora
Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega o jaleco e “vamo” embora
Vê se liga qualquer hora

Será que você gostou
Desse terno que eu comprei, uuu
Parece um fraque de um Mandrake
Foi no centro que eu achei, uuu
Vou combinar com meus sapatos
De couro de cascavel
Botar no bolso uns cubanos
Que me deram lá no motel
Eu hoje sou cabra da peste
Sou mute lá no Correia
Nem cult nem cafajeste
Só lobo na lua cheia

Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega a echarpe e dá o fora
Vai chover marido agora
Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega o jaleco e “vamo” embora
Vê se liga qualquer hora
Capa, bengala e cartola
Ela tem lábios de mola
Pega a echarpe e dá o fora
Vai chover marido agora

Lugar

Voltei pra ler aquele olhar
De um amor que a gente mesmo escreveu
Que foi guardado sem pensar
Nas linhas de um desejo meu

Fiquei olhando todo espaço
Recriando um compasso seu
Sorri sonhando em qual gaveta
Nosso amor se escondeu

Mas guarde seu nome pra mim
Seus dias eu não deixo mais ter fim
O vento arde em versos por saber
Nessa tarde o sol é só por você

Chorei por ver nesse lugar
O que a palavra já teceu
Sou do seu tempo um retrato
Quando meu sonho era todo seu

Sorri por ver no nosso amor
Todas as portas pra você e eu
Fiquei pensando em qual cometa
Nosso amor adormeceu

Mas guarde seu nome pra mim
Seus dias eu não deixo mais ter fim
O vento arde em versos por saber
Nessa tarde o sol é só por você

Los Pretos

Los pretos que tienen casas
Los pretos que no las tienen
Los pretos que tienen cosas
Los pretos que no las tienen

¿Quiénes son los pretos?

Los pretos deben ser hermosos
Ahora mismo debem serlo
Añadir su gran elegancia
A la fiesta del occidente

A las puertas del novo siglo
Miro a uno detrás del cigarillo
Su porte esguio y correcto
Como un hijo de dioses

¿Quiénes son los pretos?

los pretos que quieren cosas
Los pretos que no las tienen
Me siento como uno de ellos
Yo que quiero se álguien

Toda esperanza a los pretos
Toda esperanza a nosotros
Los pretos de Manhattan, los pretos de los guetos
Los pretos de ojos en los astros

Indignação

Eu fiquei indignado
Ele ficou indignado
A massa indignada
Duro de tão indignado

A nossa indignação
É uma mosca sem asas
Não ultrapassa as janelas
De nossas casas

(REFRÃO)
Indignação, indigna
Indigna, inação

Lazzo Matumbe, Araketu, Iiê Ayê – a Bahia indignada.
Carlos Cachaça, Morenguera,Ivo Meirelles – o samba indignado.
Vila Dias, Papagaio, Cafezal, Pendura Saia, Pau Comeu, Pai Tomás,
Santa Marta-o morro indignado.
Ramiro, Lúcio Flávio e Escadinha, o crime indignado.
Cafuringa,Natal e Jairzinho lá na ponta indignados.
Satã e Seus Asseclas, Imigrantes da Abissínia, Boca Branca,
Os Inocentes e os Leões da Lagoinha indignados.
Jaguarão, Oiapoque e Guaicurus – a zona indignada.
Ginga, Mão Branca, Negrinhos de sinhá- a capoeira indignada,
Gaviões, Galoucura, Máfia Azul, Young Flu, Mancha Verde,Flamante, Independente – a massa indignada.

Homem Que Sabia Demais

Ele sabia que o amor é um tiro
Num alvo além da visão
Capaz da miragem mais linda
No olho de um furacão
Sabia que o desejo é um rio
Cheio de eletricidade
Como um animal no cio
Indiferente à felicidade

O homem que sabia demais
Não sabia esquecer
Nem voltar atrás
Pois sabia mais
Muito mais do que podia saber

Ele sabia que sua paixão
Debochava da velha moral
Como um feitiço absurdo
Muito além do bem e do mal
Continuava sempre sozinho
Procurando entender a razão
Que lhe tornava um ser
Tão sabido
Mas não explicava a solidão

Garrafas

As garrafas jogadas no chão
As garotas vestidas ou não
Os bongôs marroquinos nas mãos
E ela me mostrou o seu violão que eu dedilhei

Quando alguém chegou nesse exato momento
Mas alguém chegou nesse exato momento
Sei que alguém chegou nesse exato momento

As garrafas vazias nas mãos
As garotas despidas ou não
Os bongôs marroquinos no chão
E ela me mostrou uma flor lilás que eu aspirei

Quando alguém chegou nesse exato momento
Mas alguém chegou nesse exato momento
Sei que alguém chegou nesse exato momento

As janelas abertas, o céu
O dourado das folhas no azul
Estilhaços de nuvens no mar
E ela se envolveu lua no lençol e adormeceu

E o sol nasceu nesse exato momento
E o sol chegou nesse exato momento
E o sol bateu nesse exato momento

Formato Mínimo

Começou de súbito
A festa estava mesmo ótima
Ela procurava um príncipe
Ele procurava a próxima

Ele reparou nos óculos
Ela reparou nas vírgulas
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos
E ávidos, gozaram rápido

Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida

O medo redigiu-se ínfimo
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela, o súdito
Desenhou-se a história trágica

Ele, enfim, dormiu apático
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo, a vítima

Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico

Para ele, uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão, a rúbrica

Eu e a Felicidade

E afinal ela quer me entregar
Ou não quer?
Um beijo letal
E some no espaço
E afinal de onde vem
Será que tem mais também?
Não ouço sinal
Ninguém nesse rádio

Ela entrou numa astronave
O seu sonrisal cápsula
Circular sensual
De longe chegou
Habitante de Marte
Depois de morder me deu um soco e assoprou
Depois de comer lavou suas mãos e enxugou
E eu não passo de um brinquedo
Desmontável

Mas no meu quintal desceu essa nave de Vênus
Vestida de noiva
De véu e grinalda
E sem explicar eu olhei para baixo
E vi no terreiro
Um trevo de cinco folhas
Que é muito mais raro

E eu entrei numa astronave
E sem avental, sem sapato ou gravata flutuei, levitei
Muito acima do asfalto
Eu e a felicidade

Que depois de me ver mostrou seu rosto e acenou
Depois disse adeus, beijou minha boca e abençoou
Ela não passa de um desejo
Inflamável

Natural é ter um trabalho, um salário
Um emprego
Nome confiável
Respeito na praça
Mas afinal o que é felicidade?
É sossego
Nesse mundo pequeno
De tempo e espaço

Ela só vem dizer que quem nasceu já conquistou
O reino de Deus é um direito
Não é um milagre

Estivador

Açúcar no cais do porto
É na estiva, é na estiva
Ás vezes me sinto morto
A alma morta, a carne viva

Podiam me esquecer
É tudo igual, é todo dia

Disputas na estivagem
Viver de amor, calor e briga
Capo é um bom selvagem
Empurra o fardo com a barriga

Podiam reconhecer
Alguém mais fraco sucumbia
Mas eu aguento a carga do vapor
Sou calejado, sou estivador

As putas do porto partem
Na convulsão dos dias quentes
Que voltem, que se fartem
Com meu coraçãozinho ardente

Podiam lembrar de mim
Alguém sincero lembraria
Mas eu seguro a carga do vapor
Sou calejado, sou estivador.

Esmola

Êh!
Uma esmola pelo amor de Deus
Uma esmola
Meu! Por caridade
Uma esmola
Pr’o ceguinho, pr’o menino
Em toda esquina
Tem gente só pedindo…

Uma esmola pr’o desempregado
Uma esmolinha
Pr’o preto pobre doente
Uma esmola
Pr’o que resta do Brasil
Pr’o mendigo, pr’o indigente…

Ele que pede, eu que dou
Ele só pede, o ano é mil
Novecentos e noventa e tal
Eu tô cansado de dar esmola
Qualquer lugar que eu passo
É isso agora…

Uma esmola pelo amor de Deus
Uma esmola
Meu! Por caridade
Uma esmola
Pr’o ceguinho, pr’o menino
Em toda esquina
Tem gente só pedindo…

Uma esmola pr’o desempregado
Uma esmolinha
Pr’o preto pobre doente
Uma esmola
Pr’o que resta do Brasil
Pr’o mendigo, pr’o indigente…

Eu tô cansado, meu bom
De dá esmola
Essa quota miserável da avareza
Se o país não for prá cada um
Pode estar certo
Não vai ser prá nenhum…

Não vai não! Não vai não!
Não vai não! Não vai não!
Não vai não! Não vai não!
Não vai não!
No hospital, no restaurante
No sinal, no Morumbi
No Mário Filho, no Mineirão…

Menino me vê
Começa logo a pedir
Me dá, me dá
Me dá um dinheiro aí
Mas menino me vê
Começa logo a pedir
Me dá, me dá
Me dá um dinheiro aí..

Uma esmola pelo amor de Deus
Uma esmola, meu, por caridade
Uma esmola
Pr’o ceguinho, pr’o menino
Em toda esquina
Tem gente só pedindo…

Escravo

Eu moro no palácio
E cuido de suas flores
Não é ofício fácil
Como pensam os senhores

Eu lavo as costas dela
Com ervas aromáticas
Se ela é tão bela
Deve um pouco às minhas práticas

Já fui um tuareg
Cruzei sete desertos
A noite azul me segue
Com seus olhos bem abertos

Não tenho mais visões
Exceto quando fumo
Às vezes nos salões
Certas misturas que arrumo

Já disse o velho Dylan
You gotta serve somebody
Eu sirvo às leis do islã
Pra que o amor de Alá vigore

Só tenho confiança
Na bela soberana
A minha morte dança
Quando passa a caravana

Sou escravo dela
Isso é o que eu sei
Seu desejo é sempre minha lei
Minha sorte, meu céu e meu norte

Ela Desapareceu

Ela desapareceu como a lua
Que vai por trás das nuvens
E tudo escureceu como na rua
Quando faltam as luzes
Não há ninguém
Nas calçadas
E se não há mais ninguém, é porque
Não há ninguém
Dele se escondeu
Com mil disfarces úteis
Tudo se resolveu na areia
Onde fazem casa os avestruzes
Eu disse

[refrão]
Ou quem
Não pode admitir que tem
Motivos pra viver por alguém

Ela nunca pareceu
Do tipo que manda flores mortas
Paraíso que escolheu
Muito vivo, mas só por trás das portas
Não há ninguém
Nos jardins
Não há mais clareza, nem meios
Pra esses fins
Escuridão na veia
Com mil disfarces úteis
Tudo se resolveu na areia
Onde fazem casa os avestruzes

Eu disse
[refrão]
Ou quem
Não pode admitir que tem
Motivos pra viver por alguém

É Uma Partida de Futebol

Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda é uma partida de futebol

Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar, se ele não ganhar
Mas se ele ganha, não adianta
Não há garganta que não pare de berrar

A chuteira veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora, é uma partida de futebol

O meio-campo é lugar dos craques
Que vão levando o time todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol

O meu goleiro é um homem de elástico
Os dois zagueiros tem a chave do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mas que beleza é uma partida de futebol

Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

O meio-campo é lugar dos craques
Que vão levando o time todo pro ataque
O centroavante, o mais importante,
Que emocionante é uma partida de futebol !

Utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê

E Que O Tempo Nos Espera

São teus meios, entre universos
Descubram as nuvens
E me coloque mais perto
Porque você sempre esqueceu
Ao mesmo, nem existiu
Estes passos são longos
Sem rumo, nem céu
Dialogo profundo
Queriam te encontrar num instante
Você não existe, eu sei
Quando você olha, seus olhos são cegos
Quando eu me toquei
não era nada em comum
sou eu sem alguém

E que o tempo nos espera
Semanas e meses
E o tempo é uma febre
Anos sem curas
E que o tempo nos espera
Sem enredos, sem preces
Procurei por alguém
Estes dias sem qualquer lugar

Sabe-se que eu não te encontrei
Mesmo nesse planeta terra
Preferia estar ao teu lado
Porque você não entendeu ?
Queremos o mesmo obvio
Meus passos são longos
Sem rumo, nem céu
Dialogo profundo
Queriam te encontrar num instante
Você não existe, eu sei
Quando você olha, seus olhos me entrega

E que o tempo nos espera
Semanas e meses
E o tempo é uma febre
Anos sem curas
E que o tempo nos espera
Sem medo nem rezas
Procurei por alguém
Estes dias sem qualquer lugar

São teus olhos
Não me distancie
Quem sabe eu não tente
E que o tempo nos espera
Semanas e meses
E o tempo é uma febre
Anos sem curas

Don Blás

Don Blás
Ajeita os cabelos
E sai
Gomalinamente

Cidadezinha uruguaia
O bonde ele ponga
Toma lugar pra ler
Sonda seus pares
E songamonga
Outras mais ímpares vê

Baixou
Na praça maior
Desceu
Olhando ao redor

Olha pro sol e sai
Ali dá sombra, ali tá bom
Olha o relógio e vai
Olha pro sol sai
Aqui na sombra onde Brasil
Divisa com Uruguai

Chegou
Cristal da manhã
Maná
Dolores pagã

Não atinou com a sombra do mal ali
Nem viu Don Blás fugir
Não viu a rede se desfazer
Sem o pescado, eh hí!

O peixe morre pela boca
Ou senão pelo sexo
Estude o léxico do amor, por favor
Blás, homem galante
Poderoso e confiante
Descansa numa estância longe de sua amante

Então cumpre admitir que desta feita quase
Me dei mal
Sorte ter o brilho me cegado, o cano de metal
Fosse obedecer um caralho que jamás
Recua e quer reinar
Mas nem o sonso distrai o papai aqui

Portanto cumpre tomar precauções
Doravante
Nada de morrer por causa de saia
O que é a mulher? pergunta alguém.
O que é a mulher?
A vida é boa mas me cansa a cabeça

Filha do pai me chama na praia
Descendo vai aonde a tocaia…

Continue Pensando Assim

Não me peça pra ficar sabendo que o controle não é seu e nem meu
E sempre estarei aqui, quando vc precisar de mim.
Você me ama exatamente como eu gostaria
Faz o mundo girar ao meu redor

Vê como a vida está mais bela, só mudou sua forma de olhar.
Vê como a vida está mais bela

Continue pensando assim. Você quer ser melhor pra mim
Continue pensando assim. Você quer ser melhor pra mim

E acaba melhor pro mundo. E acaba melhor pra tudo.
Fale somente o essencial, a vida se encarrega dos encontros.
E sempre estarei aqui, quando você precisar de mim.
Deixe o futuro pra o futuro… Tudo sempre vai retornar

Continue pensando assim. Você quer ser melhor pra mim
Acaba melhor pro mundo, e acaba melhor pra tudo.
Continue pensando assim…

Chega Disso!

Chega disso! Não vou pudê!
Já toquei, agora vou, agora gol!
I gotta go, now, Agora!

Bamba quando sai o samba liga o automático
Solidariedade, caridade e senso prático
Signo de touro, tudo que por dentro é ouro
Aflora a batucada na barriga da manhã

É no palácio, é no casebre
É no sobrado e é na moita
Bem bom do bimbilim, big bang do bumbum
A minha nêga gosta, chega e se encosta
A noite inteira all night long
Hum, all night long

Desci lá do Cruzeiro na batida da guitarra
Neguinho da favela quis saber onde era a farra
Eu disse – meu irmão, onde tiver tomada eu tô
Umbuzal,Taquaril, um buraco do Brasil!

Chão

Chão que desliza
Noite de ilusões à deriva
Groove, hey negrita
Teu prazer me cai na saliva

Céu que convida
Onde o som bater eu me encaixo
Groove na medida
Eu te espero em cima ou embaixo

Dentro da noite do mundo
Vamos brindar à solidão
E acordar nas tábuas desse chão

Não, não vacila
Vem aqui mostrar sua arte
Groove na medida
Teu prazer é o meu estandarte

Dentro da noite do mundo
Vamos brindar à solidão
E acordar nas tábuas desse chão

Cara Nua

Eu saí de casa, a rua colorida
Fantasias, foliões conseguem me mostrar
Que um rosto sem máscara
Esconde mais com a cara nua
Sempre tem um sorriso largo
Mostrando o que não é
Uma máscara perdida nesse chão
Tem a forma do seu rosto
Que só finge por aí
Escondendo uma palavra
Mente a todas as canções
Cada frase inicia um discurso de ilusões
Que dia é esse que só nasce pra você?
Quando chega o carnaval
Mais ninguém te encontra
Pra você são só uns dias
Você quer ter a vida inteira
Com a cara toda nua
Brincar com quem quiser

Canção Áspera

Não espere nada
Seja o que for
Estou só de passagem
Breve é o amor

Não espere o dia
Deixe como está
Sigo essa miragem
Não sei a razão

Não espere nada
Deixa assim então
Sei que o mundo é oco
Menos que a paixão

Não sou nada disso
São desejos seus
Não será difícil
Breve é o adeus

Vim com minhas noites
Vou sem seu perdão
Sigo essa miragem
Não espere não

It’s a lonely way
It’s a rugged song
I woke up today
I knew it would be long

Estou em paz com minha guerra
E o tempo que passou veloz e devagar
Estou em paz na tempestade
E nada aqui parece ser o seu lugar

Calipsoê

Foi a barra que desmaiou
Inda nem clareou
De repente te vi socar
A sandália no chão

Essa noite que me salvou
Vou casar com alguém
Ê por baixo do pano
No final do ano
Ou no ano que vem

Ê por baixo da ponte água fresca passa
Ê por cima da cabeça, avião
Ê por baixo da saia, a seda e a graça
E a febre de cada coração

Ê por dentro da caixa preta tudo vive
E por fora dessa dor, só verão
Ê por mim não largava o amor que um dia eu tive
Ê por fora a canção da solidão

Mas quando o sol deixar o meu jardim florido
Eu vou lá perguntar se ela me quer
Ê quando o perigoso amor me der abrigo
Vou subindo nas águas da maré

Ê por dentro da caixa preta tudo vive
E por fora dessa dor, só verão
Ê por mim não largava o amor que um dia eu tive
Ê por fora a canção da solidão

Ê coqueiro na areia balança o corpo
Ê menina que me balança mais
Ê ronco das estrelas que me leva embora
Ê silêncio do mundo que me traz

Ai mamá que eso todo eh
Tiembla como estrellas
La canción que me diste oh
Hoy yo quiero decirla
Cuando el este en mi corazón
Levantó su bandera
Fué la ciudad entera
Una cordillera de canto y pasión

Balada pra João e Joana

Então os dois se acharam na escuridão
Ela com os pés no chão e ele não
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali

Djô Djô, o mundo está tão mau lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora

E tudo aconteceu
Quando as mãos se tocaram
Quando os olhos nem viram
Quando a noite chegou

Então eles se deram na convicção
Feitos um pro outro, mas por exclusão
Seu destino cego a lhes conduzir
Sua sorte à solta a lhes indicar um caminho
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se encontraram ali

Djô Djô, cai um temporal lá fora
Djô Djô, onde irão vocês agora

E tudo aconteceu
Quando as mãos se tocaram
Quando os olhos nem viram
Quando a noite chegou

E tudo estremeceu
As paredes do tempo
Os telhados do mundo
As cidades do céu

Eram os dois avessos aos normais
Ela com os pés no chão, e o chão se abriu
Um abismo
E dançavam lá em meio a tanta gente
Se perderam ali

Djô Djô, nada pára, nada espera
Djô Djô, que o destino assim quisera

E tudo aconteceu
Quando as mãos se tocaram
Quando os olhos nem viram
Quando a noite chegou

E tudo estremeceu
As paredes do tempo
Os telhados do mundo
As cidades do céu

Baixada News

Zilda é uma mulher
que mora na Baixada Fluminense
Mãe de cinco filhos
Cinco bocas pra comer
Seu ex-marido trabalhava
Como trocador de ônibus
Trocou Zilda por uma dama
Que passou pela roleta

A vida já não era fácil
Com a ajuda dele lá
Agora Zilda tá sozinha
Com os filhos pra criar
Às cinco horas ela acorda
E prepara o café
Depois com outros pescadores
Vai pro mangue de Magé

Aos 28 anos, Zilda diz
Que é dona de si mesma
Não pensa muita coisa
Não espera nada de ninguém
Catando a vida pelas patas
Dando tapas no destino
Arregaçar as mangas no mangue
Paciência em cada gota de sangue

A vida já não fácil
Com a ajuda do marido
Mas ela sabe não pensar
No que podia ter sido
Às cinco horas ela acorda
E prepara o café
Depois com outros pescadores
Vai pro mangue de Magé

Baia de Guanabara
A pesca do caranguejo
Baia de Guanabara
Impossível, mas eu vejo

Até o Amor Virar Poeira

Quem te disse que eu não mereço
Uma pobre migalha de atenção
Quem te disse que eu desconheço
A tal milenar arte do amor

Captura minhas intenções
Me atura no coração
Seja então menos exigente
Porque a gente já tem o bastante

Você tem outras qualidades
E pode me dar as costas
Até o amor virar poeira

Só não compensa
Apagar a chama, negar os fatos
Sua presença
Como um sol me chama a vida inteira
Ilusão, eu quero crer que não

Quem te disse que eu não consigo
Parar numa próxima estação
Quem te disse que eu não desligo
O cabo dessa televisão
Meu amor, vamos dar o fora
Chorar em comédias outras
Até o amor virar poeira

Só não compensa
Apagar a chama, negar os fatos
Sua presença
Como um sol me chama a vida inteira
Ilusão, eu quero crer que não

Até o amor virar poeira…

Só não compensa
Apagar a chama, negar os fatos
Sua presença
Como um sol me chama a vida inteira
Ilusão, eu quero crer que não

Assim Sem Fim

Não finja um beijo que
Já não é mais seu
Nem diga que esse chão
Da casa, não é mais meu

Se tem algo a dizer
Que devolva em goles sãos
Qual é o tempo dessa solidão?
Aonde é o centro desse furacão?

Vestida de brisa assim
Sob meus olhos de Zeus
Que te acompanham então
Na casa, que adormeceu

Nem tem tanto a dizer
Mas trago ouvidos e pão
Na velocidade de amores vãos
Aonde termina nossa solidão

Se prepare para o que for
No raso do coração
O que ainda é meu
Não me devolva não

Sorte assim sem fim
Porque ninguém percebeu
As marcas de dentes
Aonde você mordeu
Me tem tanto a dizer
Que o tempo eu conto assim
Pra gente comer sentados no chão
Aonde termina esse furacão

As Noites

As ruas desse lugar
Conhecem bem
As noites longas, as noites pálidas
Quando eu te procurava

As casas desse lugar
Se lembrarão
Do nosso abraço, da sombra insólita
Espelho azul no chão

As ruas desse lugar
Agora eu sei
Sempre escutaram a nossa música
Quando eu te respirava

As pedras municipais
Se impregnaram
Da dupla imagem, da dupla solidão
A sombra ali no chão

E lá no céu constelações
Num arranjo inusitado
O seu nome desenhado
Pelo menos tinha essa ilusão

E lá no céu os astros
Num arranjo surpreendente
Se buscavam como a gente
Pelo menos tinha essa ilusão

São milhares de estrelas
Singulares letras vivas no céu

Antitelejornal

Hoje nasce meu filho
Hoje vou me casar
Hoje dentro do espelho
Vou poder enxergar
Pais, mães, irmãos
Ruas, bairros, cidadelas
E o quintal dos corações
Onde moram as coisas belas

Hoje vou namorar
As solteiras e as casadas
As jovens, as carquebradas
As lindas e as descuidadas
Meu amor vai se espalhar
Pelas camas e calçadas
Nas prisões e condomínios
Nas favelas e esplanadas

Sem farsa, conchavo, sem guerra
Sem malta, corja ou trapaça
A vida é um drible ágil
Entre as pernas da desgraça
Eu vou

Hoje eu vou inventar
O antitelejornal
Pra passar só o que é belo
Pra passar o essencial, eu vou

Hoje andarei sobre as flores
Amarelas do ipê
Espalhadas pelo chão
Antes de anoitecer
Cantarei no meu velório
Dançarei nos braços da vida
Dormirei com a minha ama
Vida boa de ser vivida

Sem farsa, conchavo, sem guerra
Sem malta, corja ou trapaça
A vida é um drible ágil
Entre as pernas da desgraça
Eu vou

Hoje eu vou inventar
O antitelejornal
Pra passar só o que é belo
Pra passar o essencial, eu vou

Amolação

Deus lá de cima sabe muito bem
Qual a minha sina: o que que me convém
Bicho do mato ela veio comigo
Teve ninho, carinho, broa, abrigo

Labutei na roça, labutei no milharal
Labutei passando bem
Labutei passando mei mal
Bruma no cerebro dela de repente
Brus tão brusca, brus bruscamente

Que amolação, que amolação
Meu Deus essa mulher só me deu amolação.

Deixa de gostar, deixa de me tratar bem
Começa a gostar de deixar de me tratar bem
Manha manhosa, nhem nhem nhem
Eu só penso nela, ela só pensa em se mudar

Quanto mais eu brigo mais me grudo aqui
Quanto mais eu fujo mais eu tô apaixonado
Bruma no cerebro dela de repente
Brus tão brusca, brus bruscamente

Que amolação, que amolação
Meu Deus essa mulher só me deu amolação.

Dois guris dos oito que a gente tem
Ela apanhou na rua com alguém
Mesmo assim eu fui pai pros pobrezinhos
Na lei da humildade conforme Jesus Cristo

Mas vem esse ódio em câmera lenta
Brrr a serpente pinotiza e me tenta
Eu procuro uma razão em cada ato meu
Deve ser my own fault, deve ser só eu

Que amolação, mas que amolação
Meu Deus essa mulher só me deu amolação.(2X)

Ali

Ela entrou e eu estava ali
Ou será que fui eu que ali entrei
Sem sequer pedir a menor licença?
Ela de batom caqui
Com os olhos olhava o quê? Eu não sei
Olhos de águas vindas
De outros oceanos

Ela me olhou – Quem?
Quem sabe com ela
Eu teria as tardes
Que sempre me passaram
Como imagens, como invenção!

Se eu não posso ter
Fico imaginando
Eu fico imaginando

Virá com ela que entrega
Virá, sim, assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera
Virá, pois ela está ali

Ela amou o que estava ali
Ou será que foi dela o que eu já amei
Como os laços fixos de uma residência?

Ela: Alô!? E eu não reagi
Com os olhos olhava o que eu lembrei
Quando andava indo
Em outra direção

Ela me olhou – Vem!
Quem sabe com ela
Eu veria as tardes
Que sempre me faltaram
Como miragens, como ilusão!

Se eu não posso ver
Fico imaginando
Eu fico imaginando

Virá com ela que entrega
Virá, sim, assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera
Virá, pois ela está ali

Ela andou e eu fiquei ali
Ou será que fui eu que dali mudei
Com uns passos mudos
De uma reticência?

Ela me olhou bem
Quem sabe com ela
Eu teria achado
O que sempre me faltava
Cores, colagens, sons, emoção!

Se eu não posso ser
Fico imaginando
Eu fico imaginando

Virá com ela que entrega
Virá, sim, assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera
Virá, pois ela está ali

Ainda Gosto Dela

Hoje acordei sem lembrar
Se vivi ou se sonhei
Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei

Vou ficar?
Quanto tempo
Vou esperar
E eu não sei o que vou fazer não

Nem precisei revelar
Sua foto não tirei
Como tirei pra dançar
Alguém que avistei

Tempo atrás
Esse tempo está
Lá trás
E eu não tenho mais o que fazer, não…

Eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz

E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Em mim não…

Ainda vejo o luar
Refletido na areia
Aqui na frente desse mar
Sua boca eu beijei

Vou ficar
Só com ela eu
Quis ficar
E agora ela me deixou

Eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz

E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Eu vou deixar a porta aberta
Pra que ela entre e traga a sua luz…

Hoje acordei sem lembrar
Se vivi ou se sonhei
Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei

Vou ficar?
Quanto tempo
Vou esperar
E eu não sei o que vou fazer, não…

-2x-
Eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz

E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Eu vou deixar a porta aberta
Pra que ela entre e traga a sua luz…

Água e Fogo

Pra começar eu sou leão,
Você é peixe lá do mar,
Água e fogo não sei, não,
É cinza ou vai evaporar,

Que seja entre a gente só,
Hula hula e rock’n’roll,
Até aparecer alguém,
Na estação do amor,

A visão que for
Cometa de Halley,
Estação qualquer
Boogie-woogie no baile,
Quantas noites vazias,
Passei olhando as manchas do teto,
Liguei pra você, pode ser, não me lembro, se tudo deu certo

– – – – – – – REFRÃO – – – – – –
(Pode até rolar), deixa pra lá,
(Pode até voltar), deixa sangrar,
(Pode até doer), deixa eu dizer,
(Pode até não ser)
– – – – – – – REFRÃO – – – – – –

Que fique claro, então,
Chacundum, dança de salão,
Tá combinado assim,
Você me chama, eu não sei não,

Entre nós assim, bagaceira sincera,
Sem biziu, nem banzo, sem pressa, sem espera,

Quantas noites vazias,
Passei olhando as manchas do teto,
Liguei pra você, pode ser, não me lembro, se tudo deu certo

(REFRÃO)

E pode acreditar,
Sem parar no passado,
Pode mesmo duvidar,
Vai que eu esteja errado,
Pode me esquecer,
Porque eu só faço besteira,
Pode me querer,
Dessa ou de outra maneira

(REFRÃO)

A Última Guerra

Duas luas sobre a Terra
Apoiadas nos meus ombros
Iluminam os escombros
Da nossa última guerra

Seu amor seca hidroelétricas
Corrompe os melhores diáconos
Seu amor esquenta os átomos
E rompe com a minha métrica

(refrão)
E a poeira
Não deixou de cair
Passeia aqui através de mim
E encontra assim o fim
E a poeira
Não deixou de cair
Passeia aqui através de mim
E encontra assim da guerra em nós o fim

Duas luas sobre a Terra
Apoiadas nos meus ombros
Iluminam os escombros
Da nossa última guerra

Seu amor justifica a crueldade
Troca o caminho do tempo
Seu amor muda o curso do vento
Ilumina toda a cidade

A Cerca

Fazendo cerca na Fazenda do Rosário
Resto de toco velho mandado pelo vigário

Meu camarada, eu moro aqui do lado
O terreno que tu cerca já está cercado

Não entendi a assertiva do compadre
Se é lei chama o doutor
Se é milagre chama o padre

É muito simples, veja ali na frente
Está vendo o laranjal, minha cerca passa rente

(Refrão)
Terequitem, ô pra cá você não vem
Terequitem, que eu conserto a ti também
Terequitem, ô pra cá você não vem, Te prego um prego também.

Que dia quente, tem feito muito calor
Daqui a pouco, meu vizinho vê um disco voador

Se visse até pedia para descer
Quem sabe se um marciano
Consegue te esclarecer
Ó meu compadre, cê tá vendo assombração
Cê num e advogado, cê num é tabelião

Nem por isso eu deixei de fazer o justo
Se o sujeito enxerga torto
O direito dá um susto

(Refrão)

Tu cerca a terra, tu cerca até o mundo
Então cerca tua filha, toda noite aqui no fundo

Pois te conto um segredo
Cê não conta pra ninguém
Andam vendo tua mulher
Com o dono do armazém

Maledicência, eu já tó acostumado
Até dizem que o senhor é incapacitado
Eu tomo chuva, tomo ar puro de manhã
Minha saúde é de ferro, pergunte pra sua irmã

Nunca se está a salvo da falação alheia
Eis que um tipo parvo vem falar na minha oreia
Martelo prego, torniquete com serrote
Acerca de homem cego, quem tem vista dá o mote

Terequitem, ô pra cá você não vem
Terequitem, que eu conserto a ti também
(Te prego um prego também).

Jackie Tequila

Hiê! Hiô! Hiê Hiê Hiô!
Hiê Hiê Hiô! Hiê Hiê Hiô!
Hiê! Hiô! Hiê Hiô!
Hiê Hiê Hiô! Hiê Hiê Hiô!

Funk lá no morro da mangueira
Essa menina tá dizendo "sim"
Eu sei!
Noite bamba tudo a beça
Baião na rampa do Cruzeiro…

Essa menina tá dizendo
Don't worry
Cause everything
Is gonna be alright
Everything, every tune
Will be played by night…

Seu nome é Jackie! Jackie!
Oh! Oh! Tequila!
Oh! Jacqueline Mist
Hiê! Hiô! Tequila!…

Reggae lá na rádio do Café
Rapaziada que estiver afim
Vai lá!
Eu vou ficar com Jackie
Se é que Jackie vai prá lá…

E se não for já foi
O bonde do desejo segue rumo
Caixa bumbo e sexo
Saudade na rampa do mundo…

Seu nome é Jackie! Jackie!
Tequila!
Oh! Jacqueline Mist
Hiê! Hiô! Tequila!…

Jackie foi nascer
Numa cabana em Nôa Nôa
Sol do Taiti na pele na boa
Seu pai cruzou o mar
Duas filhas na canoa
Côco prá beber
E leite de leoa…

Jackie uma menina
Tão bonita que enjôa
Enjôa de vertigem
Viagem de avião
Hálito de virgem
Dois olhos de amêndoa
Vaca cadela
Macaca, gazela…

Linda toda, toda linda ela
Toda beleza
Se reconhece nela
Jackie Tequila
Coca-cola e água
Égua língua míngua
Minha mágoa, hiô! hiô!…

Eu disse:
Funk lá no morro da mangueira
Essa menina tá dizendo "sim"
Eu sei!
Noite bamba tudo a beça
Baião na rampa do Cruzeiro…

Essa menina tá dizendo
Don't worry
Cause everything
Is gonna be alright
Everything, every tune
Will be played by night…

Seu nome é Jackie! Jackie!
Tequila!
Oh! Jacqueline Mist
Hiê! Hiô! Tequila!…

Jackie foi nascer
Numa cabana em Nôa Nôa
Sol do Taiti na pele na boa
Seu pai cruzou o mar
Duas filhas na canoa
Côco prá beber
E leite de leoa…

Jackie uma menina
Tão bonita que enjôa
Enjôa de vertigem
Viagem de avião
Hálito de virgem
Dois olhos de amêndoa
Vaca cadela
Macaca, gazela…

Linda toda, toda linda ela
Toda beleza
Se reconhece nela
Jackie Tequila
Coca-cola e água
Égua língua míngua
Minha mágoa, hiô! hiô!…
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Eu Disse A Ela

Quando eu disse a ela
Que o amor passou
A cidade levemente
Flutuou

Ondas amarelas
Na Contorno cheia
A cidade simplesmente
Me odeia

Mesmo sabendo que a vida nos engana
Mesmo sabendo que a Opala não é plana
Mesmo sabendo que a dor cartesiana
Mesmo sabendo que só música baiana

Eu disse a ela
Que o amor morreu
A cidade sutilmente
Estremeceu

Bestas e janelas
Êxtase no breu
A cidade nos meus dentes
Tú e eu
Tú e eu

Quando eu disse a ela
Que o amor passou
A cidade levemente
Flutuou

Ondas amarelas
Na Contorno cheia
A cidade simplesmente
Me odeia

Eu disse a ela que
Eu disse a ela então
Eu disse a ela que
Eu disse a ela não
Disse a ela não

Mesmo sabendo que a vida nos engana
Mesmo sabendo que a Opala não éplana
Mesmo sabendo que a dor cartesiana
Mesmo sabendo que só música baiana

Ôôô

Eu disse a ela que
Eu disse a ela então
Eu disse a ela que
Eu disse a ela não
Disse a ela não
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Garota Nacional

Aqui!
Nesse mundinho fechado
Ela é incrível
Com seu vestidinho preto
Indefectível
Eu detesto o jeito dela
Mas pensando bem
Ela fecha com meus sonhos
Como ninguém…

Oooooh!
Beat it laun! Daun Daun!
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun! Daun Daun!…

Conhece a ti mesmo
E eu me conheço bem
Sou um qualquer vulgar
Bem, às vezes me esqueço
E finjo que não finjo
Ao ignorar eu sei
Que ela me domina
No primeiro olhar…

Ooooh!
Beat it laun! Daun Daun!
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun! Daun Daun!…

Eu quero te provar
Sem mêdo e sem amor
Oh! Oh!
Quero te provar
Por quê?…

Porque ela derrama
Um banquete, um palacete
Um anjo de vestido
Um alibido do cacete
Ela é tão vistosa
Que talvez seja mentira
Quem dera minha cara
Fôsse de sucupira…

Conhece a ti mesmo
E eu me conheço bem
Sou um qualquer vulgar
Bem, às vezes me esqueço
E finjo que não finjo
Ao ignorar eu sei
Que ela me domina
No primeiro olhar…

Oooooh!
Beat it laun! Daun Daun!
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun! Daun Daun!…

Eu quero te provar
Sem medo e sem amor
Oh! Oh!
Quero te provar
Eu quero te provar
Cozida a vapor
Oh! Oh!
Quero te provar…

Aqui!
Nesse mundinho fechado
Ela é incrível
Com seu vestidinho preto
Indefectível
Eu detesto o jeito dela
Mas pensando bem
Ela fecha com meus sonhos
Como ninguém…

Oooooh!
Beat it laun! Daun Daun!
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun! Baun Daun!…
Beat it laun! Daun Daun!
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun! Daun Daun!…

Eu quero te provar
Sem mêdo e sem amor
Oh! Oh!
Quero te provar
Eu quero te provar
Cozida a vapor
Oh! Oh!
Quero te provar…

Eeeu!
Beat it laun! Daun Daun!
Beat it, loom, dap’n daun
Beat it laun! Daun Daun!
Beat it laun! Daun Daun!…
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Mil Acasos

Mil acasos me levam a você
O sábado, o signo, o carnaval
Mil acasos me tomam pela mão
A feira, o feriado nacional

Mil acasos me levam a perder
O senso, o ritmo habitual
Mil acasos me levam a você
No início, no meio ou no final
Me levam a você
De um jeito desigual

Mil acasos apontam a direção
Desvios de rota é tão normal
Mil acasos me levam a você
No mundo concreto ou virtual
Me levam a você
De um jeito desigual

Quem sabe, então, por um acaso
Perdido no tempo ou no espaço
Seus passos queiram se juntar aos meus
Seus braços queiram se juntar aos meus

Mil acasos me levam a você
No ínicio no meio ou no final
Mil acasos me levam por aí
Na espuma do tempo, no temporal
Mil acasos me dizem o que sou
Ateu praticante, ocidental
Me levam a você
De um jeito desigual

Quem sabe, então, por um acaso
Perdido no tempo ou no espaço
Seus passos queiram se juntar aos meus
Seus braços queiram se juntar aos meus
Continue lendo

Três Lados

Escutei alguém abrir os portões
Encontrei no coração multidões
Meu desejo e meu destino brigaram como irmãos
E a manhã semeará outros grãos

Você estava longe, então
Por que voltou
Seus olhos de verão
Que não vão entender?

E quanto a mim, te quero, sim
Vem dizer que você não sabe
E quanto a mim, não é o fim
Nem há razão pra que um dia acabe

Cada um terá razões ou arpões
Dediquei-me às suas contradições, fissões, confusões
Meu desejo, seu bom senso, raivosos feito cães
E a manhã nos proverá outros pães

Os deuses vendem quando dão
Melhor saber
Seus olhos de verão
Que não vão nem lembrar

E quanto a mim, te quero, sim
Vem dizer que você não sabe
E quanto a mim, não é o fim
Nem há razão pra que um dia acabe

Somos dois contra a parede e tudo tem três lados
E a noite arremessará outros dados
Os deuses vendem quando dão
Melhor saber
Seus olhos de verão
Que não vão nem lembrar

E quanto a mim, te quero, sim
Vem dizer que você não sabe
E quanto a mim, não é o fim
Nem há razão pra que um dia acabe
Continue lendo

Canção Noturna

Misterioso luar de fronteira
derramando no espinhaço quase um mar
clareando a aduana
Venezuela, donde estás?

Não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
Minha camisa estampada com o rosto de Elvis
a minha guitarra é minha razão
Minha sorte anunciada
misteriosamente a lua sobre nada

não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

vem, mamacita, doida e meiga
sempre o âmago dos fatos
minha guerra e as flores do cactos
poema, cinema, trincheira

não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
um cego na fronteira, filósofo da zona
me disse que era um dervixe
eu disse pra ele, camarada
acredito em tanta coisa que não vale nada

não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui
espalhe por aí boatos de que eu ficarei aqui

não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo seu olhar
velejando, viajando sol quarando
meu querer, meu dever, meu devir
e eu aqui a comer poeira
que o sol deixará
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar
não sei por que nessas esquinas vejo o seu olhar.
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Vamos Fugir

Vamos Fugir!
Vamos Fugir!

Vamos fugir!
Deste lugar
Baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue…

Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá
Que você me carregue…

Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Prá onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer…

Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nú
Junto ao seu corpo nú…

Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue…

Vamos fugir!
Deste lugar
Baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue…

Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Prá onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer…

Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nú
Junto ao teu corpo nú…

Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue…

Todo dia de manhã
Flôres que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae…

Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Todo dia de manhã
Flôres que a gente regue…

Uma banda de maçã
Outra banda de reggae…

Vamos Fugir!
Continue lendo

Tanto (I Want You)

Coveiros gemem tristes ais
E realejos ancestrais juram que
Eu não devia mais querer você
Os sinos e os clarins rachados
Zombando tão desafinados
Querem,eu sei,mas é pecado
Eu te perder

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto

Políticos embriagados
Dançando em guetos arruinados
E os profetas desacordados
A te ouvir
Eu sei que eles vem tomar meu
Drinque em meu copo a trincar
E me pedir pra te deixar partir

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto

Todos meus pais querem me dar
Amor que há tempos não está lá
E suas filhas vão me deixar
Por isso não me preocupar
Eu voltei pra minha sina
Contei pra uma menina
Meu medo só termina estando ali
Ela é suave assim
E sabe quase tudo de mim
Ela sabe onde eu
Queria estar enfim

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto

Mas seu dândi vai
De paletó chinês
Falou comigo mais de uma vez
Não, eu sei, não fui muito cortês
Com ele,não
Isso, porque ele mentiu, porque
Te ganhou e partiu
Porque o tempo consentiu
Ou se não porque

É tanto, é tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto
É tanto
Se ao menos você soubesse
Te quero tanto
Continue lendo

Dois Rios

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão

Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão

O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos

Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
Continue lendo

Resposta

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás
Também o que nos juntou

Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero
Resposta

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou

Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão

Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás
Também o que nos juntou

Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só pra saber
O que você achou

Dos versos seus
Tão meus que peço
Dos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou

Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão

Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

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Balada do Amor Inabalável

Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim…

Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa…

É só tocar essa balada
De swing inabalável
Que é o oásis pr'o amor
Eu vou dizendo
Na seqüência bem clichê
Eu preciso de você…

Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darumdá!…

É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada…

Planejando
Prá fazer acontecer
Ou simplesmente
Refinando essa amizade
Eu vou dizendo
Na sequência bem clichê
Eu preciso de você…

Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darumdá!…

Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Do Amor Inabalável
Swing de amor nesse planeta…

Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Seja antes ou depois
Eterna Love Song de nós dois…

Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim
Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa…

Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!
Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!…
Continue lendo

Te Ver

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível…(2x)

É como mergulhar no rio
E não se molhar
É como não morrer de frio
No gelo polar
É ter o estômago vazio
Não almoçar
É ver o céu se abrir no estio
E não se animar…

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível…

É como esperar o prato
E não salivar
Sentir apertar o sapato
E não descalçar
É ver alguém feliz de fato
Sem alguém prá amar
É como procurar no mato
Estrela do mar…

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível…

É como não sentir calor
Em Cuiabá
Ou como no Arpoador
Não ver o mar
É como não morrer de raiva
Com a política
Ignorar que a tarde
Vai vadiar e mítica
É como ver televisão
E não dormir
Ver um bichano pelo chão
E não sorrir
E como não provar o nectar
De um lindo, de um lindo amor
Depois que o coração detecta
A mais fina flor…

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível…(2x)

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Amores imperfeitos

Não precisa me lembrar
Não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu
Mas sempre fica alguma coisa
Alguma roupa pra buscar
Eu posso afastar a mesa
Quando você precisar

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Eu não quero ver você
Passar a noite em claro
Sinto muito se não fui seu mais raro amor
E quando o dia terminar
E quando o sol se inclinar
Eu posso por uma toalha
E te servir o jantar

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Mentira se eu disser
Que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar

Não precisa me lembrar
Não vou fugir de nada
Sinto muito se não fui feito um sonho seu

Sei que amores imperfeitos
São as flores da estação

Mentira se eu disser
Que não penso mais em você
E quantas páginas o amor já mereceu
Os filósofos não dizem nada
Que eu não possa dizer
Quantos versos sobre nós eu já guardei
Deixa a luz daquela sala acesa
E me peça pra voltar
Continue lendo

Acima Do Sol

Uuh, uuh, uuh
Uuh, uuh, uuh
Uuh, uuh, uuh

Assim ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você, cego, nem nota
Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota

Oh, não posso te ajudar
Esse caminho não há outro, não
Que por você faça
Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa

Uuh, uuh, uuh

Quando muito ainda é pouco
Você quer, infantil e louco
Um sol acima do Sol
Mas quando sempre é sempre nunca
Quando ao lado ainda é muito mais longe
Que qualquer lugar

Oh, um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Uuh, uuh, uuh
Uuh, uuh, uuh

Se a sorte lhe sorriu
Porque não sorrir de volta
Você nunca olha a sua volta
Não quero estar sendo mau
Moralista ou banal
Aqui está o que me afligia

Oh, um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis

Uuh, uuh, uuh
Uuh, uuh, uuh
Uuh, uuh, uuh
Uuh, uuh, uuh

Continue lendo

Vou Deixar

Vou deixar a vida me levar
Prá onde ela quiser
Estou no meu lugar
Você já sabe onde é…

Não conte o tempo por nós dois
Pois a qualquer hora
Posso estar de volta
Depois que a noite terminar…

Vou deixar a vida me levar
Prá onde ela quiser
Seguir a direção
De uma estrela qualquer…

Não quero hora prá voltar
Não!
Conheço bem a solidão
Me solta!
E deixa a sorte me buscar…

Nananã!
Eu já estou na sua estrada
Sozinho, não enxergo nada
Mas vou ficar aqui
Até que o dia amanheça
Vou esquecer de mim
E você se puder
Não me esqueça…

Vou deixar o coração bater
Na madrugada sem fim
Deixar o sol te ver
Ajoelhada por mim
Sim!…

Não tenho hora prá voltar
Não!
Eu agradeço tanto a sua escolta
Mas deixa a noite terminar…

Eu já estou na sua estrada
Sozinho, não enxergo nada
Mas vou ficar aqui
Até que o dia amanheça
Vou esquecer de mim
E você se puder
Não me esqueça…

Não, não, não quero hora
Prá voltar, não
Conheço bem a solidão
Me solta!
E deixa a sorte me buscar
Não, não, não tenho hora
Prá voltar, não
Eu agradeço tanto a sua escolta
Mas deixa a noite terminar…
Continue lendo

Tão seu

Eu sinto sua falta
Não posso esperar tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre

Não diga que não vem me ver
de noite eu quero descansar
Ir ao cinema com você
Um filme à toa no Pathé

Que culpa a gente tem de ser feliz
Que culpa a gente tem, meu bem
O mundo bem diante do nariz
Feliz aqui e não além

Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
me sinto tão, me sinto só e sou teu

Eu faço tanta coisa
Pensando no momento de te ver
A minha casa sem você é triste
E a espera arde sem me aquecer

Não diga que você não volta
Eu não vou conseguir dormir
À noite eu quero descansar
Sair à toa por aí

Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
me sinto tão, me sinto só e sou teu

Eu sinto sua falta
Não posso esperar tanto tempo assim
O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre

Que culpa a gente tem de ser feliz
Eu digo eles ou nós dois
O mundo bem diante do nariz
Feliz agora e não depois

Me sinto só, me sinto só, me sinto tão seu
me sinto tão, me sinto só e sou teu
Continue lendo