Wipe Out II

Direto do cerrado pra Waimea
Malandro do pé encascorado
Crava na prancha véia
Deixa a boca aberta de quem fica na areia
Veja só
A onda quebra e vai te dar um nó
Big Shit!

Véio, Manco e Gordo

“Cansei de dizer
Que você tem que parar de comer agora,
Dorme cedo, acorda cedo e corre subindo a ladeira
Se o joelho doer quem mandou não aquecer,
E no fim do dia vai ver que não foi em vão essa canseira
E se é ruim no futebol, passa mal se toma sol
No surf ainda é pior, quem vê pensa até que é brincadeira
Aprende uma lição computador não é malhação.
Com o bucho arrastando no chão é impossível perder essa pê

“Tome cuidado irmão com a bicicleta
Você pode tombar, cair no chão e rasgar a venta
Se te leva pra correr com o Manel você não aguenta
Se te leva pra dropar nas merreca você nem tenta”

“Seu véio, manco, gordo
Véio, manco, gordo”

“Eu já cansei de dizer que você tem que parar de comer,
Senão estoura e a pança vai doer
Senão jogar fora a lancheira
Pra quando crescer você não ficar feito uma bola
E ficar fora das peladas que rolam na terça-feira
Leve feito uma vaca velocidade de foca couro de cobra
Come tanto que o bucho dobra
Aprende uma lição “sumô só é lindo no Japão”
Com o bucho arrastando no chão vê se tira o rabo da cadeira”

“Tome cuidado irmão com a bicicleta
Você pode tombar, cair no chão e rasgar a venta
Se te leva pra fazer um rapel você não agüenta
Se te leva pra dropar nas merreca você nem tenta”
Seu véio, manco, gordo

Ui, Ui, Ui

Quem botou Bob no rabo do porco
Quem fez maldade com meu bem
Tiraram o acento o cocô virou coco
Puseram mais dois zeros, 1 agora é 100

Ui, ui, ui
Ui, ui, ui

Olha só que doido, que maluco louco
Fiz força no banheiro pra cagar, peidei.
Me desfiz no banheiro no maior esforço
E no melhor da festa fui peidar, caguei.

Ui, ui, ui

Certa vez me apaixonei por uma garota
E nessa garota eu nunca confiei
Porque ela me dizia: – “bota a mão no fogo.”
Eu pus a mão no fogo: _ Aí! Me queimei!

(Ui, ui, ui eu me queimei) eu me queimei
Fiz força no banheiro pra cagar, peidei
(Ui, ui, ui eu me queimei) eu me queimei
E no melhor da festa fui peidar, caguei.

Uabarrêba

Não há barreira que possa segurar
A pororoca que vem lá do mar
Dessa maneira você pode rir
Eu quero ver o cabra macho que não vai chorar
Nem barulheira que possa impedir
Se bate sono eu quero dormir
E nem porteira forte de porte que suporte
Essa boiada ainda vai fugir
Tudo vai ruir
A labareda sobe o vento morde
Fura o céu, aquecendo o ar
Sonhei contigo, 24 no bicho
Com esse olho doido como quer enxergar?
Que cê faz aqui?
Se adianta!

Todas empinadas estão lindas demais
Cantam em verso e trovas as ações que atraem a fúria do planeta
Tão plantando o ódio, querem colher a paz
Safo pelo gongo antes que o fim passe por aqui

Vê se não arreia, sacode essa poeira
Que é besteira não querer mudar
Sol com peneira, você sabe disso
É pior que maçarico para te queimar
Ô sua parteira, faça a sua parte
E reparte antes de partir
Nossa chuteira agora é passe livre
Bola na rede é o que me faz sorrir
Que cê faz por mim?
Se levanta!

Todas empinadas estão lindas demais
Cantam em verso e trovas as ações que atraem a fúria do planeta
Tão plantando o ódio, querem colher a paz
Safo pelo gongo antes que o fim passe por aqui

Não adianta
Eu li, tá escrito o que é melhor
A bula pra curar pavor
Aperta o cinto, vai subir
A minha treta hoje foi menor
Eu sigo meu caminho e não corro só
Prezo todos meus amigos que se foram
Mamãe, quero saber onde isso vai dar
Nossos filhos não merecem pó
Eu sei, o que acredito é em dó maior
Se lembra que o mundo não se fez sozinho?
Está louco de cara, falei pronto, e fim

Tora Tora

Se ela tá gemendo é porque eu sou um cara legal
Se ela tá tremendo é que ela gostou do meu pau
Se ela tá gritando é que ela tá querendo mais
Se ela tá berrando é hora de meter por trás

Tora Tora, é isso aí moleca doida
é que a moçada da minha área só para quando a bola do olho pula fora
O corpo fala tem sensor ativo,
é o que me faz vivo, então se agacha e chupa a rola agora
Bye bye, não conta pro teu pai, essa é a manha da ariranha
tu diz vem ele não vai
Igual cipreste, só como coisa que preste, eu tô doidão
eu tô à toa terra boa é do nordeste

Se acalma, meu chegado
que o homem já encomendou 10 quilos do prensado,
e tu vai ver que não é do bom
Que se eu te mostro o camarão, que eu tenho lá em casa meu irmão,
tu vai dizer:yeah yeah yeah yeah

Não sei porque tu chora sempre, hoje quando o galo cantou e a nossa brenfa não chegou, corte de faca no isopor
Não sei porque eu não tava lá quando o bicho pegou toda a minha brenfa sem pedir licença

A gritaria rindo anuncia a hora,
eu tô cansado eu vou-me embora vôo de volta pro meu lar
Volto pra casa, pra mulher e pros meus filho
mas não largo do gatilho, essa herança é de lascar
Sendo animal preferi ser o predador,
não sei fingir não sou ator, só vou querer o que quiser
O sanfoneiro toca a música da morte,
com a minha faca eu abro um corte e tu sangra quanto sangue tiver

Tora Tora
ela chegou era da boa, era cheirosa manga-rosa
do jeito que os brasiliense adora adora
Fala mais baixo se dançá tá fudido, e aperta um comprido,
quem aprecia comemora a tora
Vai Trás que é pr’eu ficar em paz,
pode até ser bom demais, só que uma fina assim não faz
Aperta um beck do tamanho desse moleque,
camarão da cabeleira dos cabra que toca reggae

Como troféu de um caçador na sua parede,
37 almas na rede eu levo prá todo lugar
É claro que morrer de tiro ninguém gosta,
então eles grudam nas minhas costas e ficam só me dando azar
Não tem problema minha cabeça tá tranquila,
querem briga façam fila, eu tô aqui e não arredo o pé
Cabra safado em dois tempo te encho de bala
emudeço a tua fala e tu sangra quanto sangue tiver

Tá Querendo Desquitar (Ela Tá Dando)

Seu Vavá se casou com Ambrosina
Tá se queixando da sina, tá querendo desquitar
Sua mulher só quer ficar na janela
não quer cuidar da panela, e deixa a comida queimar

Ela tá dando, dando, dando, dando , dando
Motivo prá desquitar
Ela tá dando, dando, dando, dando , dando
Motivo prá desquitar

Quando ele chega encontra ela na janela
Vai procurar na panela e não tem nada prá jantar
Seu Vavá sai pela rua falando que sua mulher tá dando
motivo pra desquitar

Ela tá dando, dando, dando, dando , dando
Motivo prá desquitar

Seu Vavá se casou com Ambrosina
Tá se queixando da sina, tá querendo desquitar
Sua mulher só quer ficar na janela
não quer cuidar da panela, e deixa a comida queimar

Quando ele chega encontra ela na janela
Vai procurar na panela e não tem nada prá jantar
Seu Vavá sai nervoso e falando que sua mulher tá dando
motivo pra desquitar

Ela tá dando…

Sol e Lua

Um grude, um piche na minha mente
Sou pescador e peixe na rede
Será que amanheceu o dia
arrepia sem nenhum esforço

Uma o Sol, a outra Lua
Meu dia inteiro
Uma de roupa e a outra nua
A meus Deus, clareia a luz do dia…

Nascida mesmo sem semente
Subindo de ré na parede
Primeira uma não queria
A segunda me lasca o pescoço

Uma o Sol, a outra Lua
Meu dia inteiro
Uma de roupa, a outra nua
A meus Deus, clareia luz do dia…na praia vazia…

Como se fosse possível juntar o nascer e o por do sol
Como se fosse possível isso tudo ficar melhor
E eu?!

Uma o Sol e a outra a Lua
Meu dia inteiro
Uma de roupa e a outra nua
Ai meu Deus clareia a luz do dia
Mais uma vez…

Só no Forevis

Mas que DELÍCIA!

Bota pra suar danada
E pedala, pedala e sugura no guidão da sola.

Só no Forévis..

Seguuuuuura Unidos do Forévis
Mexe o Forévis
É só no Forévis

Ai ai pai, ai ai pai, ai ai pai
é só pra pará se for no forévis pai

Sereia da Pedreira

É dose , vê-la pelada e não fazê nada é dose
Menina pare com isso antes que eu goze
Porra que diabo que eu não faço por um irmão
Tentação é vê ela molhadinha na minha frente
Fico imaginando seu rabo quente
Me dizendo: “Sim! Vem que hoje eu sou só pra você”
Ilusão é nesse mundo querer ser dono de alguém
Minha sereia linda eu só te quero bem
E se você me quiser vem que tem

Por que eu rezo pra você a noite inteira
Pra repetir aquela manhã de quinta-feira
Quando eu sinto o seu cheiro
Minha sereia da pedreira eu fico com tanta saudade de você

Se eu fosse um cara amargo arrombava esse cú doce
Mil sonhos na bagagem são tudo que trouxe
Pra alimentar o que nesse mundo existe de maior
Me alucina o jeito que me olha aquela menina
Para fingir de lago eu tenho uma piscina
Tenho maconha pra decorar o lugar
Vou pedir a Deus pra que pra sempre
Tome conta de três filhos meus
Zezé Di Camargo, Chitãozinho e Xororó

Ontem sonhei com você
Por isso só penso em te comer a noite inteira
Pra repetir aquela manhã de quinta-feira
Quando eu sinto o seu cheiro
Minha sereia da pedreira eu fico com tanta saudade de você

Por isso só penso em te fuder a noite inteira
E repetir aquela manhã de quinta-feira
Quando eu sinto o seu cheiro
Minha sereia da pedreira
Eu fico com tanta saudade de você

Sanidade

Você pode até achar tudo normal,
só que não é bem assim.
O que parece bom pra você
pode não parecer pra mim.

Você fala em sanidade
Como quem pode fazer.
Você tenta falar a verdade.
Só que não tem nada pra dizer…

Suas idéias doentias
Um dia te destruirão.
E eu vou ver o seu império cair,
E vou sorrir sem nenhum perdão.
Achou que podia me humilhar,
Por trás de uma razão.
Uma razão que um dia acaba,
Quando o poder sai de suas mãos.

Você não sabe o que dizer.
(não sabe o que dizer)
Você não sabe o que dizer.
(não sabe o que dizer)
Só me resta esperar. (2x)

Você pode até achar tudo normal,
só que não é bem assim.
O que parece bom pra você
pode não parecer pra mim.

Você fala em sanidade
Como quem pode fazer.
Você tenta falar a verdade.
Só que não tem nada pra dizer…

(Solo)

Você não sabe o que dizer.
(não sabe o que dizer)
Você não sabe o que dizer.
(não sabe o que dizer)
Só me resta esperar. (2x)

Rio das Pedras

Quando eu andava no Riacho da Pedreira
Vendendo peixe na feira
Eu criei a molecada
Comendo peixe todo mundo ficou forte
Eu tive muita sorte com a minha mulher amada

Minha mulher um dia foi pescar
Mas no Riacho da Pedreira tinha pedra pra danar
Ela tinha medo de botar a mão na toca
E eu dizia: “Maricota é aí que o peixe está”
Entre as pedras não tem cobra só tem peixe
Se quiser pegar algum tem que fazer como eu mandar:

Abre as pedras meu amor
É aí que o peixe esconde quando vê o pescador
Abre as pedras meu amor
É aí que o peixe esconde quando vê o pescador

Quando eu andava no Puteiro da Peidera
Comendo puta na feira
Deixei uma apaixonada
Comendo merda todo mundo ficou forte
Eu tive muita sorte com a minha mulher amada
Minha mulher um dia foi peidar
Mas no Puteiro da Peidera
Já fedia pra danar
Ela tinha medo de pegar na minha piroca
E eu dizia “Maricota, pega aqui que eu vou gozar”
Entre as pernas tem um cu e uma buceta
Vou meter na tarraqueta
Só pra ver no que vai dar

Abre as pernas meu amor
E prepara esse roxo que cê vai sentir a dor
Abre as pernas meu amor
Quero ver ficar vermelha igualzinha a uma flor.

Rapante

“Eu falei que isso é uma porra”

Arrocho o jegue parto pra merma rotina
já são quatro da matina e eu tenho que me virar
Comendo a pedra eu desenvolvi a proteína
que nenhuma cocaína dá a força que ela dá
Lá onde eu moro é onde ninguém fica á toa
o rabo arranca e o peido avoa ninguém para de cagá
Menina linda na parada de baú
se pego meio tocada acho que vou te torar
ôôôuuu

A tal da pedra me faz virar noite e dia
vou a pé até a Bahia e não páro pra descansar
E não ofende o aparelho digestivo
é só um dispositivo que eu tenho pra falar
Sem ela eu não falo
Com ela eu não me calo
Menina de Brasília ou de qualquer lugar
ouça o que o paraíba filha da puta aqui tem pra dizer”

Arrocho o jegue parto pra merma rotina
já são quatro da matina e eu tenho que me virar
Comendo a pedra eu desenvolvi a proteína
que nenhuma cocaína dá a força que ela dá
Lá onde eu moro é onde ninguém fica á toa
o rabo arranca e o peido avoa ninguém para de cagá
Menina linda na parada de baú
se pego meio tocada acho que vou comer teu cu
simbora!!

Menina ô
Parada de baú

A tal da pedra me faz virar noite e dia
vou a pé até a Bahia e não páro pra descansar
E não ofende o aparelho digestivo
é só um dispositivo que eu tenho pra falar
Sem ela eu não falo
Com ela eu não me calo
Menina de Brasília ou de qualquer lugar
ouça o que o paraíba filha da puta aqui tem pra dizer

Menina ô

Princesinha

Gamei na coisinha linda e ela dá alguns mole pra mim, tremenda de uma princesa linda, fina flor do meu jardim
onde eu passo imaginando poesia que é pra musicar…
escuta essa canção que eu fiz pra te cantar…uoouoo
Princesinha linda do meu coração, conquistada na malícia, com esse jeito de felina, abala mais que bala de canhão.
Princesinha…(3x)
Ela é minha……
Princesinha linda do meu coração, conquistada na malícia, com esse jeito de felina, abala mais que bala de canhão.
Ela é minha……
Princesinha…(3x)

Pompém

Menininha da cidade foi pro mato e adoro
Tanta variedade de cobra que apaixonou
Agora ela e viciada, sorriso de orelha em orelha
Atrás da bicharada vive trepando nas telha

Menininha da cidade foi pro mato e se soltou
Levou tanta picada ficou cheia do calor
A noite ela abre a janela que é pra mosquitada entrar
A gente morde nela e ela coça devagar

Mais alto!!
Eu vou subir vamo lá
Mais alto!!
Eu sou baixinho vamo lá
Mais alto!!
Ela gritava mais alto e raca raca relando no asfalto
Mais baixo!!
Ia gemendo mais baixo
Mais baixo!!
O buraquinho é mais embaixo
Mais baixo!!
Ia botando eu pra baixo
Eu digo eita diaxo ela é feia e eu sou macho

Entra na peia ajoelhou vai ter que rezar
Deita na teia aranha malvada que vai me devorar

Menininha da cidade foi pro mato e se mudou
Casou com um borrachudo
Desde o nome ela gostou
Caiçara das mais doidas dos cabelo cheio de nó
Trocou vida moderna
Não larga mais o cipó

Se eu fosse um mosquitinho
Ia te chupar todo dia
Ia te morder com carinho
E nadar na molhadinha
E na noite em que você
Dormisse só de calcinha
Ia pegar na dobrinha
Onde a carne é bem mais macia

Entra na peia ajoelhou vai ter que rezar
Deita na teia aranha malvada que vai me devorar

Pintando no Kombão

Porra era tudo doido da porra no kombão.
Buceta só se falava de buceta no kombão.
Tontera o que reinava era a tontera no kombão.
Cacete um dia
Um dia eu dei o maior cacete no kombão.

Era o kombão da queimação, eu, vitão e meu irmão.
Todo mundo muito doido
Procurando diversão.
E dirigir era um tesão, rolava até competição,
Quem desse a tragada mais forte é que tocava o bichão.
Rolasse um violão aí que era fudição
Rolava desde bee gees até ratos de porão.
Tudo loco e feliz até que enfim.

De noite a kombi se enchia de mulher doida pra rondar,
Era melhor do que de dia,
Meu pai não deixava eu andar.

Pelas ruas da cidade eu vou pitando no kombão,
A negada da área e
Sem miséria é só beckão.

Como minha mãe me dizia,
Tá no fogo é pra se queimar.
Doidão na kombi eu só sorria,
Manda a mãe delas me pegar.

Pequena Raimunda (Little Ramona)

Olhe só Rodrigo,
Rodolfo, Fred e Canisso
Feia de cara mas é boa de bunda
Olhe só é a pequena Raimunda

Se ela tá indo até que dá pra enganar
Se ela tá vindo não é bom nem olhar
Ela de 4 fica maravilhosa
Na 3×4 é horrorosa

Shit, shit pequena Raimunda
Bunda de sonho a cara é um pesadelo
Shit, shit pequena Raimunda
Parece até a namorada do Telo

Quando eu a vejo eu vou correndo pro bar
Encher a cara e conseguir encarar
Ela de 4 fica maravilhosa
Essa bundinha ela vai ter que virar

Uuuhh a pequena Raimunda
Uuuhh a pequena Raimunda
Uuuhh a pequena Raimunda
Uuuhh

Olhe só que bunitcho
Com essa menina eu dou vinte
Se assim tá feia é só virar que ela muda
Olhe só é a pequena Raimunda

Quando eu a vejo eu vou correndo pro bar
Encher a cara e conseguir encarar
Ela de 4 fica maravilhosa
Essa bundinha ela vai ter que virar

Uuuhh a pequena Raimunda
Uuuhh a pequena Raimunda
Uuuhh a pequena Raimunda
Uuuhh

Oversize

Vem, vem pra mim que eu vou te dar
só metade do que eu sou
mesmo assim não vai caber
você pode sentir dor…então,
Vou fazer com mais carinho
Aproveito o seu jeitinho
De entrar de roupa em qualquer lugar
Vamos deitar na maca, se trincar você escapa
Por já ter socorro aqui…

Matei no calo, espora a tua lomba
Dinamitando o cheiro verde lá do Sul
Aparadinha deixa a mostra o seu redor
Estica a lycra toda que assim é bem melhor de ver…de ver…

Vem, senta aqui que eu vou mostrar
Não se assuste como eu sou
Mesmo assim tu vai querer
A receita do doutor…então,
Vou botar devagarinho, vou deixar escorregadio
Vai ser do jeito que você gostar
Vamos tostar uma estaca, se gritar você emplaca
E sai pra comemorar

Matei no calo, espora a tua lomba
Dinamitando o cheiro verde lá do Sul
Fica tão doida debaixo da prancha
Segura o long deixa a sombra no lugar

…estica ela toda que assim é bem melhor de ver…

Pegamutukalá

Carona de ouvido
Eu não quero revidar
Pega onda não rabeia
Deixa essa merreca lá
Cerimônia busca a pé
Dá um jeito de solver
Circula todo sangue
Não deixa mais ele escorrer
Encontrei um novo pico
Todo dia eu tô lá
Só de ver já me instiga
Boto o bico pra rasgar
Sem miséria essa preza
Não é oferta pra você
E quando tu quiser
Você pode ir lá me ver
Chove muito forte
Eu tô dentro
E tô contente
Fiz um corte na parede
E botei o pé na frente
O forte é a amizade
E o cansaço é que detona
A bateria recarrega
O periscópio veio à tona
Não depende de você
Que faz o bonde andar
Porque sem motor e roda
Não adianta empurrar
O vento não é fraco
E decolar sem rabiola
Levantar desgovernado
Jararaca deita e rola

Refrão
Òh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Cadê o isqueiro
Demorô formar
O bonde dos …
Hey! Hey! Hey!
Pegamutukalá

Eu dô 1, 2, 1, 2, 1
E não consigo encontrar problema algum
Não sei porque
Isso é proibido e
Se você não concordar comigo
Por favor amigo, me diga o motivo
É triste saber
Que o homem não pode fazer
O que ele quiser e o que ele bem entender
É tempo de parar e analisar
Regras que a sociedade lhe injeta
E você não para pra pensar
Só concorda e não tem própria opinião
Se você é mais um desses
Me escuta, presta atenção
Uma coisa me deixa um tanto quanto puto
Das pessoas que tem a velha opinião
Formada sobre tudo
Aceita o que é imposto e não tem um ideal
Caia na real, caia na real
Caia na real, caia na real
Caia na real, caia na real

Refrão 2 vezes

Pode vir quem for da lei
Tu pensa que eu não sei
Peçonhenta dá o bote
Mas eu sempre esquivei
Passei por cada uma
Muita história pra contar
Sabe a mesa do tenente?
Já deixei mutuca lá
Perdi até as contas
De tanto que engoli
Uma grande quantidade
Já me deu um piriri
Cadê aquela ingrata
Que ficou com meu finim
Saiu pela tangente
Sorrateira e de mansim

Refrão

Pegamutukalá, pegamutukalá
Pegamutukalá, pegamutukalá

Papeau Nuky Doe

Pra agradar mulher
Faço qualquer esforço
Me lembro da namorada
Que eu tive quando moço
Ela era linda e gente fina
Rica, modesta e felina
Melhor forma feminina
E seu olhar é chumbo grosso
Só que ela tem a vista ruim
Quase que ela não me vê
Uma garota tão legal
Pena que enxerga tão mal

Tanta mania menina fobia loca
Tira essa roupa quase ofusca os meus ói
Me lembro quando fomos jantar à francesa
Tu pediu papeau nuky doe
Se eu fosse um pouco maiorzin
Ia fazer ela tremer
Olha o que eu ganhei de Natal
Um aumentador de pananananal

Eu gosto é de Natal
Então pega no meu pananananal

Eu gosto é de Natal
Então pega no meu pananananal

Palhas do Coqueiro

Pa pa pa pa pa pa pa pa pa pa pa pa pa pa pa pa
Debaixo lá das palhas do coqueiro
É onde eu estou a te esperar
Eu fico te esperando ali sozinho
Sem ter carinho e sem ninguém pra me amar
Eu acho que eu já sei porque você não vem
Já deve ter encontrado um outro alguém
Que me roubou, que me roubou o teu carinho
Estou sozinho e sem ninguém pra me amar
Estou sozinho e sem ninguém pra me amar
Debaixo de um teto de espelhos
É onde tu estás a me chifrar
Eu fico aqui coçando os meus córneos,
Imaginando em que motel você está
Eu acho que o grande motivo agora eu sei
Você deve pensar que eu sou broxa ou que eu sou gay
Mas pra provar tudo que eu sinto
Estou sozinho e sem ninguém pra me amar
Estou sozinho e sem ninguém pra me amar

Opa! Peraí, Caceta!

Ela gosta quando eu passo e passo
E ela me chama de grosso
Por não lhe dar atenção
Ela gosta quando eu lhe dou lhe dou
Atenção e ponho sua mão
No grosso
Grita que me ama e grita
Labareda da piriquita
Põe fogo no matagal
Pra ver como a menina pira
Eu nem peço, ela se vira
Agora eu vou tomar nescau
Ela dizia
Ela dizia
Tão bonita, onde ela vai sai briga
Odeia gol de barriga
Mais legal se for de mão
Como Rubão me dizia:
-“Bota terra que ela mia,
Vais fazer uma boa ação”.
Fode tanto que dá calo
Me pergunta que eu te falo
Pois é bom, é natural
É meio gostosa, ela é gostosa e meia
Chega dá um nó nas veia
E efeito colateral
Vou chamar a doida pra curtir
Um sabadão legal
Vai ter gel lubrificante
Coisa e tal
Opa! Peraí, caceta querendo
Vamos lá em casa ouvir um som
Do Sidney Magal
Tem uma guitarra doida
Espacial
Opa! Peraí, caceta querendo
Assim não vale porque dói! Ela dizia
Assim não vale porque dói! Ela dizia
Assim não vale porque dói! Ela dizia

O Toco

Levanta véio a idéia fede mas essa suja as bordas
Culpa do Fred não lembrar quando acorda
Tava num show maneiro tocando num som fuleiro
Parece Tora Tora só que uma versão só com viola

Bem na metade do show tinha uma explosão
Queimou a cidade no pipoco do trovão

Foi quando veio Dona Coisinha com uma renca de filha
Pedindo autógrafo pra toda família
E quis ficar no meio com assinatura bem no bico do seio
Fico na minha puxo a seda, a véia vem com recheio

De qualidade planta do Maranhão

Da majestade

Fiz um toco grande e frouxo
Pra ficar com o olho roxo
Queimar meu dedo no fim
Ela veio trazendo o peso
E eu com medo de ser preso
Pintar meu dedo no fim

Quando a casa cai,
Não tem parece pra armar minha rede
Vieram os home já gritando meu nome
Baixando o pau nas visita e eu fiquei puto
Porque em moça bonita não se bate
Então virei lobisomem e era lua cheia
Cachorro magro foi comendo na peia
Deixou deitado mais de vinte soldado
E a véia agradecida quis dar um beijo de despedida
E ele acordou em cima da hora
Que a véia tava em cima de mim

Fiz um toco grande e frouxo
Pra ficar com o olho roxo
Queimar meu dedo no fim

O cheiro invade a sala do doutor

Ela veio trazendo o peso
E eu com medo de ser preso
Pintar meu dedo no fim

Se não faz mal alivia a dor

O Pão da Minha Prima

A minha prima arranjou um namorado
O nome dele ela diz que é um pão
O chama de pão doce, o chama de pão fofo
Eu chamo é de pão xoxo… uh… é xoxo pão
Aquele pão que ela chama é o pão duro do padeiro
E eu já falei pra Maria que o namoro é sem futuro
Namorar com o padeiro se o padeiro é um pão duro
Eu chamo é de pão xoxo… uh… é xoxo pão
Mas o viado do padeiro é um cabra muito safado
Pra comer a minha prima se fingiu de namorado
E ainda forçou a coitadinha a soltar a tarraqueta
Eu disse nao dê a boceta
Uh… pro xoxo pão… pro xoxo pão… pro xoxo pão… pro xoxo pão!

Nêga Jurema

Nêga Jurema veio descendo a ladeira
Trazendo na sua sacola um saco de Maria Tonteira
E a mulecada avisou a rua inteira:
“Vem correndo que a feira já está pra começar”
“Mas olha as nuvens esse tempo não ajuda
Pelo menos as minhas mudas eu já sei que vão brotar”,
Dizia a Nêga quando vieram os soldados
Se dizendo avisados e começaram a atirar

Pois foi Antônio, filho de José Pereira,
Que no meio da bagaceira olhou pro céu e a rezar
Pediu pra Santo Antônio, São Pedro ou Padim Cícero
Ou pros filhos do Caniço que viessem ajudar

Foi no pipoco do trovão

Que se armou a confusão e ninguém pôde acreditar

Que aquilo fosse verdade, foi por toda a cidade,
Cresceu em todo lugar

Na igreja das alturas, barzinho, prefeitura,
No engenho de rapadura nasceu mato de fumá

E foi com a santa Malícia
que driblou-se a polícia
e fez a guerra acabar

Fumê Fumá

Não é flor de intestino é um matinho nordestino
que a senhora vai queimar

Faz um bem pra diarréia para o véio e para a véia,
faz o morto suspirar

Faz um bem para as artrites, febre ou conjutivite
Faz qualquer mal se curar

Cumê Cagá
Vivê Fumá
São as leis da natureza e ninguém vai poder mudar.

Nariz de Doze

Calamidade, tu viu que diabo foi aquilo que passou
cumpade, caiu pra lá do outro lado do rio
Minhas vacas entraram tudo no cio

E a fumaça das abelhas de noite queimando a tchara

A água do poço tá salobra os peixe agora “fala”
O meu cavalo come e caga tanto que enche uma vala.
Parece que o mundo todo ficou doido
E eu fiquei de cara pede pra parar só que não para não

Um bicho verde me assustou quase tive um enfarte
Quando olhei para o pasto estavam por toda a parte
Minha espingarda carregada disse: eu tô preparada,
vamo simbora receber o povo de Marte

Nariz de doze
Fala boca de tucunaré, boca de bote
Levanta, narizinho de morotó.
Tiro bufado pegue a de cano serrado que é melhor.
Venta de jibóia
Boca de gigante, vá chamar beiço de bóia
Que tromba de elefante tá chegando.
Tá na hora de cozinhar vamo comer de dois canos

Foi só na lata beiçudo cuspindo fogo na mata
Devagar, cuidado com o gado pra não errar.
Chegou a pouco de fora e não sabe nem as horas,
Boca de abóbora, chame o caboclo que rouba o ar.

Com um nariz desse tamanho tu erra o tiro
E o terremoto se a pólvora entrar e tu der um espirro
mas se você boceja agora engole a Terra,
É bem melhor que acaba a guerra
E os marcianos vão falar mais fino.

Ei, de onde vieram esses muleque feio.
Cabeça de abacate com os olhinhos de japonês e essas pistola.
Isso é artefato de boiola, Acho que eu vou comer a bala
Ao mesmo tempo que o Digão sola

Nana Neném

Eta, moleque feio
Que não queria nanar
Ele tinha uma chinela
Que servia pra acalmar

Nana, neném
Que a Cuca vai pegar
Papai foi pra roça
Mamãe foi passear

Bicho-Papão, sai de cima do telhado
Deixa o moleque dormir sossegado

Nana, neném
Que a Cuca vem pegar
Papai foi pra roça
Mamãe foi passear

Vaca amarela
Pulou a janela
Quem não calar a boca
Vai entrar na chinela

Nana, neném
Que a Cuca vem pegar
Papai foi pra roça
Mamãe foi passear

MM´s

Menina mentirosa veio correndo de dentro do mato,
disse que viu dente em pato
e uma tal cobra que avoa
Caralho de asa é o que tu viu menina
É uma cobra serpentina que só ataca mulher boa

Não venha me falar pelo buraco seu baitola,
baba ovo, cheira rola,
raça que tem que se matar
Seu filho duma égua,
ô filho de uma rapariga,
você só pensa em briga e deixa as mulher pastar

Mas se ela quiser encancrar tem que ser bem lavadinha
muito, muito, muito cheirosinha
sem feder a roquefort
Mas se ela vier e trouxer na bagagem seus amigos
já sei como combater os inimigos:
Vou soltar um peido bem forte
É isso aí sua nêga véia,
dessa vez vou ter mais sorte,
vou soltar um peido bem forte

Se você não entendeu olhe só como é que eu
faço
Eu te levo para a moita sem fazer estardalhaço
Quando você menos espera eu arranco-lhe o cabaço
e se você olhar em volta só vai
encontrar os pedaços

Minha Cunhada

Minha cunhada, prima irmã de tia minha
Já me disse que a vizinha vai morrer do coração
Eu descobri que pimenta malagueta
Quando entra na buceta vai se enganchar no pulmão

Não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode
Eu vou te dar uma lição

Pense nisso, meu amor, que o buraco é mais embaixo
Se te dão uma banana, você logo pede o cacho
Você deve tá achando a brincadeira engraçada
É certo que tu tá ficando muito, muito alaceada
E quando o meu pinto se sentir um pouco frouxo
Vou te botar de quatro e aí pôr no seu cú
Não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode, não
Não é assim que se fode
Eu vou te dar uma lição

Mas Vó

Apesar de tanto tempo pra encontrar a paz
Coitado do homem no caminho ele tropeça demais
Olhem e vejam só o que foi que ele fez, coitado do homem no caminho
Tropeçou mais uma vez, esse coitado para encontrar a paz
Tropeça, cai de queixo, já nem olha para tras
Já perdeu as contas que o sistema fez
Se julga o super-homem tropeçou mais uma vez
Apesar de tanto tempo pra chegar à lua
É tanta miséria e fome o pesadelo é que a vida continua
Esse coitado pra encontrar a paz
Coitado do homem no caminho ele tropeça…
Apesar de tanto tempo pra chegar à lua
É tanta miséria e fome o pesadelo é que a vida continua
Esse coitado pra encontrar a paz
Coitado do homem no caminho ele tropeça…

Só que em pingo d’água ninguém nunca deu um nó
Surdo é cego dos ouvido já dizia minha avó
Se algo deu errado, não é tão ruim assim
Se ainda não deu certo
É por que não chegou no fim

Mas vó o mundo anda cheio de cabra safado
Tirador de onda, atrasador de lado
Com sede de sangue, fama e poder
Em vez de ajudar ele atrapalha você
Assim que a gente cai
E pede pra ajudar
Ele te estende a mão
Só pra empurrar!
Com sede de sangue, fama e poder
Em vez de ajudar ele atrapalha

Mas muleque fique esperto
Não vá se igualar
Essa gente tão perversa pode te contaminar
E essa maldade te fazer ruim
Cuidado fique esperto
Que ainda não chegou no fim.

Só que em pingo d’água ninguém nunca deu um nó
Surdo é cego dos ouvido já dizia minha avó
Se algo deu errado, não é tão ruim assim
Se ainda não deu certo
É por que não chegou no fim

Mato Véio

E quase mata o véi! Deu uma cãimbra no coração
Foi quando ela apereceu ao vivo, ao meio-dia, que rabão!
E quase mata o véi, quando olhou ao seu redor
Ficou de cara, sua mulher toda lourinha, desempenho bem melhor!

Vendeu o furo pra televisão
TV a rabo aqui só no botão
Se ela não parar, o Zé-sem-osso vai estourar

Descer é o ponto que me faz subir
Venham ver o show dessa menina
Gostei, eu vou comprar uma pra mim
De bunda grande, inteligente e que tenha o vermelho

Na veia!
Que durma tarde, acorde tarde
É muito mais do que eu pedi!
É muito areia!
É verdade que ela morde?
É muito mais do que eu pedi!

Naquela noite então foi que o véio teve a visão
Escravizar umas danada e formar uma curriola, se rasgando até o chão
Me dá um tanto aí e tu aparece uma vez
Agora me dá logo a grana toda e eu prometo, só vai dar vocês!
Go!

Na veia!
Que durma tarde, acorde tarde
É muito mais do que eu pedi!
Na veia!
Que durma tarde, acorde tarde
É muito mais do que eu pedi!
É muito areia!
É verdade que ela morde?
É muito mais!

Marujo

Vou contar uma história para o povo brasileiro
e também pros companheiros que vivem em auto mar
O marujo sai de casa e deixa a família chorando
os filhos vão se criando sem pegar amor ao pai
Aprende a mexer no leme e as batatas descascar
Ele tem um headphone onde só toca ska
Maria não sai de casa pra não dar o que falar
É por isso que o marujo nunca deve se casar

Meu bem meu bem

É por isso que o marujo nunca deve se casar

Aprende a mexer no leme e as batatas descascar
Ele tem um headphone onde só toca ska
Maria não sai de casa pra não dar o que falar
É por isso que o marujo nunca deve se casar

Vou contar uma estória para o povo sertanejo
É sobre um maconheiro que nasceu no Ceará
Ele veio pra Brasília e comeu uma mulher
Logo que teve uma filha chamou de Maria José
É o nome dela é Maria José
Mas o tempo foi passando e ele teve que se alistar
Escolheu logo a marinha pois nunca tinha visto o mar
Sua mulher desesperada não parava de rezar
É porque o Zé Pereira não sabia nem nadar

Meu bem meu bem
E o resto da estória não precisa nem falar

Meu bem meu bem
Maconheiro nordestino que queria encaretar

Meu bem meu bem
E é por isso que o Raimundos nunca vai se acabar

Meu bem meu bem

Macaxeira

Ando de porre do gosto bom
que aquela menina linda me deixou
já bebi mais de cinco litros d’água
uma estaca essa ressaca ainda não curou
não quero ir com tanta pressa
pode crer que eu tô bem a beça
bate no lombo do jegue
onde “os miolo” ferve,
a mula empaca pela falta d’óleo no motor

Te dar…Macaxera pra você ralar
O bucho faz querer mais

Acima do seu joelho
É onde encontro o meu sossêgo
Eu já andei de mais, tô dentro tanto faz
Minhas bolas ainda tão cheia e eu tô mandando gás

Te dar…Macaxera pra você ralar
O bucho faz querer mais
Colar…teus pedaços pra depois quebrar
Teu som me faz querer mais

Língua Presa

Pode até parecer lorota
Mas nao é
Uma bruxa malvada
Transformou um principe lindo
Num sapo véio maaagro
Um sapo Cururu
Um Cururu da língua presa
Que morava na beira de um rio
E cantava uma música medonha mais
ou menos assim:

Sapo cururu
Na beira do rio
Vai tomá no cu
Vai pra puta que pariu
Pra puta que pariu

Se pisar na minha área
Vai sair com o pé ferido
Vocês, boys, não sabem nada
Onde mora o perigo
Rolam altas paradas
Em Araraquara, em Caraguatatuba
Eu como as empregadas
Porque nessa galera me chamam de língua presa
Mas ninguém tem coragem de falar na minha cara
Vivo prisioneiro, aumentando a minha paranóia
Minha privacidade é uma porcaria
Rolam altas paradas
Em Piracicaba, em Pindamonhangaba
Eu vou comer sua raba
Porque nessa galera me chamam de língua presa
Mas ninguém tem coragem de falar na minha cara
Uh! Tererê! Ri da minha cara
Ri da minha cara
Ri da minha cara
Se pisar na minha área
Você tá fudido
Porque os cara que comanda lá é tudo meus amigo
Vai tomar porrada e já tá na hora
De você dar o fora, vão comer sua toba
Porque nessa galera me chamam de língua presa
Mas ninguém tem coragem de falar na minha cara

Kavookavala

Vooka… Vooka…
Kavookavala!!!

Certa feita na fazenda, o sinistro fez visita
Mutilando o meu rebanho de forma esquisita
Procurei por toda parte respostas encontrar
Mas ninguém me disse nada que eu pudesse acreditar
Esse povo é muito doido, já inventaram a nova praga
O motivo da minha ira era um tal Kavookavala
Todo mundo que o viu, fosse mouro ou cristão
Disse que não resistiu e se mudou da região
Até Timbó Mané, cara que nunca pede arrego
Ao deparar-se com o bisonho, se desmaiou de medo
Não podia ser verdade, seria feio assim?
Disseram que por onde andava nem crescia mais capim
Não sou homi de loucura, nem de briga ou me vingar
Dei um berro em minha fúria: “Esse bicho eu vou pegar!”
Sem conversa fiada, fiz promessa de homem
Que se esse bicho eu não pegasse, eu trocaria até de nome
(O quê?)
Sem medo e nem frescura, fui caçar o bicho no mato
(Hã?)
Sem esquecer da minha garrucha, provisões e um bom casaco
(O quê?)
Passei noites em vão, muito frio e escuridão
(Hein?)
Entretanto aquela noite, eu também vi a aberração
(Ahh… mentira!)

Será o filho do capeta, tão horrível a besta-fera?
Deve ser de outro planeta, pois da Terra é que não era
Pra parar com a bagaceira, só garrucha até no talo
Mirei mira certeira, preparando o meu disparo
Pra dar o tiro certo, com toda precisão
Atiro entre uma batida e outra do meu coração
Mas será o Benedito? Muito fraco espirrei
Que espirro véi maldito, e o meu tiro eu errei
Com o barulho do pipoco, urrou a aberração
E veio feito louca na minha direção
Chegou a minha hora, e é agora que eu tô frito
Queria ver a minha cara quando eu dei aquele grito
Berrei um som do inferno bem mais feio que de um cão
Assustado com meu berro, ele morreu do coração
A cabeça decepei e o corpo eu dei pra NASA
Não pôs fé no que eu contei?
Vem ver o crânio, tá lá em casa
(O quê?)
O couro esfolei, deu um trabalho do cacete
(Hã?)
Deixei secar no sol e hoje uso de tapete
(O quê?)
E na praça da cidade, mil estátuas colocadas
(Hein?)
E embaixo está escrito que eu matei Kavookavala
(Ahh..mentira!)

Joey

Lá vem o gigante
Quando ela botar a mão
Adormeceu deu
Um choque no chuveiro
Que me deitou no chão
Tá na hora de acochá
Penso nela sem querer
Me animou
Conversa boa
É a mulher e som, nessa ordem
E continue assim
Cara esperto é ligeiro
Quem corre atrás não é o primeiro
Refrão
Aonde vai você
Ligalize o meu cd
Bota aquele som que o Joey
Mandou prá mim!
Pouco tempo pra viver
Na estrada eu lembro de nós dois
Tempo bom que não se foi
Impeça alguém de me acordar
Realidade é melhor sonhar
Um dia a gente vai se ver
De novo
Meu pai tá preocupado
Aonde esse infeliz está
Amanheceu e eu pelado no chuveiro
Cordei trincando os dente
Acabei com toda a água quente
Refrão

Infeliz Natal

Na sua casa tem ceia
Na casa dele não tem
Na sua casa tem tem compaixão
Na casa dele tem compreensão

Infeliz Natal (4x)

Na sua casa tem alegria
Na casa dele não tem
Na sua casa bons amigos
Na casa deles apenas solidão

Infeliz Natal (4x)

Jingle Bells! Jingle Bells!
Acabou o papel
Não faz mal, não faz mal
Limpa com jornal

Infeliz Natal (4x)

Herbocinética

Falar da vida alheia mas que coisa feia
Sempre que tu me aperreia da vontade de te cancrar
Quer se entregar então se entregue
Me ilumine mas não me cegue
Em inglês ovo é egg, besteira pra que mudar
E estudar pra ser doutor, e se não for vou ser ladrão
E se nao for vou ser cantor pra encantar as multidão
Certa vez disse véia Tonha, doido, “só cresce quem sonha”
Então acenda essa maconha pra eu ficar doido doidão

Vamo logo, essa é a hora. Eu tô sofrendo com a demora
E não vim aqui pra brincar
Mais um segundo a gente estora, aumentando a pressão lá fora
Hoje somos os doido de agora
É uma questão fumófita, ramo querido da herbocinética

Vou trabalhar pro eleitor me eleger rei da nação
E se não for vou ser ator, trabalhar na televisão
Pois são nos filmes de amor que eu vejo as cenas de ação
E lá seus gritos de horror são pra eu ficar doido doidão

Vamo logo essa é a hora eu tô sofrendo com a demora
E não vim aqui pra brincar
Mais um segundo a gente estora aumentando a pressão lá fora
Hoje somos os doido de agora
É uma questão fumófita, ramo querido da herbocinética

Folha de Zinco

Você pode me encontrar
Sem cheiro de borracha
Fora isso tudo heim
Ninguem aqui depois de alguem
Tão depressa

Amanhã é um novo dia
Não importa o que tu fez
Acabou o cheiro de latex
Não botou fé que eu ia perceber
Se não num é eu, então é você
Mas no fundo achei bem legal
Estar contigo essa noite

Meu uivo quebrou a vidraça
E ele voaram as taças
Folha de zinco
Na escada deixou ela bamba

Quase despenca da rampa
Foi por um triz
Amanhã tu vai esquecer
Zerô tudo outra vez
Cada canto volta pro lugar
Bom, tudo pode acontecer
Em qualquer um ou com você
E hoje em dia isso é tão normal
Ser o segundo da noite

Meu uivo quebrou a vidraça
Virei e voaram as taças
Folha de zinco
Na escada deixou ela bamba
No fim lá da rua fechada
Arranha a marcha na arrancada
Folha de zinco
Na escada deixou ela bamba
Folha de zinco
Sacode e bota de banda

Fome do Cão

A fila é circular e só acaba quando o primeiro chegar
Comedor de jaca, mão-de-cola
Pra ela me dar o endereço, é só ver de onde o vento vem
Se fizer de refém, nunca mais tô de bem
Bombom, camarão, mulher boa é violão
Bicho bom lá do sertão que caiu na minha mão
Quem sabe ele ainda dê a volta certa
Antes que dê merda e eu engula de cambota
Mas eu tô sossegado, barrunfeiro véi do rock
Pra gata pagar um bock até torei os dreadlock
Presentinho da moça, ela tira da calcinha e a gente sorri
Hoje em dia a coisa pura é novidade
E aceito de coração o camarão com catupiry
E não quero nem saber da sua idade
Pode vir, bota fé, que eu boto a roupa
Se alguém já beijou é sopa, a boca da menina é mé
E eu vou, Lexotan, solto na vida
Dono das puta parida, só pegando aquela que não der!

Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão
O ronco da lara é da fome do cão
O ronco do bucho é da fome do cão
Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão
O ronco da lara é da fome do cão
O ronco do bucho é da fome do cão

O fim vem logo antes do começo
E um relógio do avesso dá o sentido natural
Pros amigo que é de preza, toda noite a gente reza
E pede sempre o bem pra Ele que tem a força maioral
É lá no buco que o feeling
Se faz presente, unindo o corpo e a mente
E quando eu descer, que ela rode
Eu vou tranqüilo com a pulsação a mil
E se eu ver o que ninguém viu
Desculpa aí, moleque, não fode!
Do cerrado com a minha vara
Eu vou tocando a onça e assumo a responsa
Pra no fim do dia derrubar uma cerva
Como um amigo velho me falou:
“Dessa vida, moleque, tu só leva a vida que tu leva!”

Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão
O ronco da lara é da fome do cão
O ronco do bucho é da fome do cão
Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão
O ronco da lara é da fome do cão
O ronco do bucho é da fome do cão
Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão
O ronco da lara é da fome do cão
O ronco do bucho é da fome do cão
Fome do cão, fome do cão, fome do cão, fome do cão
O ronco da lara é da fome do cão
O ronco do bucho é da fome do cão

El Mariachi

Quantos motivos estão escondidos
Olha que a vida ainda nem começou
Quantas histórias nessa trajetória pequena que o tempo levou
O velho abrigo, não está destruído
Nem digo onde vou
Nem toda derrota precede a vitória
Quem foi quem perdeu, quem ganhou?

Quando as gotas de lágrimas caem
São pelas mesmas palavras dos lábios que saem
Sinceridade nem sempre faz bem
E se a verdade não vai libertar

Ontem eu vi você sorrir pra mim
Como num sonho distorcido
E sem final feliz

Quando as gotas de lágrimas caem
São pelas mesmas palavras dos lábios que saem
Sinceridade nem sempre faz bem
E se a verdade não vai libertar
Quando as gotas de lágrimas caem
São pelas mesmas palavras dos lábios que saem
Sinceridade nem sempre faz bem
E se a verdade não vai libertar

Deixei de Fumar (Cana Caiana)

Eu só fumo no cachimbo da mulher
Fumo é no cachimbo da mulher
Fumar cigarro nunca mais eu me acostumo, todo dia
Eu fumo é no cachimbo da mulher (2x)

Minha mulher só fuma cachimbo de barro
Ela já sabe que faz mal fumar cigarro
O doutor disse: “isso aí dá uma tosse
Daquelas que o cabra cospe até secar a goela”
Cheguei em casa, falei com minha senhora
Joguei meu cigarro fora e fumei no cachimbo dela

Eu só fumo no cachimbo da mulher
Fumo é no cachimbo da mulher
Fumar cigarro nunca mais eu me acostumo, todo dia
Eu fumo é no cachimbo da mulher

A minha nega é pior do que guará,
Chupa cana noite e dia chupa cana sem parar (2x)

A minha nega tanto chupa quanto masca
No dia que tá nervosa morde a cana com a casca (2x)

Ela me deixa nervoso que me faz falar sozinho
Quando enjoa da minha cana vai chupar a do vizinho

A minha nega é pior do que guará,
Chupa cana noite e dia chupa cana sem parar (2x)

Deixa Eu Falar

Foi , foi , foi mal aí, véi!
Se eu falei um monte de coisa que você não gosta
Com o microfone eu tenho a faca e o queijo
Olho o jornal, eu ouço rádio, eu só ouço bosta
E na tv eu não gosto de nada que eu vejo

Uma camisa-de-força tamanho mirim
Vai ter que me explicar tintim por tintim
Por que a lei só se aplica a mim
Perigo pra sociedade é o que me dizem
E penso comigo mesmo: por que não eu
Pra cuspir o pensar e taxarem de crime?

“é inverno no inferno e nevam brasas
Por favor, escondam-se todos em suas casas
Pois o anjo caído voa com novas asas
Raimundos, Nativus, Black Alien
Quebrando a espinha de filhos da puta
Como num mergulho de águas rasas”

Liberdade de expressão!!!
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

“a livre expressão é o que constrói uma nação
Independentemente da moeda e sua cotação”
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

Preste atenção no que eu vou dizer
Consciência e rebeldia é o que eu preciso ter
Pois minha mente pede
Num hardcore ou reggae
A mensagem vem das ruas, não dá pra esconder
Eu tenho um segredo
Já não tenho medo
Viver não vale nada se eu não me expressar
Seja certo ou errado, de cara ou chapado
Quem é calango do cerrado nunca vai mudar

Liberdade de expressão!!!
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

Liberdade de expressão!!!
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

“a livre expressão é o que constrói uma nação
Independentemente da moeda e sua cotação”
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

“de junho a junho eu nasço
Eu morro de março a março
Presencio cenas impossíveis de traduzir para o cinema
Não perco atuações e atos
Mesmo quando abaixo pra amarrar os cadarços
Espaço, espaço, eu preciso de espaço
Pra mostrar pra esses covardes seu crepúsculo de aço
Imperial, como Carlos, eu passo
Conexão nordestina
Até Niterói, morte e vida Severina
Passando por Brasília…
Reis…”

(caralho!!!)

Crumis Ódamis

A diferença entre um trator e uma beringela
É a proporção equivalente ao bem que eu sinto por ela
Isso é verdade
Na minha casa eu pego a faca e faço um furo
Pra olhar do outro lado o sol que tá ficando escuro

Vem cá mulher que você está bem arranjada vou chupar seusolhos
E arrancar seus beijos na dentada e vou comer de colher
Que é minha marca registrada e vou tão forte
Que o quarto fica fedendo a carne assada

Fico acordado mesmo morto de sono
Doido enrolado no ritmo que ela vai me impondo
Pra cada uma a palavra certa, a hora e o lugar
Só que onde eu moro não tem nenhuma pra eu olhar

(Eu sei que tem) eu sei que tem gosto pra tudo
A moda vai, a moda vem, o tempo passa e eu não mudo
E até pensando bem filho da puta de um sortudo
Durmo mal, comendo bem, fazendo grana pelo mundo

Vou chamar minha mãe!
Que alguma coisa deu errado aqui
Vou chamar minha mãe!
Sou local de Serra Pelada

Terra que tá sempre nua é toda cavucada
E qualquer um encontra o ouro naquela danada
Dizem que lá tem cachoeira e até campo de futebol
E que o dourado da calçada brilha mais que o sol
É a mulher que chama o homem pra dança
E só quem não tem limusine são as crianças
Eu vou voado sou do povo do cerrado
Eu tou na estrada e se apertar deixe que
Eu passo de lado de lado”

Vou chamar minha mãe!
Mosquito que não me deixa dormir
Vou chamar minha mãe!
Sou local de Serra Pelada

Crocodilo Meio Kilo

O que você disse não existe
Se tu visse o vazio que tu disse
O que mané fala, não se escreve
Já mudou essa história 20 vezes
Esse coelho que sai da sua cartola
É gato com orelha grudada na cola
Aqui na roça você é muito mal visto
Sua fama de matar os periquito

Drama de novela, tu é rei
Eu sei que você é a melhor que acompanhei
Barganha feio e quer tirar minha moral
Varrer a poeira pra botar no meu tapete
Tu fala que num liga pra din din
Mas falar de bolso cheio é facim
Ato falho, desenrosca do meu pé
O mato feio, sai pra lá do meu jardim

O que é que você quer que não para de falar?
Deixa de encher o saco e me deixa descansar
Não adianta que eu não vou botar lenha pra queimar
Quero ficar na minha cama, ver o jogo e relaxar

Você treme toda vez que vai falar
O bicho pega e já correu pra não brigar
Mete medo só se for da sua cara
Tu é mais bunich que minha jeba revirada
Do avesso, do avesso, do avesso
Você acha que é bonito ser bandido
Crocodilo meio kilo vai penar
Não adianta querer vir na minha cola
Minha escola, eu acabei de te expulsar
Foi, foi, foi, já foi

O que é que você quer que não para de falar?
Deixa de encher o saco e me deixa descansar
Não adianta que eu não vou botar lenha pra queimar
Quero ficar na minha cama, ver o jogo e relaxar
Seu assunto já miou, não tem nada pra inventar

Cintura Fina

Foi num São Pedro em Itaporanga que aconteceu
Até hoje eu não esqueço o beijo que ela me deu
Era uma garota feia desdentada do cabelo ruim
Só que o que me importa é que ela faz tudo pra mim
E todo mundo falava: “esse daí bebeu e se apaixonou
pela mulher mais feia da região
Só que o que você não entendeu é que quem
pegou ela fui eu e ela me pegou pelo coração

Aquela mulher
que tem a cintura fina
quero me casar com ela
Pra que tudo na minha vida aconteça de verdade
pra fazer com que eu me sinta com dez anos de idade
Pra parar de acompanhar e se importar com gente estúpida

E no outro dia quando amanheceu
Até hoje eu não consigo me esquecer do susto que ela me deu
Juro por deus era a mulher mais feia que eu já vi
E tenho que assumir que além de beijar eu dormi com

Aquela mulher
que tem a cintura fina
quero me casar com ela
Pra que tudo na minha vida aconteça de verdade
Não me importa o planeta, o país ou a cidade
pra parar de acompanhar e se importar com gente estúpida

Aquela mulher
que tem a cintura fina
quero me casar com ela
Pra socar minha piroca dia e noite noite e dia
pra comer ela na cama e na cozinha em cima da pia
Pra parar de cheirar aquela xereca suja

Aquela mulher…

CC de Com Força

Não sei porque toda a vez
Que ele vem vindo vem quebrando tudo,
Entortando poste, batendo em véi barrigudo
E só toma um banho por mês
Que é pra ficar natural
Fedendo a onça espanta as moça é perfume de alho é sal
Vem pondo fogo no couro queimando as planta
Derrubando o toco seco onde o sabiá canta
Quem tá perto segura o tranco
E a tosse que chega fecha a garganta e seca a venta
Nem quem for corno não agüenta

Destrói um carro novo
Quando o Mengão faz um golaço
Esse é o cheiro do povo
É o poder que vem do braço

Fumacê brabo e a catinga é forte
E fica indigesto depois de praticar um esporte.
Lá na França, quem é chic deixa a axila azedar
Pra ficar feito o Maguila,

E o com o tempo o cheiro muda
Conforme o costume, desculpa pra não se banhar
Fizeram altos perfumes
Só que aquele queijo verde velho ali não nega,
Eu não consigo relaxar, isso estraga a galega

Destrói um carro novo
Quando o Mengão faz um golaço
Pior que peido de ovo
É o fedor que vem dos braço

Vem devastando feito bomba H
Pra quem tem narizinho fresco é arma popular
Toda a polícia na rua, o povo gritando
A baforada dos braços anunciando
Que a porrada é braba e se não por
Álcool isso não acaba só matando
Pode vir quente que eu tô borbulhando

Carro Forte

Da mulher eu faço o carro forte
dos peito, faço o farol
dos pentelho, a instalação
do mijo dela eu fabrico a gasolina
do cu, faço a buzina
e do pinguelo, o freio de mão
e do meu pau eu faço a manivela
toca na buceta dela e tira o carro do sertão
e tira o carro do sertão

Carrão de Dois

Gatinha dos olhos de amendoim
Pediu uma carona, eu dei
Homem, essa mulher me deu uma canseira
Que até hoje eu não descansei
E passa a 5ª, é mão aqui e ali
Apressadinha, quer engatar de 1ª
Me levou pro banco de trás, velocidade
Logo a pastilha do freio comeu
E derreteu na gente
Viu a polícia e pasou o sinal
Quando eu percebi
Que meu motel sobre rodas
Era movido a bafo no vidro
Inocente, ela deixava o motor quente
E fez voar meu Corcel
Rumei pro norte, vi o sertão e fiquei por ali
Criando bode
Como é bom amar no céu
E ir pra qualquer parte, voando no chão, eu renasci novo e forte
O combustível da minha vida é aquela
Mocinha linda que jamais esquecerei
E desde o dia que ela se foi
eu nunca mais voei

Cabeça de Bode

Em uma noite bem suada
Eu acordei de madrugada
Com uma fome de comer
Alguma coisa forte
Fome da porra e que agonia
Não adiantava, eu não esquecia
Eu ia ter que apelar pras comidas do norte
Eu só sabia que
O meu jantar ia ser a parte do animal
Que é mais dura que o meu pau
Com uma catinga assim
Só sendo rango de homem, não fode,
Meta o pau na aranha e coma a cabeça do bode
Vou comer a cabeça do bode
Comida boa é meu prato preferido
E eu não duvido duvido
Que não me faça suar
Me olhe nos olhos, tô sorrindo
Sinto os ouvido entupindo
E não dá pra disfarçar
Dá licença, olha pra lá
Primeiro naco, pela tua careta
Tu é fraco, é chapéu de couro de saco
Olhe o que tem lá no buraco
E não merece
Sem o poder do bicho tu não desce
É preciso relaxar
E como o olho do bode
Pode crê véi a idéia é essa eu digo, é isso aí mesmo
X chegando na área e falando na cara
Tomamos muita porrada no decorrer desses anos
Com o suor de nossos corpos chegamos onde estamos
Espalhando nossas idéias de norte a sul, leste oeste
Só moleque de presa somos do DF
Idéias das mais diversas vindo de nossas entranhas
Pra segurar a onda tem que ter as manha.

Cajueiro

Eu subi num pé de cajueiro
só pra ver meu amor passar
eu subi num pé de cajueiro
e esse caju eu vou chupar
eu subi num pé de cajueiro
só pra ver meu amor passar
Eu subi num pé de cajueiro
e esse caju eu vou chupar
A A A A esse caju eu vou chupar
O O O O O e a castanha dou pro meu amor
A A A A esse caju eu vou chupar
O O O O O e a castanha dou pro meu amor

Bestinha

Ela me viu tanto que eu me esforcei
Ela sorriu hoje eu nem me atrasei
Tão novinha, era a minha, era a melhor
Que bundinha, redondinha e tão só
Ela pediu, pra ir com calma eu fui
Ela sorriu, bem devagar eu pus
Eu só queria que todo dia fosse igual

Ralaria, lavava a cozinha
Oh! Minha ruivinha tu transforma em festa um funeral
Não tô cansado mas assim me esfola
Como na areia do Havaí
Quem me faz falta é quem não vai na bola
Quem me segura se eu cair

Tão novinha era a minha era a melhor
Que bundinha, redondinha e tão só
Pra ser ditado eu não vou pra escola
Sem professor eu aprendi
Que quem faz falta é quem não vai na bola
Quem me segura se eu cair

Bê a Bá

Esse é o Bê a Bá que eu aprendi lá no sertão,
enchendo a cara de cana e a barriga de pão
Para um melhor resultado eu dei um trato no pulmão
e se o cabra for safado a culpa é do Lampião

Eu já conheço as pistoleira e cansei de mulher rampeira
A única que não me cansa é a tal de Maria Tonteira
Por ela eu como vidro, subo a nado cachoeira
Se ela vier prensada apertada é mais maneira

Cala boca abestado, deixa de falar besteira
Solução de emaconhado é tapar o sol com a peneira
E quando tu tiver crescido e teu pinto tiver comprido
a vida lhe será cruel
Mostrando todas as faces e amargando como fél

Obrigado, sim senhor, por se mostrar preocupado
Só que essa conversa velha é coisa de bebum safado
que num fez nada na vida e com essa língua comprida
só quer atrasar o meu lado
E pra completar a história eu vou chamar um cheira-fundo
o nariz é de batata e a fama é de vagabundo
Ele acredita em besta-fera e também no fim do mundo
pra vocês eu apresento: Raimundo
O meu nome é Raimundo e comigo não tem vêiz
Se vocês arengarem comigo eu vou lá e mato vocês
porque eu não penso duas vêiz só conto até três
se tu quer saber o que eu faço fale tudo que tu fez
falo da vida nordestina porque a Morte Severina
é sempre o mesmo negócio
se eu posso logo faço só não faço quando não posso
menina se eu te pego eu não deixo é nem os ossos
e se perguntarem quem te viu…

Baixo Calão

Vive em desespero
Quase pra morrer
Eu vejo todo dia
Isso pode acontecer
Morre um Zé sem nome
Já é coisa natural
Cês levam a vida doce
Enquanto o outro tá no sal
Viver num pesadelo
Não acordar um só dia
A gente quer sossego
E só recebe agonia
O meu endereço
Daqui a pouco é o manicômio
Só tem cabra batuta
Mutilando o patrimônio
Que ordem e progresso
Vocês causam a nação?
Ninguém aí é homem
Essa cambada de ladrão
Cês são meus inimigos
Tudo um bando de safado
Querem me calar a boca
Só que eu não fico calado

Refrão
Não, não, não
Cambada de cuzão
Querem me calar a boca
Com a mordaça na mão
Tu e tua família
Vão sentar no pau do cão
Todo mundo junto vai!
Baixo Calão
Vão, vão, vão
Ver a minha vingança
Agora eu embirrei e vou
Berrar feito criança
Há, há, há
Não pode me calar
Blá, blá, blá
Agente vai gritar
Baixo Calão

Te quebro na porrada
Com golpe de kung fu
Te mando logo o dedo e grito
Vai tomar no cú!
Quanto mais a gente berra
Vocês fingem que não escuta
Dando de suíno moco
Corja de filhos da puta!
Cês roubam o dinheiro
Pensando que ninguém viu
Furto feito pelas coxa
Vai pra puta que pariu!
Por de baixo dos panos
Tão ficando milionário
Tarradores da bufunfa
Vão pra casa do caralho!

Refrão

Já tá chegando a hora de vocês morrê!!
Muitos morreram de fome
Não merecem viver???
Muito mendigo na rua
Isso é mau sinal
Democracia brasileira
Ordem e progresso
Tudo em nome do mal

Baile Funky

Essa mulher tá me olhando
E me dizendo que me quer no meio
Funk baile funky

Moça bonita do jeito que a nêga grita
É na lapada
Nós vamos tirando o sangue

Sul, essa mulher tá me dizendo
Que a vontade dá no sul
A bússola tá me dizendo que ela tá no sul

Você com a arma do lado
Tome cuidado na briga que esse rei na barriga
Tá ficando velho

Alto lá nego doido
Tá com medo pra que veio
Tá com perna bamba de quem vai morrer

Eu tô cansado da tv e do bombardeio da moda
Manda comprar tudo que eu ver
Tudo que ela tem pra vender
Eu tô cansado eu sou um calo nos dedo
Da mão na roda
Que não para de crescer
A lei não sabe a diferença o que é ser e ficar louco
O remédio é tão forte que mata cada dia um pouco
Se todo excesso fosse visto como fraqueza
E não como insulto
Já me tirava do sufoco

A porta tá sempre aberta pro povo

Casca do cerrado chegaram os mortos de fome
Sujeira de outra parte que vem pra sujar seu nome
Eu te falei que o ladrão que rouba mesmo
É bem vestido e eu vi de monte

Essa zoada no telhado é o vento que a vida leva
É o pensamento antiquado, te apaga queimando a erva
Enraizado fica o dono do pé que finca na terra
E faz a ponte

Povo de zé ofensa

É na igreja que o povo esvazia as bolsa
Tem quatro santos, três queimando o kunk

Decidindo o destino dos outros como se fosse deus
Atrás da mesa o açougueiro comanda
E a intolerância me manda de novo pro banco dos réus
Armando com propaganda.
Naquela teia de aranha tem cobra, cachorro e rato
E o remédio pra matar é verde e feito de mato
Chegou a hora de mudar, de por sangue novo
E deixar essa porta sempre aberta pro povo

Casca do cerrado chegaram os mortos de fome
Sujeira de outra parte que vem pra sujar seu nome
Eu te falei que o ladrão que rouba mesmo
É bem vestido e eu vi de monte

Essa zoada no telhado é o vento que a vida leva
É o pensamento antiquado, te apaga queimando a erva
Enraizado fica o dono do pé que finca na terra
E faz a ponte

A justiça não me olha porque é cega
Mas o seu dinheiro na carteira ela enxerga
A lei do cão não é nada mais que a própria lei do homem

E quanto mais eu olhava aumentava a crença
De que o guarda do seu lado não é nada que você pensa
Pro povo do cerrado
Do alto do colorado
Tem outro nome

Povo de zé ofensa

Atitude Severa

Aêê, você diz
Que eu não faço nada
Só que peixe que não nada
Minha amiga é preso pelo anzol

Paiêê, me deu a pala certa
Que o canário sem gaiola
Canta mais que Agnaldo Raiol

Daêê, se não quer dar me empresta
Se é tudo que me resta
Cobertor de orelha não é lençol

Aêê, nessa bunada não vai dinha
Tu faz pose de princesa
Mas eu sei que você é malvadinha

Refrão
Pra entrar nessa boléia
Só tem uma condição
É ferro de marcar gado
Direto no coração
Se o assunto é resistência
Atitude é ser peão
Vi cachorro com marmita
E não era um campeão

Aêê, Quem é dessa roda
Não arreda o pé
Butinada na orelha
E seja lá o que Deus quiser

Fundi, no motor dela
A minha biela
Quando chega na ladeira
Pode crer que eu meto é na banguela

Refrão

Veio querendo tudo
Aquela noite foi virada
Apliquei quebra costela
Deixei toda esfolada

Minha calça é boca larga
Meu perfume é gasolina
O meu colo é a carona
Onde eu levo essas menina

Ando Jururu

E pensar que eu passei todo esse tempo
Investindo no meu know-how
E pensar que eu quase me danei
Apostando no meu background

Eu ando jururu
I don’t know what to do
Quero encontrar pelo caminho
Um cogumelo de zebu
E descansar os meus olhos no pasto

Descarregar esse mundo das costas
Eu só quero fazer parte do backing vocal
E cantar o tempo todo
“Shoobeedoodaudau”
Aaa…

E pensar que passei o tempo
Investindo no meu background
Eu ando jururu
I don’t know what to do

Quero encontrar pelo caminho
Um cogumelo de zebu
E descansar os meus olhos no pasto
Descarregar esse mundo das costas

Eu só quero fazer parte do backing vocal
E cantar o tempo todo
“Shoobeedoodaudau”

Andar na Pedra

Ia pra praia sempre sem chinelo
E tinha o peito-do-pé amarelo
A sola grossa era feito um pneu
Corria sempre muito mais que eu

Andar na pedra, muleque, em cima da pedra
O novo som vem da lapada do povo falando merda
Porque a planta do pé dói mais quando pisa nas pontudas
Escolho as mais redonda que chama pedra buchuda

Caminha pela trilha que leva por outra trilha
E lá você vai ver a queda d’água e que senhora queda
Lhe peça pra limpar do mal que a tanto tempo assola a Terra.
Pra saber só quem erra que sangra o pé na subida da serra.

Carcaça grossa deixa a marca no chão
Andar na pedra que ‘cê seca o pé
Andar na pedra nêga
Carcaça grossa deixa a marca no chão
Andar na pedra que ‘cê seca o pé
Andar na pedra nêga

Segura a onda menina, levanta a saia
Eu fico louco ela me enrola e me ensina o rumo da praia
É que o pintor falou que o lado do quadro não tá pra cima.
Conserta que isso é mal da parede que contamina.
Mas feio do que chinelo havaiana a farda de cana é brega

O mato vai crescer no Samanda que ali não pega.
Rumando a rocha eu sigo a dobra
E deixo a onda vir como ela vier
Água me leva e é nisso que eu ponho fé

Carcaça grossa deixa a marca no chão
Andar na pedra que cê seca o pé
Andar na pedra nêga
Carcaça grossa deixa a marca no chão
Andar na pedra que cê seca o pé
Andar na pedra nêga
Carcaça grossa deixa a marca no chão
Andar na pedra que cê seca o pé
Andar na pedra nêga

Carcaça grossa deixa a marca no chão

Acende Agora a Vela

Coisinha doida eu não tenho ainda nada igual
Menina linda quente, fora do normal
Quem é você?

Nessa onda ninguem consegue imitar
so rola o que é bom e o que eu quero escutar
e quando acordo eu sonho com você

1234

(refrão)
A 89 toca a nossa canção
é na hora certa pra inundar o teu sertão
são 20 anos de pau dentro sem tirar
Acende agora a vela pra comemorar

O couro queima e arde
botando pra bombar, metendo sem parar…
Da pra sentir na carne
invade invade o seu lar

Repete Refrão

Acende agora a vela pra comemorar
Acende essa vela pra comemorar

20 e Poucos Anos

Você já sabe e me conhece muito bem, eu sou capaz de ir vou muito mais além
Do que você imagina
Eu não desisto assim tão fácil meu amor, das coisas que eu quero fazer
E ainda não fiz
Na vida tudo tem seu preço seu valor e eu só quero dessa vida é ser feliz

Eu não abro mão
Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos
Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos
Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos
Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos …
Tem gente ainda me esperando pra contar, as novidades que eu já canso de saber
Eu sei também que tem gente me enganando, mas que bobagem já é tempo pra crescer

Eu não abro mão

Refrão
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Selim

Eu queria ser o banquinho da bicicleta
Pra ficar bem no meio das pernas
E sentir o seu anus suar
Eu queria ser a calcinha daquela menina
Pra ficar bem perto da vagina
E as vezes ate me molhar
Mas eu nao sei o que se passa nesta cabecinha
E claro que era da minha
Voce nao pode duvidar
fica quieto
Nao me deixe envergonhado
Pois se eu ficar excitado
Minha calça vai estourar.

(2x)

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I Saw You Saying (That You Say That You Saw)

Reconheci… a Madonna ali parada no jardim
Não resisti… fui perguntar o que ela achava de mim
Eu não sei falar inglês
Ela não entende uma palavra em português
I saw you saying that you say that you saw
I saw you saying that you say that you saw (I fell good)
I feel good because you put your butt on me
I feel good because you put your butt on me

Perguntei para o meu pai
O que ela me disse
Ela disse, meu rapaz|
I saw you saying that you say that you saw (I saw you saying)
I saw you saying that you say that you saw (I fell good)
I feel good because you put your butt on me
I feel good because you put your butt on me
I feel good because you put your butt on…

The hula hula song make me feel so strong
The hula hula hey goodbye I'm going away
The hula hula song make me feel so strong
The hula hula hey goodbye I'm going away (a há)
Because you put your butt on me (a há)
You know you put your butt on me (a há)
You know you put your butt on me
Shalalala yeah yeah yeah yeah yeah
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Esporrei na Manivela

Entrei no trem, esporrei na manivela
Cobrador filha-da-puta me jogou pela janela
Caí de quatro com o caralho arregalado
E uma véia muito escrota me levou pro delegado
O delegado tinha cara de veado e me mandou tomar no cu
Tomei no cu, mas tomei no cu errado
Quando eu menos percebi era o cu do delegado

-O coletivo é muito bom para sarrar
Pois o povo aglomerado sempre tende a se esfregar
Com as nega véia é perna aqui perna acolá
E se a xereca é mal lavada faz a ricota suar
“mão na cabeça”
-Se é nos calombos ou nas freadas
Se é nas curvas ou nas estradas
São situações propícias para o ato de sarrar
No coletivo o que manda é a lei do pau
Quem tem, esfrega nos outros
Quem não tem só se dá mal

“Seu delega
É o seguinte
Seu delegado, lebera aí os minino
O Raminudos é gente boa, seu delegado
Você também é chegado no negoço aê doutô
O que que é?
Manera malandro.
Aê doutô
Vamo apresentar o rock pra você
Você é gente boa
Rock Menino, tú quer ser do delegado!”
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Me Lambe

O quê? O que que essa criança tá fazendo aí toda mocinha?
Vêm, já sabe rebolar, e hoje em dia quem não sabe
Se ela der mole eu juro que eu não faço nada
Dá cadeia e é contra o costume
Mas se eu tiver na rua e ela de mão dada com outro cara
Eu morro de ciúme!

E eu contente com as malvada achando que era o tal
E me aparece essa coisinha

Me dê agora seu telefone, outro dia a gente se liga
Eu quero te levar pra onde dá um frio na barriga
Me fala a verdade, quantos anos você tem?
Eu acho que com a sua idade
Já dá pra brincar de fazer neném

[REFRÃO]
Como a vista é linda da roda gigante
É tão grande
Acho que ela viajou que eu era um picolé
Me lambe
No parque de diversões foi que ela virou mulher
Das forte
Menina pega a boneca e bota ela de pé

Sinto, amigo, lhe dizer, mas ela é "de menor"
Isso é crime
Seu guarda, se não fosse eu podia ser pior
Imagine

O homem de cassetete disse, quando me algemou
Que ela só tinha dezessete e o pai dela era doutor
E que se fosse eu ainda faria igual
Se fosse no ano que vem ia ser normal

[Repete REFRÃO 2 vezes]
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Reggae do Manêro

Se eu uso a manga da camisa que é dobrada
A calça bag bem rasgada é porque eu sou fulêro
Se eu vou pro centro no domingo
Do perfume eu uso um pingo
que deixa fedendo o prédio inteiro
Pente redondo tem
Cê me pergunta eu lhe respondo
Eu tomo pinga com a Dominga dançando curtindo Wando
Eu não consigo nem levantar pra mudar o disco
Um bicho velho cheio de risco mas serve pra abanar
Eu tô comendo bem no restaurante Morte Lenta
A cozinheira é uma nojenta
que vive limpando a venta no avental
Eu tô passando mal tô com saudade mainha

Ô mãe! vê se me manda um dinheiro
Que eu tô no banheiro
E não tem nem papel pra cagar
Ô mãe! esse seu filho é maneiro
Aqui no estrangeiro nenhuma mulher
que me dá

Meu cabelo eu não sei quem rapô
Entupiu a privada entupiu
ai, meu Deus!
Oh oh ah ah…uh

Cê é bonito
Cê é bonito
Cê é bonito demais
Ocê é um cara manêro
Cê é bonito
Cê é bonito
Cê é bonito demais
Bonito mais que o mundo inteiro
(repete refrão)

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Puteiro Em Joao Pessoa

A vida me presenteou com dois primos já marmanjo
um, muito justo, era o Augusto e o safado era o Berssange
Numa tarde ensolarada toda aquela criançada tomando refrigerante…
Com a família embebedada foi mais fácil armar uma bimbada
prum recém adolecente
Pois foi Berssange, primo velho e cancrado, que com muito do cuidado
chegou pra Augustinho e disse: "tu visse?"
Dudu já tá alucinado, já é meio caminho andado
pra rolinha comer alpiste
E pro rapaz não ficar triste vamo onde as nêga são ativa
não há em toda João Pessoa lugar melhor que o Roda Viva"
E foi pra lá que nóis rumamos quase nos desenfreamos
Nóis num tinha nenhum plano e os cabra foram saindo
e eu atrás ía gritando:
"onde é que cês tão me levando
voltar e buscar mainha ela ficou no bar sozinha"

"Ô menino abobado deixa mainha pra painho
Venha comigo e Augustinho
tu vai ser inaugurado
pois tu sabe,na família,nunca teve afrescalhado.
Chegar no Roda Viva tu vai ser homenageado"

Quando eu cheguei no recinto o forró já tava bravo
Bando de nêgo suado dançando com as rapariga
e o forró comia solto e veio um véio com os óio torto
de tanto beber cachaça e disse:
"Essa menina é massa,vai te deixar arretado"

Meu primo me olhou de lado e disse:"coitado"
Era uma quenga fedorenta,daquelas da mais nojenta
mas se você não aguenta você a leva para o quarto
Ela pegou no meu pau pôs a boca e depois ficou de quatro…

Foi num puteiro em João Pessoa,
eu descobri que a vida é boa
foi minha primeira vez…

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Eu Quero Ver o Oco

Fizera pouco em tê-lo deixado todo quebrado
Desfigurado, irreconhecível até pra mãe
-Mãe, olha só que legal, o carro que eu ganhei no Natal
Tu que me deu, disse: "cuidado pra que não arranhe"

-Menino doido, tu quebrou até os friso
Tem noção do prejuízo?
Acho que o teu véio vai te matar
Os olhos dele esperando o carro do ano
Um modelo italiano
Que acabaram de inventar

Carrão da porra, tu pisava ele voava
Tu freava ele ancorava,
E eu lá dentro a me debater
No bate-bate com a cabeça no volante
Voei pelo, vidro da frente, a raiva preta eu não pude conter

Com o sangue quente,
Cortei a testa,
Quebrei os dente
E toda aquela gente
Peste! Num vem ninguém me ajudar
Nem se mexiam, pior que isso eles riam
Teto preto, o tempo fecha, os ovo inflama, ora do pau cantar

Eu quero é ver o oco…
Só na mãozada eu deitei seis, mas detestei matar
Eu quero é ver o oco…
Sem controle, tocando fole, é o hora de dançar

Meu ódio por automotores começou cedo
Depois que eu tranquei os dedo na porta dum opalão
Meu pai de dentro se ria que se mijava
Achou que o filho festejava era dia de Cosme e Damião
Depois do dedo, foi o braço, a perna as costa
Tu duvida, bate aposta
Pois muitos vão lhe testemunhar
Tanta fratura que deixô a doutora louca
É pino até no céu da boca
Tu cansa só de tentar contar

Eu quero é ver o oco…
É pedir muito uma enfermeira vir me ajudar?
Eu quero é ver o oco…
Uma enfermeira, gente boa, vem me medicar

Eu quero é ver o oco…
Eu quero é ver o oco…
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A Mais Pedida

Nesse show não entra menor,
Um homem censurou, tava de mau humor
Não tinha dormido bem porque não levantou
Pense como ia ser bom
Se nós fizesse um som que ultrapassasse
A barreira das AM, FM e dos elevador
Aí sim, dá um selin
E mostra o seio that you saw
Quando eu te vi o meu calção se abriu
Caiu uma lágrima de um olho, que se for dos dois então é namoro

Meu cabelo é ruim, mas meu terno é de lim
Vou ser seu salgadim, cê vai gostar de mim
Se eu tocar no seu radim
Choro até o fim, só pra rimar com im
Pois se eu ganhar “din din” cê vai gostar de mim
Se eu tocar no seu radim

Por favor, seu locutor,
Ao menos uma vez, melhor se fossem três
Toca o nosso som aí que tu me faz feliz
Se não tocar eu quebro o seu nariz (2x)

Meu cabelo é ruim, mas meu terno é de lim
Vou ser seu salgadim, cê vai gostar de mim
Se eu tocar no seu radim
Choro até o fim, só pra rimar com im
Pois se eu ganhar “din din” cê vai gostar de mim
Se eu tocar no seu radim

Só assim preu tocar no seu radim
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Mulher de Fases

Que mulher ruim
Jogou minhas coisas fora
Disse que em sua cama
Eu não deito mais não…

A casa é minha
Você que vai embora
Já prá saia de sua mãe
E deixa meu colchão…

Ela é “pro” na arte
De pentelhar e aziar
É campeã do mundo
A raiva era tanta
Que eu nem reparei
Que a lua, diminuia…

A doida
Tá me beijando a horas
Disse que se for sem eu
Não quer viver mais não
Me diz Deus
O que é que eu faço agora?
Se me olhando desse jeito
Ela me tem na mão
-Meu filho agüenta
Quem mandou você gostar
Dessa Mulher de Fases?…

Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo que eu queria
Estrela da sorte
Quando à noite ela surgia
Meu bem você cresceu
Meu namoro é na folhinha
Mulher de Fases…

Põe fermento, põe as bomba
Qualquer coisa que aumente
A deixe bem maior que o sol
Pouca gente sabe que na noite
O frio é quente e arde
E eu acendi…

Até sem luz dá prá te enxergar
O lençol fazendo “congo-blue”
É pena, eu sei
Amanhã já vai miar
Se aguente
Que lá vem chumbo quente…

Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo que eu queria
Estrela da sorte
Quando à noite ela surgia
Meu bem você cresceu
Meu namoro é na folhinha
Mulher de Fases…

Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo que eu queria
Estrela da sorte
Quando à noite ela surgia
Meu bem você cresceu
Meu namoro é na folhinha…

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