Auto-Reverse

(Ladies and gentleman)
(Check this out)

Felizes, de uma maneira geral, geral
Estamos vivos, aqui agora brilhando como um cristal
Somos luzes, que faiscam no caos
E vozes abrindo um grande canal

Nós estamos na linha do tiro
Caçando os dias em horas vazias
Vizinhos do cão
Mas sempre rindo e cantando
Nunca em vão

Uma doce família
Que tem a mania
De achar alegria
Motivo e razão
Onde dizem que não
Aí que tá a mágica, meu irmão

Tá aqui e agora
No ar que rodeia
No som que nos cerca
No olho que vê
E não consegue tocar
Aí que tá o segredo, meu irmão

Que pulsa no peito
Que sente e não julga
Que tira do sério
E ascende um na cidade
E não dá pra explicar
Aí que tá o mistério, meu irmão

Descobrir o que liberta o sol
Que faz buraco
Furação do escuro, escuro, escura
Esquecer ao menos uma noite
O medo, o mal real
Que te segura

Nós estamos na linha do tiro
Caçando os dias em horas vazias
Vizinhos do cão, cão, cão
Mas sempre rindo e cantando
Nunca em vão

Uma doce família
Que tem a mania
De achar alegria
Motivo e razão
Onde dizem que não
Aí que tá a mágica, meu irmão

Leve e auto-reverse
Plugado no peito
Mostrando outro jeito
Batendo de frente
Com o bicho feroz, com o bicho feroz

Leve e auto-reverse
Plugado no peito
Mostrando outro jeito
Batendo de frente
Com o bicho feroz, com o bicho feroz

Pense quanto impulso
Vem de tudo ao seu redor, seu redor
Pense tudo quanto
Pode ser melhor, ser melhor

Felizes, de uma maneira geral
Estamos vivos, brilhando com um cristal
Somos luzes, que faiscam no caos
E vozes abrindo um grande canal

Nós estamos na linha do tiro
Caçando os dias em horas vazias
Vizinhos do cão, cão, cão
Rindo e cantando
Nunca em vão

Uma doce família
Que tem a mania
De achar alegria
Motivo e razão
Onde dizem que não
Aí que tá a mágica, meu irmão
Aí que tá a mágica, meu irmão

Súplica cearense

(O meu Ceará gozará nova sorte)
Oh! Deus
Perdoe esse pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair
Cair sem parar

Oh! Deus
Será que o senhor se zangou
E é só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Oh! Senhor
Pedi pro sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover
Mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta
Uma planta no chão

Oh! Meu Deus
Se eu não rezei direito
A culpa é do sujeito
Desse pobre que nem sabe fazer a oração

Meu Deus
Perdoe encher meus olhos d’água
E ter-lhe pedido cheio de mágoa
Pro sol inclemente
Se arretirar, retirar

Desculpe, pedir a toda hora
Pra chegar o inverno e agora
O inferno queima o meu humilde Ceará

Oh! Senhor
Pedi pro sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover
Mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão
Planta no chão

Ganância demais
Chuva não tem mais
Roubo demais
Política demais
Tristeza demais
O interesse tem demais!

Ganância demais
Fome demais
Falta demais
Promessa demais
Seca demais
Chuva não tem mais!
(Meu Ceará gozará nova sorte)
Ó Deus…
Só se tiver Deus…
Ó Deus…

Anjos (pra quem tem fé)

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ôô
Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord
Lord, Lord, Lord, Lord, Lord

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim
Não tem fim
É

Se você não aceita o conselho, te respeito
Resolveu seguir, ir atrás, cara e coragem
Só que você sai em desvantagem se você não tem fé
Se você não tem fé

Te mostro um trecho, uma passagem de um livro antigo
Pra te provar e mostrar que a vida é linda
Dura, sofrida, carente em qualquer continente
Mas boa de se viver em qualquer lugar
É

Volte a brilhar, volte a brilhar
Um vinho, um pão e uma reza
Uma lua e um sol, sua vida, portas abertas

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim
Não tem fim

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ôô
Lord, Lord, Lord, Lord… Lord, Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord
Lord, Lord, Lord, Lord… Lord

Mostro um trecho, uma passagem de um livro antigo
Pra te provar e mostrar que a vida é linda
Dura, sofrida, carente em qualquer continente
Mas boa de se viver em qualquer lugar

Podem até gritar, gritar
Podem até barulho, então, fazer
Ninguém vai te escutar se não tem fé
Ninguém mais vai te ver

Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar
Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar
Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar
Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar

Pra você pode ser

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim

Pra você pode ser
Pode ser
Pra você pode ser

Nunca tem fim
Nunca tem fim
Nunca tem fim

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem, tem fé, fé, fé
A vida nunca tem fim

A fé na vitória tem que ser inabalável

Pra você pode ser
Pra você pode ser
Pra você pode ser

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim
Não tem fim

Sujo

Se um raio cai no mesmo lugar
duas vezes
Qualquer um de nós é capaz de
parar, e pensar, e dizer, e falar
Por que eu? Por que eu?
Por que eu? Por que eu?
Mas a cidade é muito grande
A cidade é gigante
A cidade é covarde
com os que mais precisam dela
Os raios então são mais de dois
São muitos e sucessivos
E é por isso que ele está aí
Sujo, frio e bêbado
Sujo, mas não tão sujo quanto a sociedade
Frio, mas não tão frio quanto a impiedade
Bêbado, mas não tão ébrio quanto a passividade
Sujo, frio e bêbado

Verdade de Feirante

Onde está?
Onde está minha parte da verdade
Meio suja,meio suja
Meio de achaque
Calafate de arame,calafate de arame
De plastik
Casa pequena de pau, casa pequena de pau
De rebite
Tá no grito, tá no sol que bate
Tá no rito, tá no sol que arde
Tá na rua em desespero
No choro, no tiro, no medo
Tá no dedo, tá no dedo
Sempre apontado pra cara do x9
Tá deitado no chão, falando o que pode
No choro, no tiro, no medo,
Falando o que pode,
Tá no dedo apontado pra cara do x9
Onde está minha paz, e a verdade de pescador
Que toca viola e bebe cachaça, e cidra barata
Que debaixo do sol, sob a barraca
Feia freguesia, segue bonita a vida
Tá no grito, tá no sol que bate
Tá no rito, tá no sol que arde
Onde está? (tá no sol que arde)
Não tenho mão digital
Minha vida é sem graça, quase cópia
Produtor-camelô, de birosca
Cd pirata no mundo igualzinho
Eu sou igual meus pais, cd pirata no mundo
Eu digo pra você, igualzinho
Minha vida é sem graça, quase cópia
Produtor-camelô, de birosca
Cd, no mundo igualzinho, ei, ei, ei
Cd pirata no mundo, tudo copiadinho

Vários Holofotes

Haaaaa heeeee haaaaaa heeeeee
Haaaaa heeeee haaaaaa heeeeee

Vários holofotes ligados aqui
A água do banho já aqueceu
Crianças correm para fora do campinho
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

Vários holofotes ligados aqui
A água do banho já aqueceu
Crianças correm para fora do campinho
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

É o estado de sítio diário
E o muro é alto e contém a enchente
Um limite de arame farpado
Não acaba com a fome, com a fome da gente
O chão que pinga o teto infiltrado é risco de alerta ligado
Sinto o medo no espaço apertado
É o risco de alerta, de alerta ligado

Vários holofotes ligados aqui
A água do banho já aqueceu
Crianças correm para fora do campinho
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

Vários holofotes ligados aqui
A água do banho já aqueceu
Crianças correm para fora do campinho
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

Coração, síncope ritmada
Me protege dos meus sentimentos
O santo dorme, o santo Daime
Muita coisa de bom que acontece com a gente
O sol deixou de ser paisagem
E passou a queimar de repente
O sol deixou de ser paisagem
E passou a queimar de repente

Olho a TV e o rádio ligado
Não suportam a imensa gritaria
Já não há mais, já não há mais
O barulho lá fora, o barulho lá fora
Foi selada, foi selada a falsa calmaria

Águas lavam o chão da evidência
Laramassa ela é testemunha
No silêncio não existe flagrante
Foi lavado o asfalto com cunha

Águas lavam o chão da evidência
Laramassa ela é testemunha
No silêncio não existe flagrante
Foi lavado o asfalto com cunha

Haaaaa heeeee haaaaaa heeeeee
Haaaaa heeeee haaaaaa heeeeee

Vários holofotes ligados aqui
A água do banho já aqueceu

Vários holofotes ligados aqui
A água do banho já aqueceu
Crianças correm para fora do campinho
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

Vários holofotes ligados aqui
A água do banho já aqueceu
Crianças correm para fora do campinho
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

Uma Ajuda

Wah…, wah…, wah…, wah…, wah…
Wah…, wah…, wah…, wah…, wah… (4x)

Como é bom te ver, é uma ajuda, se é (4x)
Refrão

Meus olhos não aguentavam mais admirar o comprovado
Encarar tantas verdades cruas é ver o céu pela metade
No teu abraço contente algo ficou diferente
Pude sentir a poeira das coisas caindo um pouco distante dagente

(Refrão)

Com você a lua foi mais que lua e felicidade
Continua rápida mas agora é mais pura
Eu pude ouvir do muro fino entre a ciência e Deus
Eu pude ouvir,eu pude ouvir seu anúncio
Eu pude ouvir, o que ninguém foi capaz de prever
Eu pude ouvir,o que te faz me surpreender

(Refrão)

Meus olhos não aguentavam mais admirar o comprovado
Encarar tantas verdades cruas é ver o céu pela metade
No teu abraço contente algo ficou diferente
Pude sentir a poeira das coisas caindo um pouco distante dagente

Com você a lua foi mais que lua e felicidade
Continua rápida mas agora é mais pura
Eu pude ouvir do muro fino entre a ciência e Deus
Eu pude ouvir,eu pude ouvir seu anúncio
Eu pude ouvir, o que ninguém foi capaz de prever
Eu pude ouvir,o que te faz me surpreender

O que te faz, o que te faz, o que te faz
O que te faz me surpreender
O que te faz, o que te faz, o que te faz
O que te faz me surpreender
O que te faz, o que te faz, o que te faz

Tumulto

Eu sempre penso duas vezes
Antes de entrar
Mas tem certos momentos
Que atingem o inconsciente popular
Inconsciente popular

Tumulto, corra que o tumulto está formado
Vem cá, vem vê, vem cá, vem vê-ê
Que dentro do tumulto pode estar você

Panela batendo, toca fogo no pneu, põe barricada
Velhos, senhoras e crianças
A mulecada pula, debocha e dá risada
Parece brincadeira, mas não é

A comunidade não aguenta tanto tempo sem água

Tudo bem ele era o bicho
Mas saiu daqui inteiro
Até chegar no hospital
Levou três tiros no peito
E a galera daqui
Fez igual fizeram em Vigário Geral
Todo mundo pra rua aumentar o som (2x)
Pra causar algum tipo de repercussão (2x)

Quando o monstro vem chegando
Chegando, chegando, chegando
E ameaçando invadir o seu lar
(Parado ae no memo lugar se não se corrê eu atiro)

Tribunal de Rua

A viatura foi chegando devagar
E de repente, de repente resolveu me parar
Um dos caras saiu de lá de dentro
Já dizendo, ai compadre, cê perdeu
Se eu tiver que procurar cê ta fodido
Acho melhor cê i deixando esse flagrante comigo
No início eram três, depois vieram mais quatro
Agora eram sete os samurais da extorsão
Vasculhando meu carro, metendo a mão no meu bolso
Cheirando a minha mão

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

E eu ainda tentei argumentá
Mas, tapa na cara pra me desmoralizar
Tapa, tapa na cara pra mostra quem é que manda
Porque os cavalos corredores ainda estão na banca
Nesta cruzada de noite, encruzilhada
Arriscando a palavra democrata
Como um santo graal
Na mão errada dos hômi
Carregada em devoção

De geração em geração
Todos no bairro já conhecem essa lição

O cano do fuzil
Refletiu o lado ruim do Brasil
Nos olhos de quem quer
E quem me viu, único civil
Rodeado de soldados
Como seu eu fosse o culpado
No fundo querendo estar
A margem do seu pesadelo
Estar acima do biótipo suspeito
Nem que seja dentro de um carro importado
Com um salário suspeito
Endossando a impunidade
A procura de respeito

(Mas nesta hora) só tem (sangue quente)
Quem tem (costa quente, quente, quente)
Só costa quente, pois nem sempre é inteligente
(Peitar) peitar, peitar (um fardado alucinado)
Que te agride e ofende (pa te levar, levar, levar)
Pra te levar alguns trocados (diz aê)
Pra te levar, levar, levar
Pra te levar alguns trocados (segue a mão)

Era só mais uma dura
Resquício de ditadura
Mostrando a mentalidade
De quem se sente autoridade
Nesse tribunal de rua
Nesse tribunal
Nesse tribunal de rua

Três Reis (c/ Rodolfo e Xis)

Queima de arquivo eu não acredito mais saí vivo
Eu até fico surpreso do ponto que eu parti até a
Lama que eu desci da mesma forma eu subi
I’m free
Tô aqui tô ileso, ligado e aceso mais leve porém
Dobrando no peso é a vida que escreve
Eu só ponho na balança e quando o sangue ferve
Você não é mais criança
Nem eu sou mais o mesmo que canta

Eu não sei pela dança
Do mundo eu vi quase de tudo eu falei muito pra surdo
Joguei pérolas aos porcos e vi o que acontece e quando
O nível desce e alguém faz da mentira um escudo
Hoje eu cheguei a conclusão é melhor vivo essa pressão
É o que a própria vida ensina mas tem gente que em vida
Já morreu por que só aprendeu
O que passou através da retina

Nascem, morrem, não dormem
Sem duvidar não sou digno de duvidar
Tem potência palavra que tem essência viva

A medida indica o abuso
É quando a fome vira gula
Um ciclo fechado por corrente cadeado
Convidado ou intruso
Aqui não temos bula
Aqui indica o modo de uso
Eu vejo o inimigo no espelho
Meu sangue no joelho
É sempre para me lembrar
Que os vultos e vozes que chegam devagar
Inofensivos como coelhos
São piores que a serpente do mal
Sem palavras que conte a dor da pedrada
No fronte expressão de terror
O desfecho da cilada já tinha dia e hora
Marcada daquele horizonte
Eu não veria a cor
Sequelado talvez
Renovado no segundo mês
Sossegado por ser natural
Vou vivendo com tanto sofrimento
Sabendo que o mal pensamento
É uma arma letal

Se eu não mudar ninguém vai ver que eu me afundei
Quem sentiu a dor mais forte
Se eu não voltar se lembre bem que eu não
Sou ninguém sem teu amor por mim

Longo gatilho do disparo do inimigo
De pé eu não desisto to vivo
Resisti
Todo mundo liga mais eu sei não é comigo
Sou surdo e não enxergo por isso Estou aqui
alternativa dois é a minha escolha
Cada um cada um eu vou na boa
Meu tempo no limite me obriga
A ir em frente
Seguir naturalmente
Libertar a mente
Se rangir os dentes
Sigo Na calma
Desobediente
Libertando a alma
Agora não embaça
Você perdeu a graça
Prende estica puxa passa
Abra os braços vem me abraça
Quero a paz o amor me abraça

Muito irmãos não te abandonarão
Nem se a terra acabar
Pois tapa nas costas de qualquer um
Hoje em dia não dá

Cresci, vivi e vivo em qualquer lugar
Andando de frente de costas
Em qualquer luar
Com vela cuti nos ouvidos pra me acalmar
E não seguiria com vermes xiitas trairás
Que eu viria me preocupar
Chegado Rodolfo de idéias claras ai chegar
Meu apelido veio da mística
E da destreza de uma ave de rapina
E não precisa de drogas por em minha cabeça
Não comporta mais anfitamina
E sim adrenalina que é uma vacina da minha mania
De que tudo se transforme em música um dia

Vê se acorda
Vê que essa vida que estão te oferecendo é furada
A classe política totalmente manipulada
Se você não esquecer que bom e ruim
Você é igual a mim e pode ser achado em qualquer lugar
Nunca duvide
Aqui se faz, aqui se paga
Pois o dia é feito de chão poeira e estrada
De poeira, chão e estrada

Se eu não mudar ninguém vai ver que eu
Me afundei quem sentiu a dor mais forte
Se eu não voltar se lembre bem que eu não
Sou ninguém sem teu amor por mim

Todo Camburão tem um pouco de Navio Negreiro

Tudo começou quando a gente conversava
Naquela esquina alí
De frente àquela praça
Veio os homens
E nos pararam
Documento por favor
Então a gente apresentou
Mas eles não paravam
Qual é negão? qual é negão?
O que que tá pegando?
Qual é negão? qual é negão?

É mole de ver
Que em qualquer dura
O tempo passa mais lento pro negão
Quem segurava com força a chibata
Agora usa farda
Engatilha a macaca
Escolhe sempre o primeiro
Negro pra passar na revista
Pra passar na revista

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

É mole de ver
Que para o negro
Mesmo a aids possui hierarquia
Na áfrica a doença corre solta
E a imprensa mundial
Dispensa poucas linhas
Comparado, comparado
Ao que faz com qualquer
Figurinha do cinema
Comparado, comparado
Ao que faz com qualquer
Figurinha do cinema
Ou das colunas sociais

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

Se Não Avisar o Bicho Pega

O sangue bom falou pra falar pra você
Se der mole pros home, amizade, o bicho pega
O sangue bom falou pra falar pra voce, amizade amizade, o bicho pega!

O malandro ganhou monareta, uma caixa de fogos e um carretel de linha
Também uma pipa, também uma pipa
que ele botou no alto pra avisar a massa que os cana já vinha
e a moçada que não dá mancada sentiu o aviso e não vacilou
pois toda favela tem sua passagem e sem caguetagem jamais alguém dançou
jamais alguém dançou…vai ter!

Vai ter pipa, foguete e morteiro
Vai ter pipa, foguete e morteiro

Pois lá na favela o olheiro é maneiro, esperto, chinfreiro e não fica às cegas
Até mulher de bandido na hora da dura segura a peteca e nega,
segura a peteca e nega
E é por isso que o seu compromisso é não ficar omisso e prestar atenção
Pois se der mole pro bagulho vai entrar no rodo e não tem perdão
E é por isso que o seu compromisso é não ficar omisso e prestar atenção
Pois se der mole pro bagulho vai entrar…vai ter!

Vai ter pipa, foguete e morteiro
Vai ter pipa, foguete e morteiro no rodo e não tem perdão

Respeito Pela Mais Bela

Perguntar por que?
Eu não vou fazer
Perdemos você, mas nós temos que aceitar
Triste sem saber como me conter
Não posso te ver mas ainda resta recordar. (2x)

Foi, foi, eu digo que foi
Foi com um tempo, e nos abandonou
E uma enorme saudade aqui dentro
Aqui dentro do peito, do peito ficou. (2x)

E é por isso que seu povo chora, chora
Sem saber se era, se era hora, a hora
Independente de onde esteja agora, agora
Traga a esperança, traga ela de volta. (2x)

Eu não vou fazer
Perdemos você, mas nós temos que aceitar
Triste sem saber como me conter
Não posso te ver mas ainda resta recordar. (2x)

Perguntar, porque, triste sem saber, como me conter, ainda resta recordar.
Eu digo foi, eu digo que foi, foi e nos abandonou
E uma enorme saudade aqui dentro
Aqui dentro do peito, do peito ficou. (2x)

E é por isso que seu povo chora, chora
Sem saber se era, se era hora, a hora
Independente de onde esteja agora, agora
Traga a esperança, traga ela de volta.

Não nos despedimos quando foi embora
Saiba que foi linda, linda a sua história
Ficou no coração e não na memória

Traga a esperança, traga ela de volta, traga ela de volta, traga ela de volta, de volta.

R.A.M.

Nação não é bandeira
Nação é união
Família não é sangue
Família é sintonia

Novos satélites nos aproximam
Mais e mais
Então a gente se vê nos telejornais
Agora mesmo pedras estão voando
Na direção certa

Confie nisso “véio”
Ritmos, ações e manifestos (refrão)

Atirados em passeatas
Ou em casos solitários
Como batuques diferentes
Numa mesma pulsação
Que não vão mudar o mundo
Mas fazem a diferença
Fazem nossa diferença
Ao fascismo que cresce
Com a crise
Fazem nossa diferença
Na maneira de encarar
Cidadania, ruas e microfones

Pára Pegador

Ele pára, pegador
depois chuta matreiro
campeão, matador
bom de luta

Abaixou, vacilou, ele passa
Se Liga, se necessário, machuca,
humilha, traça
O seu laço é de corte,
mas não aparta briga
A vida é quem escolhe quem
vai pra dividida

jogador, partideiro
desenha a linha da bola
Faz o drible da vaca
e muda o rumo da história
Sua finta é ciência
Pros otários é pica
Sem vergonha, malandro
um abraço pra quem fica

Se o gol é alento
pra ele é um trunfo
Ele já ta ligado e andando
se tá todo mundo junto

No buraco de silêncio
que precede o esporro
Àquele que o tempo e a hora
e a hora é mundo em que
todo mundo é morro

Papo de Surdo e Mudo

o nascimento
de uma alma
é coisa demorada
não é partido ou jazz
em que se improvise
não é casa moldada
laje que suba fácil
a natureza da gente
não tem disse me disse

o nascimento
de uma alma
é coisa demorada
não é partido ou jazz
em que se improvise
não é casa moldada
laje que suba fácil
a natureza da gente
não tem disse me disse

no balcão do botequim
a prosa tá parada
não se fala da vida
não acontece nada

no balcão do botequim
a prosa tá parada
não se fala da vida
não acontece nada

se não faltasse trabalho
no meio do barulho
o dia sobra
e sobra muito
papo de surdo e mudo
papo de surdo e mudo
surdo e mudo

ela não passa de onda
paisagem fluminense
parece dia de festa
todo mundo presente
se soubesse rimar
faria um samba antigo
onde reina a calma
e todo mundo é amigo

o calor é sólido
um pedaço eu sinto
como um bafo
e a cachaça
queima bem forte
vibrante e forte
estaria maluco
se não estivesse junto

Óbvio

Saia do ócio
Não caia no óbvio
Não quero ter um sócio
Eu quero um antídoto
pra viver melhor

Em nome da fé
acertar a si mesmo
como em transe
em busca de algo superior

Praticando a maldade
sem sentir
como se estivesse certo
Em busca
de um desafio
poderoso por um instante

Cai o mito
de quem está falando
Ignorância
e a ganância
se refugiam na dor
Natureza sofredora
Faca de dois gumes
Brasa espalhada
que vira pó

Aquí viene la Malena rimando de prisa.
No hay tiempo que perder este mundo se descuartiza.
Con mis amigos O Rappa, haciendo resistencia,
por un cambio en este mundo por un cambio de conciencia.
Vengo rapeando, rimando, cantando directo desde Argentina.
No soy Norteamericana soy de América latina.
Me sobra adrenalina, para seguir luchando,
a todos los dormidos que se vayan despertando, porque:
Latinos conviviendo con la miseria.
En la periferia te mata la policía.
En nombre de democracia, gobierna tiranía.
Justificando el robo que empobrece a mayorías.
Cuando el pueblo se organiza, le meten la paliza,
el miedo que paraliza, la conciencia se esclaviza.
Se viene la llama del pueblo latino quemándote como la lava.
Mi boca te tira la lírica mi lengua solamente la dispara.
Son tiempos de cambios, de transformaciones,
estamos en pie de lucha, tiempo de revoluciones.
No fiques distraído, no mires al costado, o serás tragado por este tornado.
Despiertan las conciencias en los barrios los dormidos.
Llegó la hora de los pueblos y los oprimidos.
Está duro el camino, pero es nuestro el destino.
¡¡Con más fuerza que nunca acá venimos los latinos!!

O Que Sobrou do Céu

O, la lá, o la lá, ê ah
O, la lá, o la lá, ê ê

O, la lá, o la lá, ê ê ah
O, la lá, o la lá, ê ê

Faltou luz mas era dia, o sol invadiu a sala
Fez da TV um espelho refletindo o que a gente esquecia

Faltou luz mas era dia… di-ia
Faltou luz mas era dia, dia, dia

O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal

O chá pra curar esta azia
Um bom chá pra curar esta azia
Todas as ciências de baixa tecnologia
Todas as cores escondidas nas nuvens da rotina

Pra gente ver… por entre prédios e nós…
Pra gente ver… o que sobrou do céu… o la lá

O Novo Já Nasce Velho

Enquanto a voz amena
Fala de equilíbrio
Um rosto é só um rosto
E quem está falando
Parece uma questão divina

E a tv tira a atenção
Na hora do culto hardcore
Pois a miséria é um insulto
Motiva a fé do mundo

E o defunto não deve enjeitar a cova
Humilde, desumano
Não vou duvidar do passado
Como se já não existissem velas para acender
Mas que diferença faz
Se nossas mães não choram mais

E de meu pai não vejo sorriso
Se o velhos não podem
Criar suas rugas
O novo já nasce velho

Nó de Fumaça

Saiu de banda serpenteando
Como peixe ensaboado
Nem o Rio engarrafado
Foi capaz de detê-lo

Nas esquinas nas favelas
Não se fala de outro assunto

Refrão
É! Não se fala de outro assunto

Na muvuca da encrenca
Tem inocente tem culpado
E lavadeira não têm trouxa
Fumo novo é batizado
Filé de osso cara inchada
Quem conhece sabe que é do santo
Faca sem ponta, segura a onda da roubada

Refrão

Palmeando as meninas
Que estreavam a vida adulta
Não sobrou uma na área
Tratamento de puta

Herói de várzea, tupamaro
De onde veio, quem pariu
Aquele homem de metro e meio
Nó de fumaça que saiu

Refrão

E com silêncio do santo preto
Em igreja errada porta entrou
E de bobeira, sentou curvado

E onde o cara caiu
A calçada se fez de cama
Em cima de um palmo de terra
Não nasce mato
Não nasce grama
Pintou o sete do terror
E fez questão de ser do mal
Consciente malandro
Sangue ruim, riff e coisa e tal

Refrão

Ninguém Regula a América (c/ Sepultura)

Ninguém regula a América
nobody fucks with America

Satélites de cima
vigiando todos os atos de rebeldia
MST observado pela CIA
um avião cara-de-pau
preso na China
painel de controle
cidades sem culpa
na sensação do protocolo de Kioto
carbonizado em plena chuva
de armas exportadas
sangrando no dólar
o dólar dos outros
coagulado e globalizado
nas veias abertas
de outra dívida externa

Satellites from above
controling all the rebel act
nosy plane cought in China
pushing doors in Colombia
carbonized under the rain
globalized bleeding the dollar
under the Wall Street sky
risking everybody’s lives

ninguém regula a América
nobody fucks with America

Forçando a porta da Colombia
com uma hipocrisia que vicia
o intelecto de Brasília
e outras capitais
estreladas deixando a bandeira
de fardas
que segue na arrogância
independente de quem for
O W. Bush de plantão
que engatilha um novo missel sem limites
sobre o céu de Wall Street
arriscando a todos
com o medo de perder
mais uma guerra

ninguém regula a América
nobody fucks with America

Não Vão Me Matar

Eu não quero mais saber de sofrer não
Não quero não
Me contam histórias diferentes
Achando que eu vou acreditar

Enganam o povo com promessas
Tentando induzi-los a acreditar
Que a consciência do ser humano
De repente pode até falhar

Quem bate esquece quem apanha
E quem apanha quer se vingar

Criticam uma raça tão bonita
Que é capaz de agüentar
Torturas, humilhações à parte
Podem pisar, mas não vão me matar

Cantando a verdade, falando da vida
Contando história, falando de amor
Brigando com a vida, prá ser mais feliz
Não vão me matar

Não Perca as Crianças de Vista

Pra enxergar o infinito
Debaixo dos meus pés
Não basta olhar de cima
E buscar no escuro, no obscuro
A sombra que me segue todo dia

Deixo quieto
e seguro as páginas dos sonhos que não li
E outra vez não me impeço de dormir

Os jornais não informam mais
E as imagens nunca são tão claras
Como a vida
Vou aliviar a dor e não perder
As crianças de vista

Eo, Eo, Não perca as crianças de vista
Eo, Eo, Não perca as crianças de vista
Eo, Eo, Não perca as crianças de vista

Família, um sonho ter uma família
Família, um sonho de todo dia

Família é quem você escolhe pra viver
Família é quem você escolhe pra você
Não precisa ter conta sanguínea
É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia

Na Palma da Mão

O negro pisou no topo do morro
Pegou sua viola e tocou pro povo
Pro povo do crime
Que foi chegando e colocando
As suas armas devagar no chão
O mesmo chão que guarda o sangue
O mesmo chão de correrias
O mesmo chão de tantas famílias
Que hoje batucam o mesmo som

Na palma da mão pra aliviar

O negro brilhou e ajudou
Aquelas almas distorcidas pela guerra
Só com a viola, só com a voz
Só com a viola suas idéias
Onegro falou e falou alto
Inspirou uma calma
E misteriosamente alegre é
Sufocando o pior dos bandidos

E em troca deixou lágrimas
Nos olhos do artista
Lágrimas, lágrimas
Na palma da mão pra aliviar

Hoje mesmo, hoje
Quando o barulho dos tiros sinalizam
O que acontece por lá

Uma comunicação silenciosa
Se faz com a memória das armas no chão
Por algum momento
Ganhando outra missão

Na Frente do Reto

Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!

O show tá começando
O show tá começando…

Anote tudo que puder
Anote tudo que ver
Não se sabe o que sucede
O que pode acontecer…

Detalhes fazem
Fazem diferença
Detalhes fazem
Toda a diferença
E é bobagem
Já é tarde
Esqueça!…

Quando estivermos
Na Frente do Reto
Fique esperto
Calado e quieto
Êh! Êh!
Quando estivermos
Na Frente do Reto
Fique esperto
Calado e quieto
Quieto!…

O show tá começando
Ai! Ai! Ai! Ai!
O show tá começando…

De cara inchada
Você ainda enxerga teu vacilo
Se ficou tudo roxo
Teu destino acaba frio
Se foi Deus
Alguém que inventou
Sete ventos de palavra-chave
Não interessa o jogo andou
Você tá no domínio
Agora tá no dominio
Domínio!…

Quando estivermos
Na Frente do Reto
Fique esperto
Calado e quieto
Êh! Êh!
Quando estivermos
Na Frente do Reto
Fique esperto
Calado e quieto
Quieto!..

O seu banco afundou
Tu foi demais!
Tu rodou, tu rodou…(2x)

Se a noite é calada
O lugar é de fuga
Acabou pro rajá
Vida passou toda junta
Tu não é alemão
Mas parece
Professor do medo
Da dissimulação
É isso mesmo, é cerol
É nós que somos escrotos
Os que fazem o serviço
E todo serviço porco
Praticantes do vício
Tu não viu, nem imagina
Não é vício, não é novela
Não é coisa da China…

Quando estivermos
Na Frente do Reto
Fique esperto
Calado e quieto
Quando estivermos
Na Frente do Reto
Fique esperto
Calado e quieto
Quieto!..

O show tá começando
O show tá apenas começando!
O show tá começando
Ai! Ai! Ai! Ai!…

O seu banco afundou
Tu foi demais!
Tu rodou, tu rodou…(2x)

Tu rodou, tu rodou!
Tu rodou, tu rodou!
Tu rodou, tu rodou!
Tu rodou, tu rodou!
Tu rodou, tu rodou!
Tu rodou, tu rodou!

Monstro Invisível

Monstro invisível que comanda a horda
Arrasando tudo o que é de praxe
Eu tô laje acima, no cerol que traz a vida pra baixo
Brilhante idéia de uma cabeça nervosa
Grafitando um outro muro de raiva
Eles já sabiam, mas deixaram a sina guiar a sorte

Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar

Poço lado e sujo, cria do descaso
Alimentando folhas em branco e preto
Outra epidemia desanima quem convive com medo
Botões e atalhos amplificam a distância
E a preguiça de estar lado a lado veste a armadura
Esse é o poder solitário

Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comunga
Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar

Monstro invisível que comanda a horda
Arrasando tudo o que é de praxe
Eu tô laje acima, no cerol que trás a vida pra baixo
Brilhante idéia de uma cabeça nervosa
Grafitando um outro muro de raiva
Eles já sabiam, mas deixaram a sina guiar a sorte

Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar (2x)

Comungar, comungar, comungar, comungar, comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história, ela comungar
Vejo a minha história com a sua comungar
Vejo a história ela comungar

Comungar, comungar, comungar, comungar, ei (2x)

Monstro invisível arrasando tudo como é de praxe
Tudo como é de praxe, é de praxe
Eu tô laje acima e o cerol que traz a vida pra baixo, pra baixo, pra baixo, pra baixo

Mitologia Gerimum

Vou, vou, vou voltar
Prá casa de novo

Eu tivo que vir só
Não pude trazer você comigo
Às vezes eu me sinto
Um exilado político
Por ser um gabirú
Não tão lesado assim
Gabirú, gabirú, gabirú eh!

Vou, vou, vou voltar
Prá casa de novo

Troquei poeira por fuligem
Fiz um pacto em São Cristóvão
O couro da zabumba
Guarda um pedaço

Do dia em que o suor virar alegria
E os olhos tocarem na mãe
Brincando de aliviar
Um pouco do tempo que se foi

A um passo do precipício
A verdade é tão dura
Quanto o azulão contou
E se eu pensar no toque
Valeu a pena

Vale o meu corpo vira-latas
Mais forte do que
Muito homem de pedigree
Vale um copo de cachaça
Pago de maneira decente

Vale a fé que freqüenta
A mitologia gerimum
De Padre Cícero a Frei Damião
Porque nem a segunda casa
É capaz de sarar
As lembranças do chão
Que me fez
Do chão seco e ingrato
Mas o chão que me fez

Vou, vou, vou voltar
Pra casa de novo

Miséria S/A

Senhoras e senhores estamos aqui
Pedindo uma ajuda por necessidade
Pois tenho irmão doente em casa
Qualquer trocadinho é bem recebido
Vou agradecendo antes de mais nada
Aqueles que não puderem contribuir
Deixamos também o nosso muito obrigado
Pela boa vontade e atenção dispensada
Vou agradecendo antes de mais nada

Bom dia passageiros
É o que lhes deseja
A miséria s/a
Que acabou de chegar

Bom dia passageiros
É o que lhes deseja
A miséria s/a
Que acabou de falar

Lhes deseja , lhes deseja
Lhes deseja , lhes deseja

Milagre

Ao redor dos maiores prédios que eu já vi,
No final de um dia cheio de engolir
Cada um tem seus milagres pra insistir
Cada um tem seus milagres , pra fugir pra não ouvir
Cada um tem seus milagres

O som dos dias que distanciam
A nossa melhor metade
Que vai ficando de lado
Pelo medo de não dormi
Que vai ficando de lado
Sem esquecermos das pequenas coisas
Que nos protegem, que nos protegem porque

Cada um tem seus milagres ,pra fugir
Cada um tem seus milagres, pra insisti pra não ouvir
Cada um tem seus milagres

Meu Santo Tá Cansado

Meu santo tá cansado
Não vou dizer que tenho saldo sobrando
Não tô devendo, mas a vida de homem é assim mesmo
Uma lona de freio aqui
Um motor fazendo um barulho ali
Não vou dizer que não menti

Meu santo tá cansado
Que sou todo direito e sei a hora de ser covarde
Não pude ser tudo o que quis, armei umas e outras
Tomei e dei volta como o drible sem objetivo
Que se perde além da linha lateral
Como drible sem objetivo

Mesmo sem carteira azul, sempre fui trabalhador
Às vezes a gente reza a cartilha e sai de brita
Às vezes a gente corre atrás do finado
Tem jogo (vai!) que começa acabado

Já jurei, já jurei
Com dedos cruzados, com dedos cruzados
Não tô aqui pra ser herói cuzão
Pra pagar de otário

Não tô aqui pra pagar pau pra fardinha azul
Aqui não tem cabeça baixa, também não tenho pressa
Não sou bebedor de água benta,
Se liga nessa, vai, ajoelha e reza
Meu sangue mais de uma vez subiu
Como o céu azul, meu céu azul de abril
Limpo, lavabo, brilha no céu mais bonito do espaço
Depois das águas de março

Meu santo tá cansado

Meu Mundo é o Barro

Moço, peço licença
Eu sou novo aqui
Não tenho trabalho, nem passe, eu sou novo aqui
Não tenho trabalho, nem classe, eu sou novo aqui

Eu tenho fé
Que um dia vai ouvir falar de um cara que era só um Zé
Não é noticiário de jornal, não é
Não é noticiário de jornal, não é

Sou quase um cara
Não tenho cor, nem padrinho
Nasci no mundo, sou sozinho
Não tenho pressa, não tenho plano, não tenho dono

Tentei ser crente
Mas, meu cristo é diferente
A sombra dele é sem cruz, dele é sem cruz
No meio daquela luz, daquela luz

E eu voltei pro mundo aqui embaixo
Minha vida corre plana
Comecei errado, mas hoje eu tô ciente
Tô tentando se possível zerar do começo e repetir o play

Não me escoro em outro e nem cachaça
O que fiz tinha muita procedência
Eu me seguro em minha palavra
Em minha mão, em minha lavra

Maria

Noves fora a lógica
Se bateria é a nossa mágica
Eu escolho o juízo
Da alegria, do céu ao precipício
Minha canção é coisa séria
Um verdadeiro comício
Se o suingue é meu vício
Bato tambor, desde o início
Nosso som não tem cor
Nosso som não tem briga
Vejo as favelas todas elas unidas
Nosso som não tem cor
Nosso som não tem briga
E no meu sonho vejo as favelas unidas
Vejo as favelas todas elas unidas
Nosso som não é barulho
Nosso grito é aviso
Esquecido no entulho
Do folião sem juízo
Não vem do plugue a energia
Tô na moral, não tem idéia
Tô na moral, não tem flagrante
Tô na moral, não tem idéia
Tô na moral, é coisa séria
Tô em cima, tô embaixo
Trabalhador é coisa séria, é coisa séria
Mas se um dia a festa terminar
Hei de louvar sempre a harmonia
Meu coração é pulsação, e meu guia
Nunca esquecida, minha mão de Maria

Linha Vermelha

Fecharam a Linha Vermelha
Fecharam a Linha Amarela
Fecharam Avenida Brasil
Grajaú – Jacarepaguá
e também o Anil
Alto da Boavista, Vista
Chinesa, Paineras
mandaram esperar
Sentido Lagoa – Barra
Niemeyer

Tem que recomeçar
Tem que construir
Tem que avaliar
E ter hora pra agir
O tempo todo
O tempo todo agir

Vou me benzer
Vou orar
Vou agradecer
Vou me rezar

Levante a Cabeça

Get up, stand up
stand up for your rights
Get up, stand up
Don’t give up for the fight
(bis)

Sem trabalho eu não sou ninguém, vou além
o dia seguinte é diferente pra quem tem
Não é mole, é muito mais de mil, ouviu?
Mesmo assim eu tento a sorte no sufoco, meu dinheiro é
pouco
Escola é raridade na favela
meu estudo não permite q eu saia fora dela
tentei de várias formas um emprego, foi em vão
querem muito estudo até para limpar o chão

Get up, stand up
stand up for your rights
Get up, stand up
Don’t give up for the fight
(bis)

na cidade grande eu tento a sorte
enganado, iludido
vencido do norte
humildimente levanto a cabeça
pensando positivo, legítima defesa
Eu vou conseguir, não vou me omitir
tudo isso sem medo, na batalha
descobri um segredo, lutando pelo meu direito

Get up, satnd up
stand up for your rights
Get up, stand up
Don’t give up for the fight
(bis)

eu segui sendo original
não perco a esperança e nem o meu astral
eu sou mais um nessa multidão
está difícil de se entregar
qual a solução, irmão?
mesmo assim eu permaneço ativo
nessa vida eu só preciso de incentivo
acredito, sigo, não desisto a nenhum momento,
e vou lutando pelo meu direito

rei do borogodó … falou pra mim assim.. la no
CTI falcao tomei 4 tiros dai eu falei … nao, yuka
parcero meu vc tomou 6 e sobreviveu .. batalhando
todo dia
pelos seus pelos meus pelos nossos e por aqueles q
ainda
nem apareceram.. mas ta ai pavilhao 9 .. muito
respeito…
STAND UP!

Get up, stand up
stand up for your rights
Get up, stand up
Don’t give up for the fight
(bis)

Lei da Sobrevivência

Que diferenca faz
ficar sentado e não olhar pra trás
esquecer o passado
olhar o futuro e não se magoar

Que diferenca faaaz
ficar sentado e não olhar pra trás
esquecer o passado
olhar o futuro e não se magoar

Agora é verdade
deixo de ser novidade
as mãos estão machucadas
e o sangue a escorrer
(que nem palha de cana que corta
o agricultor)

Eu não quero ficar
esperando
o tempo passar, passar

Quem colhe, quem planta
tambem tem direito de comer
e comer bem
A comida melhor esta na cidade
dentro do armazém

Estragando só pro povo ter
consciência
que a lei da sobrevivência
é votar e não comer

Instinto Coletivo

Quadras e quadras e quadras e quadras cirandas, cirandas, cirandas “b boys” e capoeiristas
Velhos sonhos, novos nomes, velhos sonhos, novos nomes na avenida
O folclore é hardcore, e ataca o nosso momento
Abre a roda quem tá fora e quem tá dentro participa,
O folclore é hardcore, instiga alegria
Em respeito do homem ao tambor,
Do rítmo que domina com louvor
Do fato de estarmos juntos sem pavor,
Pois o instinto é coletivo meu senhor.

Ééééé…
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo

É domingo e só temos uma opção
As caixas são grandes
O som tem que ser alto
Pra tocar a multidão
Essa dança não faz seleção
Pro homem do samba, o homem do funk, o homem do branga
Baile da Furacão, Fulia de Reis
Kuarup o Boi Mamão
Nossa identidade é nosso lar
E dentro de uma área de exclusão
Comandante Marcos, Afrika, Bambaata, padre Cícero e Lampião
Contra a mente de exclusão, sempre souberam
Que o instinto é coletivo meu irmão

Ééééé…
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
Eu represento o instinto coletivo
tivo, tivo, tivo, tivo,

O Rappa from Brasil
Third world posse on the Rio
O Rappa from Brasil
Essa dança não faz seleção
Para o homem do samba, para o homem do funk, para o homem do bangra
Baile da furacão, folia de reis Kuarup e o boi Mamão
Nossa identidade é nosso lar
Dentro dessa área, dessa área de exclusão
Comandante Marcos Afrika Bambaata Padre Cícero e Lampião
Contra a mente de exclusão, sempre souberam
Que o instinto é coletivo meu irmão
When you see my passaport number
You don’t see my culture
You don’t see me

Ilê Aye

Oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh
Oh oh oh oh Soul Power
Oh oh oh oh Soul Power
Oh Oh Oh Oh
Essa história começa mais ou menos assim:

Que bloco é esse? Eu quero saber.
É o mundo negro que viemo mostrar pra você (pra você).
Que bloco é esse? Eu quero saber.
É o mundo negro que viemo mostrar pra você (pra você).

Somo crioulo doido somo bem legal.
Temos cabelo duro somo black power.
Somo crioulo doido somo bem legal.
Temos cabelo duro somo black power.

Que bloco é esse? Eu quero saber.
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).
Que bloco é esse? Eu quero saber.
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).

Branco, se você soubesse o valor que o preto tem.
Tu tomava um banho de piche, branco e, ficava preto também.
E não te ensino a minha malandragem.
Nem tão pouco minha filosofia, porquê?
Quem dá luz a cego é bengala branca em Santa Luzia.

Meu Deus

Que bloco é esse? Eu quero saber.
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).
Que bloco é esse? Eu quero saber.
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).

Vai!

Oh oh oh oh Oh oh oh oh Oh oh oh oh
Oh Oh Oh Oh Oh Oh

Essa história se resolve a bateria e voz

Que bloco é esse? Eu quero saber
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).
Que bloco é esse? Eu quero saber?
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).

Somo crioulo doido somo bem legal.
Temos cabelo duro somo black power.
Somo crioulo doido somo bem legal.
Temos cabelo duro somo black power.

Branco, se você soubesse o valor que o preto tem.
Tu tomava um banho de piche, branco e, ficava preto também.
E não te ensino a minha malandragem.
Nem tão pouco minha filosofia, porquê?
Porque?
Em Santa Luzia aiai Meu Deus

Que bloco é esse? Eu quero saber
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).
Que bloco é esse? Eu quero saber?
É o mundo negro que viemos mostrar pra você (pra você).

Oh oh oh oh Oh oh oh oh Oh oh oh oh
Oh Oh Oh Oh Oh Oh

Hóstia

Os que sobravam encostados no balcão
Ali permaneciam nos trabalhos
Em meio ao ar parado
Não se ouve tiros não há estardalhaço
Bicho-gente, bicho-grilo, quero que se dane
Olhos de injeção

Gatos humanos espreitam
Choram mimados meu rango (2x)

Não dividiria com qualquer animal
Meu prato de domingo a carne assada
É o principal
Mesmo um mendigo elegante da rua
Prato bonito ou feio minha caba na minha angústia

Meu escudo meu escudo é minha hóstia
Meu escudo meu escudo é minha hóstia (4x)

Sentia proteção infantil
Mas permanecia assustado
Acuado em situação-hiena
Não sou carne barata
Varejo imaginando pedaço do atacado
Que pena…(2x)

Homem Bomba

Requebrando a consciência
Na fumaça das vaidades
Humilhadas envenena
As conclusões…

Como meu sangue nunca vai
Nunca vai, vai virar vinho
No final do mês
Se acende o pavio
Então…

Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba
Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba
Ataque bom!
Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba
Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba…

Mas só com estrago
Vai dá prá ver
Mas só com estrago
Vai dá prá ver
Vai dá e vai dá
E vai dá prá ver
Vai dá e vai dá
E vai dá prá ver…

Em meio a salmos
Alvos e contas
O Homem Bomba se esconde
Como um terrorista
Sem uma reivindicação verbal
Pronto prá explodir
Ao menor sinal
Então toca a buzina
Toca baile funk
Toca o bumbo na garganta
Do Maracanã, eh!…

Incendiando um coração
Impregnado
Que não divide
Violência e diversão
Violência e diversão
Violência!
Violência e diversão
Violência!

Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba
Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba
Ataque bom!
Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba
Bum! Bum! Bum!
O Homem Bomba…

(Repetir a letra)

Homem Amarelo

O Homem Amarelo do Samba do Morro
Do Hip Hop do Santa Marta
Agarraram um louro na descida da ladeira
Malandro da baixada em terra estrangeira

A salsa cubana do negro oriental
Já é ouvida na central
Que pega o buzum, que fala outra língua
Reencontra subúrbios e esquinas

É o comando em mesa de vidro
Que não enumera o bandido
Eu e minha tribo
Brincando nos terreiros
Eu e minha tribo
Nos terreiros do mundo
Só misturando pra ver no que vai dar
Só misturando pra ver no que vai dar
Só misturando pra ver no que vai dar

Fogo Cruzado

Fogo Cruzado
Eu tô no fogo cruzado
Vivendo em fogo cruzado
E eu me sinto encurralado de novo
No Gueto o medo abala quem ainda
Corre atrás
Do fascínio que traz o medo da
Escuridão
Que é a vida

No Gueto o medo ilude e seduz
Com o poder da cocaína
Quem comanda o sucesso
Das bocas de fumo da esquina

Mas a favela não é mãe
De toda dúvida letal
Talvez seja de maneira
Mais direta e radical
O sol que assola
Esses jardins suspensos
Da má distribuição

Que arranham o céu
Mas não percebem o firmamento
Que se banham à beira-mar
Mas não se limpam por dentro

Que se orgulham do Cristo
De braços abertos, mas não abrem
As mãos
Prá novos ventos

Tô no fogo cruzado
Vivendo em fogo cruzado

Entre a Bélgica e a Índia
Entre a Jamaica e o Japão
Entre o Congo e o Canadá
Onde a guerra nunca tá
Entre o norte e o sul
Entre o mínimo e o Maximo
Denominador comum

Fininho da Vida

Na parede onde se brinca
No chapisco encarpado
A parede que escora
O fininho da vida
Os verdadeiros heróis são os guerreiros da lida

Por entre as trincheiras, barracos
Passam num sopro da vida
Subindo e descendo em silêncio
No caminho apertado que tem
É o fininho da vida

Disciplina de trem, virtuose na vida tem
Maioria tem, maioria contida tem
Nordestina tem, na havaiana furiosa
Ruminando, engolindo sapo da vida

Disciplina de trem, virtuose na vida, tem
Maioria tem, maioria contida tem
Nordestina tem, na havaiana furiosa
Ruminando em silêncio, engolindo sapo da vida

Olho baixo de quem tem emprego
Enquanto as letras se escrevem nos muros
Nas paredes: grafites, buracos, escrita do futuro
Em meio a tudo e muito, muito barulho
Nervosos, os peitos se aquecem
Respirando cortado, ansiando por furo

No buraco da vala
A laje é brinquedo
Em meio a pet e plásticos
Num domingo festivo, num domingo lindo

Favela

Vá dizer pra ela que o curral do samba é a passarela,
vá dizer pra ela que o rio de janeiro todo é uma favela,
senhor, candeia, noel, cartola, adoniram
vá dizer pra ela que o rio de janeiro todo é uma favela,
vá dizer pra ela que o som que eu faço vem lá da favela,

me vem na memória as rodas de samba
é batuque na palma da mão
roda de samba de bamba

velha guarda, portela
velha guarda, mangueira
viola, jamelão

vá dizer pra ela que o curral do samba é a passarela,
vá dizer pra ela que o rio de janeiro todo é uma favela,
de madureira à sepetiba, passando por santa cruz,
bate bola de bixiga de boi
bate bola de sebo de bixiga de boi
é nos terreiros do samba
que a molecada cresce e ama sua escola
e faz as mãos e os pés sangrar

quando os anos passam
quando ele se emociona
de ver sua escola ganhar

Farpa Cortante

Não falta a marca da crise
O pé incomoda, incomoda com o furo
Eu quase encosto, encosto no muro
No lado de cá, no lado de cá da vitória
No escuro, o teto é a laje
Acende e apaga, apaga a fogueira
No charco molhado de papelão
Coberto de fogo da brasa da fogueira

Na brasa da fogueira (3x)

Não falta a marca da crise
O pé incomoda com o furo
Eu quase encosto no muro
No lado de cá da vitória
No escuro, o teto é a laje
Acende e apaga a fogueira
No charco molhado de papelão
Coberto de fogo, apaga a fogueira
Convivência é áspera e amarga
O encosto além do prudente
No úmido e frágil caminho
Eu não tenho meu pai, eu sou sozinho
A vida emprestada no crime
Na sombra, longe do firmamento
Sem choro, no estrilo, sem choro não há tempo

A lata (Sem choro não há tempo)
Com farpa (Sem choro não há tempo)
Cortante

A lata (a lata)
Com farpa (com farpa)
Cortante, cortante.

Não falta a marca da crise
O pé incomoda, incomoda com o furo
Eu quase encosto, encosto no muro
No lado de cá, no lado de cá da vitória

Não falta a marca da crise
O pé incomoda com o furo
Eu quase encosto no muro
No lado de cá da vitória
No escuro, o teto é a laje
Acende e apaga a fogueira
No charco molhado de papelão
Coberto de fogo, apaga a fogueira

A lata (Na brasa da fogueira)
Com farpa (Na brasa da fogueira)
Cortante (Na brasa da fogueira)
Cortante

Convivência áspera e amarga
O encosto além do prudente
No úmido e frágil caminho
Eu não tenho meu pai, eu sou sozinho
Sigo em frente no úmido e frágil caminho

A lata com farpa cortante (4x)

Eu Quero Ver Gol

Batuque, balanço, swing, praia e carnaval
Hoje no pé do morro tem ensaio geral
Eu quero ver gol eu quero ver gol
Não precisa ser de placa eu quero ver gol

Dois dias sem dormir chega domingo de manhã,
Fica difícil passar sem um banho de mar
Tem a distância lotação, tumulto então,
Tô no favelinha, peguei fora da linha
Méier-copacabana é o bonde ideal,
No ponto final o rebu é total
Pula pela janela pro bonde é normal
Zuando no asfalto, zuando na areia
Quando chegar na água vou me acabar
Quando chegar na água jacaré o que vai dar,

Porque eu quero ver gol, eu quero ver gol
Não precisa ser de placa, eu quero ver gol(2)

Tem limão, tem mate, melancia fatiada,
O globo sal e doce, dragão chinês
Tô no rango desde as 2 e a lombra bateu
O jogo é as 5 e eu sou mais o meu
Tô com a geral no bolso garanti o meu lugar
Vou torcer, vou xingar pro meu time ganhar…

Porque eu quero ver gol eu quero ver gol
Não precisa ser de placa eu quero ver gol

Eu Não Sei Mentir Direito

No pais do futebol
eu nunca joguei bem
Poderia ser um sintoma
mas meu jogo de cintura
se manifestou de outro jeito
É que eu não sei mentir
Eu tento, eu tento
mas muitas vezes
tudo acaba em gargalhada
Eu me entrego no olhar
gaguejo, espero pra ver se colou
é sempre fácil perceber
que eu não sei mentir
é sempre fácil perceber
que eu não sei mentir direito

Eu não sei mentir direito, não
Eu não sei mentir direito

Até que um dia uma pessoa me falou
que a minha falta de malicia
era o negativo de uma mesma foto
avesso esperto da malandragem
que se manifestava
naturalmente difícil
Que se manifestava
naturalmente dificil
Ele disse que sou confuso
mas sou claro
E é por isso que eu cheguei inteiro
até aqui
Justamente eu, justamente eu
Justamente eu que não sei mentir direito

Em Busca do Porrão

A busca do porrão não é de paz ou de abraço
De grade, de foice amarelada, não é de cagaço,
Não tem cor, não tem caô
Nem promessa, nem fita, nem missa
A busca do porrão não é missão
É uma sina
A busca do porrão não faz barulho
E não cobra dívida
A busca do porrão é intenção
Abraço consternado do pai
No filho pródigo perdoado e a presente felicidade
Que não começa e nem termina no espaço da paz
A fruição do som, do espaço vazio
O amor que não dá pitaco, que não dá pio
A busca do porrão não tem fim,
Não tem fim nem finalidade
Onde é necessária não tem, não tem cidade
A busca do porrão é a beleza,
Nunca perdida da cidade,
Pra além do silêncio do gozo da mulher
Difícil da cidade
Do patrão encaixe neura do torturado
Pralém do trem, do ônibus, do pé inchado
Do patrão encaixe-neura do torturado
Folheado, café-milho misturado
A busca do porrão vai além, além do macacão,
Abraço evangélico, evangélico no tição
Onde ninguém se perde nos dramáticos sete
Não tem traíra, não tem canivete
Sem traíra, sem canivete, sem traíra e canivete
O legal encontra o razoável,
Encaixe do neura, do torturado
O legal encontra o razoável,
Folheado, café-milho misturado
Além do papo mudo repetido
Além da compreensão,
Além do cabelo reco sem discriminação
O porrão não se respira,
Não se vende, não se aplica
O porrão não se respira,
O porrão é pura pica
A busca do porrão não tem fim e não faz barulho

É Preciso Mais Som

É preciso mais som
Ouvir mais do que é bom
Se ocupar melhor,melhor,melhor

Viver é sua alegria
É preciso apartar as brigas
Deixar mais espaço e mais graça em minha vida

Mais harpas, mais sinos
mais torcidas, vários gritos

Mais música em minha vida
É somente o que eu preciso

Enquanto não se ouvir o dançar
O brilho do sorriso sem alvo
Um afro, um mestiço

Misturando sempre que é possível
(Eu sei que é possível)

Preciso de menos ruído, menos apito
Pra poder ouvir o som do espocar
Preciso de menos ruído, menos apito
Pra ouvir tudo do primeiro andar

Mais música em minha vida
É somente o que eu preciso

No buraco negro tem som
As galáxias gemem e choram quando se separam

No buraco negro tem som,
Música é tudo, tudo além do nada

É preciso mais samba, é preciso mais som
mais gente bamba que leve o som pra outro lugar

Ser merecedor da paz, da benção musical,
que o Senhor resolveu me dar

No buraco negro tem som

Documento

Não se aplica a regra
não tem arrego
não tem explicação
passei do limite, do procedimento
não tem explicação
não procurei veio a mim
não dói de noite a fumaça
o meu jornal, era só meu
o meu jornal era só traça
me alimentava de explosão
queria ver fogo e paixão
novos, renomados, juvenis
queria ver a planta,
e o projeto matriz
carta fora do tempo
nada de documento
se era bom ou ruim
tava aquém de mim

Dívida (c/ Ultramen)

Não vem que não tem O Rappa e Ultramen
Banda de verdade não tem pra ninguém

Um homem com palavra é um homem da verdade
É requisito básico pra personalidade
Não importa a idade a cidade ou a nação
Respeito é herança da civilização

A taxa é zero o juro é alto vamos conversar
Ressarcimento pagamento vamos negociar (2x)
Aquela dívida de uns anos atrás está bem viva
Você não lembra mais (x2)

Não é só na Santana, Leopoldina ou Parthenon
A honra é coisa muito séria em qualquer região
Aquele safado me deve deve pro Falcão também
E ainda por cima de tudo acha que tá tudo bem

A taxa é zero o juro é alto vamos conversar
Ressarcimento pagamento vamos negociar (x2)
Aquela dívida de uns anos atrás está bem viva
Você não lembra mais (x2)

Não vem que não tem O Rappa e Ultramen
Oh! Oh! Oh! Oh!

A sua justificativa é o ensino escolar
Não aprendeu a dividir só quer multiplicar
Amigo chega de conversa já estou passando mal
Resolveremos esse cálculo no distrito policial

A taxa é zero o juro é alto vamos conversar
Ressarcimento pagamento vamos negociar (x2)
Aquela dívida de uns anos atrás está bem viva
Você não lembra mais!
Aquela dívida de uns anos atrás está bem viva
Atrás está bem viva!
Você não lembra mais!
Aquela dívida de uns anos atrás está bem viva
Você não lembra mais!
Aquela dívida
dívida, dívida
de uns anos atrás está bem viva
seu safado você não lembra mais!

Salve, Salve Salve Ultramen!
Salve Falcão!

Cristo e Oxalá

La La La ra ra ra ram…

Oxalá se mostrou assim tão grande
Como um espelho colorido
Pra mostrar pro próprio Cristo como ele era mulato
Já que Deus é uma espécie de mulato.
Salve, Em nome de qualquer Deus, Salve
Salve, Em nome de qualquer Deus, Salve
Se eu me salvei, se eu me salvei

Foi pela fé, minha fé minha cultura, minha fé
Minha fé é meu jogo de cintura, minha fé, minha fé ééé

O Cristo partiu do alto do morro que nós somos
Rodeados de helicópteros que caçavam marginais
A mostrar mais uma vez o seu lado herói, herói
Se transformando em Oxalá, vice-versa tanto faz
A rodar todo de branco na mais linda procissão
Abençoando a fuga numa nova direção

Minha fé, é meu jogo de cintura , minha fé
Minha fé, é meu jogo de cintura , minha fé , minha fé ééé

La la la ra ra ra …..

Como uma Bala Perdida

Eu conheço esse tipo de raça
Por trás da farda se esconde um homem cansado de ser
Tirado
Pra otário, perdendo e ganhando tempo
Pra ter menos de um usuário
Perdido nas ruas, perambulando por aí, caçando um rolo
Pra ralá
Um esquema que leve a mente,
A mente estigada, que mais uma vez queima.
Você não tem o valor da vida
Você não sabe como é doída
A vida
A ida e a vinda de uma mãe que vê seu filho se
Matando nessa área perdida
Iludida
E se perde a cada pedrada, cada vez que mais, maior é a
Vontade
A cada vez, um dia dois e lá vai o resto de seus dias
Não são mais iguais
É muita treta
A violência acaba por aí cada dia que passa a morte
Chega mais perto, pode ser que esteje numa
Quebrada iludida por sofrer por causa dessa pedra, tirou
Meus sonhos, minha família, destruiu o resto dos meus
Dias.
Sempre irei me lembrar, na madrugada, nas quebradas indo
Te procurar, pensando onde você estará, será morto, será
Baliado,será sujo
Cagado, bah onde onde será?
Quantas vesez voltava sem te encontrar, chegava em casa
E dava de cara com uma geladeira quebadae minha filha
Dormindo com os anjos(proteje meu deus esta vida).como
Se passava o tempo o dia amanhecendo, osol nascendo,dia
Lindo de sol, será que o amior é forte o bastante pra
Aguentar,esperança morta junto com o passadoque um dia
Dizia que o nosso amor nunca iria acabar
É foda
Mais a pedra acaba, acaba com os sonhos
E hoje estou aquitentando eguer a cabeça qurrendoser
Feliz depois de tudo que aconteça,aconteceu e vou
Dizer
É foda
Agora não sou reconhecida, pra você sou como mais uma
Bala perdida
Você pra mim e uma bala pronta pra atirar, sem
Direção, sem destino, sem lugar
Pra acalçar os sonhos, história tenho, tenho história
Pra contar,mais permaneço aqui pra realizar.
Bala perdida bala perdida
Uma, duas perdas vida iludida
Bala perdida bala perdida
Pronta pra atirá, sem direção,sem destino sem lugar.

Coincidências e Paixões

Tem razão quem tem paixão
Tem razão quem fala
Com a voz do coração…(2x)

Considerando
A gente como fruto
De algo maior
Maior do que tudo
A gente começa então
A entender que não, que não
Que não seria um absurdo…

Coincidências e paixões
De repente acontecerem
Coincidências e paixões
Uh Uh! Uh Uh!…(2x)

Tem razão quem tem paixão
Tem razão quem fala
Com a voz do coração…(2x)

Considerando
A gente como fruto
De algo maior
Maior do que tudo
A gente começa então
A entender que não, que não
Que não seria um absurdo…

Coincidências e paixões
De repente acontecerem
Coincidências e paixões
Uh Uh! Uh Uh!…(2x)

O destino
Pode mudar como o vento
Nada é tão planejado assim
Certo, inatingível
Como eles parecem dizer…(2x)

Oh! Oh! Oh! Ai! Ai! Ai!
Uh! Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!

Tem razão quem tem paixão
Tem razão quem fala
Com a voz do coração…(2x)

Considerando
A gente como fruto
De algo maior
Maior do que tudo
A gente começa então
A entender que não, que não
Que não seria um absurdo…

Coincidências e paixões
De repente acontecerem
Coincidências e paixões
Uh Uh! Uh Uh!…(2x)

O destino
Pode mudar como o vento
Nada é tão planejado assim
Certo, inatingível
Como eles parecem dizer…(2x)

Oh! Oh! Oh! Ai! Ai! Ai!
Uh! Oh! Oh! Ai! Ai!
Oh! Oh! Ai! Ai! Ai!
Uh! Oh! Oh!

Tem razão quem tem paixão
Tem razão quem fala
Com a voz do coração…(4x)

Êh! Êh! Êh! Ai! Ai! Ai!
Oh! Oh! Oh! Ai! Ai! Ai!
Uh! Oh! Oh! Ai! Ai!
Oh! Oh! Ai! Ai! Ai!
Uh! Oh! Oh!…

Betinho Gandhi, Charlie Chaplin
Albert Sabin, Bob Marley, Dona Zica
Grande Otelo, Cartola Che Guevara
Mãe Menininha, Dalai Lama e Rei Dadá

Tem razão quem fala, fala
Com a voz do coração

Catequeses do Medo

Catequese do medo
Num buraco negro
No fim do terceiro mundo
Um sorriso assustado
Uma mãe desesperada
Um pai mal pago, operário e mudo

Reuniões oficiais escurecendo outras salas
Onde a tortura faz filho
Na pele de um jovem afro-brasileiro
Na pele de um jovem fudido e sem dinheiro
Por isso…

Podem falar o que for
Que eu sei que não sou culpado
Podem falar o que for
Que eu sei que não sou, sei que não sou

A fome é um esperma
Por entre as pernas da violência
E o egoísmo que excitou
As diferenças em que merece
Um aborto imediato

Um apartheid econômico
Contamina, machuca
E não nos deixa gritar

Quando o carro preto passa
Quando o carro preto passa
Por isso

Podem falar o que for
Que eu sei que não sou culpado
Podem falar o que for
Que eu sei que não sou
Sei que não sou

Bitterusso Champagne

Um sonho… um sonho…

Um brinde com taça de vinho
Cheiro de asfalto no sangue
Um atalho com fuzil no caminho
No cardápio bitterusso champagne

Um atalho com fuzil no caminho
No cardápio bitterusso champagne

Cordão de fé tirado do peito
E uma luz no fim do presídio
Mas um buraco cavado às pressas
Pra aliviar o suplício

A esperança no orifício, na revolução
Quanto mais tiram de nós, lá dentro corrupção

Os atentados civis viram showmícios
Dos que nunca estão no controle
Dos que nunca estão no controle
E vão crescendo os vícios (4x)

Caindo por terra, caindo por terra (pela batalha)
Caindo por terra, caindo por terra (pelo discurso)
Sofrimento pra alguns é ser feliz
Pra quem nunca teve nada, um sonho é tudo que quis.

A Noite

À noite, quando o calor se mistura com a luz da tv preto e branco
À noite, eu quieto dentro de casa ouvindo rajadas de bala
À noite, fatos ruins do jornal se unem ao meu cansaço
À noite, o mesmo corpo cansadão
As vezes se perde de frente a saída

Mesmo assim eu paro e agradeço
Por eu não fazer do rancor minha vida
Por eu ainda acreditar no poder
Do amor revolucionário e salvador
Amor que me tirou a arma da mão
E me deu mais essa canção

7 Vezes

Deixa o mundo avisar de teu nome,
Sete vezes escrevi o seu nome,
Deixa o mundo avisar de teu nome.

Num mundo assim bem grande,
sete vezes escrevi seu nome.
Num mundo assim bem grande,
sete vezes escrevi.

Será que é é,
fato necessário diz que é é,
insistir e repetir que é é, todas as portas abrir.

Será que é é,
fato necessário diz que é é,
insistir e repetir, todas as portas vão se abrir.

Castigo, será que obrigatório,
estudar pra ter, vocabulário é obrigatório. (2x)

Será que é preciso pensar,
começado a andar pra trás, ao contrário.
Colorir todo de amor,
inventar um novo jeito de brincar.
Saber perder é, saber perder é,
saber perder alguma coisa pra sobreviver (4x)

Candidato Caô Caô

Caô Caô Caô Caô..
A justiça chegou!

Ai malandragem..se liga!
Bezerra da Silva provando e comprovando a sua versatilidade!
“Sai pra lá caozada..Oh o rappa na área!”

Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Foi no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições (3x)

Fez questão de beber água da chuva
Foi lá na macumba pediu ajuda
E bateu cabeça no congá
Deu azar..
A entidade que estava incorporada
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar

Também disse:

Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater

Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe prender

Hoje ele pede o seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater.

Eu falei pra você viuuuuu..

Esse político é safadão oh ai cumpade!

Nesse país que se divide em quem tem e quem não tem,
Sinto o sacrifício que há no braço operário
Eu olho para um lado
Eu olho para o outro
Vejo o desemprego
Vejo quem manda no jogo
E você vem, vem
Pede mais de mim
Diz que tudo mudou
E que agora vai ter fim
Mas eu sei quem você é
Ainda confia em mim?

Esse jogo é muito sujo
Mas eu não desisto assim
Você me deve..haha haha
Malandro é malandro
Mané é mané
Você me deve…
Você me deve seu canalha
Você me deve malandragem

Você ganhou duzentas vezes na loteria malandro?
Duzentas vezes cumpade?
É

Fez questão de beber água da chuva
Foi lá na macumba pediu ajuda
E bateu cabeça no congá
Deu azar..
A entidade que estava incorporada
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar

Também disse:

Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater

Meu irmão se liga
No que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto
Amanhã manda a polícia lhe prender

Hoje ele pede o seu voto
Amanhã manda a polícia lhe bater.

Ai ai perai cumpade..perai perai perai
Sujôooo..
Ae malandragem se liga na missão
Fica atento
Político é cerol fininho

Político engana todo mundo..
Menos o caboco..ele deu azar na macumba do malandro..ah lá
O caboco caguetou ele

Hoje ele pede, pede, pede de você ..
Amanhã vai vai te fudê..

Hoje ele pede, pede, pede de você ..
Amanhã vai vai.. ohhh

E amanhã vai se fu..

É cumpade…

Pescador de ilusões

Se meus joelhos
Não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé
Que me traga fé

Se por alguns
Segundos eu observar
E só observar
A isca e o anzol
A isca e o anzol
A isca e o anzol
A isca e o anzol

Ainda assim estarei
Pronto pra comemorar
Se eu me tornar
Menos faminto
E curioso
Curioso

O mar escuro
Trará o medo
Lado a lado
Com os corais
Mais coloridos

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões

Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final, sem final
Sem final, sem final
Final

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões

Se eu ousar catar
Na superfície
De qualquer manhã
As palavras
De um livro
Sem final, sem final
Sem final, sem final
Final

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões

Valeu a pena
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões
Valeu a pena
Valeu a pena
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões
Valeu a pena

Vapor Barato

Uauau! Uauauauau!
Uauau! Uauauauau!

Sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que eu não acredito
Mais em você
Minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis…

Eu vou descendo
Por todas as ruas
E vou tomar aquele
Velho navio
E vou tomar aquele
Velho navio
Aquele velho navio…

Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
E não me importa
E não me importa não…

A Minha Honey Baby!
Baby! Baby!
Honey Baby
Oh! Minha Honey Baby!
Baby! Baby!
Honey Baby…

Sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que eu estou indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Quem sabe!
Mas eu preciso
Eu preciso esquecê-la…

A minha grande
A minha pequena
A minha imensa obsessão
A minha grande obsessão…

A Minha Honey Baby!
Baby! Baby!
Honey Baby
Oh! Minha Honey Baby!
Baby! Baby!
Honey Baby…

Uauau! Uauauauau!
Uauau! Uauauauau!…(2x)

Sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que eu não acredito
Mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis…

Eu vou descendo
Por todas as ruas
E vou tomar aquele
Velho navio
E vou tomar aquele
Velho navio
Aquele velho navio…

Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
E não me importa
E não me importa não…

A Minha Honey Baby!
Baby! Baby!
Honey Baby
Oh! Minha Honey Baby!
Baby! Baby!
Honey Baby…

Uauau! Uauauauau!
Uauau! Uauauauau!
Uauau! Uauauauau!
Uauau! Uauauauau!…(3x)

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A Feira

É dia de feira
Quarta-feira
Sexta-feira
Não importa a feira
É dia de feira
Quem quiser pode chegar…(2x)

Vem maluco, vem madame
Vem Maurício, vem atriz
Prá comprar comigo…

Vem maluco, vem madame
Vem Maurício, vem atriz
Prá levar comigo…

Tô vendendo ervas
Que curam e acalmam
Tô vendendo ervas
Que aliviam e temperam…(2x)

Mas eu não sou autorizado
Quando o Rappa chega
Eu quase sempre escapo
Quem me fornece
É que ganha mais
A clientela é vasta
Eu sei!
Porque os remédios normais
Nem sempre
Amenizam a pressão
Amenizam a pressão
Amenizam a pressão…

É dia de feira
Quarta-feira
Sexta-feira
Não importa a feira
É dia de feira
Quem quiser pode chegar…(2x)

Vem maluco, vem madame
Vem Maurício, vem atriz
Prá comprar comigo…

Vem maluco, vem madame
Vem Maurício, vem atriz
Prá levar comigo…

Tô vendendo ervas
Que curam e acalmam
Tô vendendo ervas
Que aliviam e temperam…(2x)

Mas eu não sou autorizado
Quando o Rappa chega
Eu quase sempre escapo
Quem me fornece
É que ganha mais
A clientela é vasta
Eu sei!
Porque os remédios normais
Nem sempre!
Amenizam a pressão
Amenizam a pressão
Amenizam a pressão
Amenizam a pressão…

Porque os remédios normais
Não amenizam
Pressão!…(8x)

É dia de feira
Quarta-feira
Sexta-feira
Não importa a feira
É dia de feira
Quem quiser pode chegar…(5x)
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Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)

(Refrao 2x)
a minha alma está armada
e apontada para a cara
do sossego (sego)
pois paz sem voz
não é paz é medo (medo)

às vezes eu falo com a vida
às vezes é ela quem diz
qual a paz que eu não quero
conservar
para tentar ser feliz

as grades do condomínio
são para trazer proteção
mas também trazem a dúvida
se não é você que está nessa prisão
me abrace e me dê um beijo
faça um filho comigo
mas não me deixe sentar
na poltrona no dia de domingo
procurando novas drogas
de aluguel nesse vídeo
coagido pela paz
que eu não quero
seguir admitindo
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Hey Joe

Hey joe
Onde é que você vai
Com essa arma aí na mão

Hey joe
Esse não é o atalho
Pra sair dessa condição

Dorme com tiro acorda ligado
Tiro que tiro trik-trak boom
Para todo lado

Meu irmão, é só desse jeito
Consegui impor minha moral
Eu sei que sou caçado
E visto sempre como um animal

Sirene ligada os homi
Chegando trik-trak
Boom boom
Mas eu vou me mandando

Hey joe
Assim você não curte o brilho
Intenso da manhã
Acorda com tiro dorme com tiro

Hey joe
O que o teu filho vai pensar
Quando a fumaça baixar

Fumaça de fumo
Fogo de revólver
E é assim que eu faço eu faço
A minha história

Meu irmão, aqui estou por causa dele
E eu vou te dizer
Talvez eu não tenha vida
Mas é assim que vai ser

Armamento pesado
Corpo fechado
Eu quero é mais ver
Mais vai ser difícil me deter

Hey joe,
Muitos castelos já caíram e você tá na mira
Tá na mira, tá na mira, tá na mira

Hey, hey, hey, hey joe
Muitos castelos já caíram e você tá na mira

Também morre quem atira.(8x)

Menos de 5% dos caras do local
São dedicados a alguma atividade marginal
E impressionam quando aparecem nos jornais
Tapando a cara com trapos
Com uma uzi na mão
Parecendo árabes,árabes,árabes do caos.
Sinto muito cumpadi
Mas é burrice pensar
Que esses caras
É que são os donos da biografia
Já que a grande maioria
Daria um livro por dia
Sobre arte, honestidade e sacrifício, sacrifício
Arte, honestidade e sacrifício
Também morre quem atira.(8x)
Deu pro cara se ligar na missão joe.
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Me Deixa

Larararala, larararararara

Podem avisar, pode avisar
Invente uma doença que me
Deixe em casa pra sonhar
Pode avisar, podem avisar
Invente uma doença que me
Deixe em casa pra sonhar
Com o novo enredo outro dia de folia
Com o novo enredo outro dia de folia

Eu ia explodir, eu ia explodir
Mas eles não vão ver os meus pedaços por aí
Eu ia explodir, eu ia explodir
Mas eles não vão ver os meus pedaços por aí

Me deixa que hoje eu to de
Bobeira, bobeira
Me deixa que hoje eu tô de
Bobeira, bobeira

Larararala, larararararara

Hoje eu desafio o mundo
Sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero
E mais justo comigo
Hoje eu desafio o mundo
Sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero e
Mais justo comigo

Podem os homens vir que
Não vão me abalar
Os cães farejam o medo,
Logo não vão me encontrar
Não se trata de coragem
Mas meus olhos estão distantes
Me camuflam na paisagem
Dando um tempo,
Pra cantar

Me deixa, que hoje eu tô de
Bobeira, bobeira
Me deixa, deixa, deixa
Que hoje eu to de
Bobeira, bobeira

Hoje eu desafio o mundo
Sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero
E mais justo comigo
Hoje eu desafio o mundo
Sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero e
Mais justo comigo

Podem os homens vir que
Não vão me abalar
Os cães farejam o medo,
Logo não vão me encontrar
Não se trata de coragem
Mas meus olhos estão distantes
Me camuflam na paisagem
Dando um tempo, tempo, tempo
Pra cantar

Me deixa, que hoje eu tô de
Bobeira, bobeira
Me deixa, que hoje eu tô de
Bobeira, bobeira

Me deixa, deixa, deixa
Que hoje eu tô de
Bobeira, bobeira
Me deixa, ve se me deixa,
Que hoje eu to de bobeira,
Bobeira, bobeira…
Continue lendo

O Salto

As ondas de vaidade
Inundaram os vilarejos
E minha casa se foi
Como fome em banquete
Então sentei sobre as ruínas
E as dores como o ferro a brasa e a pele
Ardiam como o fogo dos novos tempos(2x)

E regaram as flores
Do deserto
E regaram as flores
Com chuva de insetos

Mas se você ver
Em seu filho
Uma face sua
E retinas de sorte
E um punhal reinar
Como o brilho do sol
O que farias tu?
Se espatifaria
Ou viveria
O espírito santo

Aos jornais
Eu deixo meu sangue
Como capital,
E às famílias
Um sinal

À corte eu deixo um sinal…

E regaram as flores
Do deserto
E regaram as flores
Com chuva de insetos
Continue lendo

Rodo Cotidiano

Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother

É
A ideia lá comia solta
Subia a manga amarrotada social
No calor alumínio
Nem caneta nem papel
Uma ideia fugia
Era o rodo cotidiano
Era o rodo cotidiano

Espaço é curto, quase um curral
Na mochila amassada, uma quentinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada
Meu troco é pouco, é quase nada

Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother

Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda, mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da central
Da minhoca de metal que corta as ruas
Da minhoca de metal
É, como um concorde apressado, cheio de força
Que voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador

Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother

É, espaço é curto, quase um curral
Na mochila amassada, uma vidinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada
Meu troco é pouco, é quase nada

Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda, mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da central
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Como um concorde apressado, cheio de força
Voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador

Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother
Ô ô ô ô ô my brother

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Mar de Gente

Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa ôa
Aiôa ê ê, Aiôa é…

Brindo à casa
Brindo à vida
Meus amores
Minha família…(2x)

Atirei-me ao mar
Mar de gente onde
Eu mergulho sem receio
Mar de gente onde
Eu me sinto por inteiro…

Eu acordo com uma
Ressaca guerra
Explode na cabeça
E eu me rendo
A um milagroso dia…

Essa é a luz
Que eu preciso
Luz que ilumina
Que nos dá juízo
Êh! Êh! Êh! Êh!
Essa é a luz
Que eu preciso
Luz que ilumina
Que nos dá juízo
Luz que ilumina
Que nos dá juízo…

Voltar com a maré
Sem se distrair
Tristeza e pesar
Sem se entregar
Mal, mal vai passar
mal vou me abalar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar…

Esperando verdades
De criança
Um momento bom como
Voltar com a maré
Sem se distrair
Navegar é preciso se não
A rotina te cansa
Tristeza e pesar
Sem se entregar…

Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é…

Interesses na Babilônia
Viram nevoeiro
Poços em chamas
Tiram proveito
Passa, passa, passa
Passa, passa
Passageiro
A arte ainda
Se mostra primeiro…

Uma onda segue a outra
Assim o mar olha pr'o mundo
Assim o mar olha pr'o mundo
Eh!…

Brindo à casa
Brindo à vida
Meus amores
Minha família…(2x)

Eh!
Atirei-me ao mar
Mar de gente onde
Eu mergulho sem receio
Mar de gente onde
Eu me sinto por inteiro…

Eu acordo com uma
Ressaca guerra
Explode na cabeça
Eu me rendo
Mais um milagroso dia…

Essa é a luz
Que eu preciso
Luz que ilumina
Que nos dá juízo
Essa é a luz
Que eu preciso
Luz que ilumina
Que nos dá juízo
Luz que ilumina
Que nos dá juízo…

Voltar com a maré
Sem se distrair
Tristeza e pesar
Sem se entregar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar
Mal, mal vai passar
Mal vou me abalar…

Esperando verdades
De criança
Um momento bom como
Voltar com a maré
Sem se distrair
Navegar é preciso se não
A rotina te cansa
Tristeza e pesar
Sem se entregar…

Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é
Aiôa ê ê, Aiôa é…
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Reza Vela

Larara….
A chama da vela que reza
Direto com santo conversa
Ele te ajuda te escuta
Num canto coladas no chão as sombras mexem
Pedidos e preces viram cera quente
Pedidos e preces viram cera quente

A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido
O fogo já não existe ali saíram do abrigo
São quase nada
A molecada corre e corre e ninguém tá triste
A molecada corre e corre e ninguém tá

Se tudo move se o predio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
A cera foi tarrada
Não se admire

Se tudo move se o predio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
an an an a tua avenida,
an an an
A cera foi tarrada
Não se admire

Ta no céu o balão de bucha não espere o tiro apenas
mire
A cera foi tarrada
Não se admire
ta no ceu balao de bucha nao espere o tiro apenas
mire

(2x)
Depois da benção o peito amassado
É hora do cerol é hora do traçado
Quem não cobre fica no samba atravessado
Sobe balão no céu rezado

A chama da vela que reza
Direto com santo conversa
Ele te ajuda te escuta
Num canto coladas no chão as sombras mexem
Viram cera quente
Viram cera

A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido
O fogo já não existe ali saíram do abrigo
São quase nada
A molecada corre e corre e ninguém tá triste
A molecada corre e corre e ninguém tá triste
A molecada corre ninguem ta
A molecada corre ninguem ta

Se tudo move se o predio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
A cera foi tarrada
Não se admire

Se tudo move se o predio é santo
Se é pobre mais pobre fica
Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
An An An a tua avenida
An An An
A cera foi tarrada
Nao se admire

Ta no ceu o balão de bucha nao espere o tiro apenas
mire
A cera foi tarrada nao se admire
Ta no seu balao de bucha nao espere o tiro apenas
mire

(sobe balao nos eu rezado..larara
Sose balao sobe balao sobe balao)

lararararara….

(A chama da vela que reza
Direto com santo conversa
Ele te ajuda te escuta
Num canto coladas no chão as sombras mexem
Pedidos e preces viram cera quente
Pedidos e preces viram cera quente

A fé no sufoco da vela abençoada no dia dormido
O fogo já não existe ali saíram do abrigo )

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