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Jumento Celestino

(De quem é esse jegue?
De quem é esse jegue?
De quem é esse jegueee… Ô rapaz!
Não é jegue não, é jumentio!)

Tava ruim lá na Bahia, profissão de bóia-fria
Trabalhando noite e dia, num era isso que eu queria
Eu vim-me embora pra "Sum Paulo",
Eu vim no lombo dum jumento com pouco conhecimento
Enfrentando chuva e vento e dando uns peido fedorento
Até minha bunda fez um calo
Chegando na capital, uns puta predião legal
As mina pagando um pau, mas meu jumento tava mal
Precisando reformar
Fiz a pintura, importei quatro ferradura
Troquei até dentadura e pra completar a belezura
Eu instalei um Road-Star!

Descendo com o jumento na mó vula
Ultrapassei farol vermelho e dei de frente com uma mula
Saí avuando, parecia um foguete
Só não estourei meu côco pois tava de capacete

Me alevantei, o dono da mula gritando
O povo em volta tudo olhando e ninguém pra me socorrer
Fugi mancando e a multidão se amontoando
Em coro tudo gritando: "Baiano, cê vai morreêeê !"

Depois desse sofrimento, a maior desilusão
Pra aumentar o meu lamento, foi-se embora meu jumento
E me deixou c'as prestação
E hoje eu tô arrependido de ter feito imigração
Volto pra casa fudido, com um monte de apelido
O mais bonito é cabeção!

3 respostas em “Jumento Celestino”

Critica aos bóia-frias que buscão uma vida melhor nas metrópole. Onde as pessoas são individualistas, ñ dando espaço para eles

A música fala muito sobre a desigualdade sócial no brasil.
Onde antigamente as pessoas saiam da seca do nordeste para trabalhar na cidade, onde não tinham escolaridade para competir com os cidadão da “cidade grande”, eles acabavam endividados.
Alguns voltaram para sua cidade e outros moravam em favelas nas capitais(lembrando que a favela antigamente e bem diferente da atual);

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