Caetano Veloso

Você não me ensinou a te esquecer

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

E nesse desepero em que me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você
só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar

0 comentário sobre “Você não me ensinou a te esquecer

  • Maria Eugênia disse:

    O eu-lírico expressa uma saudade imensa da pessoa amada. Há passagens que mostram um erro cometido pelo autor, a vontade de consertá-lo e o pedido de uma chance(2a estrofe). No refrão, o eu-lírico demonstra desespero de encontrar a pessoa amada, o abandono por ela e falta de uma direção na vida. Em suma, há um saudade da pessoa amada, um desespero por não encontrá-la e uma dúvida do que fazer agora que o autor está sozinho, abandonado.

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  • Você não Me Ensinou a Te Esquecer é uma canção do cantor brasileiro de MPB Fernando Mendes, gravado em 1978, uma época turbulenta, de repressão política e ideológica causada pela ditadura militar no Brasil que foi um regime instaurado em 1 de abril de 1964 e que durou até 15 de março de 1985.
    Não vejo mais você faz tanto tempo
    Que vontade que eu sinto
    De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
    É verdade, eu não minto
    Em tempos de controle da opinião pública as agencias do regime censuravam obras culturais que fossem contra sua ideologia. Assim os artistas precisavam ser mais inteligentes que as agências, para se expressarem sem serem punidos e censurados.
    Esta canção reflete a perda da DEMOCRACIA, depois de um tempo acostumado com a liberdade, ela desaparece e deixando os brasileiros desamparados.
    Você bem que podia perdoar
    E só mais uma vez me aceitar
    Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
    Na esperança de viver melhor tentaram acreditar que a ditadura militar era muito boa para viver.
    E nesse desespero em que me vejo
    Já cheguei a tal ponto
    De me trocar diversas vezes por você
    Só pra ver se te encontro
    Mas a saudade que a democracia deixou é muito forte e agonizante.
    Agora, que faço eu da vida sem você?
    Você não me ensinou a te esquecer
    Você só me ensinou a te querer
    E te querendo eu vou tentando me encontrar

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    • ROMULO OLIVEIRA disse:

      Conhecendo bem o compositor acredito que ele fez sim uma musica apaixonada. Caetano comunista que sabemos e se sentindo em risco, foi pro exterior e aí, sentindo saudade da terra natal, viu que a letra encaixava no que ele sentia. Sei de muitas letras pelo mundo afora que muitas pessoas conseguem encaixa-la em sua vida. Acho assim: O Caetano a encaixou em sua vida. O Fernando Mendes que eu conheci (e bem) não tinha este lado revolucionário ou político.

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