Dias de Luta

19 comentários

Ira!

Só depois de muito tempo
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco…

Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!…

Só depois de muito tempo
Comecei a entender
Como será meu futuro
Como será o seu…

Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!…

Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?…

Só depois de muito tempo
Comecei a refletir
Nos meus dias de paz
Nos meus dias de luta…

Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?…(2x)

Cantar depois!…


19 comments on “Dias de Luta

  1. Franciely disse:

    Alguém disse algo no qual ele fico refletindo e depois de muito tempo entendeu,por que a pessoa lhe disse poucas palavras. Na verdade ele não sabia ouvir, pois quando se sabe ouvir não precisa de muitas palavras.

  2. Sérgio Soeiro disse:

    Muitas pessoas (inclusive eu) consideram O Ira! a versão brazuca do The Who, um dos maiores grupos de rock inglês, que fez história nos anos 60 e 70. O trabalho do The Who serviu de trilha sonora para o movimento “Mod” (de modernismo), criado em Londres no final dos anos 50 pela classe média local, que tinha como principais bandeiras a moda (forma de se vestir), a utilização de scooters como meio de transporte e o uso desenfreado de anfetaminas. Longe de ser algo depreciativo, esta influência só fez bem ao grupo brasileiro, que até hoje possui uma cativa legião de fãs.
    Em relação ao trabalho musical, os grupos pautaram suas obras nos problemas típicos da juventude, como a busca de espaço na sociedade, auto-afirmação, relacionamentos, depressão, etc.
    A música mais representativa da obra do Ira! é “Dias de luta”, verdadeiro hino dos conflitos juvenis, que possivelmente é autobiográfica e retrata os questionamentos do autor em relação ao seu atual papel de jovem e como será seu posicionamento quando se tornar adulto.
    Um dos pontos fortes da música é justamente o andamento rítmico escolhido. A bateria tocada como caixa de ressonância (tarol), marcando o ritmo de marcha militar é proposital para enfatizar um clima de batalha, bem como para mostrar um sentido de coletividade. Ou seja, o autor acredita que os conflitos da juventude são batalhas a serem vencidas, mas os jovens não estão sós, eles fazem parte de um batalhão.
    Na primeira estrofe Edgar relata que somente depois de adulto conseguiu entender as atitudes do pai (Só depois de muito tempo fui entender aquele homem. Eu queria ouvir muito, mas ele me disse pouco). O pai, possivelmente um homem muito ocupado no trabalho de sustentar sua prole, não estava muito presente para responder aos questionamentos do jovem Edgar. Ele reconhece que se houvesse um pouco mais de boa vontade de sua parte (Quando se sabe ouvir, não precisam muitas palavras) provavelmente não cometeria erros de julgamento (Muito tempo eu levei pra entender que nada sei). Aqui ele faz uma citação de Sócrates e seu famoso “Só sei que nada sei”, para mostrar que sua sabedoria está limitada à própria ignorância.
    Na segunda estrofe Edgar continua a fazer uma autocrítica sobre o julgamento que fazia do pai, assim como faz a maioria dos jovens (Só depois de muito tempo comecei a entender como será meu futuro, como será o seu?) e mostra suas dúvidas e angústias de como irá se comportar quando chegar o momento de assumir o papel de pai (Se meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho. Se hoje eu canto essa canção, o que cantarei depois?).
    O Refrão (Se sou eu ainda jovem…) reforça a idéia de que, quando jovens, costumamos agir com pouca tolerância (Passando por cima de tudo), mas deixa claro que também iremos travar batalhas (daí o “Dias de luta”) quando chegar nosso momento de assumirmos nosso papel de chefes de família.
    A terceira estrofe serve de fechamento ao relato, quando Edgar cita que nossa vida sempre será pautada em lutar e, independente de sermos jovens ou adultos, sempre teremos momentos de paz e momentos de conflitos.

  3. gabriel cruz disse:

    É a vida é luta… fugir é morrer…

  4. George disse:

    Pode parecer besteira, mas passa uma interpretação que é levada a um momento de Crença e Temência a Deus.

  5. ronny disse:

    eu acho que o homem que ele fala é o pai dele.. e quando ele diz que depois de muito tempo ele entendeu.. pois soube ouvir..

  6. Felipe Pasquini disse:

    Eu interpreto o começo da música com a maiêutica Socrática, do famoso “Só Sei Que Nada Sei”, que expressa que o maior sábio é aquele que se coloca em posição de eterno aprendiz, mas ele se refere ao seu Pai. Estou só complementando o que Sérgio Soeiro escreveu que está perfeito.

  7. Caio Cesar disse:

    A musica em sí,retrata a passagem da juventude para a vida adulta,que segundo o autor,tem dúvidas quanto a isso.
    No começo da musica,o autor nao queria ouvir provavelmente seu pai,e quando ele quis ouvir lhe disse pouco.
    Mas apesar disso,ele conseguiu entender o que seu pai quis lhe dizer pois como ele mesmo diz ”Quando se sabe ouvir,não precisa muitas palavras” porém,quando ele quis ouvir,viu que levou muito tempo pra perceber que nada sabia.
    ”Se sou eu ainda jovem…” quer dizer enquanto ele é jovem hoje,necessita de conselhos para quando for pai,saber o que fazer.

  8. Flávio Da Silva Santos. disse:

    Quando ouço esta música, penso no trabalho escravo infantil : ” …Se hoje ( que ainda sou um jovem e posso- embora não deveria – trabalhar)canto esta canção o que cantarei depois? ( que for idoso e sem estudo ou aposentadoria?)”
    ” Se sou eu ainda jovem passando por cima de tudo…”, onde tudo = humilhação, escravidão, opressao, etc .
    ” Só depois de muito tempo comecei a refletir …” , esta parte retrata a inocência das crianças que em reportagens demonstram não entender o porquê delas não poderem trabalhar.
    É só uma opinião, pois eu não sou o dono da verdade, ” Só sei que nada sei”.
    Flávio.

  9. matheus dias do carmo disse:

    bom

  10. João Marcos disse:

    Na minha visão essa musica fala sobre a passagem da juventude para a vida adulta. Acho que fica bem claro no trecho “(…)se meu filho nem nasceu, eu ainda sou o filho(…)”
    Quando ele diz “(…) Se hoje canto essa canção, o que cantarei depois(…)” ele está falando sobre a incerteza do que virá pela frente, das responsabilidades da vida adulta e etc.

  11. Alessandro Magno disse:

    “Aquele Homem” é seu pai. isso resume tudo.

  12. Leandro Camargos disse:

    o Sérgio Soeiro, disse tudo.

  13. jose netto disse:

    Sergio Soeiro encorporou a intenção do autor, apenas acrescento: “Se sou eu ainda jovem passando por cima de tudo. ..se hoje canto essa canção, o que cantarei depois?”
    Vejo a dúvida e preocupação de suas atitudes. .. como se o jovem tivesse tomado consciência de que suas atitudes rebeldes, podiam prejudicar a ele ou alguém, e se não freiasse agora, como seria na vida adulta?

  14. Emanuel disse:

    Ele se lembra do pai, que quando lhe dizia poucas palavras ele não entendia (não sabia ouvir), ele queria ouvir mais, mas o seu pai só falava o suficiente, provavelmente pela grande diferença de idade.

    Depois mais velho ele entendeu que estava errado, não precisava de muitas palavras, porém o seu pai já não estava mais lá.

    Agora ele pensa como educará seu filho, que ainda nem nasceu.

    Me emociona muito essa música, me lembra a minha história.. meu pai tinha 50 anos qdo nasci e eu não o entendia. Como na música tb não tenho filho e já estou com quase 50.

  15. Luan Peres disse:

    Porra caralho, cadê meu baseado? Porra caralho, cadê meu baseado?

  16. Joyce Souza disse:

    Amoo essa músicaa!!!

  17. Guga disse:

    Essa música retrata o dia dia de cada um daqueles que se deparam com a luta de cada dia que passa, dias de luta, dias de vitórias, que venha sempre mais um dia

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