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A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta
Há o porteiro, sim…

E eu digo não
E eu digo não ao não
Eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir…

Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças
Livros, sim…

E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir…

Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estátuas, as estantes
As vidraças, louças
Livros, sim…

E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir…



Qual é a sua interpretação?





*



10 Comentários

ke bosta é essa caraai ass; aninha da marilena ………. seuus bando de tontoos fdps vai ty fudeeeeeee

Muito bom mesmo,era deprimente a época da ditadura!!!!

TOmaaaaaaaaaa NO TEU CUUUUUU POrrraaa FDps

Existe mesmo esta questão de a Jovem Guarda não ser engajada. Porém, em um livro de história, do 3° que eu li em 2009, coloca a música “Quero que vá tudo pro inferno”, interpretada por Roberto Carlos, como uma das canções de protesto da época. Na “entrevista” que o Erasmo Carlos cedeu ao Fantástico, da Rede Globo, no dia 6 de janeiro de 2013, o parceiro do Roberto Carlos fala da reação da “linha dura da MPB” contra o movimento Jovem Guarda. Mas ele lembra que o Caetano chegou a dizer a mesma coisa que o meu livro afirmando que é a canção mais explícita de protesto daquela época.
Talvez o descontentamento do Roberto Carlos que ele descreve na música não seja político, mas pode ser.

vai tomar no cuuu q musica feia da porra

Essa música cantada/sentida pelo caetano é A alegria e a raiva de 1968. O caê era muito bom em ser influenciado pela atmosfera e pelas pessoas que rodavam esse mini cosmos de 68 no brasil. Então é uma música que expressa perfeitamente essa coisa estudantil, de se jogar suicida contra a ordem, da alegria da liberdade e o prazer de ser jovem. O caetano sente muito bem isso.

A música fica transitando entre um orgaozinho e uma melodia que seria ´´careta´´ mas é reinventada pela guitarra rasgadaça típica dessa época, bem a mutantes, e a voz mais sentimento do que nunca.

num é…

As pessoas nem conseguem passar uma informação que preste.

Essa msc é nossa fioti

Em meados dos anos 60, lutava-se contra o stalinismo nas ruas de Praga, na Tchecoslováquia. Nos Estados Unidos, contra o racismo. No Vietnã, enfrentava-se o inimigo ianque. Após o assassinato de Che Guevara, focos guerrilheiros promoviam a Revolução na América Latina.

No Brasil, lutava-se contra a ditadura militar. O golpe de 64, apoiado pelos EUA, teve Castelo Branco como o primeiro de uma série de presidentes ditatoriais. Seu substituto, Costa e Silva, governou o país com mais poder ainda.

Enquanto Roberto Carlos e a Jovem Guarda tocavam ingênuas canções nas tardes de domingo, parte dos artistas fazia parte da resistência ao regime de uma maneira autônoma, fragmentada.

O lema “é proibido proibir” que, para os jovens franceses era um princípio de rebeldia nos protestos contra o conservadorismo e a favor da liberdade, espalhou-se pelo mundo e motivou os jovens no Brasil.

A contracultura inaugurada pelos hippies norte-americanos, emblematizada pela expressão “paz e amor” e pela rebeldia estéril soava no Brasil como pura alienação. Mesmo assim, afrontava a ditadura.

A estética do jeans desbotado, dos cabelos e saias, dos cabelos e saias longas ganharam ressonância com a Tropicália. Mutantes, Caetano Veloso e Gilberto Gil desprezaram referências da Bossa Nova propondo a internacionalização da cultura e uma nova expressão do país, não restrita ao discurso político. Os Festivais da Canção tinham lugar para todos.

Composta por Caetano Veloso, É proibido proibir ficará como um marco de coragem, apesar de todo o ritual de proibições. A frase ganhou mais força na letra do cantor baiano. Caetano foi coerente, não se dobrando às imposições da direção do Festival Internacional da Canção, para que apresentasse a sua canção sem uivos.

Caetano chegou a ser vaiado, não conseguiu levar a música até o fim. Então trocou os versos pelo discurso: “Mas é isso que é a juventude que quer tomar o poder? Nós tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês? Se vocês forem como são em estética, estamos feitos. E, quanto ao júri, é muito simpático, mas é incompetente”.

A concepção inovadora criou polêmica e dividiu a sociedade. Mesmo assim, abriu novos caminhos para o seu próprio desenvolvimento. O elemento alegórico e a ironia estão sempre presentes.

Inspirado no Manifesto Pau-Brasil, do poeta modernista Oswald de Andrade, o Tropicalismo criou uma estética de elementos que incluíam a miséria, o passado, o desenvolvimento, a tecnologia industrial, os movimentos musicais brasileiros, o subdesenvolvimento e a paródia.

Além de estar criticamente atento à interpretação cultural da contemporaneidade, como produto dos veículos de comunicação de massa, incentivou a pesquisa musical em que se fundiram todos esses elementos.

Os movimentos tropicalista e modernista aproximaram-se ainda na crítica que faziam ao desenvolvimento desigual do capitalismo brasileiro. A letra de É proibido proibir discorre sobre esses elementos, agora vistos pelo prisma da contemporaneidade e da estética tropicalista.

Autores: Arielly Kizzy, Natalia Sirna, Patrícia Raymond e Renato Moura

Fonte: http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&id=124

Qual é a sua interpretação?

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