Zé Ramalho

Mistérios da Meia-Noite

Mistérios da meia-noite
Que voam longe
Que você nunca
Nao sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada se apaixonou

Naquele mesmo tempo
No mesmo povoado se entregou
Ao seu amor porque

Não quis ficar como os beatos
Nem mesmo entre Deus ou o capeta
Que viveu na feira

Mistérios da meia-noite
Que voam longe
Que você nunca
Nao sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada, seu professor

Naquele mesmo tempo
No mesmo povoado se entregou
Ao seu amor porque
Não quis ficar como os beatos
Nem mesmo entre Deus ou o capeta
Que viveu na feira

Mistérios da meia-noite
Que voam longe
Que você nunca
Nao sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada, seu professor

Naquele mesmo tempo
No mesmo povoado se entregou
Ao seu amor porque
Não quis ficar como os beatos
Nem mesmo entre Deus ou o capeta
Que viveu na feira

Mistérios da meia-noite
Que voam longe
Que você nunca
Nao sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi

Impérios de um lobisomem
Que fosse um homem
De uma menina tão desgarrada
Desamparada, seu professor

0 comentário sobre “Mistérios da Meia-Noite

  • Parece uma história… eu vejo um povoado bem pequeno em que uma garota se apaixonou por um homem mais velho, talvez um padre, que fosse seu tutor (professor) ou algo assim. Ele foi amaldiçoado (lobisomem)por causa disso. Ela se entregou a seu amor sem se importar com os outros, não queria ser hipócrita como as velhas beatas e talvez ambos tenham sido banidos do povoado.

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  • Adriano disse:

    A Música foi escrita com princípios nos mistérios Gnósticos.

    Zoroastro se reunia com seus discípulos a 00:00.

    Abçs

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  • Cáio Martins disse:

    Esta canção foi feita especialmente para a novela Roque Santeiro, exibida na Rede Gobo em 1985. O município em que ocorreu a trama chamava-se Asa Branca. Ninon, dançarina, apaixonou-se pelo Lobisomem, prof. Astromar. O então delegado da cidade, apaixonado por Ninon resolveu passar-se pelo folclorístico personagem na intenção de conquistá-la.

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  • Mistérios da meia-noite
    Que voam longe
    Que você nunca
    Nao sabe nunca
    Se vão se ficam
    Quem vai quem foi

    Vejamos o que a Palavra de DEUS nos fala,

    Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
    Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
    Salmos 91:5-6

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  • Daniela disse:

    Realmente, essa musica é uma viagem, e me arrepio ao ouvi-la. Interpreto da seguinte maneira: Uma menina mais nova se apaixona por um professor aparentemente mais velho. Mas como antigamente as coisas eram mais difíceis, ditadura, as pessoas não tinham liberdade de expressão, esse amor diferente ficou meio que por ”baixo do pano”, ou seja, impérios de um lobisomem, as pessoas só mostram o que são quando ninguém esta ”vendo”… á meia noite… é um mistério!

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  • Luiz H. S. Valente disse:

    Acho que o Zé puxou uma maconha com o prazo de validade vencido, daí viu um lobisomem, então teve a ideia de fazer esta música!

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  • Interpretei bem diferente.
    Se tratava de uma época de ditadura, muitas musicas fingiam um propósito, mas tinha outro, se escondeu atrás de uma historia de novela, porém era uma critica velada a ditadura.

    “Mistérios da meia-noite
    Que voam longe
    Que você nunca
    Nao sabe nunca
    Se vão se ficam
    Quem vai quem foi”

    Ou seja, a ditadura sumia com as pessoas, era um “mistério”, que vc nunca sabe quem vai ser levado, quem foi.. e onde foram parar

    “Impérios de um lobisomem
    Que fosse um homem
    De uma menina tão desgarrada
    Desamparada se apaixonou””

    Impérios de um lobisomem, quem era o Imperio?? estados Unidos, Lobisomem faz referencia ao monstro… que uma meninnia tão fragil e desamparada = Governo brasileiro, se apaixonou..

    “Naquele mesmo tempo
    No mesmo povoado se entregou
    Ao seu amor porque

    Não quis ficar como os beatos
    Nem mesmo entre Deus ou o capeta
    Que viveu na feira””

    Naquele mesmo tempo, tempo da ditadura no caso, no povoado = Brasil, entregou os eu amor ao estados unidos, ou seja, ficou na mão do imperio, do lobisomem..

    Preferiu o lobisomem forte, se entregar a força do grande, do que ficar com pobres beatos..
    Entre Deus e o Capeta = em cima do Muro, Deus EUA capeta o crescimento do socilismo chegando nas Américas.

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    • Lílian Giles disse:

      Muito interessante sua interpretação. Levando em consideração que esses artistas mais antigos falavam muito de uma forma subentendida, devido à imprensa não poder dar sua mensagem diretamente. Assim como a Cálice de Chico Buarque. Faz muito sentido!

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    • sadrake disse:

      Nada a ver sua interpretação. O Regime Militar (que nunca foi ditadura por por mais que alguns esforcem em fazer que as pessoas acreditem que foi) em 1985 já não existia mais. O presidente era José Sarney, um civil, eleito pelo Colégio Eleitoral como vice de Tancredo de Almeida Neves que faleceu antes de assumir a presidência. Vc deve ter fumado um bagulho muito doido pra publicar tal interpretação.

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      • Se governo sumindo com oposição, pessoas 21 anos sem poder votar, exílio de brasileiros por causa de músicas, tortura e etc não foi ditadura, o que é ditadura pra vc?

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    • Rodrigo disse:

      Para completar seu comentário achei isso aqui na web
      Análise de Admirável Gado Novo: contexto e inspiração
      Vamos começar pela história da música e o contexto em que ela foi escrita. O ano era 1979 e, aqui no Brasil, o último presidente da ditadura civil-militar, João Baptista Figueiredo, tinha acabado de assumir o poder.

      Nas ruas, continuava a luta incansável pela liberdade de expressão, enquanto na arte misturavam-se os sentimentos de cansaço e de esperança.

      Músicas da Ditadura
      Créditos: Divulgação
      Ao escrever Admirável Gado Novo, Zé Ramalho usa não só desse contexto, mas também de toda a sua trajetória de dificuldades desde a infância no sertão da Paraíba.

      A música é um misto de crítica à exploração do trabalho e à manipulação psicológica/intelectual. A principal inspiração é uma obra literária!

      A referência a Admirável Mundo Novo
      Como fica claro no título, a música faz referência ao livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Esse livro traz uma história distópica, de ficção futurista, onde um governo central e autoritário se encarrega de manter a população “feliz” durante todo o tempo, evitando qualquer tipo de conflito ou desentendimento.

      Capa do livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
      Capa do livro Admirável Mundo Novo / Créditos: Divulgação
      Dentro da história, os seres humanos são divididos em castas, e uma delas, a mais baixa, é biologicamente fabricada para servir, fazer o trabalho pesado, sem reclamar e sem sequer ter qualquer consciência sobre o quão injusta é a situação.

      Foi dessa história que veio a inspiração para o uso da palavra gado, afinal, é isso que o gado faz no campo: apenas obedece, ainda que inconscientemente.

      Análise da letra de Admirável Gado Novo
      Agora que você já entendeu de onde vieram as inspirações, é hora de interpretar a letra de Admirável Gado Novo!

      Vocês que fazem parte dessa massa
      Que passa nos projetos do futuro
      É duro tanto ter que caminhar
      E dar muito mais do que receber

      Logo na primeira frase, já vemos que a intenção do compositor é ser direto. Ele não está falando sobre uma personagem, pelo contrário, faz um discurso direcionado ao ouvinte, e se posiciona como estando fora da massa.

      A massa aqui vem daquela ideia de homogeneidade — ninguém gosta que a massa do bolo fique com os ingredientes visíveis, né? É preciso misturar ao ponto de tornar tudo perfeitamente igual.

      No caso da música, a massa são os cidadãos, usados como construtores dos projetos que seus líderes têm para o futuro. Uma população usada como massa de manobra, como diria nosso amigo Regino em O Rei do Gado.

      Nos dois últimos versos da primeira estrofe, a música fala sobre a dura realidade do trabalhador, que sempre ganha menos do que produz. Algumas análises afirmam que é uma referência ao conceito de mais-valia, de Karl Marx.

      E ter que demonstrar sua coragem
      À margem do que possa parecer
      E ver que toda essa engrenagem
      Já sente a ferrugem lhe comer

      Apesar de todos os contratempos, o trabalhador precisa manter a postura e a coragem, já que é dela que depende seu sustento.

      No entanto, esse sistema de trabalho, ou mesmo o funcionamento da economia, já demonstram defeitos que indicam um colapso próximo. Mais uma vez, pode-se entender o trecho como uma crítica ao capitalismo e à exploração da força de trabalho.

      Ê, ô, ô, vida de gado
      Povo marcado, ê!
      Povo feliz!
      Ê, ô, ô, vida de gado
      Povo marcado, ê!
      Povo feliz!

      Nas fazendas, existe o hábito de marcar o gado com o ferrete, um instrumento de metal que é aquecido até ficar em brasa e depois é prensado contra o couro do animal.

      Gado marcado
      Gado marcado / Créditos: Divulgação
      Assim, a queimadura com as iniciais do dono identifica o rebanho e organiza o domínio do fazendeiro. Depois desse processo, diz-se que aquele é um gado marcado.

      O refrão da música faz referência a essa marcação, e também ao estado de felicidade forçada em Admirável Mundo Novo. Ou seja, estando devidamente manipulados dentro do controle dos líderes, reina no povo a falsa ideia de felicidade.

      Lá fora faz um tempo confortável
      A vigilância cuida do normal
      Os automóveis ouvem a notícia
      Os homens a publicam no jornal

      Assim como no livro, a música fala da situação de normalidade enquanto tudo e todos estão sob controle. Na obra, existe uma pílula chamada soma que é dada aos cidadãos sempre que algum problema surge.

      Ela garante que tudo fique sempre sob controle do governo. Enquanto a vigilância está lá fora, a vida segue dentro do esperado.

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  • Um professor,homem letrado e distinto,acima de qualquer suspeita que altas horas da noite de alguma maneira vai contra as normas da sociedade.Apaixona-se por uma menina,ainda criança.Vivendo os dois em meio aos tabus religiosos,eles se amam silenciosamente e em segredo.A noite se transformam:ele o homem sedutor de meninas,ela ,a garotinha indefesa levada pela primeira paixão.Se entregam sem que ninguém descubra.

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  • Taciana disse:

    Ninguém falou por que o capeta viveu na feira!!!
    Considerando a interpretação sobre o capitalismo e o socialismo, talvez fosse uma alusão às formas comerciais. Mas até agora ninguém explicou o que a feira tinha a ver com o resto da música!!!
    Alguém tem ideia?

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    • Joselito disse:

      Eu tenho uma leve impressão que o Zé Ramalho quando se refere ;ao capeta da feira nessa música , ele está faltando da história do Lucas da Feira daqui de Feira de Santana , que foi considerado um verdadeiro capeta que aterrorizava a cidade de Feira de Santana .

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  • Entao, acredito que a letra revela sobre coisas que acontecem em nossas madrugadas, como os misterios da meia noite, quer dizer, a madrugada para todos sempre é esperada por maldições, paixoes, tristesas, entre milhares de coisas que acontecem, e você nunca sabe se sao verdadeiros ou nao, e o misterio desta musica é a paixao da menina que se entregou a um amor proibido, ou entregou o seu amor mais puro á uma fera… Bom acho isso 🙂

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  • Esta música conta apenas a história na novela Roque Santeiro! Como o Caio já explicou acima. Entende a música somente os velhinhos que assistiram a novela na época!

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  • Acredito q qdo ele se cita ” Nao quis ficar como os beatos /Nem mesmo entre Deus ou o capeta q viveu na feira”, se refere à pessoas comuns.
    Ela não quis ficar como os beatos (pessoas comuns, apesar de evitarem alguns hábitos), que se encontram em lugares comuns, como feira (local com grande circulação de pessoas).

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  • Adalberto disse:

    Uma moça se relaciona com alguém misterioso, se entrega à paixão independente das opiniões das pessoas, não queria ser como os demais, feira como lugar comum

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  • Apenas uma menina disse:

    Eu sei o que acontece na meia noite, na madrugada.
    Tudo que achamos que não é possível de acontecer, acontece.
    Homens em busca de jovens meninas, jovens meninas encontrando seu amor proibido.
    Pessoas querendo sair de sua realidade, bebê , se drogam, se soltam.
    Outras ambiciosas, procuram de todas as formas ter o que quer, dinheiro, amor perdido ou não correspondido, luxúria, etc.
    Nisso vemos o que não achamos possível, espíritos, pombagiras (para mim é tudo a mesma coisa, demônios )
    Ou seja, não o vemos literalmente, mas sentimos sua presença e vemos pessoas sendo motivadas por eles.
    Há quem realmente os procure para Realizar seus fortes desejos.
    Então, esse mistério da meia noite vai depender de cada um. O que cada ser procurar e desejar.

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  • Mister7 disse:

    1- Sim ele estava drogado quando compôs
    2- A garota se apaixonou pelo professor
    3- *Império de um Lobisomem*, pode-se supor que todos soubessem que era um predador de novinhas.
    4- *Menina desgarrada*, ela sabia o que queria…
    5- *Não quis ficar como os beatos* – …e se entregou ao professor (ligou o fo**-se)
    6- *Nem mesmo entre Deus ou o capeta* – foram contra toda a tradição do povoado, não seguindo nenhuma religião, pois estas proibiam a união de ambos.
    7- *Que Viveu na feira* – Algum mal conselheiro que sempre falava com ele na feira, que ele acreditava estar sobre poder do capeta.

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  • Adalberto disse:

    O capeta que viveu na feira, são aqueles diabinhos engarrafados, muito comum na feiras livres de cidadezinhas nordestinas. Hoje devido ao avanço do protestantismo, essa cultura ou costume popular eata se acabando, a tecnologia também contribui. O restante se trata do enredo da novela Roque Santeiro. Nada de ditadura e esse papo esquerdista.
    Viva Bolsonaro.

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