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Zé Ramalho

Batendo Na Porta Do Céu (Knockin’ On Heaven’s Door)

Mãe, tire o distintivo de mim
Que eu não posso mais usá-lo
Está escuro demais pra ver
Me sinto até batendo na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Bate, bate, bate na porta do céu
Mãe, guarde esses revólveres pra mim
Com eles nunca mais vou atirar
A grande núvem escura já me envolveu
Me sinto até batendo na porta do céu

40 respostas em “Batendo Na Porta Do Céu (Knockin’ On Heaven’s Door)”

Mãe, tire o distintivo de mim… como o distintivo representa um serviço que está sendo feito, ele diz que não pode mais usá-lo, pois é como se tivesse perdido o sentido de viver,tudo estava sendo em vão, estando mais próximo da morte(Me sinto até batendo na porta do céu… Além de a mãe tirar o distintivo, ele pede para que ela guarde os revólveres que se correlacionam… Já está envolvido pela nuvem escura que faz lembrar de novo a morte.

Mãe, tire o distintivo de mim… como o distintivo representa um serviço que está sendo feito, ele diz que não pode mais usá-lo, pois é como se tivesse perdido o sentido de viver,tudo estava sendo em vão, estando mais próximo da morte(Me sinto até batendo na porta do céu)… Além de a mãe tirar o distintivo, ele pede para que ela guarde os revólveres que se correlacionam… Já está envolvido pela nuvem escura que faz lembrar de novo a morte.

Na primeira parte da canção temos: “Mãe, tire o distintivo de mim que eu não posso mais usá-lo”. Distintivo, um símbolo de autoridade, serve como alegoria do bem que o narrador não se vê mais como a corporificação de tal valor. A mãe, um outro elemento alegórico da letra, representa a busca por compreensão e abrigo em um momento difícil vivido pelo narrador. Logo adiante vemos o porquê da aflição: “Está escuro demais pra ver”. Em meio a escuridão o nosso sentido visual é completamente anulado. Entretanto, essa é a característica fundamental para discernir o joio do trigo. Ou seja, nesse momento o narrador já não mais pode ser o que sempre foi e sofre, assim, uma crise de identidade.
Entramos no refrão: “Bate, bate, bate na porta do céu”. Essa é a parte mais triste. O céu, o reino da paz, da verdade, do amor, e do bem, é o lugar para onde o nosso personagem insiste em voltar, ou seja, insiste incansavelmente em voltar ao que era, em retomar a vida que sempre teve antes de tudo acontecer, e no entanto, não vai além de tentativas e mais tentativas – note a insistência do compositor em dizer o quanto ele bate na porta “bate, bate, bate”.
Na ultima estrofe temos a figura do revólver. Vejamos, um policial ao apontar a arma para um cidadão o faz por algum motivo, provavelmente por considerar esse cidadão uma ameaça iminente à ordem social, e nesse caso ele utiliza o revólver para se impor como autoridade. Voltando à música, o personagem se dá conta que nunca mais usará os revólveres, ou seja, nunca mais terá a autoridade para dizer o que é certo e o que não é, não terá autoridade para julgar e se sobrepôr aos outros. Em seguida justifica novamente o por quê de tanto sofrimento: “A grande nuvem escura já me envolveu”. Escuridão faz nos lembrar do mal, do plano aonde habita tudo que há de ruim. Ou seja, ele agora faz parte do mundo corruptível. Tanto é assim que ele termina a música em contínua insistência, sem sucesso, em retornar ao céu.
Essa análise me tráz à tona a teoria de Thomas Hobbes. Para ele o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe; é nesse momento que surge a necessidade do Estado. Podemos até questionar a natureza humana, mas com certeza não podemos fazer o mesmo com a sociedade. Ainda assim, sempre há aqueles moralistas que se dizem portador da verdade, querendo dizer o que é certo e o que não é, quando na realidade a verdade está em um plano intangível.

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Thomas Hobbes disse que o homem era mal e o estado devia controlá-lo. Quem disse que o homem era bom e a sociedade o corrompia foi Rousseau.

Essa é quase uma tradução da letra Knoking on heavens door que trata literalmente de um policial baleado. E em seus últimos minutos de vida ele diz para a mãe para tirar o distintivo que ele não vai mais precisar, e os revólveres que com eles nunca mais vai atirar, pois, sente que já está morrendo.

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Uma pequena correção:

“Essa análise me tráz à tona a teoria de Thomas Hobbes.

Para ele o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”; – Essa teoria é de Jean-Jacques Rousseau.

Thomas Hobbes, em sua obra, Leviatã, defende um estado forte, para controlar o homem, que é mal.

Quanto a música, ela é simplesmente a narrativa poética de um soldado baleado, que está morrendo!

A música é uma versão de, Knockin’ On Heaven’s Door, de Bob Dylan, que diz em uma de suas estrofes

(You just better start sniffing your own rank subjugation, Jack
‘Cause it’s just you against your tattered libido
The bank and the mortician, forever, man
And it wouldn’t be luck if you could get out of life alive)

Pra mim é um soldado que está numa guerra contra sua própria vontade.

Ele está morrendo e tendo uma última visão: flashs da mãe em sua infância, sua vida acabando ali no campo de batalha e uma imagem espiritual da vida após a morte.

Verdade amigo. Acho que poderíamos trazer essa narrativa pra todos. No meu caso, sou policial, mas todas as pessoas têm os seus revólveres.

Essa música é uma tradução livre da música do Bob Dylan (Knockin’ on Heaven’s Door), muito famosa e que possui várias versões de artistas americanos. A versão de Zé é, diga-se de passagem, a melhor tradução musical do inglês pro português que eu já vi.

Na minha opnião, pode ser um soldado ou policial, q esta morrendo e q se arrepende de ter matado outras pessoas,ele diz que nunca mais vai atirar, ele diz que esta batendo na porta do céu e se julga cristão por saber q e pecado matar porem era o oficio dele;

Cogito duas possibilidades. 1° hipótese: que seja um policial que tenha se corrompido. “Mãe tire o distintivo de mim,que eu não posso mais usá-lo.”talvez não possa mais usá-lo por já não ser digno para tal.
“Mãe guarde esses revólveres para mim,com eles nunca mais vou atirar.”deve sentir uma grande culpa por um alto número de pessoas mortas por ele.um membro de grupo de extermínio por exemplo.
Em “a grande nuvem escura já me envolveu “reforça ainda mais a tése de corrupção.
2° hipótese: ele seria um bom policial,que efetuou um disparo acidental,ou ainda em uma troca de tiro tenha alvejado uma criança ou outro inocente por acidente,e a culpa o atormenta.

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Concordo com o segundo, pois sou policial e com certeza matar um inocente é o motivo mais sólido para não querer usar mais suas armas, já vi colegas com depressões terríveis quando isto acontece

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Para mim o distintivo não representa um objeto, mas sim um status que ostenta, um trofeu. Sendo assim alguma atitude sua o fez não ser mais merecedor de tal status. Aos revoveres um poder decisorio que ja não faz jus assim como o distintivo.

Essa musica como tantas tem sua beleza por ser subjetiva, pode ser apropriada e interpretada por quem a ouve, não há um significado ou não necessita de um sentido verdadeiro mas sim uma ideia proxima ao que o compositor quis interpretar.

Concordo com você. Sou policial, mas entendo que cada pessoa tem seus distintivos e revólveres. E as pessoas que têm consciência dos seus erros sempre estão batendo na porta do céu e pedindo pra guardar os seus revólveres, pois é um poder que não deverá mais usar.

bom que ainda temos musicas para comentar essas canções são verdadeiramente culturais nos levando a imaginaçoes de como o autor esta querendo dizer.Acho linda musica, como alguem ja comentou teho a impressão de que é de um soldado que esta agonizando e se arrepende de tudo que fêz.Hoje infelismente não temos oque comentar sobre boas musicas,o que ouvimos são verdadeiras ofensas aos nossos ouvidos,que perdoem o termo chulo mas são merdas que estes que se disem cantores gravam patrocinados por alguem,e por gravadoras que so pensam nos lucros acurto praso sem se importar com nada de qualidade cultural…EX,ai se te pego…que bosta,ainda bem que é tão ruim que passa logo,lembram de um tal filipe dilon?Espero em breve Não ouvir mais os luan santana,leo magalhães mihchel teló entre outras porcarias que estão por ai…saudade de ouvir Belchior,casuza,Zé geraldo Ze Ramalho Raul Seixas Fagner etc…EM tempo sou musico,e tambem tenho algumas composições.Que me desculpem aqueles que gostam de lixo…

Fazendo uma analise simples porem objetiva da música, podemos dizer que se trata de um a autoridade policial. Ao meu ver, esta autoridade trocou tiro com infratores da lei, e foi alvejado. Alí, caido, sentindo a morte chegar passa um filme na cabeça dele. Poriso ele diz: “mãe tire o distintivo de mim que eu não posso mais usa-lo” pois ele sente a presensa da morte. Isto é claramente reforçado quando ele diz: “Esta escuro demais pra ver”- “a Grande nuvem escura ja me envolveu”. ele esta partindo para um outro plano, esta indo ao encontro do ´céu propriamente dito, porisso ” bate bate na porta do céu”. Para finalizar, ele mesmo reforça a ideia de que esta morrendo dizendo:Mãe, guarde esses revolveres pra mim, com ele eu nunca mais vou atirar” pois sabe que seu fim esta chegando , morto provavelmente em oficio de suas funções… Linda a letra desta música,minha tese é baseada em minha própria profissão. Espero que gostem…

A música refere-se a momentos de desespero nos quais só o que parece nos salvar é a morte. Tendo em vista a possibilidade de ser levado ao céu, um lugar melhor que proverá paz aos corações perturbados com os problemas e angústias da vida. O pedido da retirada do distintivo, evidência a indiferença com os adornos e a convicção da pouca importância deles. Bem como o pedido de guardar o revólver que pode ser aludido ao desinteresse em se defender, o mergulho nas dificuldades e a falta de coragem para lutar contra eles. Bater na porta do céu é o pedido de ser levado a outro plano onde a dor, representada pela nuvem negra, seja deixada para trás e a paz do céu possa acalmar.

Mãe tire essa responsabilidade de mim, que eu não posso mais carregar esse fardo. Estou sem forças até para ver, me sinto morrendo.
Batendo na porta do céu, para ver se ele me aceita…
A culpa me tomou.
Guarde o revolver para mim, pois vou atirar apenas em mim mesmo e nunca mais poderei usá-lo, guarde-o com carinho pois ele me libertou, a morte me libertou.
A grande nuvem de desespero já me envolveu, agora eu bato na porta do céu, espero ser aceito.

É um alcolatra que cansado da vida que leva, desabafa com a mãe. Ele Ja tentou por diversas vezes vencer o vício, porém não conseguiu e está desistindo de tudo. Vida,trabalho,estudos, enfim, ele acha que seus planos chegaram ao fim ,e por isso ele Ja vê uma nuvem escura.
essa mesma nuvem escura representa a decadência de sua vida.
quando ele fala: bate, bate, na porta do céu ele está tentando encontrar um tipo de conforto, ou até a própria morte.

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Ele já matou tanta gente, não aguenta mais viver assim, só quem pode liberta-lo é a morte e ele espera um perdão para os seus pecados tao horrendos, pra poder viver em fim em uma plena Paz

Essa música é apenas uma versão de Zé Ramalho para uma música de Bob Dylan que também foi regravada pelo Gun´s Roses. Knocks Heavens Door. Na versão original Dylan fala da estória de um policial americano morto em serviço.

Usou um revolver para cometer suicidio e enquanto morria, lentamente, se arrependeu. “Tire este revolver de mim, que eu nao posso mais usa-lo” “Esta escuro demais para ver” (A perda da visão no começo da morte) Neste curto tempo, foi desabafando coisas. Depois morre e desencarna, desesperado, querendo socorro. “Batendo na porta do ceu.”

“Mãe tire o distintivo de mim” faz uma alusão a morte, que está a chegar e lá não vai precisar usá-lo, pois no mundo espiritual, somos todos iguais, independente da posição na terra. “Mãe, guarda esses revólveres pra mim, com eles nunca mais vou atirar”, ou seja, aqui na terra a escuridão o assombrava, agora ele vai a um lugar de paz e não precisará usá-lo. Acho que é uma letra bem direta, não da pra ir muito longe.

È apenas uma passagem da vida material para espiritual de um soldado. Dylan compôs muitos protestos acerca da guerra que assolou os EUA..

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Assim como a ” pedra” no meio do caminho era apenas uma pedra mesmo, acho que a letra aqui se faz literal, é um soldado à beira da morte, quer algo mais glorioso e sensacional que isso?? Alguém que foi um verdadeiro heroi!!!!

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Entendam,os revólvers e o distintivo não tem haver com a profissão,e sim com a fama.Ele quis dizer que não pode mais usa los por que uma homem chega a determinado momento em que tem que acabar com guerra dentro dele e a forma que ele está vivendo,pois isso está acabando com ele e o levando a morte.A mãe dele representa o início quando o mundo dele não era tão complicado,ele pede para a mãe fazer com que ele volte aquela vida.A parte de bater na porta do céu é por que ele vê o fim da sua vida e se imagina pedindo a Deus perdão por seus pecados.

Se eu tivesse direito a um pedido hoje, eu pediria para conhecer Zé Ramalho, para que pudéssemos bater um papo e ele me contar o significado de suas músicas.

É muita teoria aqui viu, me senti no renascimento. Amigos, a letra retrata só a hora da morte de um homem da lei…. Tirar o distintivo por não poder mais usá-lo, guardar os revólveres, é simplesmente pq está morrendo por conta da profissão…. Não completou a missão de chegar a aposentadoria, mas sim, infelizmente chegou ao fim não desejado, mas esperado por quem esta na posição de defesa da sociedade mesmo com o risco da própria vida.

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