Prato de Flores

Nação Zumbi

9 comentários

Mais perto da essência
O Sentido respira
Mas nem sempre o ar mais puro se tem
Mais perto da essência
O sentido respira
Consumido no perfume que vem
Eu vou lhe dar um prato de flores
E no seu ventre vou fazer o meu jardim
Que vai florir x2
Quando os espinhos lançarem as dores
Do cheiro forte do jardim que não tem fim
Que não tem fim x2
E o seu umbigo ainda em flor
Vai mexer com o tempo vai matar a dor denovo
E o seu umbigo ainda em flor
Vai mexer com o tempo vai matar a dor denovo
E os espinhos são pra quem pensa em enganar a flor
A beleza rédia prosa da dor
E os espinhos são pra quem pensa em enganar a flor
A beleza rédia prosa da dor
E o seu umbigo ainda em flor
Vai mexer com o tempo vai matar a dor denovo
Eu vou lhe dar um prato de flores
E no seu ventre vou fazer o meu jardim




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9 comentários para a letra “Prato de Flores

  1. Dalton Lima disse:

    TRECHO: “Mais perto da essência, o Sentido respira, mas nem sempre o ar mais puro se tem”

    INTERPRETAÇÃO: Algumas pessoas, usam essências para tirar o cheiro da fumaça na hora do consumo da maconha. Porém, o cheiro é muito forte(por isso nem sempre o ar mais puro se tem. rs).
    —————————–
    TRECHO: “Eu vou lhe dar um prato de flores, e no seu ventre vou fazer o meu jardim, que vai florir.”

    INTERPRETAÇÃO: Pra quem não sabe, a maconha é uma flor… Logo eu deduzo que, ele vai dar um prato de flores (talvez um cigarro de maconha) e vai fazer um jardim, com as “flores” que irão florir.
    —————————–
    TRECHO: “Do cheiro forte do jardim que não tem fim”

    INTERPRETAÇÃO: A planta CANNABIS deixa um cheiro MUITO FORTE e PENETRANTE. Logo deduzo que, ele se refere a maconha novamente.
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    TRECHO: “E o seu umbigo ainda em flor, vai mexer com o tempo, vai matar a dor denovo”

    INTERPRETAÇÃO: Não sei ao que ele se refere ao falar em “umbigo”, mas a questão de “mexer com o tempo” e “matar a dor denovo” é totalmente compreensivo. Já que, o efeito da maconha, faz você perder um pouco a noção do tempo e as dores somem (tanto que, na california é usada como analgésico).
    ——————————

    No mais, é isso. A musica tem um ar de musica romântica (e realmente é). Mas sempre tem um duplo sentido. Varias musicas são criadas de forma que, o ouvinte pensse que é pra uma mulher, ou algo assim. Mas, pode ser pra alguma substancia ou algum objeto. Ja reparei eu varias músicas esse tipo de trocadilho. Repare você também!

  2. Dalton Lima disse:

    considerem os erros. rs.

  3. Diogo Alves disse:

    É uma música romântica sim, porque trata de gravidez. Jorge Du Peixe inclusive a dedica para a “Bonita”, sua esposa, no DVD Propagando. É fácil notar:

    “Mais perto da essência”, o essencial, o nascimento do ser humano e a crueza do ato sexual.

    “Eu vou lhe dar um prato de flores e no seu ventre vou fazer o meu jardim”, seu jardim, seu filho, fruto das flores que ele plantou no ventre da mulher

    “Quando os espinhos lançarem as dores”, o filho-flor cresce e seus espinhos provocam as dores do parto

    “E o seu umbigo ainda em flor vai mexer com o tempo e vai matar a dor de novo”, o momento de dar à luz, e ignorar a dor, para mexer com o tempo, trazer a vida à tona.

  4. VICTOR disse:

    Maconheiro é foda, vê maconha em tudo…

  5. Cannabez disse:

    Jorge do Peixe é um dos maiores e mais respeitados maconheiros do Brasil. Ce ta se referindo à ele né? Pq se vc não gosta de maconha/maconheiros e curte CSNZ sinto lhe informar, ce ta no lugar errado. A análise do amigo ali em cima seria muitíssimo bem aceita pelo CSNZ, afinal arte é liberdade e essa interpretação dele foi muito boa, assim como todas as outras.

    • Saúde disse:

      Cannabez e o Dalton são dois idiotas, pq a música refere-se ao momento do parto sim, não existe momento mais mágico como o descrito na música, corretíssimo a descrição do Diogo!

  6. blog disse:

    “Mais perto da essência”, o essencial, o nascimento do ser humano e a crueza do ato sexual.

  7. Daniel disse:

    Gostei da interpretação canabística, mas achei um pouco forçada. Acho possível, du Peixe é de fato um belo representante da cultura canábica, mas não interpreto esta música assism.

    “Mais perto da essência sentido respira
    Mas nem sempre o ar mais puro se tem
    Mais perto da essência consumido no perfume que vem”

    Vejo este trecho como o contato entre dois seres que ainda que em condições adversas, ses sentem, se percebem em suas essências e compreendem um sentido maior para aquele encontro. Em meio à correria do dia a dia, à sujeira, à poluição etc.

    “Eu vou lhe dar um prato de flores
    E no seu ventre vou fazer o meu jardim
    Que vai florir”

    Cantei isso muito para a minha esposa até ela engravidar. Remete à um cortejo e à fecundação.

    “Quando os espinhos lançarem as dores
    Do cheiro forte do jardim que não tem fim
    Que não tem fim”

    Nesta parte eu penso não só nas dores do parto, mas também nas dores da maternidade/paternidade. Não é fácil, são muitas preocupação, são prioridades da vida que de repente são viradas de ponta cabeça e é um processo doloroso. E acredito que será para sempre doloroso, até a morte dos pais. Não é apenas doloroso, é claro, mas também doloroso.

    “E o seu umbigo ainda em flor
    Vai mexer com o tempo vai matar a dor denovo”

    O Umbigo em flor é porque o jardim prospereu, floresceu. Por exemplo, uma criança, mas pode ser também as famosas “borboletas na barriga”. E o som aí parece “E o seu umbigo ainda inflou”, que é o que acontece com grávidas, cujo o umbigo estufa para fora.

    Meer com o tempo pode ser o bebê que começa a mexer por volta da vigésima semana de gestação ou que vai mudar a própria percepção do tempo dos pais. Matar a dor de novo porque não importa em quanta dor (da vida, do parto) estamos mergulhados, uma criança bem vinda, em boas situações, mata essa dor, quantas vezes for preciso.

    “E os espinhos são pra quem pensa em enganar a flor
    A beleza rédia prosa da dor”

    Os espinhos agora me parecem a prórpia defesa da flor que nasce, que fere todo mundo, jardineiro ou curioso.

    Agora o último verso eu não faço a menor ideia.