Os Mutantes

Balada do Louco

Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão

Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu

Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz

Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz

0 comentário sobre “Balada do Louco

    • “Tat tvam asi”, isto és tu. Cada um tem a divindade em si, e feliz é aquele que entra em contato com seu ser infinito. O autor teve a maior das intuições, ainda tão jovem. Louco só aos olhos de todos nós, os ignorantes.

  • Bruno Santos disse:

    a musica fala sobre Deus D”eu”
    no trecho q diz se eu posso pensar q deus sou eu
    quer dizer que tds somos Deus, Deus esta dentro da gente. para saber mais leiam o livro O Segredo

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  • Alaíde Angélica disse:

    É uma música de linguagem simples e de visão de mundo mais simplista ainda, o que nos leva a refletir sobre o que realmente importa na vida; se dizem que sou louco é porque não sabem dar o valor real que a vida merece, preocupados com coisas fúteis e efêmeras, nunca sentiram o doce sabor da felicidade.

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  • Felicidade e loucura estão em territórios separados por uma tênue linha divisória. Quando estamos muito felizes, chegamos a fazer loucuras e a encarar o mundo como o próprio paraíso. Por sua vez, o louco é feliz porque vive num mundo que ele criou e no qual tudo é verdadeiro, tudo é real. Pode-se ainda interpretar a música com um libelo contra a massificação a que o ser humano está submetido,à excessiva valorização dos bens materiais em detrimento dos bens espirituais.O refrão ” mas loco é quem me diz/ que não é feliz”, bem demonstra o quanto somos os contrutores/descontrutores de nossa felicidade.

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  • Esta música trata da capacidade do ser humano, de superar obstáculos, superar-se em prol da vitória de um propósito, com o objetivo de melhorar-se em todos os sentidos e melhorar o seu mundo, o que o rodeia.

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  • A letra refere-se figurativamente, a capacidade do ser humano de superar-se, superar obstáculos em seus propósitos, ampliando seus horizontes e melhorando seu mundo que o rodeia.

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  • RICARDO PETRONI SMIDERLE PASSAMANI disse:

    Acho que é possível ligar essa canção – ainda que não diretamente – à conhecida obra de Erasmo de Rotterdam, o “Elogio da Loucura”, em que critica a pretensa sabedoria de alguns.
    Quem sabe o autor até mesmo tenha se inspirado naquele trabalho.

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  • gleissy disse:

    acho que fala da quebra de preconceitos em relação a tudo, destacando as pessoas que sofrem doenças como ansiedade, depressão, …o qual devemos apoiá-las e orientá-las e não julgá-las.

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  • Loucura, na verdade, é tentar se moldar aos desejos dos outros, às expectativas da sociedade, em detrimento da nossa própria felicidade. A nossa felicidade, muitas vezes, não faz sentido aos olhos dos outros e, por isso, somos rotuladas de “loucos”, quando, na verdade, “louco” é o que se preocupa apenas com as formalidades e aparências, deixando a felicidade em segundo plano.
    Portanto, ele prefere ser chamado de “louco” e ser feliz do que ser um sujeito normal e fazer tudo igual, como diria Raul Seixas…que é outro que prefere ser “maluco beleza”…

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  • VICTOR MANOEL ROMERO DA SILVA disse:

    Também acho que a letra da música é clara em falar da dificuldade de ser diferente do “normal” e chamar a atenção dos outros por causa disso. O normal é você não ousar ser diferente do padrão social estabelecido, querer a aprovação dos outros, ter medo de chamar atenção e ser tímido e inibido. Mas a felicidade pessoal acontece quando você consegue exercer sua originalidade, realizar seus potenciais e ser fiel aos seus desejos.

  • “Tat tvam asi”, isto és tu. Cada um tem a divindade em si, e feliz é aquele que entra em contato com seu ser infinito. O autor teve a maior das intuições, ainda tão jovem. Louco só aos olhos de todos nós, os ignorantes.

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