Lenine

Rosebud

Dolores, dólares…

O verbo saiu com os amigos
Pra bater um papo na esquina.
A verba pagava as despesas,
Porque ela era tudo o que ele tinha.
O verbo não soube explicar depois,
Porque foi que a verba sumiu.
Nos braços de outras palavras
O verbo afagou sua mágoa e dormiu.

O verbo gastou saliva,
De tanto falar pro nada.
A verba era fria e calada,
Mas ele sabia, lhe dava valor.
O verbo tentou se matar em silêncio,
E depois quando a verba chegou,
Era tarde demais
O cadaver jazia,
A verba caiu aos seus pés a chorar
Lágrimas de hipocrisia.

Dolores e dólares…
Que dolor que me da los dólares
Dólares, dólares
Que dolor, que dolor que me da

Um comentário sobre “Rosebud

  • Nilson Adriano disse:

    O autor brinca com a sonoridade X significado das palavras, imprimindo um tipo de poesia moderna. Usando Verbo X Verba, Lenine mostra uma união inpensável pois enquento um representa a essência na profundidade da palavra a outra exprime materialidade finaceira.

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