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Gilda Lopes

O trovador de Toledo (L’Arlequin de Tolède)

Nas noites enluaradas / Na formosa Toledo
Alguém esconde segredo / Um amor proibido
E uma janela apagada / É o que restou, mais nada!
Dentre as lembranças que a noite / Consigo guardou um dia
E nas trovas de amor / Que então vai dizendo
Fala de um coração cheio de ternura / Que esquecer procura
Um amor negado / E exala em segredo, infinda amargura
E o trovador de Toledo / Pelas noites escuta
E toda gente pergunta / Qual será o segredo
De uma janela apagada / De um balcão deserto
De uma paixão sufocada / Por quem está longe e perto
Mas no teu coração cheio de amargura
Guarda o trovador, uma esperança
Sem saber o carinho que então procura
Já é de outro e que a espera
É inútil, inútil