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Chico Buarque

Malandro Quando Morre

Cai no chão
Um corpo maltrapilho
Velho chorando
Malandro do morro era seu filho

Lá no morro
De amor o sangue corre
moça chorando
Que o verdadeiro amor sempre é o que morre

Menino quando morre vira anjo
Mulher vira um flor no céu
Pinhos chorando
Malandro quando morre
Vira samba

Uma resposta em “Malandro Quando Morre”

Chico, de maneira breve, retrata um assassinato ocorrido no morro. Trata-se de um crime passional (“lá no morro de amor o sangue corre”). Talvez esse malandro se envolveu com uma moça comprometida, e foi assassinado por seu companheiro, entretanto, a moça que foi o centro dessa confusão amava mesmo o malandro (o verdadeiro amor sempre é o que morre”).
A terceira estrofe são constatações (ou conjecturas) do eu lírico. Nas duas primeiras estrofes, temos a narração (em 3ª pessoa) de um fato (no presente).

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