Frevo Mulher

42 comentários

Zé Ramalho

Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé
Quantos elementos amam aquela mulher
Quantos homens eram inverno outros verão
Outonos caindo secos no solo da minha mão
Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão
A folha do não-me-toque e o medo da solidão
Veneno meu companheiro desata no cantador
E desemboca no primeiro açude do meu amor
É quando o vento sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vageia procurando por um…


42 comments on “Frevo Mulher

  1. "marcos" disse:

    Muito bem, muito se falou de letras de músicas! Os que acreditam estar solucionando todos os parâmetros do autor, mas, esquecem que na verdade o poeta não se prende a dogmas, ou a critérios que a nós, e não a eles nos condenam a restrições! Somos totalmente presos a estes conceitos, e achamos que “todos” estão nesta prisão, mas, eles e somente “eles” não estão presos a nada e exatamente por isso são chamados de “POETAS”. Acredito que teremos de deixar nossas “amarras” para podermos entender como funciona o processo de criação de cada música e letra, ou melhor seria perguntar aos próprios autores! E não usarmos o nosso pobre chutometro para entendelos.

  2. Isac disse:

    Galera, tenho uma interpretação muito interessante pra tal música.
    Essa música traduz uma masturbação. Se perceberem vários trechos dessa música são muito bem elaborados para que não percebamos:
    “Quantos elementos amam aquela mulher” (trata-se apenas de uma fotografia que vários homens podem tê-la). “Outonos caindo secos no solo da minha mão” (acredito que seja no momento que ele chega ao orgasmo). E por aí vai, “olho cego” é sinomimo de pênis; “açude do meu amor” é sinônimo da vagina.

  3. Ilvy disse:

    Uma vez vi uma matéria em que Zé Ramalho dizia que fez essa música durante uma viagem. Ele estava numa estrada, num hotelzinho, sob efeito de cocaína. Acho que o ritmo vem daí, pela agitação que a droga produz. A ex-mulher dele, Amelinha, gravou, aliás. Talvez ainda estivesse casado com ela na época.

  4. Joel disse:

    De boa Marcos se você acha isso, porém você está no lugar errado, pois aqui nós estamos tentando interpretar o que o poeta quis dizer, e é normal ter multiplas interpretações.

  5. Hugo disse:

    Particularmente sempre vi a personagem da música como uma prostituta.
    “Quantos elementos amam aquela mulher” (entenda como seus clientes)
    “Quantos homens eram inverno outros verão” (cada pessoa tem uma forma distinta de estimulo sexual, é fato que uns se estimulam mais fáceis que outros)
    “Outonos caindo secos no solo da minha mão” (o órgão genital masculino tende a amolecer após o orgasmo) e por ai vai…
    Pode não ser exatamente isso, mas assim como o Isac, eu concordo que o teor da música é altamente sexual. Apenas acho que o termo “olho cego” está mais para o ânus do que para o pênis…

  6. jrbc disse:

    “Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé” – tá fazendo uma chamada para os ouvintes.
    “Quantos elementos amam aquela mulher
    Quantos homens eram inverno outros verão” ralmente é uma prostituta que passa inverno e verão homens de todas as espécies e ela permanece lá.
    “Outonos caindo secos no solo da minha mão” – anos se passam e os viciados na prostituição sempre voltam.
    “Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão” são os que chegaram em casa com aidis e dsts de toda a espçie.
    “A folha do não-me-toque e o medo da solidão – são os que acham que só são homens se trairem as famílias.
    “Veneno meu companheiro desata no cantador
    E desemboca no primeiro açude do meu amor” aparcm os convites toda hora at’qu ele cai novamente.
    “É quando o vento sacode a cabeleira
    A trança toda vermelha
    Um olho cego vageia procurando por um…
    “É quando o vento sacode a cabeleira
    A trança toda vermelha
    Um olho cego vageia procurando por um…” ai ele já está perdido na prostituição e fica como cego sem rumo.

  7. Juliano disse:

    A MÚSICA FOI FEITA PARA A AMELINHA. EM UM RECENTE PROGRAMA NA GLOBO, A AMELINHA DISSE QUE ELA ERA MUITO ASSEDIADA NA ÉPOCA PELOS COMPOSITORES, QUE LHE OFERECIAM MÚSICAS PARA GRAVAR (Quantos elementos amam aquela mulher)
    E QUE O ZÉ RAMALHO FEZ A MÚSICA NESSE SENTIDO.

  8. Antonio Tavares disse:

    Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé (os q viram e ouviram sabem q é verdade o q ele vai falar)
    Quantos elementos amam aquela mulher (a mulher é uma droga, precisamente a maconha como sugere as pistas nas musicas)
    Quantos homens eram inverno outros verão (todos os tipos de pessoas)
    Outonos caindo secos no solo da minha mão ( outono ligado a folhas, tons de cinza, cinzas do cigarro que caem)
    Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão(entre a dele e a do cigarro a boca geme de prazer na outra ponta da droga puxando a fumaça)
    A folha do não-me-toque e o medo da solidão ( é o motivo…de um lado a maconha ilegal do outro o medo do vazio existencial, ele fez sua escolha)
    Veneno meu companheiro desata no cantador (ela o inspira abre a mente)
    E desemboca no primeiro açude do meu amor ( a folha onde ele escreve sua composição)
    É quando o vento sacode a cabeleira ( qd o efeito, o vendo, a fumaça da droga sobe pra cabeça)
    A trança toda vermelha(claramente maconha, cigarro entrançado queimando ja quase todo)
    Um olho cego vageia procurando por um… ( final do extase…cego sem rumo)

    • Guilherme disse:

      Eu nunca havia pensado como tu, mas faz muito sentido… Inclusive pqe um viciado em maconha também é um pervertido oralizado, e daí toda esse duplo sentido com o sexual que citaram acima! Faz muito sentido olhar que esse sutil que ele não chega a citar, pode ser todo e qualquer prazer dominante no humano, e que desata em arte, mas que o domina pelo prazer e satisfação oral!

  9. Thiago Mello disse:

    Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé ( Quantos estao aqui ouvindo a musica eram quantos testemunharam o que ele esta prestes a falar)
    Quantos elementos amam aquela mulher ( Uma mulher poderosa que tinha muitos homens aos seus pés, isso facará cada vez mais nítido)
    Quantos homens eram inverno outros verão ( Tinha homens o ano inteiro do inverno ao veráo)
    Outonos caindo secos no solo da minha mão (Trocadilho de outros com outonos, reforçando a idéia de que nao só elas os tinha durante as 4 estaçoes -ano inteiro, mas os deixava loucos de amor, caindo secos na mao dela, comendo na mao dela)
    Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão( Aqui ja visualizo um bordel ou bar, onde um desses homens decide se vingar dela, ele entra armado procurado-a, pois, gemeram entra as cabeças ouviram gemidos entre as pessoas, esporao é uma maneira antiga de chamar uma espingarda de dois canos, à ponta do esporao quer dizer sob a mira da espingarda)
    A folha do não-me-toque e o medo da solidão ( Expressa o sentimento dele)
    Veneno meu companheiro desata no cantador (Veneno meu companheiro é uma arma e desata ou seja atira no cantador, da uma nocao de tiroteio entre ela que tambem esta armada e ele)
    E desemboca no primeiro açude do meu amor (Acertou ele no peito – primeiro açude do meu amor )
    É quando o vento sacode a cabeleira ( Ele atira e o vento é causado pela bala que sacode os cabelos quando acerta)
    A trança toda vermelha(O sangue escorrendo)
    Um olho cego vageia procurando por um… ( A bala acerta um dos olhos da pessoa deixando um olho cego.)

  10. Tifanny disse:

    Pessoal, com certeza a música é totalmenta sexual!
    Por exemplo, “quando o vendo sacode a cabeleira, a tranca toda vermelha”, quer dizer o penis ereto quando expoe a glande! “O olho cego vaguei procurando por um”, claramente faz alusao ao anus desejando o orgao genital masculino!

  11. cantador disse:

    Pessoal essa musica pra mim é muito intrigante, assim como muitos é de um alto teor sexual, tb vejo a personagem como prostituta que morreu e ninguem sabia de seu passado, porém o narrador, na minha cabeça é tipo um cafetão, e está desmascarando a ideia que muitos tinha dela.

    “Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé” – Quantos escutando acreditavam que ela era “pura”..

    “Quantos elementos amam aquela mulher” – Quantos presentes a amam, ou no sentido de quantos “pegam” ou desejam…

    “Quantos homens eram inverno outros verão” – No sentido de quantos dos que tiveram ela, queriam só pelo ato sexual, frio, ou trazia um calor de desejo.

    “Outonos caindo secos no solo da minha mão” – Ainda continuando como metafora as estações do ano por´me num sentido completamente diferente, sendo o dinheiro caindo na palma da mão do cafetão como as folhas que caem no outono.

    “Gemeram entre cabeças a ponta do esporão” – Seus amantes e ela gemeram com cabeças lado a lado na penetração do “esporão” (penis)

    “A folha do não-me-toque e o medo da solidão” – Acredito que é o fato de acordo normalmente onde nem tudo em um programa é aceito, ou ainda que ela não os desejava, e quanto ao medo do solidão fico um pouco perdido se seria dela, ou de seus amantes que a procuravam.

    “Veneno meu companheiro desata no cantador” – seria o cantor que teria alguma dst, ou algo do tipo… ou saindo da ideia que ela morreu o veneno poderia ser que o cantor poderia ter a engravidado, e que acabou com a possibilidade dela continuar ao exercicio da função…

    “E desemboca no primeiro açude do meu amor” – e que contaminou a “kenga”… ou indo com a ideia de que ela esta gravida, o semem desembocou na vagina da mulher.

    “É quando o vento sacode a cabeleira, a trança toda vermelha, um olho cego vagueia procurando por um” – esta é uma parte da musica que se olhar de encontro com o que veio antes ela é separada pelo descompassamento do ritmo, separando da sequencia dos fatos anteriores, voltando para a ideia da morte, este seria um prologo baseado no cenario de seu enterro, do vento batendo na cabeleira do cantor (ruivo) procurando uma nova pessoa para o sexo, onde o olho cego seria de seu penis.

    Sei lá meio loko… mas essa sempre foi minha interpretação…

  12. Deivid Amorim disse:

    acredito que essa musica representa,o amor de vários homens por uma mesma mulher,ou seja eles estão travando uma guerra por ela!e estes não descansaram enquanto um ainda tiver vivo,acredito que essa musica representa uma guerra entre países ,isso representado por uma disputa entre homens por uma mulher… A parte que mais me toca essa musica :É quando o vento sacode a cabeleira
    A trança toda vermelha
    Um olho cego vageia procurando por um… acho que representa um pouco o que eu falei!só para deixar de passagem, zé é um gênio!

  13. dAsIlVa disse:

    Ô mentes poluídas!
    Isolando o verso “a folha do não-me-toque e o medo da solidão” fica evidente que a música fala de uma mulher em busca do homem ideal, do príncipe encantado. Embora lhe apareçam muitos pretendentes e, apesar do “medo da solidão”, ela mantém uma atitude de “não-me-toque” enquanto espera pelo amor verdadeiro.
    Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé (o narrador quer fazer que os ouvintes acreditem que ele é testemunha ocular da história que vai contar ou que a ouviu de testemunhas fidedignas).
    Quantos elementos amam aquela mulher (a história fala de uma mulher que tinha muitos pretendentes).
    Quantos homens eram inverno outros verão (a tal mulher aparentemente rejeita os pretendentes, talvez por serem muito frios ou quentes demais).
    Outonos caindo secos no solo da minha mão (parece que a mulher rejeitava alguns homens por serem velhos demais. Note-se a história não menciona o homem semelhante à primavera – representando homem ideal, o príncipe encantando tão esperado. É possível ainda que os homens fossem “secos” por serem incapazes de fazer germinar o amor na mulher).
    Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão (esse verso fala da dor – semelhante à causada por um esporão – da rejeição amorosa sofrida pelos homens).
    A folha do não-me-toque e o medo da solidão (eis o dilema: permanecer pura à espera do que ela acredita ser o amor ideal ou ceder às investidas dos pretendentes para fugir da solidão?).
    Veneno meu companheiro desata no cantador (a solidão, com o tempo, transforma-se em amargura – o veneno que se torna seu companheiro e que fica tão evidente que é como se cantasse).
    E desemboca no primeiro açude do meu amor (a mulher tinha muito amor guardado mas, com o tempo, a amargura – ou o veneno – contamina o que antes era um reservatório de amor).
    É quando o vento sacode a cabeleira / A trança toda vermelha (esses versos, de imagens fortes de cabelos sacudidos pelo vento e tranças de cor vermelha me sugerem que a amargura da transformou-se em desespero – talvez ela sinta que esperou demais e, conforme sugere o próximo verso, resolveu por si própria sair à procura de seu amor ideal).
    Um olho cego vagueia procurando por um… (para uma visão perfeita são necessários dois olhos, de modo que a mulher procura o outro olho que a complete, porém devido à cegueira, não enxerga que o amor pode bem na sua frente).

    • Gabi disse:

      Nossa! A sua interpretação foi fantástica! De fato… deve ser isso, ou, algo muito próximo a isso. Parabéns!

      • Bohr disse:

        Concordo com Gabi. Embora todas as interpretações sejam válidas, achei a sua a mais sensata, pois confesso que não vejo na letra elementos suficientes que sugiram drogas ou prostituição.

    • Waltair disse:

      Muito boa e convincente!

    • Taís disse:

      A sua interpretação pra mim faz muito sentido. Me ajudou a entender tantas metáforas nessa música.

    • prixilim disse:

      Até que enfim leio algo inteligente… O amigo com certeza nunca faltou a aula de Português, mais precisamente redação e interpretação, aquela aulinha que você lê uma história opina e depois tenta traduzir com suas palavras o pensamento do autor, o mais próximo possível. Parabéns dAsIlVa. E não usou erotismo etc.

  14. Lordinaldo disse:

    Claramente a letra é sobre um herói contando a história de como ele conquistou sua amada.
    Observe:
    “Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé”
    É uma pergunta retórica, seus ouvintes antes não acreditavam, não tinham fé que ele conseguiria
    “Quantos elementos amam aquela mulher”
    A amada tinha muitos pretendentes, com os quais o herói teve que lutar
    “Quantos homens eram inverno outros verão”
    Eram homens de extremo,irredutíveis
    “Outonos caindo secos no solo da minha mão”
    Porém, no fim das contas, foram derrotados pelos heróis
    “Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão”
    Outro verso sobre os homens sendo derrotados
    “A folha do não-me-toque e o medo da solidão”
    A mulher em questão era difícil de conquistar, mas tinha medo da solidão
    “Veneno meu companheiro desata no cantador
    E desemboca no primeiro açude do meu amor”
    Ele se tornou um homem mortífero na luta pelo seu amor, mas isso fez com que ela fosse conquistada.
    “É quando o vento sacode a cabeleira
    A trança toda vermelha
    Um olho cego vageia procurando por um…”
    Aqui Zé Ramalho constrói a imagem heroica e idealizada do conquistador, com cabelos ao ventos e olhares atentos.

  15. Juca disse:

    Trata-se de uma música sobre uma roda de amigos fumando maconha. Maconha é a mulher;
    “Outonos caindo secos no solo da minha mão” é o ato de desenchavar a erva: “folha do não-me-toque”.
    “Medo da solidão” é a necessidade de se fumar em grupo, passando o “veneno” para o “companheiro”.
    “O vento que sacode a cabeleira” é a sensação que se tem ao primeiro trago.
    “A trança toda vermelha” é a visão do baseado aceso
    “Um olho cego vagueia procurando por um” é a própria sensação de fumar a erva

  16. leandromed79@yahoo.com.br disse:

    porra!!! É mais que sabido que essa música foi feita para a mulher do Zé na época. A melhor há. Pronto!!! mas falar que é sobre roda de maconheiro é demais. Mais uma vez drogados em pré contemplação rs

  17. Elisandra Nig disse:

    Penso que a música trata de uma prostituta.
    Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé (trata dos clientes de fé da prosti)
    Quantos elementos amam aquela mulher (que eram muitos clientes)
    Quantos homens eram inverno outros verão (uns eram bons de cama outros não)
    Outonos caindo secos no solo da minha mão (refere-se ao dinheiro fácil caindo na mão da prosti)
    Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão
    A folha do não-me-toque e o medo da solidão ( medo de não conseguir um marido)
    Veneno meu companheiro desata no cantador
    E desemboca no primeiro açude do meu amor( fazia no mato também)
    É quando o vento sacode a cabeleira
    A trança toda vermelha
    Um olho cego vageia procurando por um…
    mais ou menos assim….

  18. Robson disse:

    Caraca, o jeito é perguntar ao autor da música! Ainda bem que, na maioria das provas de interpretação de texto, as perguntas emnsi dão um certo rumo da ideia que o autor quer passar. Se fosse uma pergunta simples e direta como “qual a ideia principal que o autor de Frevo de Mulher quer passar ?”, veríamos esse monte de idéias das pessoas!

  19. Pamela Paêbirú disse:

    Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé (tantos quantos o ouviam contar a história a olhavam
    Quantos elementos amam aquela mulher (e quantos a amam ainda)
    Quantos homens eram inverno outros verão (indica a passagem do tempo e o tipo de pessoa e de sentimento)
    Outonos caindo secos no solo da minha mão (secaram de tanto esperar)
    Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão, (Gemeram entre as cabeças, significa que ela procurou entre muitas pessoas o amor, A ponta do esporão é o olhar dela, que é como um esporão envenenado procurando o amor)
    a folha do não-me-toque e o medo da solidão (a folha do não-me-toque é o receio que ela tem dos homens ao mesmo tempo que tem medo da solidão)
    Veneno, meu companheiro, desata no cantador (momento em que o olhar dela atinge ele, o cantador, como um veneno inoculado pelo esporão)
    É quando o vento sacode a cabeleira (nesse momento ele a olha, como numa cena de filme, já envenenado pelo sentimento)
    A trança toda vermelha
    Um olho cego vagueia procurando por um (o olho em busca do amor é cego, pois não sabe nada sobre o amor e nem sobre as pessoas por quem se apaixona)

    • *aNgEl disse:

      É a primeira vez que vejo esse site.
      Sua interpretação é a mais próxima do que eu vejo ser a realidade.
      Só tenho uma coisa a acrescentar em 2 versos.
      Como se sabe, Zé fez essa música pra Amelinha.
      A primeira estrofe apresenta o Eu Lírico de Zé.
      A Segunda, da mulher.

      Então ela fala:
      Veneno, meu companheiro, desata no cantador.

      Então, o veneno presente na ponta do esporão (verso anterior, referente ao olhar de reprovação aos homens que não conseguiram fazer brotar o amor nela), desata no cantador. Ela “desata” no sentido de que o veneno se desfaz. O olhar de desprezo é quebrado ao ver o cantador, o músico, ou seja, ele.
      E desemboca no primeiro açude do meu amor: águas passadas não movem moinhos. Quer dizer que não voltam.
      O veneno se foi. Se dilui no rio e perde efeito. Acaba totalmente eliminado no primeiro açude do amor Dela. O açude é uma água calma, sem correnteza, que convida alguém pra banhar. Ela achou seu primeiro amor/paixão. Ele está convidado para para adentrar na sua intimidade.

      Daí pra frente, narra a felicidade que a paixão trouxe aos dois.

  20. Giseli disse:

    Acabei de ver uma matéria sobre a música e o comentário da Amelinha. A música foi composta por Zé Ramalho quando eram um casal. “Quantos elementos amam aquela mulher” é pq ele recebia muitas letras de compositores que queriam que a Amelinha interpretasse suas músicas. Trança vermelha era o modo comum que ela gostava de pentear o cabelo. O restante do conteúdo se deduz. Na minha opinião ele devia estar inspirado após um momento íntimo do casal. Não dá forma tão pesada como alguns colocaram aqui, mas romantizado.. tipo “o tempo sacode a cabeleireira” e “olho cego vagueia procurando por um” um momento de êxtase quando as visões se turvam e os amantes de procuram..

  21. Iano disse:

    Vi aqui q a música foi feita para a o inicio do relacionamento do cantos com sua ex-muher, que usava tranças vermelhas, muito cortejada por todos. minha interpretação então:

    Quantos aqui ouvem (falando ao ouvintes q vai contar, como num cordel as vezes acontece)
    Os olhos eram de fé (o cantor da fé que viu oq aconteceu)
    Quantos elementos
    Amam aquela mulher (vários amavama mulher)

    Quantos homens eram inverno
    Outros verão (homens de vários tipos cortejeram a mulher)
    Outonos caindo secos
    No solo da minha mão ( o cantor, q ñ é um extremo nem outro, ñ consegue nada com a mulher)

    Gemeram entre cabeças
    A ponta do esporão
    A folha do não-me-toque
    E o medo da solidão (o problema q incomoda todos os rejeitados: a insatisfação e a solidão)

    Veneno meu companheiro
    Desata no cantador
    E desemboca no primeiro
    Açude do meu amor (o cantor, começa a cantar esse medo, que se mistura ao amor dele pela mulher)

    É quando o tempo sacode
    A cabeleira
    A trança toda vermelha
    Um olho cego vagueia
    Procurando por um (a musica criada pelo medo e amor do cantor faz a amada se perceber dele, mas ele ainda com medo – cego- ainda não acredita – ñ vê – como essa mulher, q esta com ele agora, foi capaz de passar a amá-lo

  22. Fala sério, que música irada! Aperto o play sem medo hahaha

  23. A música não fala dela, nem da masturbação, A música faz referência ao ser “mulher”. Uma epopeia do amor que permeia o caminho da mulher.

    Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé (ouvir com olhos – paixão a primeira vista)
    Quantos elementos amam aquela mulher (disputa pelo amor da mulher).
    Quantos homens eram inverno outros verão (qualidade de cada homem, inverno = frio, verão = quente)
    Outonos caindo secos no solo da minha mão (a mulher conquistadora, o homem como fruta de outono caem em sua mão)
    Gemeram entre as cabeças a ponta do esporão ( atingido pela paixão)
    A folha do não-me-toque e o medo da solidão (não me toque é uma planta sensível que encolhe quado é tocada)
    Veneno meu companheiro desata no cantador (paixão sufoca como veneno)
    E desemboca no primeiro açude do meu amor (o amor da mulher é represado como um açude, água, paixão em abundância)
    É quando o vento sacode a cabeleira (liberdade)
    A trança toda vermelha (vermelho cor da paixão e do sexo).
    Um olho cego vagueia procurando por um…(a pessoa carente, cega pelo desejo de amar, procura por um amor)

  24. Marcio disse:

    A música é sobre um homossexual. Travesti. Cabeleira… olho cego… homens que desejam a “mulher”. Olhem por essa perspectiva

  25. Eduardo Villa disse:

    Quantos homens eram inverno
    Outros verão outonos
    Caindo secos no solo da minha mão…

    Parecem que nem conhecem o jogo de palavras que o Zé Ramalho usa.
    Larguei…

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