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Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem



Qual é a sua interpretação?





*



48 Comentários

ai

hmm nice work

Aponte pra mim onde fui arrogante?
Todos nós em todos momentos estamos apreendendo e ensinando…. gostei muito do que apreendi neste tópico, compilei algumas idéias e apresentei uma nova versão dentro do razoável… (com análise inteiramente conotativa que ainda não tinha sido apresentada)
Muita gente já conhece todas as propriedades da pólvora, e muitos dos seus usos, outros ainda estão iniciando no seu aprendizado….e nisto contribui… aos novatos e não para pessoas “experientes” como você que já sabe o que eu tenho pra dizer e não tem mais nada a apreender sobre a pólvora.
Talvez achaste arrogante o termo “tratado”, foi apenas uma ironia, devido a texto ter ficado grande…
Em momento algum tirei a liberdade para cada um colocar a sua visão, ao contrário a incentivei afirmando que o sentido conotativo tem vários significados…. Por exemplo entender que o espelho a que a música se refere é o próprio reflexo do caixão que outros amigos citaram…

Sinto muito que entendeu errado minha opinião, até pra isto meu preâmbulo serve, regras de hermenêutica para ser mais tolerante com as pessoas e suas opiniões.

Um abraço….

Leonardo, deixa de arrogância de querer dar aula pras pessoas. O site é livre para cada um colocar a sua visão do que acha que os autores estavam querendo dizer quando fizeram suas obras. Este é o grande barato da coisa. Fizeste todo um preâmbulo recheado de regras linguísticas, textuais, etc, etc… Pra quê??.. Pra dizer o que todo mundo já sabe: quando um artista lança uma obra ela deixa de ser privada e passa a ser pública. Descobriste a pólvora! Pior, quando resolveu colocar a prória visão, escreveu o que praticamente todo mundo já havia descrito nas interpretações anteriores.

Tratado sobre Interpretação da letra “Flores”

Inicialmente consideremos que qualquer texto possa ser interpretado
em linguagem denotativa (literalmente), conotativa(não-literal) e mista.
Para as artes tem mais alcance utilizar a conotativa, pois nos trará maiores
benefícios e aplicabilidade. Pois eu não me interessaria por alguém que destruiu
fisicamente seu próprio canteiro considerando que isto não me afetaria muito, mas a interpretação
literal não estaria errada, simplesmente seria a mais insignificante.
A mista como muitos estão usando para esta música também não está errada, mas
se não há referência a fatos reais, a uma homenagem a alguém, a uma biografia, porque usá-la?
porque considerar que o início da música(relato do passado) é conotativo, e a descrição do presente
(o enterro) é denotativa?
Mas continuemos com a introdução: outros erros frequentes de interpretação:
1) Erro: querer saber a opnião dos autores: uma vez escrita a letra da música e lançada ao público,
não interessa a opnião de seus autores, a letra tem vida própria dentro dos significados possíveis, se os autores expressam
que queriam dizer tal coisa, isto só é válido se eles conseguiram dizer, se usaram corretamente as palavras e seus significados.
A informação dos autores seria útil apenas em relação a nomes próprios (caso exista, que não é o que ocorre nesta música),
no sentido histórico a saber a quem se referia, mas mesmo assim, uma vez lançada a homenagem ou referência a alguém pode
também ser usada para os de mesmo nome.
2) Outro erro: achar que a música em sua interpretação conotativa possa significar qualquer coisa: na interpretação conotativa,
com certeza as palavras alcançam vários significados, muito mais que os significados literais, mas estes significados são restringidos
pelo uso geral que se faz destas figuras de linguagem, e também da análise do texto em conjunto para se verificar os significados possíveis
dentro da estética. E claro pode também se criar um significado novo e para tanto deve estar dentro de uma lógica (metafórica, metonímica, hiperbólolica, etc…)
de criação e referência lógica com seu significado literal. Ainda durante o tempo os significado das palavras podem mudar, e o que vale é o significado atual,
podendo ser apenas informado pelo significado histórico (mas aqui precisaria de muitas décadas e séculos, que não é o caso)
Assim, fiquemos com a interpretação completamente conotativa. E passemos às frases:

“Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho”

Fez uma análise introspectiva e não gostou do que viu
(Cansou de ser egoísta, de só ver a si próprio)

“Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro”

ficou triste por ter magoado as pessoas que o cercavam,
os seus amigos e conhecidos, que estão no seu círculo íntimo de convivência, o seu canteiro.

Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro

Não-literal: considerando tudo que aconteceu deseja socar o espelho (punhos cortados)
e se matar (pulsos cortados) E o resto do meu corpo inteiro ( e se sente todo cortado por dentro)
Observe que não há verbo, do relato do passado, ele passa para o presente apenas com descrições,
e não afirma que fez algo.

Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

Descrição do próprio enterro
é assim que ele se sente, novamente apenas um sentimento,
enterro não-literal.

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes

Após a morte fictícia, agora ele analisa a possibilidade
de cura, e considera que o remédio é amargo (soro tem gosto de lágrimas)
e quer o renascimento: a dor será nescessária para fechar os cortes

Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Ele morreu porque era verdadeiro (ainda que egoísta era verdadeiro = sofreu e querendo mudar renasceu)
Já os falsos não morrem, não sentem, não se importam.
Assim ele diz que apesar de tudo que ele fez nunca foi falso.

Uma lamentação por ter causado mal a uma ou mais vidas e agora reconhece como consumador e por isso sofre, mas assume que vai melhorar após este ritual sofredor. Ainda finaliza afirmando que a vida que não passa por este sentimento não é vida, mas apenas uma imagem falsa como uma miragem de um oásis ao sedento.”…AS FLORES DE PLASTICO NÃO MORREM”.

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A letra refere-se a um cara que matou a sua mulher.

Pessoal, certa vez vi num livro (não lembro o título) que os estudantes de maio/68, na França, pichavam nos muros “a sociedade é uma flor de plástico. As flores de plástico não morrem”. Talvez seja uma pista. Talvez só coincidência. (seria mais fácil perguntar a eles). De qqer forma, a interpretação que faço é de que, muitos daquela geração (que por sinal é contemporânea à banda) perderam a vida tentando mudar o mundo. Essa gerão inspirou também outras bandas, como a Legião, quando canta “somos tão jovens”. Assim, concordo com os que acima interpretaram no sentido de que apenas quem vive, sente, morre. Flores de plástico não.

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Pra mim ele conseguiu se matar.
Talvez a alma tivesse um certo prazo pra ficar ligada ao corpo.
Por isso ele fica repetindo que as flores de plastico nw morrem.
Ele queria deixar de existir, e agora vai passar os proximos anos preso no caixao.

A ideia do site (analisar letras de músicas) é muito interessante!
Mas o mínimo que se espera de um site com esse conteúdo é que COLOQUE OS CRÉDITOS DO AUTOR!

Francamente…

Abçs!

Eu vejo assim: Ele já está no caixão>há flores combrindo o telhado(em cima do caixão)há flores em tudo oque eu vejo< depois de ter se suicidado cortando os pulsos. Quando ele diz "a dor vai fechar esses cortes" eu vejo que os cortes são pequenos e vão ser insignificantes comparado com a dor dele. Quando ele diz" o soro tem gosto de lágrimas" é pq ele já fez várias tentativas de suícidio antes e chorava e por fim "as flores de plástico não morrem" ele coloca que como objetos não vivem e por tanto não sentem dor e serão sempre lindos como uma flor.

Thanks for sharing such a nice post regards….

A música conta a historia de um homem que foi enterrado vivo, o espelho que ele se ve, é o vidro do caixão refletindo o seu reflexo, Os punhos e os pulsos cortados, foi ele tentando em vão abrir o caixão, e as flores são flores, que tem por todos os lados em todos os enterros, A dor vai curar essas lástimas, ele fala isso porque percebeu que não teria mais jeito e a dor da morte irá curar as lagrimas que solta enquando ele se debate dentro do caixão para tentar sair.

Não descarto a teoria de a letra ser a descrição de um funeral feita pelo proprio defunto. Até acho-a interessante. Mas, como toda obra de arte pode ter varias interpretações, tenho uma outra muito boa também. O autor usa muitas metáforas. Nos dois primeiros versos aexplicação é ao pé da letra mesmo, daí as metáforas começam: “chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro”, flores do canteiro são pessoas sinceras proximas a ele, e despedaçado significa que ele se afastou dessas pessoas ou fez mal a elas; “Os punhos e os pulsos cortados e o resto do meu corpo inteiro”, refere-se a coisas ruins e sofrimentos que aconteceram com ele justamente por ter magoado essas pessoas que o amavam; “Há flores cobrindo o telhado e em baixo do meu travesseiro, há flores por todos os lados e em baixo do meu travessiro” nesses versos ele se refere a todas as outras pessoas que ele procurou ao longo da vida, pessoas que ele tomou por flores(pessoas boas), mas que não eram de seu canteiro(de sua familia), pessoas que o fizeram sofrer; “A dor vai curar essas lástimas” a dor(a tristeza) que ele mesmo o causou inconcientemente, lástimas(suas feridas internas); “O soro”(drogas); “tem gosto de lágrimas”(tristeza) as drogas provocam mais tristeza; “as flores têm cheiro de morte” as flores, nesse caso, são aquelas pessoas que ele magoou, e cheiro de morte por ele sentir como se tivesse matado essas pessoas dentro de si;”A dor vai fechar esses cortes” nesse verso ele diz que sofrendo pode apagar da lembrança o mal que cousou e vai fechando, assim, esses cortes(culpa); “As flores de plástico não morrem” referindo as pessoas que ele buscou durante a vida e que sempre as viu como flores, mas por não serem de seu canteiro(de seu sangue) são pessoas que o amam de uma forma não genuína, um amor artificial, por isso flores de plástico(flores artificiais) e não morrem significa que por mais que ele os magoem, nunca é o suficiente pra matá-los emocionalmente, justamente por não terem por ele um amor verdadeiro.

Embora não rejeite totalmente a interpretação da maioria de vocês quanto a reprodução da cena de alguém sendo conscientemente velado dentro de um caixão, e também quando imaginam um hipotético suicídio, entendo que existe um sentido maior na canção.

Ao dizer que as flores de plástico não morrem, os autores tentam mostrar que é muito mais fácil sobreviver e suportar a realidade e a experiência da vida sendo artificiais.

A escolha em ser “verdadeiro” trás inevitáveis consequências. Quando somos nos mesmos nos tornamos perecíveis e muito mais sujeitos a dor e a morte.

Não que eles queiram dizer que devemos ser mentirosos, mas que as pessoas são falsas como forma de se defender da dor e da morte. Já que as flores tem cheiro de morte.

Quanto a falsidade eles dizem que a flores em todos os lados e em tudo o que eles vêem. Pintadas ou desenhadas em toda parte.

Como sorrisos fáceis e flores artificiais.

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Muita gente ouve esta música e nem se liga que há uma história sendo contada. Os mais atentos percebem: a música é claramente sobre uma tentativa de suicídio. Se o suicídio foi levado a cabo ou não, este é o ponto de discordância. Uma pá de gente, incluindo o Julio, acha que o narrador morreu e está sendo velado. Eu já acho que o cara não conseguiu morrer. Um verso em especial parece em total concordância com a primeira tese:

“Há flores cobrindo o telhado”

O telhado aí, em sentido figurado, seria a tampa do caixão do defunto. Sim, é normal haver flores jogadas na tampa do caixão. Porém, no verso seguinte:

“E embaixo do meu travesseiro”

O travesseiro aí, nesta teoria, só poderia ser uma parte acolchoada do caixão na altura da cabeça, já que ninguém é enterrado com travesseiro. Certo? Mas não se coloca flores debaixo do acolchoamento. E, se colocassem flores entre o acolchoamento e o narrador, ele deveria dizer ao invés “E em cima do meu travesseiro”. Fora que, se seguirmos esta teoria, alguns outros versos ou parecem fora de contexto ou perdem o sentido cronológico que eu acredito que a letra possua (ninguém toma soro depois de já estar dentro de um caixão, em outras palavras).

Reconheço que esta interpretação do telhado é muito interessante e algo que eu não tinha pensado antes. Mas o fato é que desde a época do Titãs Acústico, quando ouvi a música pela primeira vez, a música para mim sempre foi sobre uma tentativa frustrada de suicídio. Senão, vejamos:

Começa a história. Estando há algum tempo deprimido (por motivos desconhecidos, mas tenho minhas “teorias”, que exporei na próxima seção :D ), o narrador volta para casa. Neste dia específico, ele (ou ela) tem um descontrole emocional e desconta a raiva e frustração em algumas flores no canteiro do quintal, antes de entrar em casa. Chegando em seu quarto, idéias perturbadoras surgem em sua mente. Sozinho em casa, deprimido e angustiado com a decisão que deverá tomar, o narrador se fita fixamente no espelho, com o olhar vago e pesado. É daí que começa a narração: “Olhei até ficar cansado / De ver os meus olhos no espelho”.

“Chorei por ter despedaçado / As flores que estão no canteiro”: neste momento, o narrador se sente um merda total que não vale nem as flores que ele acabara de destruir. Na sua visão distorcida pela depressão, sua vida só trazia desgraça e destruição, para si e para os outros. Então, aos prantos, ele toma a decisão: vai se cortar. “Os punhos e os pulsos cortados / E o resto do meu corpo inteiro”. Este verso possui uma ambigüidade. Se houver uma vírgula (“E o resto do meu corpo, inteiro”), isto quer dizer que ele cortou somente os pulsos; mas se não tiver a vírgula então isto significaria que ele se cortou todo. Este detalhe seria importante para fazer um provável diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline, o que faria todo o sentido de acordo com a minha teoria. Mas esta suposição não é crucial pra elucidar o ponto de discórdia, então sigamos adiante considerando apenas o fato de que ele cortou os pulsos.

O sangue começa a se esvair no chão do quarto. Enfraquecido, o narrador cai no chão, ao lado da cama. O vermelho do sangue lembra as flores (rosas?) de seu canteiro. Neste momento, o narrador começa a ver flores em tudo à sua volta: “Há flores cobrindo o telhado / E embaixo do meu travesseiro / Há flores por todos os lados”. Alteração mental é um sintoma presente em casos de choque hipovolêmico (causado por grande perda de sangue)[1], não sendo incomum haver delírio[2]. Se bem que não podemos descartar a possibilidade de o narrador ter usado algum narcótico antes. Enfim, caído no chão ele vê flores no teto do quarto (como Lester Burnham em “Beleza Americana”, só que sem a adolescente gostosa) e em tudo o mais. “Telhado” e “travesseiro” foram palavras escolhidas para manter a rima; não passam de exemplos do caso mais geral, “Há flores em tudo que eu vejo”. Logo depois da confusão mental vem o desmaio pela falta de sangue no cérebro. Se o sangramento persistir, a pessoa pode entrar em coma e morrer.

O narrador retoma a consciência no hospital. Provavelmente alguém chegou em casa (algum parente?) e o encontrou desmaiado. O socorro foi rápido e evitou a sua morte. Agora ele se encontra num quarto do hospital, já fora de perigo. Ele se sente fraco, com dor no corpo e nos locais dos cortes. O impulso insano que o levou a tentar se matar passou, mas ainda não passaram a tristeza e a angústia que o causou. “A dor vai curar estas lástimas / O soro tem gosto de lágrimas”. Alguma visita deixou flores em seu quarto. Isto o lembra da experiência passada: “As flores têm cheiro de morte”. Resignado, o narrador reflete sobre a vida e a morte e vê que sua atitude impulsiva não era a única saída para seu problema: o próprio tempo faz com que a dor emocional acabe passando. As feridas emocionais se fecharão junto com as físicas. Mas enquanto não fecharem totalmente, haverá dor. “A dor vai fechar estes cortes”.

Ainda triste, o narrador se compara a uma flor artificial, inferior a uma flor de verdade e que não é capaz de morrer justamente por já estar vazia de vida. “As flores de plástico não morrem”.

Eu acredito na interpretação que encontrei de uma pessoa…. bem fica a questão a quem quiser questionar tal… mas achei essa interpretação bem coesa…

http://rafaelborges.blogspot.com/2008/10/significado-da-msica-flores-dos-tits.html

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Segundo o autor da musica, esta foi feita durante o velório de um amigo que cometera suicídio, e o autor se imagina naquela situação, morto dentro do caixão, vendo a dor causada a seus queridos, em que ate o jardim foi dilacerado com a perda de flores para a ornamentação de seu velório e enterro.

Concordo com o Sérgio Soeira, boa colocação. Fiz um comentário da música no meu blog, caso queiram é só acessar: http://jujuviajandonamaionese.blogspot.com/2011/09/musica-comentada-flores.html

axo q as flores q despedaçou no canteiro refere-se a ele ter magoado as pessoas q enfeitavam sua vida e a kem ele amava, porém, não soube demonstrar esse amor e talvez sem kerer magoou e as afastou dele e ele sofre muito p isso. Quando ele diz q s flores de plástico não morrem, se refere a pessoas q não trazem nennhum bem a sua vida, nenhuma cor e estas permanecem com ele, mas p ele isso tanto faz.

Olhei até ficar cansado De ver os meus olhos no espelho
( olhei sempre desesperadamente para mim próprio, até que cansei)
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
(Não valorizei o que de bom tinha ao meu redor)
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
(agora me arrependo,
me feri como um todo
e acabei comigo mes-
mo, não tenho como
reagir)
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
(Fala de todo o mal que causou e isto lhe atormenta)
Há flores em tudo que eu vejo
(Tudo que ele olha lhe remete ao mal que fez)
A dor vai curar essas lástimas
(o sofrimento é tanto que supera o arrependimento)
O soro tem gosto de lágrimas
(o mal que fez, hoje ele sente e percebe no sofrimento das pessoaas e está provando o sabor)
As flores têm cheiro de morte
(as lembranças são fétidas, acabaram com a sua existência, o que era bonito ele sente que matou)
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
(O sofrimento vale para curar o que fez de mal, já que fez o que fez, ao menos se arrependeu e isso ameniza, mas a lembrança fica e essa jamais morre…)
É essa minha interpretaçao. Valeu!

Analisando globalmente, que olhou sempre para si e destruiu o que tinha ao seu redor. Agora ela lembrar de todo o mal que causou e isto infesta a sua vida, sofre pelo que fez e retoma a memória. Mas não tem mais retorno,não tem mais forças para mudar.
Fala também do gosto das coisas que saboreou e hoje lhe atormenta. O mal que ele causou as pessoas não morre, que são as flores de plástico, aquelas que a pessoa cria não tem como destruir, quer dizer as lembranças não irão morrer. Ele acabou com tudo, destruiu as flores, o organico ou seja, acabou com o que de bom estava ao seu redor. Mas o plástico não tem como destruir, isso é o que ele construiu para ele. Isso não morre jamais…

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Essa música retrata o suicídio na visão espírita (Kardecista). Na visão espírita, um suicida não se desprende da matéria após a morte. Ele passa por todas as etapas da morte preso ao corpo.
” Os punhos, os pulsos cortados e o resto do meu corpo inteiro” significa que ele se suicidou cortando os punhos, porém o resto do corpo inteiro se refere a autópsia.
“Há flores cobrindo o telhado e o resto do meu corpo inteiro” significa que há flores dentro e por cima do caixão onde o suicida se encontra.

Sempre tive muita curiosidade sobre essa música, e na verdade sempre tive a interpretação do velório…

mas particularmente gostei muito do comentario do felipe

queria deixar minha interpetação sobre o refrão(na verdade acho que talvez não tenham tentado falar isso, mas essa visão me faz bem!!)

AS FLORES DE PLÁSTICO NÃO MORREM!!

acho que estão dizendo que as flores de plástico(que seriam as ações na nossa vida em que não entramos de cabeça, em que não nos entregamos verdadeiramente) não morrem (ou seja, não machucam não ferem não magoam)…. mas acho que dizem isso não no sentido de que: Façam isso…e sim no sentido de que: essas flores de plastico não morrem, mas não tem a beleza e o perfume de uma flor mortal…

uma flor de plastico seria como viver um amor superficial, conveniente…vc nunca vai se machucar com ele…

já um amor real, muda a nossa vida com toda a beleza o perfume, mas deixa marcas profundas quando acaba…

é meio viagem mas levo como lema para minha vida!!

A música remete a várias interpretações. Para mim, trata-se de um velório.
Assim como o verso “Há flores cobrindo o telhado” me remete aos jardins suspensos.

Só quem já perdeu alguem realmente próximo entende q letra expõe a dor da perda. Os cortes da luta q se trava contra o “aceitar a perda” e a vontade de morrer junto. As flores estão no caixão sobre o corpo, sobre os túmulos e o tempo inteiro no pensamento de quem passou a noite num velório seguido de enterro.
As flores de plástico não morrem e não precisam ser trocadas. Estão sempre bonitas no cemitério.

Pra mim ele morreu e esta no caixão, la tem flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro! E a dor vai fechar esses cortes ele fala da dor dos outros ao enterrar ele.

Eu lírico é o Brás Cubas ;)
A pessoa está dentro do caixão, morta.

Essa música fala claramente sobre uma tentativa de suicídio:
“Os punhos e os pulsos cortados e resto do meu corpo inteiro”. Ou seja, o personagem tentou se matar atrvés de uma forma bem comum( cortando os pulsos).
A parte das flores q ele Vê em todo lugar:

” A flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro” Retrata o pensamento obcecado na morte ( flor = símbolo da morte)
Provavelmente, ele foi atendido e se salvou e agora recebe flores e toma soro fisiológico durante sua recuperação:
” A dor vai curar essas lástimas ( ele lamenta n ter morrido) o soro tem gosto de lágrimas ( a tristeza), as flores tem cheiro de morte ( o q ele realmente desejava) A dor vai fechar esses cortes ( Mais uma vez, o sofrimnento q ele passa agora)
E por fim, a observação final:
Ele considera-se uma flor de plástico, pq essas não morrem.

:)

Sérgio Soeiro, seu comentário foi esclarecedor, e pra mim, oportuno. Agradeço a sua interpretação.
Abraço, e à disposição

Não costumo analisar musicas, mas cheguei aki por acidente. Resolvi dar a minha opinião.
Acredito que essa musica fala de viver, como são grandes os riscos que se corre lutando pelo que se acredita. Como são grandes os perigos de quem realmente vive.

Isso foi meio superficial, mas tudo bem.

Tem razão Paulo. Foi um grave deslize ter confundido os autores. Desculpem.

Pessoal,

a música FLORES nem tem autoria de Nando Reis, nem de Arnaldo Antunes, nem de Branco Melo.

“FLORES” tem como compositores: Charles Gavin, Tony Beloto, Sérgio Brito e Paulo Miklos (os 4 são integrantes da banda).

Gravada em 1989 no disco Ô Blesq Blom.

Eu sempre entendi essa letra como sendo de alguém que tentou o suicídio e acabou por se “curar” através da dor: ” Ador vai curar essas lástimas/o soro tem gosto de lágrimas” ( possivelmente o personagem da canção tenha sido atendido em algum hospital ou coisa do tipo pois tem essa referência do soro)
That´s all!

Essa música fala claramente da morte, de um eu-liríco falando de dentro do caixão. As flores em volta.. Provavelmente suicida, pulsos cortados!

Poxa ,parabéns Felipe! adorei!

eu acho que essa musica Flores pode tá falando de vitoria,pois comentário no comentário anterior fica claro á todos que se trato de um suicida,mais podemos também fazer a seguinte análise´Há flores cobrindo o telhado / E embaixo do meu travesseiro / Há flores por todos os lados / Há flores em tudo que eu vejo”
pode dizer que após o Eu-lirico não ter se matado ele vão “glorificado” por ter vencido essa etapadificil de sua vida é só lembrarmos do termo “louros da vitoria” onde o vencedor tem em sua cabeça um coroa de louro, e as flores podem ser a representação de todas as coisas bleas que após o não ato de suicidio
o Eu-lirico começa aver o quão bela a vida é
e também podem significar purificação

Atendendo a solicitação do Marinho:

A letra desta música gravada pelos Titãs, é de autoria dos vocalistas Branco Melo e Arnaldo Antunes, que sempre utilizaram em seus textos a técnica da poesia concreta, que é basicamente uma técnica de frases soltas.
A meu ver, neste texto, eles fizeram um relato de um Eu-Lírico, a partir do ponto de vista de um suicida, que fica relembrando sua morte de dentro do seu túmulo, suicídio este cometido após uma crise de depressão.
Quando ele diz:
“Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho” – Ele quer dizer que já está cansado de si mesmo, já não agüenta mais a vida que leva.
“Chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro” – Aqui cabem duas análises; tanto pode ser o inconformismo pelo fato das pessoas utilizarem flores naturais (ou seja; que tem vida!) para cultuar a morte. Quanto pode ser a mágoa por ele achar que machucou/magoou alguém. Neste caso, “flores” seria uma metáfora para “pessoas”.
“Os punhos e os pulsos cortados” são mensagens claras de suicídio.
Nos versos: “Há flores cobrindo o telhado / E embaixo do meu travesseiro / Há flores por todos os lados / Há flores em tudo que eu vejo”… Fica bem claro o ponto de vista do morto, já dentro do caixão.
“A dor vai curar essas lástimas / O soro tem gosto de lágrimas”… Aqui ele afirma que a dor da morte irá pôr fim às lamentações das pessoas, ou seja, não vale a pena ficar chorando por quem escolheu morrer. Aliás, não vale à pena nem tentar salvá-lo, pois, segundo ele, até mesmo o remédio (soro) tem sabor de choro. E quando ele afirma que “As flores têm cheiro de morte / A dor vai fechar esses cortes…” ele quer nos dizer que as próprias flores as quais as pessoas usam para cultuar os mortos já trazem em seu estado natural um sinal póstumo (seu cheiro), numa clara alusão ao fascínio pela morte.
Por fim, “As flores de plástico não morrem…” é uma metáfora que exige uma análise mais profunda. Pode-se concluir que ele acha um desperdício as pessoas utilizarem flores vivas (o que irá matá-las, também) para cultuar os mortos, quando poderia ser mais útil usarmos flores artificiais. Mas ele também pode estar novamente se referindo às pessoas. Nesta visão, as pessoas sensíveis (metáfora para flores naturais) foram feitas para nascer, crescer e morrer, num processo natural, onde a morte não precisa ser lamentada. Já as pessoas insensíveis, ele considera que são artificiais e não vêem beleza na morte.

Um abraço.

desculpa..confundi a musica =/ que verginha

Esta letra do Nando Reis permite abordagens diferentes, dependendo do ponto de vista. Numa visão global, provavelmente tem a ver com um estado de espírito de alguém que desistiu de acreditar que exista um inferno eterno para os seus pecados (“mentir, enganar, fazer sofrer”) e sim num inferno temporário que se você puder se achá-lo com suas orações será mais fácil se encontrar, se despedir e seguir em frente.

Mas também podemos vislumbrar uma posição mais específica que se refere a um possível afastamento das drogas. É sabido que o Nando enfrentou muitos problemas com drogas pesadas e, após vários tratamentos, se limpou.

Nesta música ele procura mostrar os danos causados sob a influência das mesmas utilizando imagens: “Eu não quero mais mentir: usar espinhos que só causam dor”… Isso é tão somente o desejo de se livrar da tentação de buscar a sensação de bem-estar (mentira) que uma picada (espinho) nos proporciona. “Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu”… (Idem).

“Dos cegos do castelo eu me despeço e vou…”.

Afinal, quem são os cegos do castelo? Na visão global, esta simbologia pode ser uma referência ao “mito da caverna” de Platão. É notório o tom filosófico das letras de Nando Reis, e no trecho: “De olhos abertos me esquenta o sol”, há mais uma referência à teoria platoniana.

Mas na visão específica, os cegos do castelo são os amigos da “rodada”, que ele considera ainda cegos por não conseguirem “enxergar” o mundo fora das muralhas (castelo) das drogas. E por aí vai.

No final ele confessa a uma possível pessoa amada que ele precisa daquele apoio, do aconchego de um lar.

E o artista faz questão de enfatizar numa linguagem bem simples e familiar (”vou cuidar do seu jardim” / “cuidarei do seu jantar”) que é na simplicidade de uma estrutura familiar que se encontra forças pra fugir das tentações mundanas.

marinho,essa interpretaçao eu recebi de uma amigo q sempre deixa analise neste site…acho que vai te ajudar ai.

Olha, eu tava buscando uma interpretação pois estou trabalhando um arranjo pra coro juvenil.
Acho que sou eu que tenho que dar esta interpretação mas, se alguem tiver uma oficial me deixe aqui.
A música conta momentos de um cara no hospital após tentativa de suicidio frustado. “os punhos e pulsos cortados” etc. Parece pouco romântica mas é como entendo essa letra.

Qual é a sua interpretação?

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