Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Não costumo analisar musicas, mas cheguei aki por acidente. Resolvi dar a minha opinião.
Acredito que essa musica fala de viver, como são grandes os riscos que se corre lutando pelo que se acredita. Como são grandes os perigos de quem realmente vive.
Isso foi meio superficial, mas tudo bem.
Tem razão Paulo. Foi um grave deslize ter confundido os autores. Desculpem.
Pessoal,
a música FLORES nem tem autoria de Nando Reis, nem de Arnaldo Antunes, nem de Branco Melo.
“FLORES” tem como compositores: Charles Gavin, Tony Beloto, Sérgio Brito e Paulo Miklos (os 4 são integrantes da banda).
Gravada em 1989 no disco Ô Blesq Blom.
Eu sempre entendi essa letra como sendo de alguém que tentou o suicídio e acabou por se “curar” através da dor: ” Ador vai curar essas lástimas/o soro tem gosto de lágrimas” ( possivelmente o personagem da canção tenha sido atendido em algum hospital ou coisa do tipo pois tem essa referência do soro)
That´s all!
Essa música fala claramente da morte, de um eu-liríco falando de dentro do caixão. As flores em volta.. Provavelmente suicida, pulsos cortados!
Poxa ,parabéns Felipe! adorei!
eu acho que essa musica Flores pode tá falando de vitoria,pois comentário no comentário anterior fica claro á todos que se trato de um suicida,mais podemos também fazer a seguinte análise´Há flores cobrindo o telhado / E embaixo do meu travesseiro / Há flores por todos os lados / Há flores em tudo que eu vejo”
pode dizer que após o Eu-lirico não ter se matado ele vão “glorificado” por ter vencido essa etapadificil de sua vida é só lembrarmos do termo “louros da vitoria” onde o vencedor tem em sua cabeça um coroa de louro, e as flores podem ser a representação de todas as coisas bleas que após o não ato de suicidio
o Eu-lirico começa aver o quão bela a vida é
e também podem significar purificação
Atendendo a solicitação do Marinho:
A letra desta música gravada pelos Titãs, é de autoria dos vocalistas Branco Melo e Arnaldo Antunes, que sempre utilizaram em seus textos a técnica da poesia concreta, que é basicamente uma técnica de frases soltas.
A meu ver, neste texto, eles fizeram um relato de um Eu-Lírico, a partir do ponto de vista de um suicida, que fica relembrando sua morte de dentro do seu túmulo, suicídio este cometido após uma crise de depressão.
Quando ele diz:
“Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho” – Ele quer dizer que já está cansado de si mesmo, já não agüenta mais a vida que leva.
“Chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro” – Aqui cabem duas análises; tanto pode ser o inconformismo pelo fato das pessoas utilizarem flores naturais (ou seja; que tem vida!) para cultuar a morte. Quanto pode ser a mágoa por ele achar que machucou/magoou alguém. Neste caso, “flores” seria uma metáfora para “pessoas”.
“Os punhos e os pulsos cortados” são mensagens claras de suicídio.
Nos versos: “Há flores cobrindo o telhado / E embaixo do meu travesseiro / Há flores por todos os lados / Há flores em tudo que eu vejo”… Fica bem claro o ponto de vista do morto, já dentro do caixão.
“A dor vai curar essas lástimas / O soro tem gosto de lágrimas”… Aqui ele afirma que a dor da morte irá pôr fim às lamentações das pessoas, ou seja, não vale a pena ficar chorando por quem escolheu morrer. Aliás, não vale à pena nem tentar salvá-lo, pois, segundo ele, até mesmo o remédio (soro) tem sabor de choro. E quando ele afirma que “As flores têm cheiro de morte / A dor vai fechar esses cortes…” ele quer nos dizer que as próprias flores as quais as pessoas usam para cultuar os mortos já trazem em seu estado natural um sinal póstumo (seu cheiro), numa clara alusão ao fascínio pela morte.
Por fim, “As flores de plástico não morrem…” é uma metáfora que exige uma análise mais profunda. Pode-se concluir que ele acha um desperdício as pessoas utilizarem flores vivas (o que irá matá-las, também) para cultuar os mortos, quando poderia ser mais útil usarmos flores artificiais. Mas ele também pode estar novamente se referindo às pessoas. Nesta visão, as pessoas sensíveis (metáfora para flores naturais) foram feitas para nascer, crescer e morrer, num processo natural, onde a morte não precisa ser lamentada. Já as pessoas insensíveis, ele considera que são artificiais e não vêem beleza na morte.
Um abraço.
desculpa..confundi a musica =/ que verginha
Esta letra do Nando Reis permite abordagens diferentes, dependendo do ponto de vista. Numa visão global, provavelmente tem a ver com um estado de espírito de alguém que desistiu de acreditar que exista um inferno eterno para os seus pecados (“mentir, enganar, fazer sofrer”) e sim num inferno temporário que se você puder se achá-lo com suas orações será mais fácil se encontrar, se despedir e seguir em frente.
Mas também podemos vislumbrar uma posição mais específica que se refere a um possível afastamento das drogas. É sabido que o Nando enfrentou muitos problemas com drogas pesadas e, após vários tratamentos, se limpou.
Nesta música ele procura mostrar os danos causados sob a influência das mesmas utilizando imagens: “Eu não quero mais mentir: usar espinhos que só causam dor”… Isso é tão somente o desejo de se livrar da tentação de buscar a sensação de bem-estar (mentira) que uma picada (espinho) nos proporciona. “Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu”… (Idem).
“Dos cegos do castelo eu me despeço e vou…”.
Afinal, quem são os cegos do castelo? Na visão global, esta simbologia pode ser uma referência ao “mito da caverna” de Platão. É notório o tom filosófico das letras de Nando Reis, e no trecho: “De olhos abertos me esquenta o sol”, há mais uma referência à teoria platoniana.
Mas na visão específica, os cegos do castelo são os amigos da “rodada”, que ele considera ainda cegos por não conseguirem “enxergar” o mundo fora das muralhas (castelo) das drogas. E por aí vai.
No final ele confessa a uma possível pessoa amada que ele precisa daquele apoio, do aconchego de um lar.
E o artista faz questão de enfatizar numa linguagem bem simples e familiar (”vou cuidar do seu jardim” / “cuidarei do seu jantar”) que é na simplicidade de uma estrutura familiar que se encontra forças pra fugir das tentações mundanas.
marinho,essa interpretaçao eu recebi de uma amigo q sempre deixa analise neste site…acho que vai te ajudar ai.
Olha, eu tava buscando uma interpretação pois estou trabalhando um arranjo pra coro juvenil.
Acho que sou eu que tenho que dar esta interpretação mas, se alguem tiver uma oficial me deixe aqui.
A música conta momentos de um cara no hospital após tentativa de suicidio frustado. “os punhos e pulsos cortados” etc. Parece pouco romântica mas é como entendo essa letra.