A maçã
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Raul Seixas
Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar…
Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais…
Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar…
Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…
Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…
Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…
Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…
Duas frases parecem carregar a essência da ideia dessa letra…
“O ciúme é só vaidade”: incomodar-se com a infidelidade do parceiro amoroso é resultado do ego ferido pela constatação de que se está sendo preterido por outrem.
O “amor só dura em liberdade”: o ‘verdadeiro amor’, aquele resultante da admiração e desejo espontâneos pelo ser amado, deve estar sujeito a ser suplantado por outro maior, a qualquer momento – isso seria absolutamente natural entre pessoas quaisquer (maçãs são todas iguais na medida em que tem qualidades capazes de despertar admiração e desejo). Não observada essa condição, a relação pode até ser mantida, mas baseada apenas na vontade das partes (não no amor espontâneo, o verdadeiro, que só é natural enquanto livre).
Quem ama e sabe que é amado, se garante. Se houver troca, o amor (de todos os mortais) acabou. Impedir esse fluxo natural seria desgastar o amor inicial… torná-lo pobre.
Sempre tive que esta música fala do amor por sua esposa que está grávida.
Se privando do amor carnal respeitando os limites da mulher em sua gestação.
Me parece uma grande declaração de amor para a esposa e o filho(a) que chegará em breve.
Do meu ponto de vista essa música quer dizer que numa relação o ciúme é desgastante.Ela nos diz que não se deve ficar preso a alguém,sentir ciúmes,pois por mais que se queira não podemos ser donos de quem amamos.Qualquer um está sujeito a se apaixonar por outro e seguir esse amor e a pessoa abandonada nada pode fazer pra impedir por mais que sofra.Essa música fala de uma relação madura que preza pela liberdade do outro,ainda que isso custe se separar de um amor.
Do meu ponto de vista essa música quer dizer que numa relação o ciúme é desgastante.Ela nos diz que se deve ficar preso a alguém,sentir ciúmes,pois por mais que se queira não podemos ser donos de quem amamos.Qualquer um está sujeito a se apaixonar por outro e seguir esse amor e a pessoa abandonada nada pode fazer pra impedir por mais que sofra.Essa música fala de uma relação madura que preza pela liberdade do outro.
Pessoal, eu nao quis generalizar o amor como “amor em geral” + sim passar umas das possiveis interpretaçoes da musica: a maça. Pois, nesta musica Raul utiliza muitas metaforas , o que nos da a possibilidade de enchergarmos a musica de varios angulos sem fugir do seu real sentido.
Juntando todos os comentarios postados aqui, da para fazer um só, de forma bastante coerente, acho q tds estao relacionados a que a musica quer passar.
Pessaol, eu nao quis generalizar o amor como “amor em geral” + sim passar umas das possiveis interpretaçoes da musica: maça. Pois, nesta musica Raul utiliza muitas metaforas , o que nos da a possibilidade de enchergarmos a musica de varios angulos sem fugir do seu real sentido.juntando todos os comentarios postados aqui, da para fazer um só, no memso sentido!
Por volta de 1973/1974, Raul era casado com a americana Edith Wiesner e já tinha uma filha pequena com ela por nome Simone Wiesner. Nesta época, Raul, ainda despreparado, atinge o auge do seu sucesso com o álbum Krig Há Bandolo no qual foi inserida esta música. Com muitos convites para fazer shows em todo o Brasil, Raul passa a conhecer o lado de glória do sucesso com muitas mulheres se oferecendo, sexo, drogas e bebidas.
Raul tinha um guitarrista americano na banda chamado Jay Vaquer. Jay morava nos EUA e veio para o Brasil e trouxe sua irmã americana Gloria Vaquer, que apresentada por Jay a Raul Seixas, conquistou rapidamente seu coração.
Gloria passou a acompanhar Raul em todos os shows e Edith começou a ficar em segundo plano. Edith então separou-se de Raul e retornou aos Estados Unidos.Com Gloria, Raul teve uma filha chamada Scarlet. Gloria também não suportou a vida desregrada de Raul e acabou por retornar aos Estados Unidos posteriormente com a filha Scarlet de uma maneira amigável .
Então, aí vai a interpretação da música levando em consideração o contexto:
“Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar…”
1. Na primeira estrofe Raul diz que não há motivos para continuar o amor entre os dois.
“Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais…”
2. Na segunda estrofe, Raul se refere a ele mesmo, dizendo que um casal por si mesmo faz uma profanação por que, se o sexo está envolvido e cada um deles gosta de sexo, qualquer um pode procurar um outro parceiro para sexo (aqui representado por maçã). Isto porque todas as maçãs (sexo) são iguais, ou seja, já existe um apelo no mundo externo ao casal pelo sexo. No contexto, Raul aqui tenta se justificar perante Edith da opção sexual naquela fase de sua vida por Gloria.
“Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar…”
3. Nesta terceira estrofe eu acho que Raul utiliza Edith como pano de fundo, mas a estrofe se refere a ele mesmo Raul que, tenta se justificar de ter escolhido Gloria.
“Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais…
”
4. Nesta quarta estrofe, sem dúvidas Raul fala de seu amor real para com Edith.
“Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…”
5. Nesta quinta estrofe, Raul desiste de tentar reaver Edith, até por que, ele acha que, mesmo que consiga, o ódio e as relações entre os dois ficou tão estremecida que eles não iriam mas para a cama como antes e que o amor carnal representa o verdadeiro amor…
Esta música sempre representou um tabu para Raul que certa vez disse sobre ela:
“- Onde eu estava com a cabeça quando compus esta letra? É muito difícil libertar o amor…”
A canção aborda a questão do dogmatismo moral e religioso que conduz o ser humano a reprimir sua verdadeira natureza. A fidelidade simboliza o próprio desejo natural reprimido por questões morais que, notadamente, são valores impostos socialmente e que variam historicamente. Ao meu ver, os compositores não conclamam à infidelidade. Apenas marcam a dualidade entre moral e natureza. Ainda que apontem negativamente para a artificialidade da primeira subsumindo a segunda.
Também discordo da algumas opiniões como a primeira sobre ser sobre “amor em geral” e sobre esse tipo de comportamento ser liberdade. Raul quer passar a idéia de que ter um relacionamento aberto é a melhor opção moralmente e em essência, o que discordo completamente, pois quem acredita nisso esta tentando camuflar um sentimento que por si só se condena. A própria pessoa tem a sensação escondida de que não está correto. Como por exemplo o Fábio que posto acima. Concordo com o juliano l. E, fazendo uso dos comentários, como alguém contraditório em atitudes e em opniões (vide metamorfose ambulante e comentário acima sobre entrevistas que contradizem a letra da mpusica) como Raul pode ser crível. Por fim a parte da letra que acho mais contraditória e que discordo duramente: “Porque quem gosta de maçã /Irá gostar de todas / Porque todas são iguais…” o próprio argumento é contraditório. O comportamento de ter parceiros diferente só se justifica se “as maças forem diferentes”. Se todas são iguais, me contento em comer a mesma sempre. Ou seja, por esse argumento concluo que devo me casar e ficar apenas com a pessoa que tenho afinidade pq analisando apenas a questão sexual (a maça), todas são iguais.
Está claro que Raul Canta com relação ao que ele mesmo vive na pele:
..”Se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar…”
A música com certeza não fala de um amor em geral( família, pai e filhos como citado acima) e sim de um tipo de amor que ao mesmo tempo é bom pode ser podre!Ele fala claramente de liberdade em um relacionamentop a dois , exaltando um tipo de amor carnal! Com isso leva a entender que ele compreende que é hipocrisia querer ser a alma de alguem , ser um só, sendo que ao mesmo tempo deseja outras “maças”.Raul chega a conlusão que , para esse tipo de amor, é necessário ser transparente e livre (tentando dizer não ao egoismo, ao ciume,e amar (no ponto de vista dele, um amor carnal)
Nesta musica ele faz uma apologia ao sexo livre e sem culpa não só com uma pessoa, Apesar dele sempre dizer em entrevistas que sexo só com a esposa
concordo com o Washington, é a era de aquário chegando, como sempre fala nosso amigo apresentador do cqc, marcelo t., porem naum acredito que isso seja algum bom, muito pelo contrario!
Raul Seixas e Paulo Coelho tinham a intenção de fazer uma revisão geral nos valores da nossa sociedade através de suas músicas, a partir da idéia da chegada do Novo Aeon (Nova Era). Várias canções, então, ou questionavam hábitos conservadores ou propunham novas formas de comportamento. “A Maçã” é um exemplo, bem como “Ouro de Tolo”, “Novo Aeon”, “Quando Você Crescer”, “Tá Na Hora”, entre outras criativas obras.
Viva o amor livre!!
Fala do amor livre. do relacionamento aberto. para o autor, o amor não pode haver ciúmes e nem pode ser possessivo.
Uma das interpretações possíveis desta música é de que o amor não pode ser egoísta. Outra a destacar é a questão da infidelidade, evidente nestes versos “Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar…”
Essas interpretações são enriquecidas com a simbologia da maçâ, título da música, biblicamente ligada ao desejo e ao pecado.
Essa musica fala de um certo egoismo relacionado ao amor, tentando mostrar que nao devemos ficar limitado a uma so pessoa, temos que da espaço pra as outras (nossos filhos,irmãos, pais,amigos,…)
e não somente a nossa esposa ou parceira.