Mulheres de Atenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obcenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não tem gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Com certeza esta música trata de feminismo e de quanto as mulheres não são valorizadas na nossa sociedade. Enquanto os homens lutam ou trabalham elas ficam cuidando da casa e dos filhos, que são o futuro do país. Entretanto não são consideradas trabalhadoras e tem sua importancia diminuida perante a sociedade.
Pra mim esta música é isso e muito mais do que ana disse. esta mexe de verdade com a realidade e a alma.
Acredito que Chico tentou mostrar um lado forte e guerreiro da mulher. As mulheres de Atenas para a sociedade da época, não eram desvalorizadas ou submissas ao homem, os tempos eram diferentes, porém elas colocavam filhos no mundo, satisfaziam seus maridos, cuidavam da casa e etc.. sempre objetivando algo maior: o sucesso de Atenas.
Cada um na divisão de trabalhos tem seu papel, e o papel da mulher, o qual desempenhava com tamanha competência como nenhuma mulher na história o fez, era esse.
“Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas”
É e não é o que vocês disseram.
Esta letra é muitíssimo complexa, cheia de intertextualidades, arcísmos e ironia.
Fiz uma análise bastante completa da letra, inclusive com explicação dos termos. Se alguém quiser mesmo saber, posso mandar por email (vinicius.carneiro@seminis.com)
No fundo o chico está mostrando o quanto as mulheres sofrem, são subjulgadas, desrespeitadas… e o verbo no imperativo “mirem-se” não quer dizer “espelhem-se”, mas “fique atentas”… é um recado para as mulheres que ainda não se emanciparam em relação ao homem.
Na intenção de fazer uma crítica aos costumes, Chico usou os fatos históricos da Guerra de Tróia e a Odisséia de Ulisses para criar um poema épico usando o recurso estilístico da ironia. Esse recurso permeia toda a canção e consiste em dizer o contrário do que se está pensando ou questionar certo tipo de comportamento com a intenção de ridicularizar. É nesse sentido que o autor usa o verbo “mirem-se” para dizer não faça isso jamais, ou seja, tome cuidado com isso; evite isso.
Um poema épico exige uma seqüência cronológica, e isso é percebido nos versos de todos os refrões, assim: vivem, sofrem, despem-se, geram, temem, secam, são verbos colocados numa forma cíclica das funções e das vidas daquelas mulheres. Temos, então, um ciclo que se inicia com o verbo viver e se fecha com o verbo secar, isto é, morrer. No meio desse trajeto as mulheres de Atenas apenas sofrem, fazem sexo e sentem medo dos maridos. Esses verbos resumem uma existência quase sem muito propósito e sem autonomia, como escravas de seus próprios maridos.
Assim, a grande surpresa da canção fica por conta do sentido irônico que o autor estabelece na mensagem que procura passar para as mulheres que não perceberam que ainda vivem centenas de séculos atrás, “secando” por seus maridos, sem serem amadas ou tratadas com dignidade.
Importante notar que esta ironia não se prende somente à falta de clareza da própria condição da mulher, Chico também a estende aos homens que se consideram superiores e elevados em relação ao sexo feminino. Tomando como base o segundo verso de cada estrofe veremos que sempre quando se refere aos homens atenienses, Chico faz complementos enaltecendo exageradamente suas características. O exagero e a insistência da exposição das qualificações superiores masculinas tornam-se cansativos, desta forma, os maridos, orgulho e raça, poder e força, bravos guerreiros, procriadores, heróis e amantes, na verdade são ausentes, agressivos, mal amantes, violentos, irresponsáveis e infiéis.
so complementando o texto… a pesar de tudo isso ha uma aceitacao, por medo ou tradicao… !
Alguém manda o Bruno Vieira não falar demais?
Primeiro: as mulheres atenienses eram MUITO submissas, tanto que era comum que os maridos fossem aos ‘bordéis’ para festejar com amigos e, é claro, pegar umas mocinhas.
Segundo: já ouviu falar em ironia, man? Aposto que sim.
Pesquise primeiro, depois analise… e SOMENTE quando tiver certeza passe adiante.
essa letra retrata tudo o que já foi comentando.
mas.
o interessante é que o chico burque escreveu essa letra na época da ditadura militar, logo após um deputado chamado márcio ter declardo que as mulheres dos militares deveriam mira-se nas mulheres de Atenas,evitando dormir com os seus marido e assim também “poossivelmente” conscientizando-os de que não deveriam continuar com o egime ditatorial.
Adendo: poderiamos também citar a letra de geraldo vandré na música, “pra não dizer que não falei de flores” onde ele descreve: “há soldads armados, amados ou não” onde também foi relatado o fato do deputado que declarou para as mulheres de miliitares mirarem-se nas mulheres de atenas.
pra não dizer que não falei das flores
Olha so gente,
as mulheres de atenas, nao era submissas,(viu bruno ferreto)
eram tratadas assim e obrigadas a se submeter,por tanto,n era algo espontaneo como pressupoe a palavra.
Elas eram apenas superiores aos escravos,tratadas como objeto q apenas servia p dar filhos legítimos aos homens,afinal,quem n fosse filho de pai e mae ateniense n era cidadão na sociedade da época.
Os homens nao ian para bordeis(p bruno ferreto de novo),eles eram gay,todos eles,
n achavam q a mulher era digna de ser nem um objeto de prazer,muito mais ser amada,ou acariciada,elas so lhe davam filhos,o relacionamento prazeroso deles era entre homens.
terrível mas e verdade.
Enfim,para as mulheres conseguirem se satisfazer sexualmente,elas fugiam p uma ilha chamada Lesbos,(dai o termo lésbica)onde mulheres se satisfaziam c outras mulheres pq os homens n lhes davam prazer.
A mulher de atenas era como uma animal,objeto. Mto pior do que amulher espartana,apesar da cultura militar dessa polis).
Pensem nisso,quanto sera que nos mudamos hj?
o quanto evoluimos a democracia e o preconceito da epoca?
depois de tudo,estudar historia e bom.
Ate mais.