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Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde coarava
Sua camisa e seu alforje de caçador

Oh meu velho e invisível Avôhai
Oh meu velho e indivisível Avôhai

Neblina turva e brilhante em meu cérebro coágulos de sol
Amanita matutina e que transparente cortina ao meu redor
E se eu disser que é meio sabido você diz que é meio pior
E pior do que planeta quando perde o girassol
É o terço de brilhante nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo da porteira
Nem também da companheira que nunca dormia só

Avôhai… Avô e pai
Avôhai

O brejo cruza a poeira de fato existe
Um tom mais leve na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas que fitar
Mas que bebem sua vida, sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai…

Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei
Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei
Se eu calei foi de tristeza, você cala por calar
E calado vai ficando, só fala quando eu mandar
Rebuscando a consciência, com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa, girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar

Avôhai… Avôhai
Avôhai… Avôhai



Qual é a sua interpretação?





*



56 Comentários

Avohai, significa avô e pai a música fala o tempo todo da infância de Zé Ramalho qeu foi criado pelo avô, que fez papel de pai…

Vi uma entrevista dele no programa do Paulinho Moska, onde ele comenta sobre essa composição. Ele disse q esse termo Avohai, surgiu em sua mente, depois, dele tomar um chá alucinógeno! Não significa absolutamente nada…

Às vezes quebram minhas pernas, juntam a minha cara, pisam em meus dedos
Eu sobrevivo. Tenho sobrevivido, sou marcada, sim.
Mas faço valer cada uma das minhas cicatrizes.

Zé Ramalho relata após experiência, tomou chá alucinógeno de cogumelo e teve uma visão de seu avô que já havia desencarnado…
O cantor descreve esta visão.
“Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde coarava
Sua camisa e seu alforje de caçador
Oh meu velho e invisível Avôhai
Oh meu velho e indivisível Avôhai”
Então seu avô se materializando diz a famosa palavra “AVOHAI” onde se apresenta ao cantor. Então Zé relata detalhes do cenário da aparição e do diálogo dos dois.
“Neblina turva e brilhante em meu cérebro coágulos de sol
Amanita matutina e que transparente cortina ao meu redor
E se eu disser que é meio sabido você diz que é meio pior
E pior do que planeta quando perde o girassol”
Zé Ramalho tem sinais confirmando a verdadeira presença de seu avô pai.

“É o terço de brilhante nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo da porteira
Nem também da companheira que nunca dormia só”]
Se sentindo agraciado com a mensagem, Zé Ramalho começa a ter visões da terra e da vida do ser humano. Vê a garra dos homens que lutam para sobreviver na terra.
“O brejo cruza a poeira de fato existe
Um tom mais leve na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas que fitar
Mas que bebem sua vida, sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai…
Citas trechos da certa “conversa” no momento da aparição do seu avô pai;

Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei
Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei
Se eu calei foi de tristeza, você cala por calar
E calado vai ficando, só fala quando eu mandar
Zé Ramalho retorna a sua consciência deixando uma analise pessoal da mensagem deixada pelo sei Avo Pai. E o fim da aparição.
“Rebuscando a consciência, com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa, girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar. Avôhai… Avôha”

Marco Antonio Coutinho, o velho “indivisível” pode estar apenas se referindo à fusão do “avô e pai”.

O que é fantástico na Arte é que a maioria dos apreciadores preferem ter contato com a obra artistíca em si do que ler qualquer tese a respeito. A quantidade de significado condensada numa obra-de-arte é que nos encanta e não a “tradução” que os “estudiosos” fazem da mesma.

eu sempre achei zè ramalho na minha opinião o cantor mais sábio que existe as suas canções min traz uma sensação de paz interior ,especialmente avohai ela tem um grande poder mistico que mexem com o imaginario das pessoas ,eu ouço ela para min refletir e fazer minhas viagens universal.zé v cé único e ninguém consegue te imitar´.meu sonho é que v c interprete uma letra minha

Essa música é também uma celebração do masculino. Quando Zé chama Avohai de ‘indivisível’ está usando de uma linguagem dos feiticeiros pueblos (justamente os que comem cogumelos egossupressores), que dizem que o homem é indivisível, ao contrário da mulher que é ‘divisível’. Ela divide partes de si mesma com o mundo, que são os filhos. O homem não.

O próprio Zé Ramalho já disse em entrevistas
que Avohai, é Avô e Pai.Realmente ele foi criado
pelo avô que ele considerava pai.Segundo ele, depois
de tomar um chá de cogumelo(amanita matutina) ele passou a enxergar ao longe uma neblina(neblinato) e ouvir uma repetindo Avohai.Talvez Avohai. Talvez não
compreendamos a letra pelo motivo que grande parte dela ser sido escrita nessa viagem de chá, o que não
tira a beleza da mesma.

Olá, gostaria de saber onde posso encontrar a tese de mestrado do curso de literatura da USP sobre a análise da música, segundo o post do “wardrickson, em 29 de maio de 2011. Obrigada.

o título deve significar Avô e Pai juntos, já que ele foi criado pelo avô fazendo papel de pai,

OUÇO ESTA MUSICA DESDE 1979 QUANDO DESCOBRIA MINHA ADOLESCENCIA. DAÍ ENTÃO A MUSICA PASSOU A SER MEU HINO DE VIDA. TANTO É QUE AO TERMINAR MEU CURSO SUPERIOR(DIREITO), USEI ESTA MUSICA NO ATO DA MINHA COLAÇÃO DE GRAU. ESTA MUSICA PARA MIM, SIGNIFICA RECORDAÇÃO… OBRIGADO ZÉ RAMALHO POR VÇ SER BRASILEIRO E NORDESTINO COMO EU. FAÇA MAIS PEROLAS COMO ESTA…

avohai, e linda essa musica . so o zé ramalho pra criar uma letra dessa neh kk

acho que é um linda musica e tbem um ótimo arranjo. mas acho que o Zé é realmente doidão.

EU ACHAVA QUE ZÉ RAMALHO ESTAVA FAZENDO UMA ALUSÃO À RESPEITO DE ALGUM LIDER COMUNITÁRIO,E QUE ME FAZ LEMBRAR A FIGURA DE ANTÔNIO CONSELHEIRO.

Essa canção que fez surgir Zé Ramalho. O pai do Zé faleceu, afogado num açude do sertão, quando o Zé tinha apenas dois anos. Então Zé Ramalho foi criado por seu Avô, que também passou a ser seu pai.O seu avô e pai que o criou até os 26 anos, faleceu dormindo na varanda de sua casa em uma noite enluarada. Nesta mesma época Zé Ramalho começou a sua carreira, cantando músicas de outros cantores. Até que No meio de uma madrugada, um espírito de luz soltava frases e dizeres ao ouvido de Zé Ramalho…ele assustado, começou a anotar o que ouvia. As palavras vinham rápidas, e Zé anotava tudo chorando muito.
Então nasceu Avôhai:Um velho cruza a soleira
De botas longas de barbas longas de ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde quarava sua camisa e seu alforge se caçador
Oh meu velho e invisivél Avôhai
Oh meu velho e indivisível Avôhai.

José e Soledade Alves Ramalho

Viva o grande ZÉ RAMALHO!!!!!!!!!!!

essa musica é em homenagem ao avô dele que sempre te apoiou. Até mesmo nos momentos mais difíceis da sua vida

Eu tenho o DVD dele. É uma homenagem ao avô, que o criou como um pai. Ele o chamava de avoai.

povo doido num chegarao a conclusao nenhuma

kkkkkkkkk

acho q um pouco de kd e a explicaçao c nao e melhor q ele mesmo conte

Nem Zé Ramalho deve saber o que diz essa letra. E, se nem ele sabe, como vamos saber? Só nos resta interpretar o que quisermos interpretas e esquecer a visão que o Zé Ramalho tem dessa letra.

Ele conta parte da sua infancia com seu avô RAIMUNDO, por isso AVOHAI – HAI (RAI, de RAImundo, minha mãe tem o sobrenome RAIMUNDA e tem o apelido de RAI tb. Seu avô foi quem o criou, como já foi mencionado abaixo.

Andreco(???!), é assim: é melhor não escrever nada do que escrever bobagens.

Sim Flávio, e vc que só faz criticar? Pelo menos ele fez uma iterpretação plusível da música toda. Pq ao invés de criticar vc não faz sua versão; seu Laje fria.

Amanita, se refere a amanita muscaria, um cogumelo alucinogeno. O zé teve bastante contato com alguns alucinógenos.

Zé Ramalho,sem dúvida,é e sempre será lembrado como um dos dez maiores da MPB.Suas músicas são eternas em letras difíceis de se decifrar.uma música simples,mesmo que deliciosa,será logo esquecida;as desse Paraibano arrretado serão sempre objeto de curiosidade e alvo de estudo.A cada dia que escutamos o Zé,damos novos sentidos às letras,que por sua vez nos arranca novas emocões!Zé Ramalho,voçe é o cara!!!!

Ei wardrickson, tua tese tá uma bosta. Não diz nada com nada e aqui tem análise (de nenhum “pesquisador”) bem superior a sua. Recomendo pesquisar um pouco mais.

Ola, sou pesquisador vamos à compreensão correta.

Avohai… avô e pai,

Como o próprio descreve na musica… ele anotou durante a composição da letra pois temia esquecer o verdadeiro significado de avohai após o efeito dos alucinógenos. OBS.: Não estou criticando, apenas explicando leiam tudo….

Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde coarava
Sua camisa e seu alforje de caçador..

Remete a visão que ele teve de seu avô, seu avô cruzando a soleira assim como ele vive em suas memórias, essa laje fria significa que essa visão foi no túmulo de seu avô, não necessariamente que ele estava no cemitério, mais sim que ele estava perante sua lapide quando teve a visão, Hoje, após muita pesquisa eu descobri que o velho avô de Zé ramalho fora enterrado com sua camisa e alforje da qual se orgulhava por ser um caçador.

Neblina turva e brilhante em meu cérebro coágulos de sol

Revela a imprecisão da visão que ele tem de seu avô, é comum não nos lembrarmos da face de alguém logo após sua morte.

Amanita matutina e que transparente cortina ao meu redor

Uma pedra usada para gerar bons fluidos

E se eu disser que é meio sabido você diz que é meio pior

Remete às correções que seu avô fazia a respeito do uso do bom português

E pior do que planeta quando perde o girassol
É o terço de brilhante nos dedos de minha avó

esse terço de brilhantes que sua avó levará durante muitos anos em seus dedos, fora a jóia que seu avô a tinha presenteado que a fazia lembrar de seu amado e adultero marido.

E nunca mais eu tive medo da porteira

Zé ramalho tinha visões sobre seu pai morto quando cruzava a porteira que rumava em direção ao açude que seu paio morreu afogado.

Nem também da companheira que nunca dormia só

A alma de seu pai afixada na porteira.

O brejo cruza a poeira de fato existe
Um tom mais leve na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas que fitar
Mas que bebem sua vida, sua alma na altura que mandar

Descreve a visão de pessoas mortas, também a angustia em ter as visões, “bebem sua vida”.

São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai…

Reconhecimento de seu avô em sua visão.

Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei

Alguns traços da difícil juventude de Zé…

Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei

Zé Ramalho estava fora de casa quando seu avô morreu. Cratera condenada = cemitério.

Se eu calei foi de tristeza, você cala por calar
E calado vai ficando, só fala quando eu mandar
Rebuscando a consciência, com medo de viajar

Revolta pela morte de seu avô. Eles eram brigados na época. Zé ramalho foi expulso de casa e nunca mais falou com o velho.

Até o meio da cabeça do cometa, girando na carrapeta
No jogo de improvisar

Improviso de desculpas a seus familiares pelo temor que tinha de se encontrar com seu avô já depois de morto. Nota.: Explicarei isto melhor no final.

Entre cortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar

Esforço para o psicólogo que a familia o obrigou a ir não taxar-lo como loco.

Bom, em suma Zé Ramalho perde seu pai muito cedo e recebe os cuidados de seu avô um homem rústico e severo, Zé ramalho tinha medo, pois, dizia que tinha visões de seu pai em uma porteira que fazia rumo ao local de sua morte.
Um dia Zé ramalho resolve contar de seu medo ao seu avô, o velho diz a ele que não deveria mais temer e que apesar de não se darem muito bem ele tinha consciência de que estava fazendo a coisa certa (criando Zé com firmeza e rigidez) porém que ele já sabia que morreria com eles sem se falarem a anos e avisou que isso iria incomodar o pequeno Zé Ramalho por muito tempo, porém disse também que iria aparecer depois de morto para Zé Ramalho lhe pedir desculpas, e assim se fez.
Zé Ramalho retornou 20 anos após a aquela mesma porteira, tomou um alucinógeno, e teve a visão de seu avô e pode lhe pedir desculpas por tanto criticar sua criação rústica.

2 anos de estudo sobre a letra, é minha tese de mestrado do curso de literatura na USP, publicado na revista LiterarieSoulthUSA e Revista Nacional de Literatura, podem conferirir na integra, espero ter ajudado.

Acho mesmo que a musica é uma referencia ao espiritismo quando ele cita “Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei” Avohai é meio que um caboclo que orienta(Oh meu velho e invisível Avôhai Oh meu velho e indivisível Avôhai),A turmalina é uma pedra bem conhecida por neutralizar as energia negativas, e tb para nos aproximar do espiritual,e como citou o colega Felipe “Exús sao os que guardam as porteiras, demonios benignos. E cada Exú tem um companheiro ou companheira inseparável (que nunca dorme só)”
O resto são dognas q tb pode ter significado no mundo espiritual.

Que eu saiba foi feita com uso de cogumelos…”a manita matutina”. E aí foi tudo piração do Zé doidão.

Ola Felipe, na verdade Avohai é realmente uma música muito dificil de ser interpretada, mas eu li um pouco sobre a musica e é mais ou menos assim: Zé ramalho sempre morou na fazenda de seus avós, cujo avô realmente se chamava Raimundo.Porém ele teve uma criação muito rigorosa principalmente por parte do seu avô, onde inclusive para não deixar o neto ir para a escola ele (o avô)contratou uma professora particular na própria fazenda.O seu avô batia muito nele achando que era a educação correta, porém um dia zé ramalho saiu à tarde para dar uma volta pela fazenda quando começou a houvir susurros vindo de uma pequena gruta existente na fazenda do avô. Como a curiosidade era grande, pela idade,ele resolveu entrar na gruta e qual não foi a sua surpresa, ele acabou encontrando o seu avô tranzando com a empregada da casa ( da fazenda).O seu avô com muita truculencia mandou ele se retirar, porém foi aí que ele resolveu mudar de vida, dizendo que a qualquer momento poderia contar tudo à sua avó. então veja alguns trechos da musica: “e na cratera condenada eu me calei, e se eu calei foi de tristeza e vc cala por calar, mas e calado vai ficando só fala quando eu mandar” em outro trecho ele diz: ” e nunca mais eu tive medo da porteira nem tb da companheira q nunca dormia só” se referindo ao portão da fazenda que ele nunca podia chegar perto e apartir daquele memonto ele podia sair e tb da empregada q nunca dormia só. e por último ele diz “entrecortando a linha reta eu tenho a palavra certa pra doutor nao reclamar”, ou seja, a partir daquele mommento só ele que podia falar.

Zé Ramalho: Quando eu fiz esta música eu criei esta palavra. Ela significa avô e pai. É uma espécie de homenagem ao meu avô, que foi a pessoa que me criou. Ele fazia o papel de avô e de pai. Meu pai morreu muito jovem, nos açudes do sertão, morreu afogado quando eu era garotinho. Então foi meu avô que me educou, foi quem me ensinou a seguir o caminho do bem, a batalhar minhas coisas. Eu me inspirei na imagem dele. E me chegou a palavra [avohai]… Ao mesmo tempo ela é interpretada pelas pessoas que a ouvem das mais diversas formas. É uma coisa muito mística também, representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma geração para a outra… O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por diante…
Abraços e espero ter ajudado

cesec

Eu não sabia dessa história do avô, mas acho que a letra tem outras coisas que não vamos saber do que se trata. E talvez nem o autor. Mas que é linda, é.

só vai entender essa musica certinho mesmo, quem já fez uso de enteógenos!
cogumelos, lsd, MDMA, salvia;
zé ramalho diz que essa musica não teria nascido se ele não tivesse tido contato com os enteógenos.

http://www.youtube.com/watch?v=hlwgvkq_4HA

ENTEÓGENOS E ZÉ RAMALHO

Ola Felipe, na verdade Avohai é realmente uma música muito dificil de ser interpretada, mas eu li um pouco sobre a musica e é mais ou menos assim: Zé ramalho sempre morou na fazenda de seus avós, cujo avô realmente se chamava Raimundo.Porém ele teve uma criação muito rigorosa principalmente por parte do seu avô, onde inclusive para não deixar o neto ir para a escola ele (o avô)contratou uma professora particular na própria fazenda.O seu avô batia muito nele achando que era a educação correta, porém um dia zé ramalho saiu à tarde para dar uma volta pela fazenda quando começou a houvir susurros vindo de uma pequena gruta existente na fazenda do avô. Como a curiosidade era grande, pela idade,ele resolveu entrar na gruta e qual não foi a sua surpresa, ele acabou encontrando o seu avô tranzando com a empregada da casa ( da fazenda).O seu avô com muita truculencia mandou ele se retirar, porém foi aí que ele resolveu mudar de vida, dizendo que a qualquer momento poderia contar tudo à sua avó. então veja alguns trechos da musica: “e na cratera condenada eu me calei, e se eu calei foi de tristeza e vc cala por calar, mas e calado vai ficando só fala quando eu mandar” em outro trecho ele diz: ” e nunca mais eu tive medo da porteira nem tb da companheira q nunca dormia só” se referindo ao portão da fazenda que ele nunca podia chegar perto e apartir daquele memonto ele podia sair e tb da empregada q nunca dormia só. e por último ele diz “entrecortando a linha reta eu tenho a palavra certa pra doutor nao reclamar”, ou seja, a partir daquele mommento só ele que podia falar.
Um abraço MAURICIO JUNIOR

Caros admiradores deste fabuloso artista chamado Zé Ramalho. Muitas vezes nem o próprio artista gosta de explicar as suas letras pelo simples fato de que mesmo para ele as interpretações se modificam ao longo do tempo. Quanto mais rica a obra mais tempo ela vai durar e a cada geração uma nova interpretação poderá surgir. Realmente vemos que quanto mais nos aprofundamos no estudo destas belas letras como Avohai, mais mistérios vão surgindo.
Minha inspiração para ser o musicista que sou hoje tambem foi com o Zé através da música Admirável Gado Novo onde fiquei fascinado quando aprendi a toca-la no violão.
Para encerrar gostaria de fazer um elogio ao programa Zoombido citado pelo Marcelo Cadilhe. Este programa, assim como outros excelentes, é exibido pelo Canal Brasil e apresentado pelo grande Paulino Moska.
Valeu, um grande Avohai prá todos!

Zé Ramalho é um visionário,um divulgador da nova era,impulsionado por alucinações demoniacas…

É pessoal antes de tudo saudações a todos os “conhecedores” da grandiosa obra do MAGNIFICO Zé Ramalho.
Adcionando imformações: Vi uma entrevista, na qual, o Zé conta sobre a “descobeta” dos COGUMELOS, o qual eles atribui a “responsabilidade” pela criação da canção “Avôhai”

“Se não fossem os cogumelos o AVôhai nem existirai…”
(Zé Ramalho)

valeu Galerinha do Bem, PAZ E LUZ a todos.

Só fiquei muito admirado pela análise do
pessoal,por que eu não tinha nem noção do signifikdo
mais no entanto valeu…

A interpretação é correta! Porém Zé Ramalho sempre teve um apreço curioso sobre cogumelos, cogumelos que por sinal causam-lhe alucinações. A letra, com a máxima de “arte pela arte” na poesia, dá a entender que existem alucinações. E talvez seja isso, entre alucinações tópicas, Zé Ramalho tenha composto a música em homenagem ao avô.

Analizar ze ramalho,e meio querer conhecer o desconhecido,para mim o tenho com muito carinho,pois tenho verdadeira admiraçao pelo seu trabalho,um vencedor…chegar aqui no rj,vindo do nordeste…duro,sem parentes importantes e vindo do interior,parece ate a musica do belchior,,,porem chegou mostrou pra que veio,disse as palavras certas pra doutor nenhum reclamar,e ta ai,merecidamente um valor musical,e humano diferenciado por ser na minha opiniao,um homem de coragem e personalidade ja mais vista aqui por essas bandas do rj,,,sou de origem nordestina,e sei o duro que meu pai deu quando aqui chegou em 1958,e dificil vencer,,,mas com fe e trabalho a vitoria e certa;…bem deichando um pouco de lado a interpletaçao da musica,a qual ja foi dita acima pelo amigo sergio,fica aqui mais uma vez a esse sujeito de voz grave e letras magnificas,a minha eterna gratidao,por adicionar tanta alegria em nossos coraçoes…parabens ze,fiquem na paz,e obrigado pelo carinho,tchau.

Felipe, no meu entender, a porteira e a companheira sao referencias a espiritos. Os Exús sao os que guardam as porteiras, demonios benignos. E cada Exú tem um companheiro ou companheira inseparável (que nunca dorme só). O Zé introduz assim diretamente na música o mundo do além, onde ele acredita ou ve que se encontra o Avohai.
Saravá!

Queria acrescentar uma coisa que eu vi na musica… parece que o Zé está sentindo o fantasma ou o espírito do Avohai “(na laje fria onde quarava sua camisa)”, a laje fria é como o túmulo, e a camisa “quarada” uma veste branca, como costuma-se representar os fantasmas. Tb diz “de fato existe um tom mas leve na palidez desse pessoal”, e toda essa estrofe fala diretamente de espíritos, os “Olhos profundos”, etc…
Amanita é amanita muscaria, un cogumelo alucinógeno. Quem sabe as visoes do Zé estavam motivadas pela ingestao do mesmo (bem que parece):neblina turva e brilhante, coagulos de sol, etc…
A última parte é mais escura, quem sabe ele coloca dados autobiograficos, que se desconhecidos, fazem perder o sentido.
A turmalina é uma pedra bem conhecida por neutralizar as energia negativas, e tb para nos aproximar do espiritual. Menciona tb o “terreiro”, pra mim uma aproximacao ao espiritismo. Entao eu vejo essa parte como uma desculpa por ter calado antes, nao ter falado desse mundo dos espiritos que ele sentia, com medo, girando sem poder sair, mas agora tem a palavra certa. A “cratera condenada” pode ser o túmulo do pai, ou do avo mesmo.
Bem, espero que gostem.

Dorgas, mano!
Essa música é a maior viagem. Eu não consigo ver coerência em quase nada. Por isso vim à net procurar uma interpretação, coisa que não encontrei até agora. Esta questão do “avohai” ou “avô Rai”. Já foi desmistificada. Ok, mas e o resto? Porque ele tinha medo da porteira e da companheira dele, que passou a não mais dormir sozinha? Porque o medo acabou?

A música toda é muito confusa, a última estrofe então, nem se fala…

“Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei
Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei
Se eu calei foi de tristeza, você cala por calar
E calado vai ficando, só fala quando eu mandar
Rebuscando a consciência, com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa, girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar”

Alguém vê sentido nisso?

só queria parabénizar o zé ramalho pelas letras são todas elas muito bunitas,uns verdadeiros fenômenos,eu as comparo mais ou menos com as que raul seixas cantava,em fim sou um grande fã do zé ramalho,um grande abraço,gostei tambem das interpretações de todos,fiquem com DEUS.

Ontem na tv a cabo passou um tipo de documentario com Ze Ramalho o nome era zoombido: ze ramalho, segundo o proprio o avohai foi soprado no ouvido dele, como se alguem falasse pra ele essa palavra e ele resolveu colocar na musica.

Interpretação da música do Raul Seixas, “Metrô Linha 743″

Segundo o próprio Zé esta música veio em sua consciência sem esforço algum de sua vontade, em uma experiência na qwual melodia e letra entraram em sua consciência ao mesmo tempo.

Outra coisa que acho legal dessa música, é que, por ser de interior e andar muito pelos interiores (principalmente de Pernambuco), eu vejo que existem cada mais Avohais por ai. Muitas crianças estão crescendo tendo no avô a figura do pai. A quantidade de mães solteiras é enorme. E acho que ele retrata bem isso na música, não só no caso dele. Eu mesmo tenho vários amigos que chamam o avô de pai.

Como dito pelo amigo acima “Avohai” foi uma palavra criada por Zé Ramalho ainda crinaça para tratar o seu avô. O fato é que bem cedo o Pai de Zé Ramalho faleceu, salvo-engano, afogado numa pescaria. O pai dele tambem casava e por isso o trecho no inicio da letra “Na laje fria onde coarava, Sua camisa e seu alforje de caçador…”. Com o falecimento do pai dele Zé foi criado pelo avô e ai foi onde surgiu o tratamento e homenagem “Avohai”.

Atendendo a solicitação da Glaucenira Silva:

A música “Cidadão” foi composta na década de 70 pelo poeta baiano Lúcio Barbosa, em homenagem ao seu tio Ulisses.
Ela narra a saga de um eu-lírico que trabalha como pedreiro, mas não pode freqüentar nenhuma das obras por ele construídas. A inspiração veio do fato do tio também ser pedreiro, ter construído inúmeras obras na cidade grande, mas não possuía casa própria.
É uma música forte que aborda o preconceito e a discriminação dos nordestinos nas grandes cidades e faz referência a alguns problemas sociais como moradia, educação e trabalho.
O título “Cidadão” é proposital para demonstrar distanciamento entre os indivíduos privilegiados, em pleno gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este, e demonstra que a sociedade burguesa não considera pessoas pobres como sendo cidadãos.
Nas duas primeiras estrofes o Eu-lírico cita sempre a presença de um “cidadão” que o proíbe de entrar nos lugares, mas, ele mesmo não é capaz de enxergar-se a si mesmo como cidadão. Ou seja, o “cidadão” que o proíbe está em pleno gozo de seus direitos civis, e a ele, como cidadão excluído, cabe desempenhar os deveres para com o estado.
Sentindo-se excluído, cita outra faceta comum de infortúnio que cerca os desprivilegiados: a falta de lazer e o alcoolismo: “meu domingo está perdido / Dá vontade de beber”.
Ele também faz questão de incluir as pessoas de seu universo social também como seres excluídos: “minha filha inocente, vem pra mim toda contente…” e mostra o preconceito entre os “Brasis” rico (sul) e pobre (norte) usando os advérbios “lá” e “cá” (Lá a seca castigava… / Aqui não pode estudar…).
Na última estrofe o poeta, como bom nordestino, demonstra toda a fé que deposita no criador, pois o considera também excluído pela sociedade. Nesta estrofe ele faz questão de não usar o termo “cidadão” para enfatizar que, como ele, Cristo também serviu (fui em quem criou a terra, enchi os rios, fiz a serra…”) e a maioria dos “cidadãos” também virou-lhe as costas (E na maioria das casas eu também não posso entrar”).

queria saber a analise da musica cidadão.muito massa tenho a minha interpretação mas gostaria de saber outras opinioes

Tamíris e Suh~*, fico imensamente feliz em saber que minha pequena ajuda possa ter sido útil para vocês. Acreditem; nem precisavam agradecer, pois pra mim é um grande prazer, um verdadeiro hobby, fazer análises de letras. Se vocês precisarem de ajuda em alguma outra análise, e estiver ao meu alcance, podem contar com o amigo, ok?…
Abraço.

CAraca, isso foi bom DEMAAAIS pra mim, que tenho que fazer um trabalho sobre a música e não sabia nem por onde começar xD Brigada, foi demaaais
Beijoo

Olá Sérgio….OBRIGADAAAAAA por me mostrar o significado da palavra ameiiiiii…..obrigada também pela atenção…..que demais….Parabéns por saber de tudo isso, eu já havia cansado de pesquisar sobre (porém não havia desistido..rsrsrs)

ADOREI….OBRIGADA

outro abraço

Tamires, boa tarde. Parabéns pelo bom gosto. Realmente, Avohai é um musicaço. Quanto ao significado, segundo o Zé Ramalho, é uma palavra que ele inventou quando estava compondo a música. Ela significa avô e pai. É uma espécie de homenagem ao seu avô, que se chamava Raimundo. O ainda garoto Zé o chamava de Avô Rai (convenhamos, a palavra “Avohai” a despeito de ter a mesma sonoridade do tratamento, é muito mais mística, concorda?). É possível também, que pelos conhecimentos medievais de Zé Ramalho ele tenha feito um jogo de palavras a partir do hebraico, tipo: “Avot” (Pais ou antepasados) + Chai ou “Hai” (Vive), isto é: Meu Avô Vive!. A letra em sí, é um apanhado de imagens nordestinas, lembranças de sua infância na tórrida Brejo da Cruz (“o brejo cruza a poaeira…”). Mas também tenta retratar a continuidade da espécie, passar a sabedoria de uma geração para a outra. O avô passa para o pai, que passa para o filho e aí por diante. Um abraço.

Apesar de não saber o significado de Avohai AMOOOOO A LETRA E A MELODIA DESSA MÚSICA….é por essa e por muitas outras músicas do Zé Ramalho que me dediquei a fazer aulas de violão…estudei, estudei, estudei até conseguir tocar essa e hoje estou me formando em Música e nunca me esqueço por qual motivo e por quem estou lá dentro…OBRIGADA ZÉ RAMALHO!!!

Qual é a sua interpretação?

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