Metade

5 comentários

Adriana Calcanhotto

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim…

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?…(2x)

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim…

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?…(2x)


5 comments on “Metade

  1. Elizabeth Eifert disse:

    “Eu não moro mais em mim”…quem nunca se sentiu assim após uma desilusão amorosa? A alma vaga em pensamentos que saem do corpo, vão para junto da pessoa amada e querem sentir seu cheiro, querem reviver o passado, querem a todo custo estar perto do amor perdido.

    ” Onde será que você está agora?”…pôxa, com quem está, o que está fazendo, está sentindo minha falta, nem pensa mais em mim? Essas dúvidas realmente corróem o coração de quem perdeu um grande amor. Dói tanto, que dá vontade de sair pelas festas, pelos bares da cidade, atrás da pessoa. Uma procura sem fim, um sentimento que arrebenta…

    “Eu perco o chão. Eu não acho as palavras”…realmente os pensamentos insistem em bater na mesma tecla o tempo todo, tanto que você esquece até aquelas coisas que geralmente faz de forma automática. Parece que o chão some mesmo, que foi aberto um abismo entre você e a pessoa amada. O mundo fica todo preto e branco, você não vê mais graça em nada, nem em ninguém. Nem tem vontade de falar mais e quando fala, mal consegue soltar as palavras de forma coerente. Só o que você quer é se entregar ao isolamento.

    “Estou em milhares de cacos.Eu estou ao meio”…se arrumar, para quê, para quem? Se a pessoa que se ama, nem lhe encherga mais, não quer saber de você? Além de ficar com o coração em cacos, você vira um caco em pessoa. Nada mais faz sentido, você sente como se tivesse uma faca sem serra cortando aos poucos o seu coração, cortando você ao meio, depois em mil pedaços.

    Puxa vida, não desejo a ninguém sentir-se assim, sei por experiência própria que é uma dor crônica e incomum. É muito difícil se levantar, sair do fundo do poço, sobretudo por que você passa a desconfiar dos sentimentos de todos, você passa a não se amar, pior, a se odiar, com a auto-estima em nível muito baixo…

  2. Roger Augusto disse:

    Elizabeth foi incrivel, sem mais a adicionar…refletiu muito em mim…

  3. wagner disse:

    Um momento de estar como vc… de sentir vc… uma dor que não sei explicar… a vontade de poder ouvir os pensamentos do outro… uma vazio … uma falta de força para seguir…

  4. Deixa pra lá disse:

    “Eu não moro mais em mim”…

    Pra mim significou: Já não sou mais eu mesmo, sem direção, mudança de atitudes e gostos em muito do que eu era antes. O que sobrou de mim agora?

    Depois melhora um pouco, um pouquinho de cada vez, não sei se tem cura, só a esperança de viver dum jeito diferente, ser diferente, mesmo assim, de alguma forma, feliz …

  5. Joyce Souza disse:

    Super interessante esse artigo, dar pra aproveitar muita coisa!

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