Veleiro

Velas no mar vão deixando passar 
A tarde anil e outras ondas vem levar ah
Sempre existe na mágoa doce murmúrio dum triste amor

Ah ah ah

Quanta tristeza,ondas do mar
Neste vai-e-vem sem me levar
Pois sempre eu fiz,muita tensão 
Em não pisar teu coração

Longe no céu vai a onda a jogar
Tudo o que é meu dentro do mar
Vem me esperar ah

Lua,lua branquinha
Lua crescente vem devagar

Quanta tristeza,ondas do mar
Neste vai-e-vem sem me levar
Pois sempre eu fiz,muita tensão 
Em não pisar teu coração

Longe no céu vai a onda a jogar
Tudo o que é meu dentro do mar
Vem me esperar ah
Lua,lua branquinha
Lua crescente vem devagar

Bachianas Brasileiras No. 5 – Dança (Martelo)

Irerê, meu passarinho
Do sertão do cariri,
Irerê, meu companheiro,
Cadê viola?
Cadê meu bem?
Cadê maria?
Ai triste sorte a do violeiro cantadô!
Sem a viola em que cantava o seu amô,
Seu assobio é tua flauta de irerê:
Que tua flauta do sertão quando assobia,
A gente sofre sem querê!

Teu canto chega lá do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração.

Irerê, solta teu canto!
Canta mais! Canta mais!
Pra alembrá o cariri!

Canta, cambaxirra!
Canta, juriti!
Canta, irerê!
Canta, canta, sofrê!
Patativa! Bem-te-vi!
Maria-acorda-que-é-dia!
Cantem, todos vocês,
Passarinhos do sertão!

Bem-te-vi!
Eh sabiá!
Lá! Liá! liá! liá! liá! liá!
Eh sabiá da mata cantadô!
Lá! Liá! liá! liá!
Lá! Liá! liá! liá! liá! liá!
Eh sabiá da mata sofredô!

O vosso canto vem do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração.