Alô, Alô, Marciano (Elis Regina)

Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano ta na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society

Down, down, down
O high society

Alô, alô, marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down o high society

Down, down, down
O high society

Alô, alô, marciano
A coisa tá ficando russa
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá
Tá cada vez mais down o high society

Down, down, down
O high society

Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano ta na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society

Down, down, down
O high society

7 comentários em “Alô, Alô, Marciano (Elis Regina)

  1. Essa música é uma forma irônica e oculta de condenar a alta sociedade ao fim, ou seja, busca transformação social para o socialismo ou comunismo. “alô, marciano” seria uma forma de dizer que as pessoas (ouvintes) não sabiam o que realmente está acontecendo com o país, estão em marte… “pra variar estamos em guerra” a guerra seria a luta contra a ditadura. “Tá cada vez mais down o high society” diz claramente que a alta sociedade está caindo.. em tradução mais clara seria “abaixo ao capitalismo”. Os reis pedindo alforria seriam os coronéis depostos e a abertura que começava a acontecer. “Muita patrulha, muita bagunça O muro começou a pichar” seria a polícia frente a uma manifestação popular onde se quebravam patrimônios e pichavam. Basicamente essa música retrata da ditadura militar no Brasil, mas pode ser facilmente sentida ainda hoje com as manifestações de 2013, a luta popular contra o projeto neoliberal, e contra o capitalismo. Ao pensar essa letra hoje em dia trazemos figuras como a estratégia BlackBloc.

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  2. A fissura ainda ainda persiste, pois aqueles que lutavam contra o Regime Militar para galgar o poder, estão afundando o país (Down, down, down society). tudo não passou de uma utopia para muitos que acreditaram na resistência esquerdsita. Agora “a crise tá virando zona”… Tudo isso foi a falta de responsabilidade do governo vigente, sem falar da corrupção. Percebemos uma guerra ideológica que mascara os reais problemas da society. O contexto agora é desorganização promovida por quem pregava a redenção política por meio das ideias socialistas/comunistas. Portanto, a realidade é outra.

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  3. A música, criada durante o período da ditadura militar e de severa crise econômica e aumento das diferenças sociais, critica a imagem da alta sociedade, que posava de “está tudo bem, muito obrigada!”, quando na verdade o país inteiro estava em decadência não apenas econômica, mas sobretudo moral e cultural.
    Ao dizer “Aqui quem fala é da Terra”, significa “sou alguém real, pessoa comum, cidadão, trabalhador, a ralé”.
    “Pra variar, estamos em guerra” fala dos conflitos internos (e externos também!) do período. “O ser humano tá na maior fissura” são os desejos de mudança proposto pela resistência da esquerda, que se mobilizava para derrubar o governo militar.
    “A crise tá virando zona” é a banalização dos assuntos econômicos e sociais por parte do governo. “Cada um por si, e todo mundo na lona” era dizendo que quem era pobre, subalterno, estava se ferrando, mas quem parecia estar por cima não estava bem, na verdade. Estava na lama do mesmo jeito, porque o poder e o status de riqueza era apenas fachada. “Lá se foi a mordomia. Tem muito rei aí pedindo alforria” Trata dos cortes internos que privavam a “high society” de certos confortos, embora mantivessem a aparência, além de dizer de outros governos ditadores que caíam por todo o mundo, servindo de alerta para o nosso.
    “A coisa tá ficando russa. Muita patrulha, muita bagunça, o muro começou a pichar” Eram os movimentos dos militares e centros de controle, com seus muitos “olhos e ouvidos” espalhados pela sociedade, camuflados, tentando fisgar os traidores, mas já não obtendo o mesmo êxito de antes, pois “o muro começou a pichar” eram os movimentos de resistência conseguindo chamar a atenção do mundo para a situação de violência e caos em que vivíamos.
    “Tem sempre um aiatolá pra atolar” Havia sempre pessoas do alto escalão cometendo erros que os expunham e o governo militar ia perdendo espaço, a cada dia.
    “Tá cada vez mais down (pra baixo) the high society (a alta sociedade, o poder)”. Dizia do enfraquecimento da máquina pública repressora. Dizia que estava cada vez mais debilitada, dando sinais de que ruiria, mais cedo ou mais tarde.
    Era 1980. Poucos anos depois acabaria de vez o regime militar, confirmando a previsão feita por Rita Lee e Roberto de Carvalho, compositores da música.
    Elis Regina, que imortalizou a canção, era militante de esquerda, tendo sofrido muitas ameaças por declarações feitas e participação nos movimentos de artistas contra o regime. Chegou, inclusive, a filiar-se ao PT, pouco depois da sua fundação.
    😉

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  4. logo no começo ela esta tentando se comunicar com pessoas de outro planeta(com a intensão de pedir ajuda),logo após Elis comenta sobre a situação atual do país e do mundo “Pra variar estamos em guerra
    Você não imagina a loucura
    O ser humano ta na maior fissura” ,em seguida ela explica o motivo de todo caos:” porque
    Tá cada vez mais down(para baixo) o high society(a alta sociedade).
    quem cria as guerras não é a população,é a elite(alta sociedade),somos apenas subordinados a eles.

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  5. Essa música fala de um período em que a classe A estava em decadência. Também é mais voltado para o uso de drogas (cocaína, o que pode ser traduzido na seguinte estrofe: “O ser humano ta na maior fissura poruqe
    Tá cada vez mais down na high society”.

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