Primeiro grande movimento literário do Brasil independente, dividido em três gerações poéticas: Nacionalista/Indianista (Gonçalves Dias), Ultrarromântica/Mal do Século (Álvares de Azevedo) e Condoreira/Social (Castro Alves).
📜 CONTEXTO HISTÓRICO & SOCIAL
Consolidação do Império do Brasil pós-1822, busca de um símbolo nacional autônomo em relação a Portugal e, na 3ª geração, intensificação da campanha abolicionista e republicana.
📐 MANIFESTO & DIRETRIZES ESTÉTICAS
Subjetivismo lírico, supremacia da emoção sobre a razão iluminista, liberdade formal relativa, exaltação da natureza pátria (locus amoenus nacional) e, no Condorismo, oratória grandiosa em defesa da liberdade.
“É ela! é ela! - murmurei tremendo...”
“Quando em meu peito rebentar-se a fibra...”
“Se eu morresse amanhã, viria ao menos fechar meus olhos minha triste irmã...”
“A vez primeira que eu fitei Teresa...”
“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?...”
“Estamos em pleno mar... Doudo no espaço...”
“Não sei que é que te diga. O amor que sinto...”
“No meio das tabas de amenos verdores...”
“Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá...”
1ª Geração: Nacionalista ou Indianista (Gonçalves Dias); 2ª Geração: Ultrarromântica ou Mal do Século (Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu); 3ª Geração: Condoreira ou Social/Abolicionista (Castro Alves).
O nome vem do condor, ave que voa no alto da Cordilheira dos Andes: simboliza uma poesia de "voo alto", com visão ampla sobre os grandes temas sociais e políticos, especialmente a luta contra a escravidão.
Os versos "Nossos bosques têm mais vida / Nossa vida no teu seio mais amores" do Hino Nacional (letra de Osório Duque-Estrada) são uma citação direta do poema de Gonçalves Dias.