Movimento inaugurado pela Semana de Arte Moderna de 1922 que libertou a poesia brasileira do rigor acadêmico parnasiano, consagrando o verso livre, o coloquialismo, o humor crítico e a reflexão social e existencial.
📜 CONTEXTO HISTÓRICO & SOCIAL
Centenário da Independência (1922), crise da República Velha, Revolução de 1930, Era Vargas e Segunda Guerra Mundial.
📐 MANIFESTO & DIRETRIZES ESTÉTICAS
Direito permanente à pesquisa estética, valorização da língua portuguesa falada no Brasil (com seus erros criativos e regionalismos), verso livre, poema-piada (1ª fase) e engajamento social/existencial (2ª fase).
“De tudo, ao meu amor serei atento / Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto”
“Amo-te tanto, meu amor... não cante / O humano coração com mais verdade...”
“Maior amor nem mais estranho existe / Que o meu, que não sossega a coisa amada”
“Sete em cores, de repente / O arco-íris se desata”
“Despedi o grande amor de mim / Dizendo assim: grande amor”
“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa...”
“Se as coisas são inatingíveis... ora! No é motivo para não querê-las...”
“A vida é tão bela que chega a dar medo...”
“Estou farto do lirismo comedido, Do lirismo bem-comportado...”
“Enfunando os papos, Saem da penumbra...”
“Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei...”
“Senhoras e senhores, que vindes cá de longe...”
“Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro...”
“Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa...”
“De repente do riso fez-se o pranto...”
“As muito feias que me perdoem, Mas beleza é fundamental...”
“De tudo, ao meu amor serei atento, Antes, e com tal zelo...”
“E agora, José? A festa acabou, a luz apagou...”
“João amava Teresa que amava Raimundo...”
“No meio do caminho tinha uma pedra...”
“Quem é homem de bem / Não trai!”
“Ai, quem me dera terminasse a espera / Retornasse o canto simples e sem fim”
“Nunca fui covarde / Mas agora é tarde”
“Amigos meus, está chegando a hora / Em que a tristeza aproveita pra entrar”
Porque o Modernismo fundou a linguagem literária brasileira contemporânea: aproximou a escrita da fala popular, repensou criticamente a identidade nacional e influenciou diretamente toda a MPB do século XX.
Enquanto Gonçalves Dias (Romantismo) exaltava a pátria sem críticas, Oswald de Andrade ("Canto de Regresso à Pátria") e Murilo Mendes/Drummond usaram a paródia e a intertextualidade para expor as contradições econômicas e sociais do Brasil.
Fase gauche/irônica ("Alguma Poesia", 1930), fase social e participante durante a 2ª Guerra ("Sentimento do Mundo", 1940 e "A Rosa do Povo", 1945), e fase metafísica/clássica ("Claro Enigma", 1951).