Auto de Natal Pernambucano que acompanha a trajetória do retirante Severino desde o sertão seco do rio Capibaribe até os mangues do Recife, musicado de forma histórica por Chico Buarque em 1966 ("Funeral de um Lavrador").
💡 Tese Central da Obra
Mesmo quando a vida é reduzida ao mínimo ("vida severina"), o nascimento de uma criança no mangue afirma que a própria vida é a resposta ao desespero.
Chico Buarque
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O lavrador que trabalhou a vida inteira nas terras do latifúndio sem nunca possuir um pedaço de chão finalmente conquista sua própria terra — mas apenas os poucos palmos de sua sepultura.
Porque retoma a estrutura teatral dos autos medievais de Gil Vicente, culminando na cena em que o nascimento do filho de Seu José, mestre carpina no Recife, impede o suicídio de Severino.
Em 1965–1966, Chico Buarque musicou os versos para a montagem do TUCA (Teatro da Universidade Católica de SP), vencendo o Festival Internacional de Teatro de Nancy na França.