Médico latinista e monarquista autoexilado no Brasil, Ricardo Reis escreve odes de rigor formal clássico inspiradas em Horácio, pregando a serenidade estóica diante do destino ("Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo") e o carpe diem moderado ("Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio").
💡 Tese Central & Poética
Aceitar a passagem inevitável do tempo e a soberania do Fado sem revolta, colhendo o instante presente com desapego.
🇧🇷 Ponte com o Brasil & MPB
Dialoga com o Arcadismo mineiro (Tomás Antônio Gonzaga), José Saramago (O Ano da Morte de Ricardo Reis) e Chico Buarque.
Chico Buarque
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Em Ricardo Reis, o prazer é contido e intelectualizado (epicurismo + estoicismo): evita-se a paixão intensa para não sofrer quando a morte ou a mudança chegarem.