Criador da crônica-reportagem moderna no Brasil, João do Rio caminhou como um flâneur baudelairiano pelas avenidas recém-abertas e pelos becos ocultos da capital federal em A Alma Encantadora das Ruas (1908) e As Religiões no Rio (1904), ouvindo tatuadores, seresteiros, presos e trabalhadores invisíveis.
💡 Tese Central & Estilo Literário
"Flanar é ser vagabundo e refletir": a rua não é mero corredor de passagem, mas um organismo vivo onde coexistem o luxo da Avenida Central e a dor da margem.
🎵 Diálogo com a MPB & Poesia
Registrou em primeira mão os cordões carnavalescos, os chorões e as matrizes afro-cariocas que dariam origem ao samba urbano.
Chico Buarque
🎵 MúsicaChico Buarque
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Mostra a contradição da modernização conservadora do Rio de Janeiro no início do século XX: enquanto os bulevares imitavam Paris, as populações pobres e suas culturas de rua resistiam nas franjas da cidade.