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Leila Pinheiro

Exílio e paraíso

Eu queria ser o ser de outro alguém
e o perigo é não ser mais ninguém.
Estrada estreita a vereda do amor
mas que descamba no infinito… 
onde meu grito vira sussurro, onde o
abajur deslumbra quem se oculta na
penumbra e murmura boleros… 
Paz de violão que o coração
disparando em mim, ai, contradiz…
Estrada estranha a vereda do amor,
luas e lírios onde piso, onde o exílio e
o paraíso são quase uma coisa só,
onde a crueldade é dó é o retorno é o degredo… 
Giro no Baile Perdido dos meus 15 anos… 
vem a mulher de vermelho
e encantos ciganos violar meus segredos…
Ao olhar no espelho há amores tais
que o par só vê um, ninguém mais…