Últimas Análises
Uma letra genial, com rimas brilhantemente encadeadas e muito bem adaptada à música. O marido enganado conta a própria história, de sua mulher que tem outro (s) homens e o engana na cara dura, mas com sua aquiescência. Uma música que não dá para ouvir só uma vez. Digna de um dos grandes gênios da música mundial.


Meu Deus!! Com tanto erro ortográfico, de acentuação e de pontuação nos comentário, começo a pensar que precisamos de mais Chico Buarque, de mais escola, de mais leitura, de mais cultura. Aff!!!


Chico Buarque e Caetano Veloso deveriam ser matéria obrigatória da literatura brasileira.


Entendo que ela fala sobre três coisas: a volta do exílio, o machismo do homem brasileiro e as condições de vida. O eu lírico comemora sua volta e de seus amigos para o Brasil com uma feijoada. Para fazer a feijoada, ele apenas dá ordens para sua mulher, pois é machista. E quando ele diz "aproveite a gordura da frigideira / para melhor temperar a couve mineira" e "e vamos botar água no feijão", ele está se referindo à más condições de vida, nas quais a mulher precisa reutilizar a gordura e botar mais água no feijão, devido à falta de dinheiro para comprar mais mantimentos. Essa interpretação das condições de vida é a mais "viajada", mas o fato de a música ter sido incluída no álbum "O Cronista" me faz crer que ela é uma crônica sobre a péssima vida.


Esta música do Garoto nem precisava de letra para ser um clássico. A letra é do Vinícius, não do Chico. O Chico fez apenas alguns versos, mas depois que a letra já tinha ficado pronta. Para tirar as dúvidas, conheçam a história da música neste link: http://www.violaobrasileiro.com/blog/visualizar/a-historia-de-gente-humilde-tortuosa-parceria-entre-garoto-e-vinicius


Como disse o próprio Chico, "O Que Será"? Do pouco que entendi, acredito ser uma mensagem de duplo sentido: "No plano dos bandidos..." (aqueles que sonhavam com os ideais do comunismo eram considerados bandidos pelos opressores). Mas em "E todos os meninos vão desembestar" me parece mesmo falar de sexo, desejo, amor! Como alguns aqui opinaram, o Chico gostava de fazer isso, não podia criticar diretamente naquela época...


Eu vejo da seguinte maneira: A música metaforicamente conta 3 momentos do Brasil em ordem cronológica. A "Geni" representa o governo e o "Zepelim" representa o golpe militar. NA PRIMEIRA PARTE (antes da chegada do "Zepelim"): "Ela é um poço de bondade E é por isso que a cidade Vive sempre a repetir Joga pedra na Geni" A "Geni" é o governo João Goulart que estava promovendo a reforma agrária e políticas sociais para tirar o povo da pobreza, principalmente das áreas mais negligenciadas do interior e norte do país. O "povo da cidade" - das áreas ricas do país, principalmente São Paulo - acusava este governo de ser "esquerdista, comunista" e "jogava pedras" nele e no povo das áreas menos desenvolvidas, mais pobres, como os caipiras, os nordestinos, nortistas. A Marcha da Família foi um exemplo prático dessa oposição do "povo da cidade" ao governo Jango e um possível Brasil "comunista". Este ódio foi incentivado pelos EUA, que queriam ter certeza de que a América Latina não tinha tendências comunistas/socialistas e pretendia ajudar na implantação de um governo de direita. NA SEGUNDA PARTE: Vem o "zepelim", que é o golpe militar em si, expulsando os opositores, destruindo os projetos do Jango e tomando posse da Geni (do governo). E aí, o "povo da cidade", se surpreende e fica apreensivo com o momento do golpe: "A cidade apavorada Se quedou paralisada Pronta pra virar geléia Mas do zepelim gigante Desceu o seu comandante Dizendo – Mudei de idéia" O governo fez reformas econômicas, no que ficou conhecido como "milagre econômico", e através das propagandas, tentava mostrar que o país ia melhorar, que era um país promissor e poderoso... vistoso. A música narra perfeitamente isso neste trecho: "A cidade em romaria Foi beijar a sua mão O prefeito de joelhos O bispo de olhos vermelhos E o banqueiro com um milhão" Um exemplo prático é o slogan do governo da época, "Brasil, ame-o ou deixe-o" e a música "Pra Frente, Brasil", era um governo orgulhoso e se dizia que o Brasil era o "país do futuro'. NA TERCEIRA PARTE: Chico prevê como seria o fim da ditadura, a despedida do "Zepelim", que depois de se saciar e fazer muita sujeira, iria embora num dia de nuvens frias, um momento conturbado: "Ele fez tanta sujeira Lambuzou-se a noite inteira Até ficar saciado E nem bem amanhecia Partiu numa nuvem fria" A música é cíclica, espero que tenham entendido e gostado da minha interpretação.


A música não é sobre o cotidiano de um relacionamento entre homem e mulher, e sim uma metáfora sobre o cotidiano em um governo militar. Não se pode analisar essa letra ignorando o contexto histórico e o restante do disco. O disco "Construção" foi gravado no ápice do governo militar, marcando a volta de Chico Buarque do exílio na Europa. Algumas músicas são sutis, mas outras deixam bem evidente o descontentamento de Chico com o governo, "Deus Lhe Pague", "Construção", "Cordão", "Samba de Orly". Se você ouvir todas as faixas em sequência, é evidente que "Cotidiano" tem algo a dizer. Ela descreve um cenário em que o governo fazia uma propaganda nacionalista, de amor a pátria e aos brasileiros, mas tentava botar todo mundo na linha (rotina) e pegava os "subversivos" de surpresa. A análise do "lullycat" exemplifica muito bem o que eu quero dizer com os versos da música.


Essa letra refere-se a um poeta e sua poesia.


Essa música, composta nos anos 90, fala da juventude do autor, em que na adolescência, participou, em 1961,junto com amigos, de uma molecagem, como furtar carros, e sair dirigindo pela madrugada paulista. Mera brincadeira de adolescentes, sem intenção de apropriação indébita. Numa dessas vezes, porém, foi pego pela polícia e fichado. Já na idade adulta, a foto que foi tirada pela polícia nos anos 60 foi recuperada, e o artista ilustra a capa de seu disco "Paratodos" com ela e compôs a música que faz parte do disco.


Amei a musica, caiu na minha prova de portugues!


sou gayy kkk: adorei


Muito bom adorei


ADORO CHICO.


Na verdade esta canção buarquiana é nada mais do que uma síntese das cantigas de amigo que temos em Portugal no período literário conhecido como "Trovadorismo", nas canções de amigo desta época temos como característica o autor masculino, porém, um eu-lírico feminino, haja visto que no mesmo tempo, as mulheres não podiam por questões sociais, culturais, expressar qualquer forma de sentimento, seja ele de amor, desejo, angustia, então os trovadores escreviam e cantava se botando no lugar da essência feminina, oque se passa na cabeça delas quando seu "amigo", seja ele amana ou namorado, que partirá para as cruzadas ou qualquer outro motivo. Chico Buarque, antes de compositor, cantor, era um grande intelectual tanto da literatura portuguesa como da nossa literatura brasileira.


Pai, afasta de mim esse cálice


Quando criança (em meados de 78, 79), era bem comum um ou outro cantarolar o refrão desta música e em minha inocência, tudo o que eu entendi era a "pedra na Geni" e ficava meio que sem entender o sentido, o porque daquilo. Mais tarde, ao ouvir a letra e saber que o autor é um dos ícones da MPB, é lógico que foi aí feito uma analogia e tal..., mas na minha humilde opinião, não vou dizer que ele se esqueceu (porque não é verdade), mas o fez de uma forma a abranger de "pensadores" a quem não tem condição nenhuma de interpretar o que há por traz de uma letra. "Expor" nomes a tal conteúdo é lógico que geraria grande desconforto por tempo indeterminado à alguém. Mas como foi dito, trata-se de um ícone da música brasileira, sendo assim, tudo se torna justificável, embora não posso deixar de dizer que, não ma minha opinião.


Januária, na minha concepção, é uma metáfora para o Brasil. Vários escritores, poetas, artistas, cantores que homenageiam o Brasil, até o mar fazendo maré cheia para se aproximar deste país (é até interessante pensarmos que o Brasil abriu seus portos para grandes investimentos de capital estrangeiro na época desta música). Os cantores "batucam" ou seja, fazem sua música para a pátria, que malvada se penteia (uma referências às obras faraônicas feitas no Regime Militar, penso - "se penteia" ou seja, se enfeita) e não escuta o canto daqueles que ainda tentam chamar a atenção para os diversos problemas sociais da nação. É interessante que mesmo assim, o Brasil "não dá conta de sua graça tão singela": não percebe que mesmo com vários problemas, possui uma cultura extremamente rica, um folclore amplo e uma grande produção artística (pelo menos na época da música). O pessoal se desaponta com a falta de incentivo brasileiro, com um país que se preocupa mais com censura do que com a arte, e vai pro mar, levanta vela - sai do país, como vimos vários intelectuais fazendo (a exemplo do próprio Chico Buarque).


Amor? Oi? É uma música de Chico Buarque, escrita na época da ditadura, da repressão e da censura, em que ele e diversos compositores escondiam o que realmente queriam dizer. Talvez tenham enganado os órgãos de censura, mas pra mim é bem óbvio que "O que será?" é o comunismo, ou não necessariamente o comunismo, mas um governo democrata, completamente contrário àquela ditadura em que viviam. O comunismo não podia ser falado em voz alta, então era sussurrado em versos e trovas, ou seja, músicas, poemas. Sussurrado, como que encoberto. Os únicos com coragem de falar claramente eram os boêmios, os poetas embriagados. Afinal, o comunismo não "tem conserto nem nunca terá", como se dissesse que ele não precisa de conserto; não tem tamanho, não pode ser medido, precisado. Não tem censura, não faz sentido, esse é o comunismo. Pra mim, o trecho onde isso fica ainda mais claro é "E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá/Olhando aquele inferno vai abençoar/O que não tem governo nem nunca terá" ou seja, mesmo o próprio Deus, olhando o inferno que era o Brasil na ditadura iria abençoar o comunismo, ou aquele que não tem governo, ou seja, governante; não tem vergonha, não tem motivos para se envergonhar. Pelo menos, é isso que eu entendo dada a história e trajetória do Chico.


Acho que esta letra foi a maior definição do que é o desejo, o amor o sexo, esta tríade que acompanha a nossa existência.


tenho interesse pedagogico


esse texto é um texto: linguagem formal? informal? ou sincrético?


Absurdo mesmo é alguém escrever "abisurdo"... só acho....


Um sonho. Uma utopia. Uma idealização. O amor não tinha limitações, vivia-se de tudo que tinham os dois, um para o outro.


pesquisa


amo essa musica


Pra mim a maioria das pessoas que escreveram não tem consciência do que falam. Ninguém sabe o quanto aquelas mulheres sofreram a música e para retratar um pouco desse sofrimento, pelo menos algumas dessas pessoas que escreveram comentários abisurdos podiam pensar será que eu aguentaria sofrer tanto por alguém.


O que mais fica latente é o fato de muitos esquecerem suas origens, quando melhoram de vida e passam a ignorar as mazelas que ainda existem... O brejo ainda está lá!


QUEM DIRIA, UMA MÚSICA QUE RETRATAVA A DITADURA AGORA RETRATA EXATAMENTE O GOVERNO ATUAL. Vai PassarChico Cristovam Buarque​ Vai passar nessa avenida um samba popular(...) (...)Dormia a nossa pátria mãe tão distraída sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações ( emprestimos do BNDES para CUba,Argentina, Venezuela e ditaduras africanas ) Seus filhos erravam cegos pelo continente, (nós todos) levavam pedras feito penitentes ( pagando a conta das besteiras do governo) Erguendo estranhas catedrais ( acreditando em bolsa familia ) E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval, ( única salvação d eum povo ALIENADO ) o carnaval, o carnaval Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos ( POLÍTICOS E CORRUPTORES ) O bloco dos napoleões retintos ( POLÍTICOS CORRUPTOS CARA DE PEROBA ) e os pigmeus do boulevard ( FUNCIONARIOS DO GOVERNO QUE GANHAM SALARIOS ALTOS E CHEIOS DE BENEFÍCIOS ) Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar A evolução da liberdade até o dia clarear ( ILUSÃO DE UM POVO, LIBERDADE QUE É SÓ NA IMAGINAÇÃO, POIS ESTAMOS EM UMA DITADURA VELADA ) Ai que vida boa, ô lerê, (O POVO TROUXA QUE ACHA QUE TA TUDO BOM) ai que vida boa, ô lará O estandarte do sanatório geral vai passar ( POVO ALIENADO ) Ai que vida boa, ô lerê, ai que vida boa, ô lará O estandarte do sanatório geral… vai passar TOMARA QUE PASSE MESMO !!!!!! MAS JA TA DEMORANDO..... (por: Roberto Dantas)


Minha interpretação sobre a música é que a Geni era uma mulher prostituta que era de todos na cidade e a sociedade em que vivia a repreendia por isso, e quando a cidade foi atacada pelo zepelim e o comandante quis a Geni, a cidade mudou sua perspectiva sobre a Geni por motivos egoístas, e quando o zepelim se foi, Geni voltou a ser repreendida pelo povo.


 
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