Zeca Baleiro

Bares da vida

Quantas dor de cotovelo
Eu bebi na minha vida
Espadona e Parreirinha
Ponto chique, avenida

Outros bares da Ipiranga
Eram a consolação
Só mais um e era a conta
Da minha desilusão

A noite ainda é criança
Diz o garçom, o barman
No copo que é companheiro
Deixa a saudade de alguém

Se reparar no relógio
Os ponteiros vão correndo
Os olhos estão piscando
E o dia amanhecendo

Fico de pé, pago a conta
Bocejo, cigarro, dor
Não quero saber de novo
De ter de viver o amor

Saio, entro noutro bar
Antes que o corpo se deite
E para me despertar
Rosquinha e café com leite

A noite ainda é criança
Diz o garçom, o barman
No copo que é companheiro
Deixa a saudade de alguém

Se reparar no relógio
Os ponteiros vão correndo
Os olhos estão piscando
E o dia amanhecendo

E para me despertar
Rosquinha e café com leite
E para me despertar
Rosquinha e café com leite
(Vamo embora cambada, já amanheceu o dia)

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