0 comentário sobre “Guiné Bissau, Moçambique e Angola

  • Olavo Carvalho disse:

    Primeiramente, deve-se saber que esta música foi composta por Tim Maia no período em que era membro da Cultura Racional. Recomendo pesquisar sobre a Cultura Racional e o Universo em Desencanto.

    Sobre a letra, em si, o eu-lírico informa a razão de sua manifestação, qual seja, informar sobre a situação das nações de Guiné Bissau, Moçambique e Angola. Como todos sabem, esses países passaram por guerras: conflitos civis e externos, provocando um ambiente de caos belicoso e desesperança.
    Nesse contexto, o que o eu-lírico sugere é que o povo desses locais, naquele momento, estaria sossegado, em paz – ou, como diz, numa relax, numa tranquila, numa boa -, pois tiveram acesso aos conhecimentos de cultura racional e do livro universo em desencanto.
    É interessante observar que as gírias para estar sossegado em Guiné-Bissau, Moçambique e Angola eram, respectiva, numa relax, numa tranquila, numa boa. Além disso, como sabemos, são todos países lusófonos, ou seja, que tem a língua portuguesa como idioma oficial, assim como o Brasil.

  • Higor Codarin Nascimento disse:

    Como já está implícito na letra, este disco de 1976, insere-se em um momento particular na trajetória de Tim Maia.
    Adepto da cultura Racional, Tim Maia grava diversas músicas que dizem respeito à cultura racional em si, mas também observando outros fatos que estão acontecendo no mundo. Acredito que essa música é um desses casos.
    Neste caso, todos os países citados tem duas características em comum que, a meu ver, dizem respeito à escolha deles, em específico, para a música. Todos são ex-colônias portuguesas e estão situadas no continente africano.
    Tim maia desde suas primeiras composições flerta com temas de resistência negra e evidencia o poder dos negros na sociedade, em detrimento da sociedade racista que se apresenta, um exemplo claro disto é a música Rodésia também de 1976. Além disso, nesse período da década de 70 é o momento histórico onde todas as colônias portuguesas remanescentes tornam-se independentes em decorrência de lutas de independência combinadas com uma revolução que derruba a ditadura salazarista portuguesa, a Revolução dos Cravos de 1974.
    Acredito que além da cultura racional, esse fator de independência dos países e principalmente a independência de negros em relação aos brancos, justifique a expressão e, de modo geral, toda a canção: numa relax, numa tranquila, numa boa.
    Por fim, agora independentes os residentes desses países poderiam, enfim, conhecer as maravilhas da cultura racional.

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