Só pra Variar

Raul Seixas

Compositor(a) da letra: Raul Seixas, Kika Seixas e Cláudio Roberto

Álbum da letra: Abre-te Sésamo

Ano de lançamento: 1980

6 comentários

Tem que acontecer alguma coisa neném. Parado é que eu não posso ficar
Quero tocar fogo onde bombeiro não vem
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nêle, só prá variar
Antes d’eu me confessar pro padre, neném, vou comer 3 quilos de cebola
Ver de perto o papa, ai, que luxo, meu bem
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele, só prá variar

Pena não ser burro … Não sofria tanto …
Essa noite eu vou dormir … Botar as manguinhas de fora …
Dizer que eu estou chegando, botando prá quebrar

Vou jogar no lixo a dentadura, neném. Vou ficar banguelo numa boa
É que eu vou fundar mais um partido também!
Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele, só prá variar

Diz que o paraíso já tá cheio, neném. Vou levar um lero com o diabo
Antes que o inferno fique cheio também

Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele, só prá variar (2X)




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6 comentários para a letra “Só pra Variar

  1. cinthya gabriella da silva disse:

    raul em sua musica ker dizer da opresão na época da ditadura

  2. torquato disse:

    a frase correta é PENA NÃO SER BURGO (DE BURGUESIA)
    NÃO SOFRE TANTO…

  3. Victória disse:

    “torquato”, a frase correta é “é pena eu não ser burro” mesmo, rs. Por mais contraditório que possa ser. Raul bem dizia: “eu não morri de overdose, morri foi de tédio!”

  4. Andressa disse:

    Na frase “É pena não ser burro…Não sofria tanto” Ele se refere a alienação, as formas que o sistema traz a população para não enxergar os reais problemas da sociedade. Como ele não era burro, enxergava esses problemas e sofria com eles.

  5. lenildo disse:

    e pena nao ser burro, nao sofria tanto. trata-se de ironia, comum ao mestre Raul. o burro, aquele que lhe falta raciocinio, nao sofre pela simples razao de nao compreender.

  6. Edson disse:

    É pena não ser burro, não sofria tanto.

    Todo mundo sabe que o cara que não observador, alerta e não deixando as experiências passando batido, sem registrar nada, tipo um momento perdido.
    Estava tomando cerveja num boteco um dia desses, e uma turma estava bebendo todoa alegres cantando a música a música do camaro amarelo, eu fiquei com raiva de estar sendo forçado e ouvir isso e ter que aceitar ainda, e me fizeram ir embora. Cheguei em casa pensei nisso, pra mim é um tipo de sofrimento não caindo nesse market vagabundo que a música sertanejo alternativo.