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Raul Seixas

Meu Amigo Pedro

Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não

Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim

Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura

Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração

E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

É que tudo acaba onde começou
Meu amigo Pedro

119 respostas em “Meu Amigo Pedro”

Vejo a música tratando de dois polos da sociedade: os “caretas” e os loucos. Raul mostra que Pedro se priva de prazeres que poderiam trazer-lhe, posteriormente, consequências ruins. Pedro não se atira de cabeça em suas atitudes, sempre tem seus limites, escondidos atrás de um caráter politicamente correto. “Pedro, onde você vai eu também vou.” Raul mostra que independente dele se jogar em suas loucuras, ele leva a vida como qualquer cidadão. “Mas tudo acaba onde começou.” Ou seja, iremos para o nada absoluto, do qual viemos e partiremos. Nesta acepção vemos o caráter Thelêmico da obra de Raul, onde ele demonstra o ser humano como um objeto para ser usado em busca do prazer.

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Pedro representa o cidadão meramente comum.Possuidor de defeitos e qualidades, pontos fortes e fracos. Mecanicamente reproduz os oatos de uma sociedade. E ele mesmo, o narrador da história, segue um caminho idêntico de repetições. Os dois, adultos, fizeram opções que os colocam em contraponto – careta…vagabundo.
O narrador lembra que apesar das escolhas diferenciadas os dois terão o mesmo fim assim como começaram da mesma forma.
Coloca que suas escolhas o fizeram um homem mais livre mesmo batendo a cabeça e tropeçando em suas escolhas. E ele, Pedro, com sua vida “normal” como a de muitos, sabe que não é feliz mas não é capaz de admitir: “Quando quer chorar vai ao banheiro”

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Creio eu que Raul nesta música está falando de seu amigo e companheiro de composição Paulo Coelho. Enquanto Paulo Coelho tomou um caminho mais “careta”, publicando livros que se tornaram grandes sucesso de vendas, Raul escolheu o caminho mais “vagabundo”. “deixa eu viver minha loucura”. no fim, Raul racionalizou os caminhos tomados pelos dois, pois “todos os caminhos são iguais”… “onde você vai eu também vou” iriam no futuro morrer e ser enterrados da mesma forma.

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Que besteira. O Paulo é parceiro dessa música e escreveu para seu pai, Pedro. E Raul, dedicou como mostra o filme ao seu irmào Plínio. Toda família tem um “vagabundo ” e um careta

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Acredito que a música trata da relação de Raul e Paulo Coelho, onde depois da loucuras que fizeram juntos tomam caminhos diferentes. Mas que no final tudo acaba da mesma forma com a morte.

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Acho que trata aí de id, ego e superego. As imposições da sociedade, a necessidade de andar na linha, ter uma carreira, constituir família e essa repressão do id.

eu, creio que o raul esta falando do mais precioso de tudo que o homem pode ter, e a mulherada gosta muito, amigo de sempre onde vai eu tambem vou, e tambem uma concientizaçao para o uso do preserva, em usar o mesmo terno, e se acaba onde tudo começou, quando quer chorar vai ao banheiro chorar, que alivio em, enfim Raul é Raul, eu boto fé nesta hipotese, mas cada maluco na sua lucidez, se torna maluco.

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Pedro é o lado careta do raul, no comesso da vida louca dele os dois eram muito doidos mas com o passar do tempo o um dos Rauls fica careta!!! e agora? o raul careta se trasnforma no “Pedro”, sempre acompanhando o Raul doidão, más o doidão não dá espaço para o careta, a não ser bem lá no fundo do sub-consciente do Raul, apenas uma fraca voz disendo não faz isso não faz aquilo…

Vi uma entrevista com o irmao de Raul em que ele diz que a musica foi feita para ele ,embora o mesmo nao se chamar Pedro

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Corretíssimo. É para o irmão mesmo. Plínio. “Lembro aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo” lembrando a infância dos dois na Bahia e as brigas de adulto. O irmão eh o chato que o repreendia. Mas porém amado/admirado. Amor e ódio.

Pedro na verdade era um colega de Raul, que morava no mesmo prédio que ele.

A filha de Pedro citado na canção fez graduação comigo durante 5 anos !!

Isso mesmo. Pedro Novis, há pouco tempo executivo da Odebrecht. As outras terias são especulações tiradas de comentarios vagos.

Mesmo que este “Pedro” pode de fato ter sido uma pessoa próxima de Raul, penso que apenas o nome serviu de inspiração. “Pedro, onde tú vai eu também vou, e tudo acaba onde começou…”, penso que Pedro, como já foi citado, seria uma outra personalidade de Raul que sempre estava com ele, talvez como ele tentou ser no início (antes da fama), mas dá a entender que é o lado dele que “pensa no que é certinho”, no que é careta, enquanto quem se sobressai é o vagabundo…

SIMPLES, ELE FALA DA DISSIDÊNCIA DO CATOLICISMO, FAZ REFERENCIA A NIETZSCHE, QUE NO ANTICRISTO, DIZ QUE O APOSTOLO PEDRO, FUNDADOR DA IGREJA CATÓLICA, TERIA DETURPADO COMPLETAMENTE O IDEAL DE JESUS CRISTO. PEDRO ANTES APÓSTOLO DE JESUS “Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo” PENSAVAM ANDAVAM JUNTOS E DEPOIS AQUELES QUE REALMENTE SEGUEM O QUE JESUS ENSINOU ( A REJEIÇÃO DO DINHEIRO, A NÃO BAIXAR A CABEÇA AOS PODEROSOS, A SE REVOLTAR E MORRER POR UM IDEAL) SÃO CHAMADOS DE VAGABUNDOS.

Quando quer chorar vai ao banheiro. QUER DIZER VERGONHA OU MEDO, QUE PEDRO SENTIU AO PERGUNTAR-LHE SE CONHECIA JESUS ELE NEGOU 3 VEZES.

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou.
a ONIPRESENÇA DE JESUS QUE MESMO PEDRO TENDO ERRADO ( O CATOLICISMO) JESUS TÁ LÁ. TUDO ACABA ONDE COMEÇOU, A NÃO EXISTENCIA OU MELHOR, DO PO VIEMOS AO PO VOLTAREMOS.

Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas OUTRA CRÍTICA, O CATOLICISMO DIZ QUE SÓ JESUS SALVA E QUE O DIABO É A PERDIÇÃO.

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Todos temos o genio bom e o ruim, o anjo e o demonio, abel(ser transcendental) e caim (material). A análise (medir, pesar, julgar, rotular, etc.); e a intuição (que nos diz que somos mais que a necessidade de sobreviver, mesmo a custa de outros neste plano físico). É a luta do espírito livre no universo,irmão de todos, com o plano material, estático, pesado, imóvel, pedra (Pedro). Cristo nunca disse que construiria uma igreja. Ele disse: “Tu és Pedro (matéria), e sobre ti prevalecerá a minha doutrina”. Ainda vivemos num mundo de rótulos, a aparência externa, O VISÌVEL, sem nos preocuparmos com o conteúdo, a essência, O REAL. É a luta do cérebro com o coração. Por muitas músicas de Raul e Paulo Coelho, acho que eles queriam dizer algo mais do que observavam nas imediações. Prefiro pensar assim, mas respeito a opinião de todos.

Pedro era o penis dele galera pra quem não sabe,prestem atenção na letra!!

Raul não morreu virou “Luar”, “Luar é meu nome aos avessos não tem fim nem começo.
Numa segunda feira às 05:00 da manhã, dia 21 de agosto de 1989, Raul Santos Seixas, meu maior ídolo, partia na sua nave espacial para encontrar “o seu moço do disco voador”, partiu numa “metamorfose ambulante”, levado pelo “trem das sete”.
Devido a uma pancreâtite aguda causada pelo alcool e pela diabete, pela falta de insulina, uma parada cardíaca, calou e parou a “areia da ampulheta”,
Areia da Ampulheta
Raul Seixas

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Ele (Raul) se utiliza do personagem “Pedro”, que pode ser qualquer um ou muitos pois é totalmente ficticio, para trazer mais consciência ao cidadão comum que não sabe o que é nem o que é bom nem o que é ruim, comparem com a música do “Corcel 73”. Os que falaram sobre pênis são incapazes de pensar em outra coisa…

Sinceramente, acho que “seu amigo Pedro” era o seu órgão sexual, pois na letra ele diz:

…Sempre a se queixar da solidão…(hora em que ele ñ tem ninguém para fazer sexo)
…Quem te fez com ferro fez com fogo( A reprodução do homem)
…Pena que vc ñ sabe ñ ( Ele atribui a seu pênis ser um “ser” sem consciência)
…Quando quer chorar vai ao banheiro (Relativo a urinar)
…Quando ele sente o paraíso (ponto g) ou queima-se no inferno(brocha) rs, lembre do ‘pobre amigo’.
…Esse tudo acaba onde começou, acredito, eu, que refere-se a hora em que se gera um ser pelo gozo e seu gozo quando termina uma relação sexual.
…Este mesmo terno estaria ligado a uma mesma mulher??
…Onde vc vai eu tbm vou… ( é o jeito né?)

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Que “viagem” hein, Deby?!. Bom, um trecho da letra diz: “Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo”… Interessante imaginar um sujeito e seu pênis pensando como resolver os problemas do mundo… Por favor, né?!

Ah, então essa música pode estar relacionada tanto com seu ‘órgão’ e com um outro companheiro, quem sabe né? Só Raul pra desvendar quem seria este ‘Pedro’ hehe 😉

Tem uma entrevista com o irmão do Raul, Plínio Seixas, que ele diz ser o Pedro da música. Ele diz também que o Raul ligou pra ele perguntando se ele ficou chateado pela música, está disponível no Youtube.

Bom, acredito que nem Raul pensaria em tantas coisas como disseram aqui.
Acho que o que ele quis mostrar é uma dupla personalidade de si mesmo…os dois lados da moeda, como se ele estivesse se enxergando.
Mas a explicação do Paulo Coelho e de seu irmão foram bem convincentes.

E se ele tiver misturado todos na música? Ele mesmo(onde vc vai eu tmb vou),seu membro(quando quer chora vai ao banheiro)e seu irmão (quando os dois pensavam sobre o mundo).

Pedro é um discipulo dele que nem Jesus tinha Pedro, esse Pedro está por ai difundindo as ideias do mestre Raul se algum dia você encontra-lo pode crer que eu quero ser uma eterna metamorfose ambulante valeu.
by: Pedro

Bom meus amigos segundo o que li, na biografia de
Raul também não sei se é verdadeiro até porquê não sei se era uma biografia autorizada.segundo falava
que esta música fazia uma crítica ao governo federal
da época,que comprara um avião de luxo que mais tarde chamariam de sucatão.

Na minha modesta opinião Pedro se refere ao oposto de Raul. Enquanto Raul o cara malucão, que ve adiante, Pedro é cara que faz tudo certinho, é o cara careta. Pedro seria, em última análise, a sociedade de uma forma em geral, que anda como o gado, e Raul o maluco beleza!

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Acho que é tão simples como a letra,bem objetiva a interpretação:ele fala sobre a hipocrisia de algumas religiões,sobre moral e único caminho.Sem mesmo compreenderem o que é a verdade.”Pedro onde Cê vai eu também vou..mas tudo acaba onde começou…ótimo!!!

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Bom, depois de ler tanta coisa, começo a pensar em outras interpretaçoes para está musica, o fato é que quanto mais interpretaçoes possiveis a uma Musica, mais fascinante ela é, e mais Brilhante seu compositor foi, disso não temos duvida Raul Seixas é o Maior que ja passou por aqui, Na minha Humilde Opinião, e era o que eu pensava antes de ler isso Tudo Pedro é Paulo Coelho, reparem que Raul sempre se Refere a Pedro (Paulo) Como o Careta, e não é assim que Paulo se mostra ao romper laços com Raul? at+ Fãs de Raul!!! o Cara…

raul seixas…na minha opnião independente das musicas,o cara foi o maior compositor de todos os tempos,un cara batalhador,foi pobre un dia na vida,mais como a musica dele ja dis(tente outra ves) seu sonho?se cantor…nunca desistiu…perdemos ele pesoal…mais as lembransas vão ficar pra sempre em nosas memórias…eu não éra nascido ainda quando ele moreu…mais meu pai grande fã dele…me deu a gratidão e a honra de conheser as musicas dele,leio muito sobre ele…toco as msuicas dele no violão,tbm tenho un sonho,asim como cada un de vcs tem,,,se vc é fã do raul seixas mesmo…fasa como ele dis, nunca desista,ou seja(tenti outra ves e não diga que a canção esta perdida tenha fé em deus tenha fé na vida tenti outra ves….)e o cara sem duvida nenhuma,entro pra istória……………………………

meus amigos essa música ele fez para seu irmão plinio seixas que era e é careta de tudo……cansou de jogar as doses do raul na pia…..abraçossss

nesta musica, caros amigos, ele fala do proprio pênis. “quando quer chorar vai ao banheiro…” “Pedro, onde cê vai eu tmb vou…”

Li todas as interpretaçoes e achei todas magnificas, ele na verdade era um genio e o mais interessante é que se descobrissemos quem é o verdadeiro pedro perderia a magia que envolve!

EU ACREDITO QUE O RAUL…QUIS FAZER UMA COMPARAÇÃO “ALMA E CORPO”…ONDE UM VAI OU OUTRO TAMBÉM…E QUE TUDO ACABA AONDE COMEÇOU….A VIDA E A MORTE…”Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno”…O MESMO TERNO QUER DIZER MESMO CORPO….”MÚSICA PERFEITA” GENIALIDADE PURA

Só eu sei; pedro é a religião. Raul seixas não segue religião, pedro iniciou a religião católica um filósofo é como um ateu. onde um padre ou pastor vai eles tabem vaão nasce do nada e morrem pro nada dudo acaba onde começou.

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Pedro era seu irmão , confirmado pelo próprio , que era muito careta, e queria dar conselhos o tempo todo para Raul. As pessoas caretas seguem uma linha que acreditam que seja o certo. Raul sempre desconfiou dessa verdade absoluta, e seguia seu coraçao..”todos os caminhos são iguais , mas somente um tem coração..” Não existe um modelo a ser seguido…Eu acho a frase ” Cada um de nós é um Universo ” foda…Lennon tb falava: ” Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun”

A verdade meus amigos é que esta música foi feita em Joaçaba ou Herval do Oeste quando ele foi fazer um show em 1975 ou 1976 ele conheceu um cara que se chamava Pedro que estava de terno e gravata… ele fez um comentário e depois escreveu a letra em um guardanapo… Tenho um amigo da região que presenciou isto e pode comprovar o fato ele deu uma entrevista para um jornalista da cidade e chegou a citar este tal de Pedro, se procurar no youtube e procurar por esta entrevista tbém é possível comprovar a veracidade…

no velho aeroporto de Joaçaba numa fazenda onde o cheiro do quentão de vinho arregado a cogumelos de búfalos.
um cara recebe raul foi recebido por um cara de terno chamado pedro, que ainda esta vivo.
nesse tempo Joaçaba era capital do oeste catarinense e nos vivíamos o auge de nossa vida,
eu um pequeno moleque na época levei as murrugas nem eram prensadas cinzas e soltas grande murrugas, pois ninguém tinha,
um famoso traficante havia sido preso na época codinome bob.
essa historia.é minha versão da musica. pedro que nunca foi irmão do raul. Se fosse feira pro seu irmão a música se chamaria ‘Meu amigo Plínio”…

Concordo plenamente que essa música fala da estrutura da personalidade, de Freud, é o EGO tentando mediar acordos entre o ID E O superego, apesar de que tudo acaba onde começou, existe o inicio, o fim e o meio, é muito importante ponderar nesse meio para evitar o desprazer, pois quem deseja ser feliz tem que evitar o sofrimento( Freud explica, rsrsrsr).

Pedro- pelo documentário do Raul (início fim e o meio), Plínio Seixas diz que a música foi pra ele. Na biografia de Paulo Coelho, ele se refere ao Pedro, como sendo seu pai, o engenheiro Pedro Coelho. Creio que simboliza os 2, pois parte da música foi escrita por Raul e parte por Paulo Coelho.
As demais interpretações são divagações! Falar de pênis, catolicismo, a, b ou c, é purã especulação, de quem nunca pesquisou o grande Raul Seixas

Genial a música.

Pedro é o ego. O homem mortal, feito de matéria. Por isso se chama pedro, representando pedra ou matéria.

O outro é o ser imortal (ou inconsciente) falando com o EGO,que é cheio de medo, cheio de limitações, dúvidas incertezas.

O ser imortal é capaz de perceber o céu e o inferno…é capaz de saber que o outro é feito de fogo e ferro. Por isso a vida do ser imortal parece loucura para o ego.

Gente, li 99% de todos os comentários e deduzi que o único que sabe o que Raul queria dizer é ele mesmo,

Ouvindo a música novamente pra analisa-la com outra visão, percebi algo que ninguém aqui comentou ou percebeu, no finalzinho da musica, ele nos dá uma pista, ele diz algo bem baixinho quase imperceptível, mas se aumentar bem o volume e se concentrar dá pra perceber o que ele diz.

“meu amigo coelho” eu ouvi isso, se alguém tiver um som mais auto ai tente decifrar.

Acredito que Pedro seria uma pessoa careta, bem certinha.

“Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno… ”

“Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou”

Aqui eu acredito que ele se refere que apesar do Pedro ser certinho e ele uma vida doida, os dois acabarão mortos (andes de nascer).

acredito que está se refeindo as drogas que consumia

eu acredito que pedro sejo todo homem que não está satisfeito com o casamento que está querendo viver a vida de solteiro e separar da esposa e esta vivendo um inferno em casa, não tem coragem de abandonar a casa e os filhos,indeciso por causa da sociedade da epoca que criticava muito o divorcio e a musica vem como um empurrão para que esse homem acorda toma iniciativa e vai procurar sua felicidade sem medo de olhar para porque viver um mal casamento sinceramente é um viver no inferno,antigamente o divorcio era um tabu que a sociedade era muito severa com que cometece.

Pedro não é Pedro e sim Plínio, único irmão de Raul, o qual tentava a todo custo ajudar um Raul que passava muito mal ao beber demais, uma vez que era Diabético e, apagava em comas diabéticos profundos.

O próprio Raul um dia perguntou se o irmão havia se chateado com a canção e ele Plínio respondeu que não.

Meu amigo Pedro, tenta colocar um contra-ponto entre a vidas dos irmãos que embora se amassem, eram totalmente diferentes, ainda que sonhando com coisas muito próximas. De certa forma um era metade do outro e sempre acabavam no mesmo lugar.

Taciano.

Meu pai conheceu Raul, moraram na mesma rua inclusive, eram meio que “amigos de buteco” rs, meu pai já me contou várias histórias sobre essa lenda, uma vez ele me falou que a música foi feita para ele, eu não confirmo, mas também não desacredito, rs, inclusive sempre que ouço aquela contagem na introdução “atenção, um, dois…” eu sempre acho que é a voz do meu pai, ele nunca falou muito sobre essa época, pois não foi uma época fácil para ele, sendo verdade ou não, vejo Pedro como o trabalhador brasileiro, que passar por diversas dificuldades, o filme feito pela Raul contém muitas mentiras ditas pelo Paulo Coelho, quem já havia pesquisado Raul antes do filme saberá do que estou falando, mas independente do que o Raul queria passar com essa música temos certeza de uma coisa, continua sendo uma das melhores obras deste grande compositor, músico, e brasileiro, que continua agradando inúmeros fãs e continuará agradando por muitas gerações…
PS: Não estou dizendo que a informação dita pelo meu pai era verdadeira ou falsa, apenas compartilhando de uma das várias histórias que já ouvi daquele que já “tomou uma” com essa lenda… rsrsrs

O amigo Pedro de RAUL,nada mais é do que um um diálogo entre o ele e o outro Rauzito. Um de seus hetoronômios secretos,geniais. É tal como Fernando Pessoa, n pessoa do igualmente inigualável Raul Seixas.

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na minha opniao alem dele ta doidao e eu ja fiz letras doidao de maconha e bebida eu acho que ele tinha algum amigo q se converteu a alguma religiao e ele proveitou a genialidade que Deus deu emandou ver e ate hoje e sucesso o que ele fez

Pedro nesse caso, nada mais é do que o pênis do Raul…. ele chapado como sempre, resolveu fazer uma musica pra falar do próprio pau. É muita genialidade, não?!

Nossa, interpretar “Pedro” como o “Pênis dele”
é o cumulo da imbecilidade, desculpe mais na minha opinião tamanha ignorância merecia um nobel.

Não concordo com muitas opiniões expostas. “Quem te fez com ferro fez com fogo, é pena que você não sabe não.” Creio que muitos já perceberam que Raul usou nesse trecho uma filosofia grega do período socrático, de que Pedro é o corpo (ferro) e o eu-lírico é a alma (fogo). Isso fica ainda mais explícito no trecho “Toda vez que eu sinto o paraíso, ou me queimo torto no inferno, penso de você meu pobre amigo, que só usa sempre o mesmo terno.” Terno= paletó de madeira= Pedro seria o corpo já enterrado, enquanto a alma é vagabunda e eterna. Vagabunda pois não tem preocupações de que a vida é séria, e a guerra é dura, perambulando pelo mundo em sua loucura, enquanto Pedro tem todos os desejos, pecados, receios
rancor e arquejos de um ser humano. Olhem só esse trecho: “Cada um de nós é um universo, Pedro” Isso mesmo! Universo divino (idealizado) x Universo material (real)

Já li que Raul e Paulo fizeram essa música inspirados na obra de um escritor argentino cujo os dois admiravam. Fala justamente de alguém inflexível em suas opniões e que acha que a única forma correta de viver é a sua, não aceitando e criticando qualquer atitude divergente.

Para mim Raul trata aqui de uma mesma pessoa. Que às vezes faz algo fora do convencional e que depois julga a si mesma pelas coisas que fez. É o policiamento que nós fazemos de nós mesmos, nada mais.

Por ser um nome comum, Pedro, pode representar todas as pessoas que se esforçam na vida e são sempre injustiçadas pela sociedade que vivemos. Essa letra permite diversas visões. Quem a lê pode perceber coisas simples do nosso dia-a-dia, como desilusões, fracassos, inveja e pecado. Também nos permite atribuir conceitos filosóficos e simplesmente mundanos, pois ele pode estar cantando nu na casa dele, olhando pro seu Zé, fumando unzinho e viajando loucamente no seu paraíso particular…

No meu ponto de vista quando Raul se referia ao amigo pedro estava falando do seu pênis, tipo com frases assim que quando quer chorar vai ao banheiro, ou seja quando sentida vontade de urinar, e quando se referia que sempre usava o mesmo terno. essas são palavras com linguagem subliminares. para resumir quando ele se referia assim pra onde você vai eu também vou, e lógico e evidente que para onde ele ir o seu pênis iria junto. E o roteiro da musica toda só se refere a isso.

Clássica música do genial Raul Seixas e Paulo Coelho que trata das diferenças de visões de mundo e conflito de gerações.

Raul dedica esta canção ao seu irmão Plínio, que, diferente de Raulzito tomou um rumo mais “normal” na vida.

Por outro lado a concepção da letra teve a importantíssima colaboração de dom Paulete – apelido dado por Raul à Paulo Coelho-, o lendário parceiro do maluco beleza.

Pelo lado de Paulo a canção expõe a conturbada relação de amor e sofrimento que o mago teve com seu velho e imponente pai.

Na infância, adolescência e até no início de sua juventude o velho pai do escritor não conseguia entender o universo do seu esquisito filho, chegou mesmo a internar o mesmo em uma clínica psiquiátrica com tratamento baseado na terapia de eletro choque.

No documentário Raul- o início, o fim e o meio, Plínio Seixas afirma que tal música fora feita para ele e que gosta da mesma.

Na biografia “O mago” de Fernando Morais, ele revela que a letra fora feita para o pai de Paulo Coelho, o senhor Pedro Queima Coelho.

Óbvio que o nome Pedro fora devido ao parceiro de Raul ter criado o “esqueleto” da letra, mas, Raulzito colocou elementos e a parte musical para assim também estender a música ao irmão mais novo e assim transformando “Meu amigo Pedro” em uma obra de arte, pois, um dos pilares da arte é sua plurissignificância.

“Meu amigo Pedro”, composta nos anos 70 quando Raul e Paulo mergulharam de cabeça na “Lei de Thelema” que resultou em grande composição para a música popular brasileira e o rock and roll brasileiro, ou, como preferia o baiano, um ye ye ye realista.

fonte:http://viajandonaletra.blogspot.com.br/2013/11/meu-amigo-pedro-raul-seixas.html

Na estrofe que fala: Toda vez que sinto o paraíso Ou me queimo torto no inferno,Eu penso em você meu pobre amigo que só usa sempre o mesmo terno… ,fica muito clara a referência as diversas vidas,Raul quer dizer que enquanto ele tem consciência das diversas existências (como disse Jesus: Na casa de meu Pai há muitas moradas),há pessoas como Pedro,que usam só a mesma roupa,ou seja,só têm consciência da vida no corpo físico.Mas,apesar de ter essa consciência,Raul não quer impor seu modo de pensar aos outros,só reclama que também não o impeçam de pensar da sua maneira.Grande Raul

No meu ponto de vista, Raul ‘fez o Pedro’ como se fosse o próprio Raul Seixas, mas numa vida normal. Ele cria pensamentos que ele mesmo teria se tivesse uma vida convencional e não fosse cantor (ou uma metamorfose ambulante), como ele mesmo diz “Pedro onde você vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou”, ele leva esse “outro” junto com ele, e quando Raul morresse também morreria Pedro, Raul morreria da mesma forma que nasceu, com um pensamento diferente, ou sem mesmo pensar.

Ele se refere ao seu penis, a letra é clara, e fala de forma metafórica sobre masturbação, sexo por prazer, etc…algumas pessoas próximas a ele na época relatou o mesmo, se referindo ao pênis.

Pedro é irmão de Raul. Provavelmente, foi uma dedicatória ao seu irmão que deveria criticar bastante o estilo de vida levado por Raul.

nosso grande poeta e cantor , defendia ha tese de quê cada um tem quê cuidar da sua vida , e viver feliz cada do seu jeito , já quê nem deus interfere em nosso estilo de vida , viemos do pó e ao pó voltaremos , eu por exemplo tenho muitos amigos estilo pedro , muitos estilo raul seixas e os amo com igualdade , e meu estilo é sertanejo

Não precisa bater a cabeça e nem tentar interpretar a letra, basta pesquisar para se saber q uefoi feita para o Pai de Paulo Coelho

É muita burrice… Algumas pessoas analisarem uma canção tão bela de uma forma tão pobre… Dizer que “Meu amigo Pedro” se refere a “pênis”…essa é demais… bando de analfabetos… tanta lógica na música e ainda assim, em raciocínio lixo de algumas pessoas…

Acredito que a musica tenha sido feita pra o pai de Paulo Coelho e pra o irmão de Raul tb! Essa questão espiritual tb é valida! Comentário profundo! Na musica “Ha dez mil anos atrás” tb vejo essa questão da pluralidade das vidas! “Meu amigo Pedro”. amo esse musica, uma das minhas preferidas!

tive contato com gente do fã clube de Raul e ele me falou que a musica faz sim referencia ao seu penis, observando tem todo sentido pois o chorar e urinar, onde Raul vai ele sempre vai, e pedro(penis) sempre esta com o mesmo terno o crepusculo.

Fernando Herculano, com todo o respeito amigo, não sei o porquê dessa fixação pelo pênis do Raul. Lógico que a música foi feita tendo como inspiração a relação do Raul com seu irmão Plínio, que era mais velho e considerado “careta”. Se quiser fazer uma pesquisa realmente válida, procure assistir o documentário “O início, o fim e o meio”. Lá tem os devidos depoimentos.

Esclarecido no filme do Paulo Coelho, Pedro, letra do Paulo se referia ao seu pai que o julgava, lhe por em tratamento de chok e expulsava de casa. Assunto resolvido.

No Documentário Raul, o Início o Fim e o Meio, o irmão do Raul afirma com todas as letras que a música é uma referência a ele.

Gente, para de nóia, é tudo isso e mais um pouco, é o irmão, é o pai, é o pênis e é mais um monte de coisas, um grande sucesso como esse não pode ser contido em uma única interpretação.

Pedro vai morrer e ele também, e tudo acaba assim, sem nada – é uma explicação da vida sem uma direção, desnorteado.

Esse pessoal so pensa em penis, Pedro pessoal careta quase vegetal, va se divertir, va fumar um bec, va pular o carnaval, va curtir um rock’n’roll todos os caminhos são iguais ( a morte).

Gente, o trecho “toda vez que eu sinto o paraíso ou me queimo torto no inferno” se refere a uma viagem de droga, quando ele tem uma viagem legal ou quando ele tem uma bad trip. Daí ele fala “eu lembro de você meu pobre amigo que só usa sempre o mesmo terno”, Pedro, uma pessoa padrão, que segue uma vida padrão, com os dias iguais.
Agora, essa pessoa que tá falando que Pedro é o pênis tá muito engraçada porque é a mesma pessoa fazendo vários comentàrios pra fingir que não é só ela que pensa assim. hahahaha

Para mim a música é uma crítica àqueles que se acham os donos da verdade. Como as religiões que vemos por aí. Ele quer dizer que todos os caminhos levam à Deus, independentemente da fé, o objetivo é o mesmo (Pedro onde voce vai eu tambem vou), ambos procuram o mesmo sentido da vida. É que tudo acaba onde começou: Em Deus. Ai meu ver ele se refere à Deus que é o inicio e o fim de tudo (o alfa e o omega) qualquer caminho que se seguir acaba em Deus, pois todos mesmo inconscientemente o buscam no fundo do seu ser. E quando ele fala em inferno e paraíso ele se refere ao estado de espírito, nao necessariamente às drogas, pois o inferno ou o paraíso é um estado de consciencia. Para senti-los não é preciso de uma “sentença eterna”. Fica aqui o meu entendimento. Mais uma letra fantástica do gênio Raul!

Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não

Eram amigos de infância, Pedro era mais solidário e Raul querendo q ele o acompanhe.

Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro as coisas não são bem assim

Trabalha todos os dias, acho que medico ai qdo acontece coisas ruim, ele chora e pra não demostrar vai ao banheiro.

Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno

Raul qdo sente no paraiso com sua loucura ou na solidao depressão que se refere ao inferno, pensa no pedro que ja está sempre usando o mesmo terno ( se referindo caixão ) pedro morto

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Quando morrem todos vao ao mesmo lugar

Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria, e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura

Raul queria conselho que o tirassem da maluque , mais se fosse para falar e nao resolver era melhor ficar quieto e deixar ele viver as loucuras

Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo

Na escola os dois eram bem loucos pensando em por ex: fazerem musicas, planos jutos. Pedro saiu das drogras e ficou careta.

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Quando morrem todos vao ao mesmo lugar

Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos tantas portas
Mas somente um tem coração

Ele diz que todos os caminhos são iguais so que uns levam a gloria e outro a perdicao, o da gloria tem mais coração.

E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou

Ele nao aceita críticas da loucura dele e também nao diz nada sobre Pedro.

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Quando morrem todos vao ao mesmo lugar.

É que tudo acaba onde começou
Meu amigo Pedro

Quando morrem todos vao ao mesmo lugar……

Pensei que ele falasse do ‘companheiro’ das partes baixas…
” Vai pro seu trabalho todo dia, sem saber se é bom o ruim…” hehe

“Veste sempre o mesmo terno”

“Quando quer chorar vai ao banheiro”

Pedro tem o mesmo numero de letras que a palavra que define o nome do cujo dito!
#PAS.

Se a letra é de Paulo Coelho não seria melhor consultar Ele Paulo Coelho para saber com certeza quem é “Pedro” na música,eu vou tentar descobrir!

Meio incoerente a música se referir ao amigo Paulo Coelho, pois a música foi composta em parceria com o proprio e na época todos dois eram rotulados vagabundos.Creio estar refererindo ao irmão Plínio de Raul Seixas que seguiu vertente oposta à raulzito e quanto a referência ao pai de Paulo Coelho a diferença de geração coloca o fato fora de contexto,nada a ver exceto pela coincidência do nome.

Creio que nesta música,Raul expressa o poder de liberdade existente em cada um de nós. “Cada um de nós é um universo. Esta é a frase mais forte na minha vida e faço uso dela, nas mais diferentes circunstâncias.

No meu ver, raul falava sobre alguns líderes religiosos de certas religiões (nada contra nenhuma !). “Que só usa sempre o mesmo terno”, “E você me chama vagabundo”, “Tente me ensinar das tuas coisas, mas não me critique como eu sou”…e principalmente nesse trecho “Todos os caminhos são iguais…O que leva à glória ou à perdição…Há tantos caminhos tantas portas…Mas somente um tem coração”, Raul explica que Deus é somente um e que independentemente de religião, até mesmo se vc não tem uma mas crê em Deus, onde você vai, eu também vou…

Eu particularmente cantava para o meu amigo de infância que se tornou militar ele usa sempre o mesmo terno(uniforme) eu o chamo de careta e ele me chama vagabundo..

Gente, eu concordo com todas as interpretações que vcs fazem, pois a obra artística permite várias leituras e, de tudo o que foi escrito aqui, tudo faz sentido de acordo com a interpretação de cada um.
Eu AMO essa música e interpreto como outros aqui já interpretaram, EGO e ID num eterno conflito que, no fim, tem um destino igual para ambos. Pedro é o nosso lado “racional”, aquele que vai evitar nossas loucuras maiores e depois se torturar por não as ter permitido.
Porém, ontem eu mostrei essa música a uma pessoa que não a conhecia e, de cara, a pessoa falou que interpreta como um desabafo de Cristo a Pedro, aquele amigo a quem ele confiou a continuidade da sua obra, e depois, por conta dos dogmas, essa obra se engessou e tomou rumos bem diferentes do que seriam os ideais de Jesus, mas, no fim, também seria um caminho de salvação, como todos os outros, conforme as escolhas de quem caminha.

Gente, li 99% de todos os comentários e deduzi que o único que sabe o que Raul queria dizer é ele mesmo,

Ouvindo a música novamente pra analisa-la com outra visão, percebi algo que ninguém aqui comentou ou percebeu, no finalzinho da musica, ele nos dá uma pista, ele diz algo bem baixinho quase imperceptível, mas se aumentar bem o volume e se concentrar dá pra perceber o que ele diz.

“meu amigo coelho” eu ouvi isso, se alguém tiver um som mais auto ai tente decifrar.

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Sempre tive uma impressão muito clara sobre esta musica e nunca encontrei em algum lugar alguém que dissesse o mesmo, portanto gostaria de expor aqui meu entendimento.

A musica é para um amigo morto(não sei se real ou fictício) e a música trata-se de um diálogo filosófico e imaginário com este amigo, uma vez que ele está morto.

4 Trechos que indicam isso.

“Lembro, Pedro, aqueles velhos dias” : Nostalgia

“Sempre a se queixar da solidão”

“Que só usa sempre o mesmo terno”
Quem só usa sempre o mesmo terno? Um defunto

“Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou” : Auto explicativo

Muitas vezes, Pedro, você fala (ereção)
Sempre a se queixar da solidão (por estar ali embaixo, sozinho)
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro (duro e quente)
É pena que você não sabe não (por ser um pênis)

Vai pro seu trabalho todo dia (ato sexual)
Sem saber se é bom ou se é ruim (reflexão)
Quando quer chorar vai ao banheiro (urinar e/ou masturbar)
Pedro as coisas não são bem assim (reflexão)

Toda vez que eu sinto o paraíso (êxtase pós orgasmo)
Ou me queimo torto no inferno (frenesi, temperatura corporal elevada pós orgasmo)
Eu penso em você meu pobre amigo (reflexão)
Que só usa sempre o mesmo terno (cueca e/ou camisinha)

Pedro, onde você vai eu também vou (por ser um membro ligado ao corpo)
Mas tudo acaba onde começou (o que começa, acaba pelo pênis)

Tente me ensinar das tuas coisas (reflexão)
Que a vida é séria, e a guerra é dura (se manter sob controle, sob desejos involuntários ou incontroláveis)
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro (irritação pela ejaculação involuntária)
E deixa eu viver minha loucura (pensamentos sexuais)

Lembro, Pedro, aqueles velhos dias (reflexão da juventude)
Quando os dois pensavam sobre o mundo (reflexão da juventude)
Hoje eu te chamo de careta, Pedro (culpando o pênis por não ser o mesmo de sempre)
E você me chama vagabundo (“pensamento do pênis sobre o mesmo sentido”)

Pedro, onde você vai eu também vou (por ser um membro ligado ao corpo)
Mas tudo acaba onde começou (o que começa, acaba pelo pênis)

Todos os caminhos são iguais (reflexão sobre as relações de ambos)
O que leva à glória ou à perdição (dependendo do relacionamento pode ser “bom” ou “ruim” dentro dos padrões sociais)
Há tantos caminhos tantas portas (infinitas possibilidades de relacionamento e orifícios)
Mas somente um tem coração (…)

E eu não tenho nada a te dizer (reflexão)
Mas não me critique como eu sou (reflexão)
Cada um de nós é um universo, Pedro (http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2012/09/26/o-universo-e-o-homem-2/)
Onde você vai eu também vou

Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

É que tudo acaba onde começou
Meu amigo Pedro

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