De 21 a 24 de maio de 2026, a Vila de São Jorge e Alto Paraíso de Goiás se transformam no palco do 5º Festival Choro na Vila. O evento consolida a Chapada dos Veadeiros como destino onde a natureza e a música brasileira se encontram, levando o choro, um dos pilares da nossa cultura, para bares, restaurantes, pousadas e praças da região. Realizado desde 2022, o festival chega à quinta edição com a proposta de promover uma experiência cultural integrada ao território. A ideia é simples: o público passa o dia em trilhas e cachoeiras e, à noite, mergulha em rodas e shows que revelam a sofisticação e a espontaneidade do choro. "É um contraponto aos grandes festivais urbanos. Aqui, o clima é intimista. Artistas, moradores e visitantes dividem mesas, calçadas e palcos improvisados", afirma Paulo Córdova, um dos organizadores do festival. A expectativa para 2026 é receber cerca de 3.500 pessoas. O fluxo aquece pousadas, restaurantes, bares, cafés e lojas de artesanato em São Jorge e Alto Paraíso. Técnicos de som, produtores culturais, guias e artistas da região encontram novas oportunidades de trabalho e visibilidade. A curadoria de 2026 reúne referências do gênero e grupos que renovam a linguagem do choro. Entre os confirmados estão Teresa Lopes, Márcio Marinho, Victor Angeleas, Valerinho Xavier, Perigoso Trio (RJ), Jackson Delano, Paulo Córdova Trio, Grupo Guaiá (Goiânia), Bruno Berê, Renato Segredo, Choro Fingido, Grupo Sem Chorumelas, Lua Castanho e Trio, Grupo Chorando Baixinho, Fred Speck e Conversa Afinada. Além dos shows, a programação inclui a Aula Oficina sobre o Choro como Patrimônio Cultural Imaterial, com Paulo Córdova e João Vitor Meneguim, reforçando o caráter formativo do festival. Parte dos eventos é aberta ao público. Na sexta (22) e no sábado (23), a tradicional Roda de Choro no Bar do Seu Claro começa às 18h. No sábado à tarde, o Camping Taiuá recebe outra roda aberta a partir das 14h. A Festa de Encerramento, no Quintal do Cavaleiro, sábado às 21h30, terá Teresa Lopes e o grupo Choro na Vila, formado por Victor Angeleas, Paulo Córdova, Marquinhos Benon e convidados. Os demais shows acontecem em casas parceiras e seguem a política de couvert dos próprios estabelecimentos. A programação se espalha por locais como Risoteria Santo Cerrado, Limão Galego Bistrô, Rústico Premium Grill, Luar da Vila, Pizzaria Lua Nova, Casa Amarela Cultural, Poeira Chapada, Moringa Gastronomia, Ruana Bistrô e Na Mata Chapada, entre outros, incluindo endereços em Alto Paraíso. Mais que uma agenda de shows, o Choro na Vila vem construindo um calendário cultural relevante para a Chapada. Ao trazer músicos reconhecidos e abrir espaço para encontros espontâneos, o festival fortalece a identidade cultural da região e amplia o acesso à música instrumental de qualidade. O impacto vai além do palco. Ao ocupar diferentes espaços da vila, o evento integra artistas visitantes com músicos locais e forma público: jovens da Chapada, moradores e turistas descobrem juntos o universo do choro. "O festival coloca o gênero em destaque e incentiva trocas que só acontecem quando a música sai da casa de show e vai pra rua", finaliza Paulo.
NOTA EDITORIAL
Este artigo foi apurado e escrito pela equipe editorial do Análise de Letras com base em fontes públicas.
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