""Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo…"
A primeira estrofe da letra demonstra a angústia do Autor sobre o tempo, ao transmitir ao leitor, a sensação de improdutividade do tempo já ocorrido. Entretanto, o autor procura afastar este sentimento, com uma alusão de uma vida longa que há por vir, talvez com dias melhores.
"Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder…"
A segunda estrofe repete a idéia da primeira, quando ressurge a idéia de um dia ruim e mal aproveitado que deve ser esquecido. Contudo, o Autor entra em contradição com a primeira estrofe, em relação questão da disponibilidade do tempo. Talvez, por ter já envelhecido ou percebido a necessidade de alguma mudança.
"Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!…"
Acredito, que o desvendamento desta estrofe seria entender um pouco da intenção e o sentimento do autor ao escrever a presente letra.
O autor inicia pronunciando a comparação de suor sagrado com sangue amargo, adjetivando ao primeiro as características de ser belo, sério e selvagem. E neste, momento utiliza o pronome “nosso” emergindo a idéia de não esta só.
Tenho a impressão que o suor sagrado seria o esforço que nós seres humanos fazemos para não voltarmos a ser, aquele homem primitivo no começo dos tempos, movido apenas por instinto primitivo. Condiz, com essa idéia a expressão sangue amargo. O autor atribui que o ser humano é destrutivo desde a sua origem. Por tal razão, o esforço que ser humano faz para não ser destrutivo é louvável segundo entendimento do autor.
"Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos…"
Percebe-se com a estrofe a cima, a necessidade de a letra ter um pouco de romantismo.
Conforme dito, a estrofe anterior o Autor já deu a entender que não estava sozinho e agora ratifica tal impressão. Ele tenta, no momento, mostrar a outra pessoa que ainda há esperança de evitarmos que estes nosso instintos destrutivos destrua o nosso dia ou vida, indicando a existência da esperança, que seria o sol, emergido num total caos, que seria a manha cinza e a tempestade.
"Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo…"
Apesar do Autor enumeras vezes assinalar a importância da esperança num momento vivido de caos, o autor, apresenta-se medroso com o caos. E deposita na outra pessoa amada, a segurança que ele espera sentir no futuro. Relação esta, que seria um refúgio do caos.
É tão notório que o Autor esta amedrontado, que solicita a outra pessoa, que confirme que quando eles tiverem juntado o caos não vai o atingir-lo.
"Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens…
Tão Jovens! Tão Jovens!…"
Agora passado o medo, o Autor demonstra-se desconfiado.
E sobre, o caos que o autor pairou de medo, o autor transparece a idéia de que aqueles que fizeram surgir o caos, escusam-se de sua responsablidade.
Então, o autor se fortalece novamente, dizendo que somos jovens, tendo disponibilidade de tempo para fazermos que os dias sejam melhores.
Este foi a interpretação literal, feita por parte, da letra da música. Como, a presente analise tem como intuito entender a letra, acredito pelo o momento vivido na época pelo autor quando escreveu o texto, acredito que o CAOS, seria a ditadura militar instalada no pais na época.
E o texto, se envolve na esperança que o Autor depositava no jovens a possibilidade de mudança, apesar do medos que iam surgir ao longo dessa batalha, tinha-se que acreditar na mudança para um tempo melhor.
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