João Bosco

De frente pro crime

Álbum: Álbum de João Bosco • 2019

A Letra

Tá lá o corpo estendido no chão

Em vez de rosto, uma foto de um gol

Em vez de reza, uma praga de alguém

E um silêncio servindo de amém

O bar mais perto depressa lotou

Malandro junto com trabalhador

Um homem subiu na mesa do bar

E fez discurso pra vereador

Veio o camelô vender!

Anel, cordão, perfume barato

Baiana pra fazer

Pastel e um bom churrasco de gato

Quatro horas da manhã

Baixou o santo na porta bandeira

E a moçada resolveu

Parar, e então

Tá lá o corpo estendido no chão

Em vez de rosto uma foto de um gol

Em vez de reza uma praga de alguém

E um silêncio servindo de amém

Sem pressa, foi cada um pro seu lado

Pensando numa mulher ou no time

Olhei o corpo no chão e fechei

Minha janela de frente pro crime

Veio o camelô vender!

Anel, cordão, perfume barato

Baiana pra fazer

Pastel e um bom churrasco de gato

Quatro horas da manhã

Baixou o santo na porta bandeira

E a moçada resolveu

Parar, e então

Tá lá o corpo

Estendido no chão

Análises

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F

Fernanfo mota

27 Abr, 2021

0
"Bons tempos em que a MPB ainda tinha observadores, pensadores, críticos da sociedade como compositores."
C

Caio Héber Baldoino

08 Jun, 2020

0
"Excelente interpretação, o próprio João Bosco já disse em entrevistas que essa era de fato a mensagem dessa música."
R

Roger

06 Fev, 2020

0
"Essa música narra um crime. Anônimo, violento, periférico. Como tantos que acontecem todos os dias. Rosto coberto de jornal, curiosos, trabalhadores e malandros misturados. A fé e a política na mesma cena. E td tão banal, comércio rolando e o corpo ali, aguardando a remoção. Quem narra não sente piedade, comoção, apenas observa. Até que a sua janela se fecha, de frente pro crime... afinal..."