Subo nesse palco, minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara, só quem é clarividente pode ver
Pode ver
Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor, dar valor
Vale quanto pesa prá quem preza o louco bumbum do tambor
Do tambor
Fogo eterno prá afugentar
O inferno prá outro lugar
Fogo eterno prá consumir
O inferno, fora daqui
Venho para a festa, sei que muitos têm na testa
O deus-sol como um sinal, um sinal
Eu como devoto trago um cesto de alegrias de quintal
De quintal
Há também um cântaro, quem manda é Deus a música
Pedindo prá deixar, prá deixar
Derramar o bálsamo, fazer o canto, cantar o cantar
Lá, lá, iá
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"Em 1981, Gilberto Gil quis abandonar a carreira de cantor popular. Essa música foi como uma despedida de tudo aquilo que ele havia criado como artista até então. Ainda bem que ele mudou de ideia no caminho."
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jucelio
24 Out, 2012
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"eu adorei"
L
Lucas S. Ribeiro
12 Ago, 2011
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"Acredito que o Gil quis citar na letra dessa musica os rituais religiosos dele, fazendo analogia à felicidade dos "rituais" da música, que são os shows e por consequencia subir ao palco."
J
Jeferson
18 Mar, 2010
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"Acredito que Gilberto Gil se refere ao prazer de subir em um palco, comparando isso com algo mágico, espiritual e porque não religioso..."