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Jhon Olliver
27 Mar, 2015
"[Eu grito pelo meu país que finge, os absurdos tão normais onde estou].
É sobre a acomodação da população brasileira em relação às coisas aburdas que acontecem no Brasil, mais especificamente à política e segurança pública.
[Eu desejei o teu lugar, quis agir da mesma forrma, aqui todos são iguais!]
Quis agir da mesma forma que o pai, que foi uma pessoa honesta, digna e tratava a todos igualmente, o seu exemplo a seguir.
[Impunidade usada pra vencer, comprada com seus votos e sua omissão. Legislar ou pedir pão, não seja tão honesto, ou irá morrer!]
Fala sobre as leis eleitorais que não funcionam na prática, e de quão falho é nosso sistema eleitoral, em geral. E também sobre o nosso dessinteresse pela política, o que faz os políticos deitarem e rolarem sabendo que nada vai acontecer a eles. A ainda mostra a visão de uma pessoa desonesta, afirmando que roubar é necessário para ter uma boa vida, caso contrário, acabará como mendigo (pedindo pão).
[Se resignar e aceitar, se eles são apenas dez? Não terá o seu quinhão tão sujo quanto o deles!]
Nos questiona se deveríamos mesmo ficar parados vendo isso acontecer, se eles são apenas dez (uma analogia, para um pequeno grupo de políticos ou poderes). Se fizer a sua parte, terá a consciência limpa.
[Normalidade! Senso comum!]
Tudo é normal, passa despercebido, fazem vista grossa por puro costume, senso comum de acomodação.
[Me lembro com se fosse ontem do meu pai me falando preu estudar pra ser alguem na vida. E disse coisas sobre o caso Aracelli e Ana Angélica, dizia que não ia dar em nada. Lembro dos seus discursos sobre honestidade, de como deverímamos ser e agir]
... Araceli era uma criança que foi brutalmente assassinada em Vitória-ES em 18 de maio de 1973, e Ana Angélica uma dentista assassinada em seu consultório em meados da década de 80, com 22 anos de idade. Ambos os casos não foram solucionados ou levaram seus assasinos à justiça, mesmo que tenham fortes suspeitas (e justamente por isso) de que esses assasinos sejam membros de famílias influentes do Espírito Santo. Denuncia que no Brasil a justiça não é para todos, mas protege apenas os ricos.
[Eu desejei este lugar, quis agir da mesma forma. Aceitar os mais iguais. Eu desejei o meu lugar, vou agir da minha forma. Quero coisas mais reais!]
Inicialmente o autor quer seguir à risca o comportamento do pai, o qual ele considera seu melhor exemplo do que seguir. E após passado algum tempo, ele decide que absorverá o que de bom o pai ensina, mas agirá da sua própria maneira, com base no que acredita.
[Tempos depois o meu velho se foi, e descobri que saber não bastava... Precisava ser alguem e ter um nome, um brilho ou um padrinho, não abri mão do que aprendi para ser o que eles desejavam que eu fosse. Por isso prometi fazer alguma coisa, por todos que sejam honestos, por mim, por La Madre, minha avó, meus amores, amigos, irmãos e por todos que sofrem neste estado do Espírito Santo (Tente conceber! Tente
Vislumbrar! Que é tão igual quanto os que odeia! Tudo isso vai mudar?)]
Mais algum tempo se passa, e após a morte do pai o autor finalmente decide o que fará da vida, notando toda a sujeira que o rodeia, e que apenas saber disso não é o suficiente para mudar. Ele precisa espalhar essas ideias e ajudar o máximo de pessoas que conseguir com seus ideais, talvez nesse trecho fale da própria banda, no estado do Espírito Santo."