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Rogério Alves de Oliveira
01 Dez, 2011
"Esta é uma daquelas músicas que você se pega cantando, ou cantarolando, ou assoviando, em um dia qualquer, e nem lembra quando foi a última vez que ouviu. Geralmente, quando isso acontece, você ouviu há pouco tempo. Mas isso não importa tanto. Compositores como João Bosco e Chico Buarque fazem canções assim. Obras-primas, que "grudam" no ouvido ou no cérebro, e fica reverberando deliciosamente por dias. Infelizmente, nosso ouvido nem sempre é tão erudito, e outros tipos de músicas, bem menos cotadas, e normalmente de autores menos cotados ainda, também se "grudam" e nos pegamos cantarolando, e constrangidos tentamos "limpar" da memória... mas quero falar das boas músicas, essas como Mano a Mano, e que nos dão orgulho quando nos pegamos assoviando.
Quando viajo pelo Brasil e passo por cidades como Pérola d'Oeste, no Paraná, ou Diamantina, em Minas, por exemplo, sempre essa música me vem à mente.
Por causa disso, outro dia entrei no Google e procurei um lugar onde alguém comentasse sobre letras de músicas e tal, e acabei vindo até aqui, o analisedeletras.com.br - um achado até então, e que eu espero passar a frequentar.
Quanto a esta música, Mano a Mano, de Chico e João Bosco, dois gigantes, na minha modesta análise, fala de dois caminhoneiros, talvez grandes amigos, talvez mesmo irmãos de sangue, a letra não deixa claro. O que entendi da linda letra é que um deles tinha uma mulher, ou teve em algum momento essa mulher, e o outro também a teve... e o primeiro lavou sua honra, matando o amigo/irmão por causa das traição. Isso parece óbvio. Minha análise é esta, e minha proposta é que mais gente analise, e traga à discussão detalhes que eu provavelmente não percebi na letra. A letra, a melodia, e as interpretações tanto de J. Bosco quanto de Chico são tão maravilhosas, que o melhor mesmo é curtir o som sem se atentar tanto à história. Mas fazer isso também é importante. Vamos lá. Digam o que pensam e vamos discutir essa obra-prima."