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Rodrigo Barbosa
27 Abr, 2023
"Ao meu ver, lógico que é apenas a meu ver, porque a arte é viva, e desperta o sentido e sentimento individual de cada um que contempla, não podemos atribuir um sentido único e universal, pois, se assim fosse, não seria arte.
A letra se refere algumas angústias que enfrentamos durante nossas vidas, e também a maior delas que é a consciência da finitude, ao falar de uma vida breve, ou seja, que é curta e vai ter um fim, e durante esse curto espaço de tempo vivido, vem a tona a imensidão de decisões que teremos que tomar durante esta vida. E quando o autor fala que ninguém vai nos perdoar, não é referente a uma questão legal ou moral, mas, se refere ao fardo de ter que decidir, ninguém vai decidir por você, mesmo quando escolhemos não tomar uma decisão, já estamos decidindo não escolher, ou seja teremos que arcar com as consequências de nossas decisões, não há como voltar a trás, a vida vai cobrar de nós, através das consequências de nossas decisões.
Na letra podemos ver alguns questionamentos, como quando trás a questão de ninguém olhar ou olhar quando você passa, neste ponto é considerado as nossas necesidades, como pertencimento, segurança, carinho, amor, atenção e nossas fraquezas.
E sendo assim, o ciclo continua, decisão após decisão, angústias após angústias, onde o autor reflete sobre o sentido da vida. Percebemos na letra, uma clara crise da existência, a falta de sentido na existência, onde é vivenciando o tédio e a apatia, elementos profundos de uma vida inautêntica.
Quanto a frase " já que eu não posso te levar quero que você me leve", aqui percebemos um pouco de aceitação, um crescimento e amadurecimento, não significa que estão tudo bem, mas que há uma consciência de que, mesmo com as nossas tomadas de decisões, existe os aspectos contigências da vida, aquele da qual não temos controle, tornando a existência angustiante, no processo de ser, e ter que dá conta deste ser.
Rodrigo Barbosa."