"Nossa, gente, amei a interpretacão de vocês! Sério, falaram sobre o homossexualismo, o fim de uma parceria (Barão Vermelho), de uma amizade ou de um amor. Mas eu vejo de um outro jeitinho, não sei se porque quando tive uma esperiência amorosa desastrada eu entendi assim na época:
"Pra quê mentir, fingir que perdoou
Tentar ficar amigos, sem rancor"
Entendi que para uma das partes o fim do namoro não foi fácil, ele não esqueceu e não poerdoou a traicão feita pelo outro.
"A emocão acabou. Que coincidência é o amor, A nossa música nunca mais tocou"
Aqui ele diz que o amor que um dia ele sentiu acabou, por culpa dela (por sua traicão. Mas ele ainda ama essa mulher, por isso os apaixonados sempre procuram um jeito de lembrar da pessoa amada, uma poesia ou objeto, alguma coisa que o faca lembrar do amor de sua vida, e nessa caso era a música deles, que como o amor foi se apagando.
Pra quê usar de tanta educacão? Pra destilar terceiras intencões?
A ex namorada agora tenta compensar o fim do namoro com muita educacão, com muito cuidado, para que o cara se sinta bem. Terceiras intencões seriam ela demonstra que um dia o amava mas que acabou, só que uma grande amizade ficou, ou seja, uma grande mentira, porque se sente culpada pelo que fez a ele.
Desperdicando o meu mel. Devagarinho, flor em flor, entre os meus inimigos? beija flor...
Acho que seria assim a pontuacão. Ela agora se uniu a pessoas que não gostavam dele (seus inimigos), e anda falando mal dele para essa gente, acabando com o seu mel ( a sua confianca nela, o seu amor).
"Eu protegi teu nome por amor. Em um codinome Beija flor"
No passado, quando ele ainda tinha um amor platonico por ela, ele tinha medo de dizer quem ela era para os outros. Dizia que estava apaixonado por uma menina e lhe deu o codinome Beija flor. Isso demonstra que eles eram muito jovens, muito criancas quando tudo comecou. O nome Beija flor significava que ela era linda, encantadora, desejada mas também ele a perdia de suas mãos, ela era do mundo e a ninguém se prendia.
"Não responda nunca, meu amor (nunca) para qualquer um na rua, Beija flor."
Ele mostra que sente ciúmes dela, e que ele a amou mais do que qualquer pessoa estranha que queira conquistar o coracão dela, usando o apelido que ele inventou para ela.
"Que só eu que podia, dentro da tua orelha fria, dizer segredos de liquidificador"
Conclui seu pensamento de que ninguém pode conquistar o coracão dela porque somente ele foi sincero em suas palavras, quando falava para ela coisas sem muito sentido, segredos de sua vida, coisa que ninguém nunca vai fazer porque ninguém vai amar essa mulher como ela amou.
"Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor. Prendia o choro e aguava o bom do amor. Prendia o choro e aguava o bom do amor".
Nessa estrofe ele lembra o tempo em que eles namoravam (assim como a antepenúltima estrofe) e fala que ela ainda era inocente, e junto com ele faziam planos para uma vida a dois (sonhavam acordados), mas de repente ela acordou e ele continuou sonhando com ela, para não sentir a dor da vida, da perda, do fim do namoro. Em prendia o choro eu penso que ele tentava não chorar, não aceita o fim do romance, ele segura firme acreditando que um dia eles voltarão ainda, como era antigamente, quando eles ainda sonhavam a cordados, o bom do amor, o tempo em que eles ainda se amavam."
"Pra que mentir, fingir que perdoou, tentar ficar amigos sem rancor? A emoção acabou, que coincidência é o amor: A nossa música nunca mais tocou... O fim do relacionamento não foi pacífico, deixou magoas não superadas. Então por que manter a hipocrisia de um falsa aparência de bem-estar e convivência?.
Pra que usar de tanta educação, pra destilar terceiras intenções, desperdiçando o meu mel, devagarinho, flor em flor, entre os meus inimigos, beija-flor...O outro, ex-amor, e ele próprio, talvez , usam de intrigas elaboradas, na sua rede social e por meios indiretos, para se ferir mutua e publicamente com outros relacionamentos destrutivos ou fúteis, considerando o simbólico de mel como o amor puro e o beija-flor como volubilidade, promiscuidade deliberada. A crueldade disfarçada é sensível aí, o desejo de vingança ou retaliação pelo rompimento.
Eu protegi teu nome por amor, em um codinome, Beija-flor. Não responda nunca, meu amor (nunca), pra qualquer um na rua, Beija-flor, que só eu que podia, dentro da tua orelha fria, dizer segredos de liquidificador ...Ele manteve uma postura de respeito, movida pelo afeto ou mesmo amor que ainda teima em existir, preservando o outro, ex-amor, em público, mas dá indícios de que isso não é correspondido, ou antecipa o outro e cobra deste que a privacidade, a intimidade do relacionamento sejam também preservados mesmo no fim doloroso do relacionamento, como gesto de amor. A reciprocidade de postura cobrada fica implícita e difícil de perceber pelas inversões nos versos.
Você sonhava acordada um jeito de não sentir dor, prendia o choro e aguava o bom do amor. Prendia o choro e aguava o bom do amor...Ele relembra ao outro que sua postura de não encarar a realidade, a situação em que estava o relacionamento o fez deteriorar, deixando de vive-lo e tornando-o um mero jogo de aparências, um sonho de fuga , possivelmente do medo de um dissabor, do sofrimento da ruptura ou da constatação dos próprios erros e responsabilidades no fim.
Me perdoem os erros...ainda que de rupturas eu entenda."
"“Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou”
(Uma paixão/relacionamento que terminou, porém ainda há ressentimentos de ambas as partes, ainda há rancor. Entretanto, não há possibilidade de volta, a emoção/paixão acabou.)
“Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor”
(Ressalta que ele está descontente pela hipocrisia em usar “tanta educação”, se ainda há rancor, e haveria outras intenções – “terceiras intenções” - por parte dela que não a de voltar a ter um relacionamento amoroso com ele, já que não acredita que ainda há paixão/amor entre os dois. Segundo ele, ela estaria “desperdiçando o seu mel”, ou seja, brincando com os sentimentos dele, com o que ainda resta de carinho por ela, já que, “devagarinho, flor em flor”, ela estaria saindo com outros homens - “flor” representaria “homem” e “mel” o sentimento de cada um deles – passando a se tornar uma inimiga, ou seja, a estar, agora, entre seus inimigos. “Beija-flor” – o codinome que ele deu para ela, para, em respeito, não divulgar seu nome, escolhendo um nome apropriado, já que ela estaria saindo com vários homens – “galinha” – de “flor em flor”.)
“Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor”
(Como já foi dito, ele menciona que protegeu seu nome por amor, ou seja, não divulgou a ninguém o verdadeiro nome de sua amada, já que provavelmente deveria haver um impedimento para isso, talvez por ser um caso extra-conjugal. Além disso, deixa claro que deseja que ela não “responda para qualquer um na rua”, ou seja, não se relacione com qualquer um , como ela – “beija-flor” -- vem fazendo)
“Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador”
(Segundo ele, só ele que outrora podia dizer para ela segredos “íntimos” ou “domésticos”, ou seja, de “liquidificador” – um aparelho doméstico. “Orelha fria” pode nos remeter a noite fria. Assim, quer deixar claro que só ele era “íntimo” dela em outros tempos, tentando diferenciar o relacionamento mais “íntimo e puro” deles, dos outros que ela vem tendo atualmente).
“Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor.”
(Em um determinado momento do relacionamento, ela passou a “sonhar acordada”, ou seja, provavelmente, passou a pensar em outra pessoa, e um jeito que ela encontrava de não “sentir dor” / sofrer era “prender o choro” e “aguar o bom do amor”, isto é, transar. Assim, a interpretação que eu tenho é que em função de em um determinado momento passar a existir outra pessoa nos pensamentos dela, as transas passaram a ser frias, sem paixão, o que pode ter explicado o fim do relacionamento extra-conjugal.)"