"Interessantíssimo como ela usa o recurso de primeiro ilustrar o suejeito/a pessoa apaixonado/a, como é aquele mar de rosas e tal. Só que na parte da leitura do trecho do livro "o primo basilio", por Arnaldo Antunes, ela saí da ilustração do sujeito para uma ilustração de alguém de fora observando aquela situação platônica e digna de chacota, ou seja, ela está justamente criticando este amor idealizado, no qual a pessoa apaixonada perde a lógica das coisas ao seu redor, tem seu ego pessoal inflado pela atenção recebida (as vezes por possivelmente ter baixa auto estima pessoal), porém ao mesmo tempo acaba se tornando tão dependente do seu amado.
Mas e a outra pessoa que é o alvo do amor dela? Pois é, como o colega citou acima, muitas vezes pode estar nem aí pela sua tiete, pode estar indiferente a ela, ou mesmo pode até escrever qualquer coisa pra ter a garantia posterior de mais uma diversão com ela, mas, na realidade, pode estar nem aí pra ela, pode estar num bar jogando com os amigos, etc. É exatamente isso que um amor idealizado/platônico pode acabar gerando: uma grande decepção/frustração, assim como a de luiza em "o primo basílio".
O interessante também, é que ela começou mostrando a pessoa, depois o observador, mas no final ela volta para a pessoa, justamente para reforçar a idéia de crítica, uma espécie de "como pode não perceber?!"; e outra: ela precisava acabar a música de alguma maneira "lirical/melódica", foi incrível, acabou fechando com chave de ouro.
Ou seja, pelo que entendi, trata-se não de uma óde ao amor platônico mas sim de uma crítica a esse tipo de amor, que é cego e tolo, como o que observamos em adolescentes, e isso sempre acontece, aconteceu e acontecerá, veja exemplos de como há fãs que morreriam por seus ídolos, tais como justin bieber, restart, one direction, KLB, Sandy, Lady gaga, madona, funkeiros, torcedores de time de futebol, ativistas de partidos políticos ou de grupos específicos, fanáticos religiosos, etc, etc, blá blá blá... enfim, a lista é enorme."