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Los Hermanos

O velho e o moço

Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir…

67 respostas em “O velho e o moço”

Ah,essa música trata-se d uma conversa entre um velho e um rpz jovem (o moço),onde cada um mostra a realidade das coisas tipicas da idade deles.Das duvidas…
Essa parte
“Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.”
é super trist,pois td que ele ja passou,hj ele “dá trabalho”,pois reconhece que pela idade precisa d cuidado.
Já o moço diz das aventuras da vd d um jovem:
“Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.”
Lindah,né naum?!
rs
😛

Jegues! É para dar sua interpretação da letra e não fazer comentários orkutianos…
A propósito, a interpretação da Renata está certinha

A unica duvida que eu tenho em relação a essa letra é no trecho em que o velho fala: “Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?”. Será que ele fala em uma suposta ou encarnação?

Axo q tão confundindo os nomes e comentários aí…

Essa parte citada: “Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?” é realmente pra se pensar…
Acho muito interessante como o Amarante usa o tempo dos verbos nas falas do velho e do moço, como em “e se eu fosse o primeiro” e “e se eu for o primeiro”. 10!

É interessante obevar tbm, a entonação ultilizada… a parte referente ao velho é bem diferente da segunda…me parece ser bem imponente quando ele se refere ao moço.

É uma música com uma letra inteligente , citando partes de como seria se alguém conseguisse voltar e mudar oque fez anteriormente!!! Amarante mestre!!!

Acredito que o velho e o moço não estejam conversando. Acho que eles são a representação do ponto de vista de cada idade, de cada tempo. Primeiro ele fala sobre voltar no tempo, depois sobre prever o futuro, para isso ele usa o “velho” e o “moço”.
Acredito, também, que essa letra se fundamenta em crenças em correntes do espiritismo como, por exemplo, os versos: “se o que eu sou é também o que eu escolhi ser” e “Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?”. Acho que para entender é preciso pesquisar sobre alguns pensamentos espíritas, que não necessariamente estão inclusos na corrente espírita principal fundamentada apenas nos livros de Allan Kardec, apesar de que eu não conheço nenhuma obra a fundo.
Acho que a intenção dessa letra é dizer que os erros são necessários, que eles nos fazem crescer, portanto, voltar não faria sentido, porque o objetivo é justamente errar para aprender. Prever também não faria sentido, já que assim não seria possível o erro, logo não haveria aprendizado, resultando numa vida vazia.

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2

essa musica e uma reflexão de uma vida.. o velho e o moça são a mesma pessoa, mas a musica reflete a historia em períodos distintos
o velho pensa no que poderia ter feito pra mudar algo. o moço quer viver e experimentar os prazeres da vida…

Concordo com a interpretação do Vitor,
sempre achei que ‘o velho e o moço’ se
fundamenta com algumas visões do espiritismo.

O velho e o moço…eu acredito plenamente na interpretação do vitor, pois fica claro em alguns pontos que, o velho e o moço são a mesma pessoa, uma conversa um opuco egocêntrica mas que mostra a sabedoria de um velho ´que já aprendeu que o retroceder não vale mais a pena, e que o erro é algo benéfico, como bem disse o vitor…

Musica na minha opinião( juntamente com Retrato pra Iaiá) uma das mais bem elaboradas dos L.H. Pode ser interpretada de vários modos como por exemplo a conversa entre um velho e um moço; o velho diz que as coisas poderiam ter sido diferentes mas não se arrepende do que fez e o moço que arrisca no tempo sem medo de errar e nega a previsão, pois pra ele ela tira a graça daquilo que se espera de uma “VENTURA” .
Há também o caso em que a música conta que uma pessoa na difere ser um velho do moço pois não se arrepende do que fez e arrisca sempre que pode.

Esta é a letra de quem termina um relacionamento e já não é tão jovem, porque se questiona, porém não tem medo de fazer uma escolha para romper este relacionamento, mais pensa como seria caso ele ou ela continuasse, então ele parte para um destino desconhecido e deixa que a vida traga um novo amor…sabe pq “Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir…”
é isso!!!

Acho que tem mais a ver com ‘o acaso’ sero tempo das coisas nos mostrando outros pontos de vista, e assim ele fala comigo e ‘eu saber ouvir’ seria mais quando conseguimos ouvir nosso coração e nossa verdade nos acasos da vida…
E Vitor concordo muito com sua interpretação…
abraços

Uma das letras mais elaboradas e lindas que eu conheço!
E perfeitamente melodiada.
Acho que é a conversa dele com ele mesmo, uma reflexão das duas fases da vida bem distintas.
Como se fosse um pensamento num leito de morte, algo assim.

Já pararam pra pensar que esse “velho” e o “moço” são a mesma pessoa? que falam em momentos diferentes, com pensamentos diferentes.

Pessoal, não acredito nada, nada que tenha algo semelhante com reencarnação ou coisa do gênero. Até mesmo pq o Amarante e o Camelo tem uma visão muito diferente do que costumeiramente vemos, Religião e tal… isso é explícito nas letras deles, eles não se prendem em uma crença, exploram o poema em si.

Acho que a parte EU SEI QUE AINDA VOU VOLTAR.. MAS, EU QUEM SERÁ? não fala de reencarnação. Tem a ver na vida da pessoa que está na música. Por exemplo: o moço termina com a namorada, mas ele sabe que vai voltar pra vida dela, mas não sabe de que forma. Pode ser um amigo, eles podem reatarem ou pode ser simplesmente o desconhecido.

Fiz a interpretação da canção, mas demoraria muito pra descrevê-la, aqui. Está descrita em meu blog que, aliás, se volta, exclusivamente, para a interpretações dos (Los)Hermanos. Entrem lá e deem uma olhada.

Até!

Amorim

axo q ele quer dizer q vai levando a vida d boa … ‘o acaso é amigo do meu coração’ deve ser algo do tipo q qdo ele menos se espanta ele encontra alguem ao acaso e c apaixona ‘mas fala comigo, qdo sei ouvir
pq as vzs isso acontece porém ele deixa passar…
então qdo ele para e ouvi o acaso falando com coração dele
fica tdo d boa

axo q ele quer dizer q vai levando a vida d boa … ‘o acaso é amigo do meu coração’ deve ser algo do tipo q qdo ele menos se espanta ele encontra alguem ao acaso e c apaixona ‘mas fala comigo, qdo sei ouvir’
pq as vzs isso acontece porém ele deixa passar…
então qdo ele para e ouvi o acaso falando com coração dele
fica tdo d boa

acho que a musica fala dos desabafos de um velho sobre seus medos quanto ao futuro e suas recordaçoes quanto ao passado.

eu axo q fala de um senhor q nao se importa com oq os outros veem nele, nao se importa com a vaidade, ele so quer voltar no tempo e poder prever e poder desistir do q daria errado, axo perfeito qnd ele diz q eles tem razao qnd diz q ele n sabe medir nem tempo e nem medo. axo perfeito o conceito de tempo nessa musica, de como o tempo leva toda a beleza, td a magia, tds os enganos da juventude, por isso fiz uma tatoo em mim ha alguns meses com a frase TEMPUS FUGIT, ou seja, o tempo voa=)
[email protected]

Li os comentarios e concordo com a maioria. Na verdade eu acho o máximo das letras de Amarante que cada um enxerga um trecho da música pra sua vida e assim interpreta como lhe convém. Pode ser que seja uma conversa entre um velho e um moço, mas eu acho que se trata da mesma pessoa. Basicamente a musica me diz que não podemos deixar de arriscar por algo e nem sempre seguir os conselhos, a decisão eh minha, independente dos conselhos, porém, tenho que saber que o tempo não volta e eu terei que aceitar a condição. Mas, mesmo que volte, não necessariamente eu farei tudo ao contrário, por isso o “mas, eu quem será?”. Amarante não fala que vai voltar e vai fazer TUDO diferente, ele diz que vai voltar, mas mesmo assim não sabe ainda quem vai ser, podendo fazer tudo de novo. A musica mostra que não podemos começar algo pelo fim, já pensando em como será no final, e o mais legal é que ela começa falando do velho (final de algo) e depois fala do moço (inicio de algo), esse jogo é muito interessante. Essa também é a minha opinião…

gente Rodrigo Amarante ele gosta da religião espirita, já vi entrevita dele falando sobre isso, essa música e outras que ele fez fala de outras vidas.

É um debate de um homem só, analisando sua vida quando era moço, quando errou bastante, como qualquer jovem. Além disso deixa claro a idendtidade jovem nos versos. Logo após, ele se mostra velho, no fim da vida, contabilizando e concluindo que, apesar de ter errado muito, é normal, porque viver com previsões do que poderia ter dado errado, seria sem graça. E acredito sim, que ele sabe que vai voltar, como reencarnação.

Acho que a música em vez de afastar essas duas fases da vida, apenas aproxima-as. Há mais coisas em comum entre velhos e jovens do que nós estamos acostumados a pensar.
Ambos precisam de cuidados: uma pela fragilidade que as decepções que a vida já provocou, o outro pela eminente possibilidade de machucar-se pela imaturidade, pela inexperiência.
Os dois vivem momentos de conflitos, pois se encontram em um “ser” antigo, confortável e a incerteza de um futuro: a guinada da vida pueril para a vida adulta e a mudança radical entre o ser e o deixar de existir.
Tanto o velho quanto o moço vivem a vida de modo como se o amanhã não existisse: o jovem por sua inconseqüência, por sua ansiedade; o velho por sua descrença, por sua efemeridade.
E esse papo de idade é muito mais uma questão de espírito do que civil.
Eles também possuem em comum a situação de ter por perto alguém lhes dizendo o que é bom ou não para ele. E embora seja essa intromissão por motivos diverso é dispensável, por não permitir a realização, a satisfação pessoal por causa de meras [pre]visões.
Acho que a música se particulariza no velho no trecho “E se eu fosse o primeiro/ a voltar par mudar o que eu fiz/ Quem então agora eu seria?”, enquanto se fecha no moço nos versos “E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?”. De modo diferente, os dois em fases distintas da vida questionam-se sobre momentos sobre os quais eles não têm domínio: o passado e o futuro. Eis o homem em sua essência de insatisfação contínua, mas na tentativa de conformação para tentar satisfazer o coração – que para os sonhadores é o que realmente importa, pois é o termômetro da “felicidade”.

Creio ser utilizado os termos “o velho e o moço” apenas metaforicamente, como estados de espírito, e não necessariamente como idades.

^^

Muito ver a interpretação de todos aqui. Particularmente eu acredito que seja uma reflexão ou até mesmo um “confronto” de uma mesma pessoa em épocas distintas… pelo menos é o que sinto ouvindo rs

Gosto muito da música e até fiz um vídeo com ela… que quiserem “apreciar”:
http://www.youtube.com/watch?v=x61OKZaq1dY

Olha, eu penso que o amarente quiz dizer um pouco do que todos nos passamos.Em algum momento de nossas vidas, pensamos nos erros e acertos, sem necessáriamente estarmos velhos ou moços em idades, mas sim,em espirito…Ele tenta mostrar o quão previsivel seria a vida sem saber o gosto de uma escolha, por mais amargo que possa ser, é assim a vida, e é assim que iremos aprender…

essa musica significa bastante pra mim, e no meu ponto de vista significa (assim como várias musicas dos hermanos) um amor que se perdeu mas q foi amado, o q nao foi nao é sabendo q esse amor pode voltar pois está muito proximo ainda, mas quem o seu próprio eu será até lá pode mudar. a reflexão de como poderia ter sido diferente mas agora nao faz diferença mais e que se aprendeu algo com a relaçao. que o moço nao sabe medir tempo e nem medo e se arrisca, se atira no sentimento mais distante. e conclui q se nao for ele mesmo descobrindo a vida com os próprios erros, quem vai fazer isso por ele, que tem que viver e aprender por si só aceitando a condiçao que seu pensamento lhe trás.

Essa música foi inspirado no contato de um dos integrantes com o Espiritismo (kardecismo), não sei qual o integrante, mas o fascinou e intrigou toda essa coisa de reencarnação, o velho e o moço são a mesma pessoa…e acredito que o que mais fascinou o integrante é a condição que ao nos ser permitido a reencarnação podemos escolher “o que” seremos. Inspiração vem todas as lados e todas as fontes, não necessariamento precisamos acreditar totalmente em algo para podermos agregar algum conhecimento. É isso que trata essa música, fala de um tema que trouxe fascinação e intriga para mente desse “hermano”.

Etendo que, mesmo que ele fosse capaz de prever o futuro quando era jovem ou voltar ao passado quando for idoso, ele não mudaria as coisas que fez durante a vida.

É uma letra muito forte e inteligente.

Linda letra, lindos pensamentos, me inspiro muito quando a ouço. Simplesmente maravilhosa! Faz pensar, faz perceber várias coisas que às vezes nos deparamos no nosso pensamento.

Hello
O Velho E O Moço
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Pois, como bom ouvinte, acredito que essa música fala do arrependimento e ‘aceitação’ do que já se fez e que não tem mais volta, e, depois, das incertezas e dúvidas que cercam cada um de nós em relação às decisões que temos que tomar. Cada um tira sua conclusão a partir da vida que leva e da forma que leva a vida. Linda música!

Segundo o próprio nome da musica, a primeira parte da musica é o pensamento do velho (Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim..) e a segunda parte é o moço.(Deixo tudo assim, não me acanho em ver..)

Bem, imaginem um velhinho, ele está “por conta”, gosta de coisas antigas (gastas):
Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Esse senhor não consegue mais cuidar de si, e precisa de uma filha ou esposa:
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

Mas morrer pra ele é angustiante e então pensa sobre o assunto:
E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Este senhor tem conhecimento e acredita em reencarnação:
Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?

Lembra-se dele moço, e reflete se pudesse ser daquele mesmo jeito, como seria e como foi:
Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.

Aqui, ele pode referir-se a mediunidade, o medium não adivinha nda, mas é intuido:
E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

A doutrina espirita Kardecista acredita que antes de encarnarmos fazemos planos e escolhemos a nossa “missão”:
Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Por fim, o acaso representaria a intuição. Quando ele dá ouvidos a ela, ou pela idade, quando consegue entender o recado…
Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir…

A musica fala de culpa e aceitação… Eu joguei como um acidente envolvendo um jovem e um senhor. Os dois sofreram consequências, mas provavelmente o moço sobreviveu e se culpa por ter roubado a vida de alguem, ele vive pra castigo proprio.
“Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.”
ele não soube medir a irresponsabilidade…
“Eu gosto é do estrago.”
Canta como castigo, eu mereci isso.
“Eu gosto é do gasto”
Ele era assim, vivo por ele!
“Sei do incomodo e ela tem razão”
o ‘Ela” não é uma pessoa em si, mas a sociedade, fui um incomodo, fui irresponsável e a sociedade tem razão.

Muito foda essa musica !
Ela se trata do arrependimento do passado , que corroe a sua vida até hoje… ao mesmo tempo ele aceia e reclama …

Creio que a Gyh foi a mais feliz em sua interpratação. Ela escreveu tudo o que pensei sobre essa linda musica que me emociona tanto

Oi pessoal, tudo bem? Estou afim de discutir uma letra do Los Hermanos com vocês. A letra de “O Velho e O Moço“. Ela me chama atenção por enxergar referencias a espiritismo.
Para começar, a letra começa contando a história do “Velho“ e depois do “Moço“. Para tratar da ordem natural da vida, o moço deveria vir primeiro.

“Deixo tudo assim
não me importo em ver
a idade em mim
ouço o que convém
eu gosto é do gasto

sei do incômodo
e ela tem razão
quando vem dizer
que eu preciso sim
de todo o cuidado

e se eu fosse o primeiro
a voltar pra mudar
o que eu fiz
quem então agora eu seria?“
Amarante retrata neste inicio, um homem já desgastado pela idade, conformado com isso e mostrando que acumulou sabedoria durante a vida. Os versos mostram uma aceitação da condição de velho e sábio por não guardar remorsos. O “Velho“ sabe que todas as escolhas que ele fez na vida, foram importantes, mesmos as erradas.
Agora vêm a parte que me mas me chamou a atenção.
“ahh tanto faz
e o que não foi não é
eu sei que ainda vou voltar
mas eu quem será?“

Quando ele diz que vai voltar, será essa volta uma reencarnação? Ele também diz que não vai saber quem é. E se ele voltasse como o “Moço“?

“Deixo tudo assim
não me acanho em ver
vaidade em mim
eu digo o que condiz
eu gosto é do estrago

sei do escândalo
e eles tem razão
quando vem dizer
que eu não sei medir
nem tempo e nem medo

e se eu for o primeiro
a prever e poder
desistir do que for dar errado

ahhh ora se não sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim
dispenso a previsão

ahhh se o que eu sou
é também o que eu escolhi ser
aceito a condição.“

Agora ele é um jovem. Um jovem destemido e inconsequente. Caminhando para um dia se tornar o “Velho“ novamente. Vemos isso quando ele dispensa a previsão, quando ele afirma que decide que o que é bom pra ele, que ele é o que ele escolheu ser e aceita essa condição.

“vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração
quando fala comigo
quando eu sei ouvir“

Essa ultima parte seja talvez uma referencia ao destino. “O acaso é amigo do meu coração, quando fala comigo, quando eu sei ouvir.“ O acaso poderia se tratar do destino, que pode parecer aleatório, mas na verdade faz parte de um “caminho“, ele percebe isso quando ele sabe ouvir. Saber ouvir talvez seja o estado de paz consigo mesmo. Onde ele percebe que o acaso na verdade, parte da história que ele ainda escreve.

Aos 41 anos de idade começo a viver essa musica com 4 espelhos , uma de 22 , uma de 17 , uma de 13 e um com 20… eu gosto do gasto e eles gostam do estrago , prevejo tudo que eles fazem pois já estive la antes deles kkkkk

A letra fala de um dialogo, entre o passado-presente e futuro de uma pessoa, suas reflexões, do que se foi e do que se é.
Fala da sabedoria de uma pessoa que já viveu e pode realizar tal análise de vida sem medo ou culpa, apenas aceitando o que lhe foi possível.

Acho linda essa musica, ela é como um lugar de repouso pra minha alma… Mas acho muito interessante também ver como uma mesma música gera interpretações diferentes…Como tudo depende de quem esta lendo e ouvindo, e daquele do universo que existe dentro de cada pessoa sai a interpretação! Gosto da musica e gostei demais de ler os diversos comentários aqui… 🙂 Me enriqueceu bastante…!!! ABraços

Quando moço pouco sabemos. Nos perdemos, saímos do caminho e nem sempre conseguimos o queremos. Já velho adquirimos conhecimento mediante o viver e percebemos que se pudéssemos voltar agora, faríamos diferente.
Mas o acaso é amigo do coração, dispenso a previsão.

A primeira parte da música entendi narrada por um velho, aceitando a velhice e as escolhas que o fizeram chegar ali.
A segunda parte , a partir do “Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim…” é a narração do jovem, na ordem do nome da música, ousado e destemido, e no final das duas partes, as referências ao espiritismo: “Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?” na parte do velho e: “Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.” no final da parte do moço, ambas claras referências à reencarnação.

Gente, pelo amor de Deus. Não tem nada com reencarnação! Quando ele diz que “eu sei que ainda vou voltar, mas eu quem será?”, no meu ponto de vista, está se referindo a uma possível mudança de atitude (voltar atrás em algo) que irá refletir na mudança dele, ou seja, a partir do momento em que ele conserta algo do passado ou muda de ideia, ele já não é mais aquela pessoa que tem a intenção de modificar algo, que pensa naquele momento, mas outra pessoa já que somos resultados de nossas experiências. Isso pra mim ficou claro logo de cara. A música pr amim tenta transmitir isso várias vezes. Que somos resultado de nossas escolhas.

em entrevista à um jornalista portugues ele disse sobre essa musica, se trata de amarante em dois momentos, quando jovem e quando “velho”, no momento que escreve a musica.

A letra fala das escolhas que tomamos e suas consequências, e as escolhas nos dirão quem fomos, somos e seremos. Fala também da sabedoria que a velhice nos traz, principalmente quando se soube viver, e da arrogância que temos quando jovens.
O fato do velho voltar ao passado e poder consertar seus erros talvez ele não seria a pessoa que é hoje, na qual ele se orgulha em ser, E do jovem poder ir para o futuro, o jovem estaria pulando etapas da vida e não seria um velho sábio ou seja só aprendemos vivendo.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar… Mas, eu quem será?
A frase “eu sei que ainda vou voltar” tem a ver com a frase anterior “e se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz”. Tem a ver com construção de identidade. Amadurecimento e redirecionamento. “Mas eu quem será?”
Demonstra o apego do moço o Velho meditando e refletindo se mudaria alguma coisa que fez no passado e se voltaria no presente à situação para tentar mudar de alguma forma.

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