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Lenine

Miragem do Porto

Eu sou aquele navio
no mar sem rumo e sem dono.
Tenho a miragem do porto
pra reconfortar meu sono,
e flutuar sobre as águas
da maré do abandono
Ê lá no mar
Eu vi uma maravilha.
Vi o rosto de uma ilha
Numa noite de luar
Êta luar
Lumiou meu navio,
Quem vai lá no mar bravio
Não sabe o que vai achar
E sou a ilha deserta
Onde ninguém quer chegar.
Lendo a rota das estrelas,
na imensidão do mar
chorando por um navio
ai, ai, ui, ui
Que passou sem lhe avistar.

Uma resposta em “Miragem do Porto”

Lenine canta sobre estar solitário. Descreve, desde a melodia de introdução, como é estar sozinho sem poder contar com ninguém.
Compara-se a uma embarcação deixada à deriva provavelmente por não servir mais ou por ter se soltado e também compara-se a uma ilha deserta que ninguém pretende descobrir. O “porto” seria a consolação, um amor, qualquer coisa que almeja para conseguir se livrar da solidão.

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