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Jorge Goulart

Maria das Dores

Cadê nosso rancho de palha
Nossos trapos, nossa rede maneira?
Cadê, nossa sombra tão fresca
Debaixo do pé de mangueira?

Cadê nosso cavalo baio
Nossas coisas, nosso balaio?
Cadê nossa vida de amores,
Cadê você, Maria das Dores?

Cadê nosso amor, suas juras
Tantas coisa que sonhamos num beijo?
Cadê suas mãos tão macias
Grudadas nas minhas mãos tão duras?

Tudo sumiu da minha vida
Sonho do qual não me desperto
Maria das Dores
Miragem do meu deserto