Cabo Tenório

O Cabo Tenório é o maior inspetor de quarteirão
O Cabo Tenório é o maior inspetor de quarteirão
O Cabo era bamba, disposto danado
Bem considerado no seu batalhão
Amigo do praça, do sub-tenente
De toda a patente de titu e galão
Zangado era doido, ficava valente
Virava serpente de punhal na mão
Mas ficava manso e a briga acabava se o povo gritasse lhe dando razão e dissesse

Cabo Tenório é o maior inspetor de quarteirão
Cabo Tenório é o maior inspetor de quarteirão
Olha na casa de tota fizeram um forró
Tenório foi só dançar e beber
Os cabras de lá quiseram lhe bater
Tenório gritou – vixe, vai ter confusão
Balançou a mão, deu murro e bufete
Tomou canivete, peixeira e facão
Os brabos correram quem ficou presente
Gritava contente no meio do salão e dizia
Cabo Tenório é o maior inspetor de quarteirão

Sina de cigarra

Nasci com uma sina de cigarra
Aonde eu chegar, tem farra.
(coro repete)

Ei, ei, ei
Nasci pra cantar, eu cantarei
(coro repete)

Vive o pedreiro do prumo
A abelha do sumo
O pescador do anzol…
O campeão da taça
O camelô da praça
E eu canto forró.
(coro repete)

Rosa

Rosa, rosa, vem ô rosa
Estou chamando por você
Eu vivo lhe procurando
Você faz que não me vê
Eu vivo lhe procurando
E nem sinal de você

Rosa danada
Minha morena faceira
Minha flor de quixabeira
Não posso mais esperar
Fique sabendo
Se casar com outro homem
O tinhoso me consome
Mas eu lhe meto o punhá

Comprei um papel florado
Um envelope pra mandar dizer
Numa carta bem escrita
O que sinto por você
A carta está demorando
Porque não sei escrever

A coisa pior da vida
É querer bem a mulher
A gente deita na rede
Maginando por que é
Com tantas no mei do mundo
Só uma é que a gente quer

Alô Campina Grande

Alô Alô minha Campina Grande
Quem te viu e quem te ve
Não te conhece mais
Campina grande ta bonita, ta mudada
Muito bem organizada, cheia de cartaz

Recebe turista o ano inteirinho
Ao seu visitante trata com carinho
Quem vai a Campina, pede pra ficar
Tem muita menina pra se namorar
E se amarra na garota, não sai mais de lá

Ô não sai mais de lá, Ô não sai mais de lá
E se visita Zé Pinheiro não sai mais de lá
Ô não sai mais de lá, Ô não sai mais de lá
E se tomar cana da boa não sai mais de lá

Forró em Caruaru

No forró de Sá Joaninha em Caruaru…
Cumpade Mané Bento só faltava tu (2x)

Eu nunca vi, meu cumpade
Forgansa tão boa
Tão cheia de brinquedo e de animação
Bebemo na função, dançamo sem parar
Num galope de matar
Nas alta madrugada
Por causo de uma danada que vêi de Tacaratu…
Matemo doi sordado, quato cabo e um sargento
Cumpade Mané Bento só faltava tu

No forró de Sá Joaninha em Caruaru
Cumpade Mané Bento só faltava tu (2x)

Meu irmão Gisuíno grudou numa nêga
Xamego de sujeito valente e brigão
Eu vi que a confusão não tardava a começá
Pois um cabra de punhá
Com cara de assassino
Partiu pra Gisuíno e tava feito o sururu
Matemo doi sordado, quato cabo e um sargento
Cumpade Mané Bento só faltava tu

No forró de Sá Joaninha em Caruaru
Cumpade Mané Bento só faltava tu (2x)

Ao doutor delegado que é veio, trombudo
Eu disse que naquela grande confusão
Houve apena uns arranhão
Mas os cabra morredô
Nesse tempo de calô tem a carne reimosa
O véio zombou da prosa eu fugi do Caruaru!
Matemo doi sordado, quato cabo e um sargento
Cumpade Mané Bento só faltava tu

No forró de Sá Joaninha em Caruaru
Cumpade Mané Bento só faltava tu (2x)

Forró em Limoeiro

Eu fui pra Limoeiro
E gostei do forró de lá.
Eu vi um caboclo brejeiro
Tocando a sanfona, entrei no fuá.

No meio do forró houve um tereré
Disse o Mano Zé, aguenta o pagode
Todo mundo pode, gritou o Teixeira
Quem não tem peixeira briga no pé.

Foi quando eu vi a Dona Zezé
A mulher que é, diz que topa parada
De saia amarrada fazer cocó
E dizer: eu brigo com cabra canalha
Puxou da navalha e entrou no forró.

Eu que sou do morro, não choro, não corro,
Não peço socorro quando há chuá
Gosto de sambar na ponta da faca
Sou nego de raça e não quero apanhar

Morena bela

Morena bela, eu era, eu sou
Bela morena, eu serei o seu amor
(coro repete)

No jardim da minha casa,
Um pé de rosa vou plantar
Só não caso com você
Se Papai do Céu não deixar
(coro repete)

Morena bela, eu era, eu sou
Bela morena, eu serei o seu amor
(coro repete)

Eu vou guardar uma rosa
Parecida com você,
Só pra matar a saudade
No dia que eu não lhe ver
(coro repete)

Tem pouca diferença

Que diferença da mulher o home tem?
Espere aí que eu vou dizer, meu bem
É que o home tem cabelo no peito
Tem um queixo cabeludo e a mulher não tem (2x)

No paraíso, dia de manhã
Adão comeu maçã e Eva também comeu
Então ficou Adão sem nada e Eva sem nada
Se Adão deu mancada Eva também deu

Mulher tem duas perna, tem dois braço
Duas coxa, um nariz e uma boca
E tem muita inteligencia
O bicho homem
Também tem do mesmo jeito
Se for reparar direito
Tem pouquinho diferença

[Repete Tudo]

Breque [Eu acho que a diferença está é no sapato!
Bom, eu também não sou homem…
Sou é maaaaacho!

Tum, tum, tum

No tempo que eu era só
E não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho:
Tum… tum… tum…
(coro repete)

Depois veio você
O meu amor número um
E o meu coração
Pôs-se a bater
Tum-tum-tum, tum-tum-tum…

Bumba meu boi

Tu precisa ir pro Norte
Ver Bumba meu Boi Bumbá (2x)

Ê bum bum Bumba meu Boi
Ê Bumba meu Boi Bumbá
(Ê bum bum bum Bumba meu boi
Ê Bumba meu Boi Bumbá)

Tu precisa ver a dança
Do reisado imperiá

Ê bum bum Bumba meu Boi
Ê Bumba meu Boi Bumbá
(Ê bum bum bum Bumba meu boi
Ê Bumba meu Boi Bumbá)

No dia desse festejo
Vai toda gente pra rua

Ê bum bum Bumba meu Boi
Ê Bumba meu Boi Bumbá
(Ê bum bum bum Bumba meu boi
Ê Bumba meu Boi Bumbá)

Todo mundo qué espiá
A dança do Boi Bumbá!

Ê bum bum bum Bumba meu Boi…

[Repete Tudo]

Bumba meu Boi Bumbá!
Bumba meu Boi Bumbá!
Bumba meu Boi Bumbá…

Como tem Zé na Paraíba

Vige como tem Zé
Zé de baixo, Zé de riba
Tesconjuro com tanto Zé
Como tem Zé lá na Paraíba.
(coro repete)

Lá na feira é só Zé que faz fervura
Tem mais Zé do que coco catolé
Só de Zé tem uns cem na Prefeitura
Outros cem no comércio tem de Zé
Tanto Zé desse jeito é um estrago
Eu só sei que tem Zé de dar com o pé
Faz lembrar a gagueira de um gago
Que aqui se danou a dizer Zé.

Num forró que eu fui em Cajazeira
O cacete cantou e fêz banzé
Pois um bebo no meio da bebedeira
Falou mal e xingou a mãe dum Zé
Como tinha só Zé nesse zunzum
Houve logo tamanho rapapé
Mãe de Zé era a mãe de cada um
No salão brigou tudo que era Zé…

É Zé João, Zé Pilão e Zé Maleta
Zé Negào, Zé da Cota, Zé Quelé
Todo mundo só tem uma receita
Quando quer ter um filho só tem Zé
E com essa franqueza que eu uso
Eu repito e se zangue quem quiser
Tanto Zé desse jeito é um abuso
Mas o diabo é que eu me chamo Zé…

Cantiga do sapo

É assim que o sapo canta na lagoa
Sua toada improvisada em dez pés

  • Tião
  • Oi!
  • Foste?
  • Fui!
  • Compraste?
  • Comprei!
  • Pagaste?
  • Paguei!
  • Me diz quanto foi?
  • Foi quinhentos réis

É tão gostoso morar lá na roça
Numa palhoça perto da beira do rio

Quando a chuva cai o sapo fica contente
Que até alegra a gente com o seu desafio

  • Tião
  • Oi!
  • Foste?
  • Fui!
  • Compraste?
  • Comprei!
  • Pagaste?
  • Paguei!
  • Me diz quanto foi?
  • Foi quinhentos réis

Capoeira mata um

Zum zum zum, zum zum zum
Capoeira mata um
Zum zum zum, zum zum zum
Capoeira mata um

Samba que balança é bom
Samba que balança não cai
O meu samba tem que ser no tom
A pedido do meu pai (BIS)

Salve a Bahia iô iô
Salve a Bahia iá iá
Quem não sabe jogar capoeira
Berimbau vai lhe ensinar

Valha-me Deus o Senhor São Bento
Buraco velho tem cobra dentro
Valha-me Deus o Senhor São Bento
Buraco velho tem cobra dentro

A ordem é samba

É samba que eles querem
Eu tenho
É samba que eles querem
Lá vai
É samba que eles querem
Eu canto
É samba que eles querem
E nada mais

É samba que eles querem
Eu tenho
É samba que eles querem
Lá vai
É samba que eles querem
Eu canto
É samba que eles querem
E nada mais

No Rio de Janeiro
Todo mundo vai de samba
A pedida é sempre samba
E eu também vou castigar

Lá vai, lá vou eu de samba
Somente samba
A ordem é samba
E nada mais

Lá vai, lá vou eu de samba
Somente samba
A ordem é samba
E nada mais

A mulher que virou homem

Meu pai me disse: meu filho tá muito cedo,
Eu tenho medo que você case tão moço.
Eu me casei e veja o resultado,
Tô atolado até o pescoço.

Minha mulher, apesar de ter saúde
Foi pra Hollywood, fez uma operação
Agora veio com uma nova bossa,
Uma voz grossa que nem um trovão
Quando eu pergunto: o que é isso, Joana?
Ela responde: você se engana
Eu era Joana antes da operação
Mas de hoje em diante o meu nome é João

Não se confunda, nem troque meu nome
Fale comigo de homem pra homem
Fique sabendo já de uma vez
Que você me paga tudo que me fez

Agora eu ando todo encabulado
E essa mágoa é que me consome
Por onde eu passo todo mundo diz
Aquele é o marido da mulher que virou homem

O canto da ema

A ema gemeu
No tronco do juremá (2x)

Foi um sinal bem triste, morena
Fiquei a imaginar
Será que o nosso amor, morena
Que vai se acabar?

Você bem sabe
Que a ema quando canta
Vem trazendo no seu canto
Um bucado de azar

Eu tenho medo
Pois acho que é muito cedo
Muito cedo, meu benzinho
Para esse amor se acabar

Vem morena (vem, vem ,vem)
Me beijar (me beijar)
Dá-me um beijo (dá-me um beijo)
Pra esse medo (se acabar)

Viva São João

Como é bonito uma noite de São João
Lá pras bandas do sertão só se vendo pra contar
Lá tem fogueira, tem lanterna e tem balão
E é tão grande a animação que não se para de brincar
Um sanfoneiro todo ano é contratado
Pra tocar um mastigado a noite inteira sem parar
Batata assada lá de baixo da fogueira
Tem canjica, tem pamonha, milho assado e mungunzá
E a moçada nunca para no salão
A gente come, bebe e dança e grita viva a São João

Casaca de couro

Xô, xô, xô, xô
Casaca de couro
Cantando as duas na telha
Cantando as duas na telha.
(coro repete)

Parece um arapuá
Cheio de vara e algodão
O ninho de uma casaca
Não parece ninho não
Parece mais um os parceiros
Dos “pajáu” do sertão.

Em riba do pé de turco
Tem um ninho de graveto
Tem garrancho de jurema
Tem pau branco, tem pau preto
Tem lenha que dá pra facho
Tem vara que dá espeto.

Uma grita, outra responde
Uma baixa, outra também
Parece mulher pilando
Pro mode fazer xerém
Subindo e descendo as asas
Como o seio do meu bem.

Eu nunca vi desafio
Mais bonito, mais iguá
Duas casacas de couro
Quando começa a cantar
Parece dois violeiros
Num galope à beira-mar.

Sebastiana

Convidei a comadre Sebastiana
Pra dançar e xaxar na Paraíba
Ela veio com uma dança diferente
E pulava que só uma guariba
E gritava: A, E, I, O, U, Y

Já cansada no meio da brincadeira
E dançando fora do compasso
Segurei Sebastiana pelo braço
E gritei, não faça sujeira
O xaxado esquentou na gafieira
E Sebastiana não deu mais fracasso
E gritava: A, E, I, O, U, Y
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Chiclete Com Banana

Eu só ponho bip-bop
No meu samba
Quando Tio Sam pegar o tamborim
Quando ele pegar no pandeiro
E no zabumba
Quando ele aprender
Que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana
Chicletes eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim

Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop

Quero ver a grande confusão
É o samba-rock meu irmão

É o samba-rock, meu irmão
Mas em compensação
Eu quero ver um boogie-woogie
De pandeiro e violão
Eu quero ver o Tio Sam
De frigideira
Numa batucada brasileira