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Gilberto Gil

Andar com Fé

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…(4x)

Que a fé tá na mulher
A fé tá na cobra coral
Oh! Oh!
Num pedaço de pão…

A fé tá na maré
Na lâmina de um punhal
Oh! Oh!
Na luz, na escuridão…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olêlê!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá!…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh Minina!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…

A fé tá na manhã
A fé tá no anoitecer
Oh! Oh!
No calor do verão…

A fé tá viva e sã
A fé também tá prá morrer
Oh! Oh!
Triste na solidão…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh Minina!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…

Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Oh! Oh!
A pé ou de avião…

Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Oh! Oh!
Pelo sim, pelo não…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olêlê!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá!…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…

Olêlê, vamos lá!

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…(4x)

3 respostas em “Andar com Fé”

Partindo desse tipo de análise de implicações, a música Andar com fé, de Gilberto Gil, é um texto que manifesta a implicatura sociolinguística, sem a qual ela não pode ser bem interpretada:
Andá com fé eu vou / Que a fé não costuma faiá / Andá com fé eu vou / Que a fé não costuma faiá / Que a fé tá na mulher / A fé tá na cobra coral / Num pedaço de pão / A fé tá na maré / Na lâmina de um punhal / Na luz, na escuridão / Andá com fé eu vou / Que a fé não costuma faiá / Andá com fé eu vou / Que a fé não costuma faiá / A fé tá na manhã / A fé tá no anoitecer / No calor do verão / A fé tá viva e sã / A fé também tá pra morrer / Triste na solidão / Andá com fé eu vou / Que a fé não costuma faiá / Andá com fé eu vou / Que a fé não costuma faiá / Certo ou errado até / A fé vai onde quer que eu vá / A pé ou de avião / Mesmo a quem não tem fé / A fé costuma acompanhar / Pelo sim, pelo não. (Gil, 1996, p. 256.)
A noção de sociolinguística fundamental nessa música é explicada em livro pelo próprio autor, demonstrando o seu vasto conhecimento de língua em uso:
“A fé e a ?Faia?”. “O uso do ?faiá? é assumido com a intenção de legitimar uma forma popular contra a hegemonia do bem-falar das elites. É uma homenagem ao linguajar caipira, ao modo popular mineiro, paulista, baiano ? brasileiro, enfim ? de falar ?falhar? no interior. É quase como se a frase da canção não pudesse ser verdade se o verbo fosse pronunciado corretamente ? o que seria um erro… Outro dia cometeram esse ?deslize? na Bahia, ao utilizarem a expressão na promoção de uma campanha de cinto de segurança. Nos outdoors, saiu: ?a fé não costuma falhar? (a propaganda associava o cinto à fitinha do Senhor do Bonfim). Eu deixei, mas achei a correção desnecessária.””faiá” é coração, “falhar” é cabeça, e fé é coração. Gil: “É isso aí. ?a fé não costuma faiá?: é pra quem fala assim que ela não costuma ?faiá?.” (Gil)

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