Djavan, Os Paralamas do Sucesso

Uma brasileira

Rodas em sol, trovas em dó
Uma brasileira, ô
Uma forma inteira, ô
You, you, you

Nada demais
Nada através
Uma légua e meia, ô
Uma brasa incendeia, ô
You, you, you

Deixa o sal no mar
Deixe tocar aquela canção
One more time

Tatibitate
Trate-me, trate
Como um candeeiro, ô
Somos do interior do milho

E esse ão de são
Hei de cantar naquela canção
One more time

Nada demais
Nada através
Uma légua e meia, ô
Uma brasa incendeia, ô
You, you, you

E esse ão de são
Hei de cantar naquela canção
One more time…

0 comentário sobre “Uma brasileira

  • Roberto Melanez disse:

    A letra dessa música, a exemplo do que ocorre em Açaí do Djavan, não possui um sentido textual. Sua construção foi baseada na sonoridade das palavras. em um aentrevista, o herbert afirmou que ia anotando e transformando em palavras o cantarolar do Carlinhos Brown.

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  • Thiago dos Reis disse:

    (Rodas em sol, trovas em dó /Uma brasileira, ô / Uma forma inteira, ô /You, you, you)
    No primeiro verso ele quer dizer que ela é como música pra ele, citando notas musicais, trovas e rodas de dança. Também faz-se uma alusão ao interior e às cantigas. Logo em seguida ele cita que ela é apenas uma brasileira e logo depois afirma que ela é completa pra ele, uma forma inteira. E então ele diz quem ela é: you, you you (três vezes porque ela é as três coisas).

    (Nada demais /Nada através / Uma légua e meia, ô / Uma brasa incendeia, ô / You, you, you)
    Depois de afirmar que ela é completa, ele diz que ela não é nada demais, e não tem nada além do que as outras têm. Porém mesmo distante (uma légua e meia) é ela quem o faz incendiar. Novamente é feita a alusão ao interior -talvez sertão.

    Deixa o sal no mar/ deixe tocar aquela canção / one more time
    Nessa estrofe o eu-lírico pede para que ela deixe cada coisa em seu lugar, daí a metáfora o sal no mar. E depois faz outra metáfora referindo-se ao relacionamento dele com a pretendente como uma canção. Ele pede mais uma chance, mesmo estando longe.

    (Tatibitate / Trate-me, trate / Como um candeeiro, ô / Somos do interior do milho)
    Tatibitate é a forma como se fala com recém nascidos, e tatibitate é um tatibitate do verso seguinte (trate-me trate). Aí Herbert Vianna utilizou um jogo de palavras. Ele pede com carinho para que ela o veja novamente como a luz da vida dela e termina insinuando que os dois são pobres, pois a espiga é a parte rejeitada do milho.

    (E esse ão de são / Hei de cantar naquela canção / One more time)
    O ão de são é o fim da história, e no verso seguinte ele faz o aviso de que o relacionamento deles continuará mais uma vez.

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    • Ton Araújo disse:

      Acho q essa canção é uma crítica ao público do rock in rio,não quiseram falar pra não se queimar,o fato é que o Herbert ficou muito incomodado com o q o público estava fazendo com os artistas brasileiros,ele chegou até a critica-los publicamente no show,logo após ele gravou canção da Paula toller q foi vaiada e o brown recebeu garrafada.Na canção ele traz referência do festival”rodas em sol”em alusão a roda gigante…”Uma brasileira”q o festival era de origem brasileira…”Deixa o sal no mar(referência aos turistas)”…”somos do interior (mostrando q o brasileiro é genuinamente caipira)”…”Deixa tocar aquela canção”, daí ele começa a inserir palavras inglesas em referência a line up do festival ser majoritariamente internacional,onde apesar do festival ser brasileiro,os artistas de fora eram mais privilegiado.

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      • Andreia disse:

        O que fizeram com Carlinhos Brown foi horrível, pois ele é simplesmente um dos maiores músicos desse país, isso só revela o quanto somos pobres em relação a cultura genuinamente brasileira.

  • Sérgio Soeiro disse:

    Thiago,
    Com todo respeito à sua análise, me permita discordar da mesma. Essa letra nem é do Herbert. É do Carlinhos Brown. Na verdade não há o que interpretar nessa música. Trata-se de uma brincadeira dos músicos e não quer dizer absolutamente nada. Bom, a não ser que seja feito um imenso estudo psicológico “em busca das razões que levaram os músicos a bla, bla, bla”…
    Enfim, os Paralamas fizeram uma melodia bem animadinha, aí o Carlinhos saiu colocando frases soltas, sem nenhuma ligação entre sí, mas que “coubessem” no andamento musical. Gostaram do resultado e gravaram. Simples assim.
    Abraço.

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  • essa musica como disse o colega ai em cima foi uma lombra do brown, hebert corria atras anotando o que ele cantava, não tem sentido. cara que tentou faze a anilse viajou mais do que brown.

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  • Quando um compositor escreve uma canção dificilmente ele joga palavras ao vento sem um sentido especial.
    É impossível fazer uma canção tão bela e repleta de coesão sem que o compositor se preocupe em dar sentido a letra, por mais que tenha sido uma brincadeira.
    Concordo com o Thiago em sua análise muito bem elaborada sobre a música.

  • José Roberto de Sá disse:

    A interpretação, ou melhor a análise é ótima, assim como é a letra da música. A questão da espiga está corretíssimo.

  • Hugo Vinicius Ramos Simões disse:

    Belíssima música, porém nunca entendi o quis dizer, à análise do carinha aí acima foi muito boa, conseguiu dar um verdadeiro sentido a música que me parecia sem sentido, só não sei se realmente era isso que os Paralamas quiseram dizer.

  • Quando algum compositor coloca sua musica em um cd ela tem a propriedade de se moldar a todas as interpretações.
    Portanto, eu achei a colocação da análise do Thiago perfeita.

  • Paulo Mainhard disse:

    Eu acho que o objetivo da arte, em geral, é fazer o público viajar. Não é um concurso de Sherlock Holmes para ver quem desvenda o que o autor quis dizer quando fez a arte. Até porque esse sentido muda com o tempo e toca as pessoas de formas diferentes, e depende totalmente da vivência e referência de cada um. Muitas vezes nem o próprio artista tem a mais nítida e perfeita noção do que ele faz, ele está ali como um sonhador, capaz de deixar abertas as portas do inconsciente.

    Por isso muitos artistas (Músicos, cineastas, pintores, etc.) não gostam de revelar o sentido de suas obras, para não limitar as milhares de interpretações que podem surgir.

    E o que eu gosto deste site aqui (analise de letras) é justamente ver como as poesias batem em cada um. A diversidade de análises e interpretações que só fazem aumentar o alcance e beleza das canções.

    Quero dar os parabéns a todos os “viajantes”, que são capazes de embarcar nessa nave espacial que são as metáforas, jogos de palavras, ritmos e rimas. E que não têm vergonha de compartilhar suas viagens com a gente!

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