Dead Fish

Tão Iguais

Eu grito pelo meu país
Que finge,
Os absurdos tão normais
Onde estou.

Eu desejei o teu lugar
Quis agir da mesma forma
Aqui todos são iguais!

Impunidade usada pra vencer
Comprada com seus votos
E sua omissão
Legislar ou pedir pão
Não seja tão honesto
Ou irá morrer!
Se resignar e aceitar,
Se eles são apenas dez?
Não terá o seu quinhão
Tão sujo quanto o deles

Normalidade!
Senso Comum!

(Me lembro com se fosse ontem do meu pai me falando preu estudar pra ser alguem na vida. E disse coisas sobre o caso era aracelli e ana angélica, dizia que não ia dar em nada, lembro dos seus discursos sobre honestidade, de como deverímamos ser e agir)

Eu desejei este lugar,
Quis agir da mesma forma,
Aceitar os mais iguais!

Eu desejei o meu lugar,
Vou agir da minha forma,
Quero coisas mais reais!

(As 2 ultimas estrofes cantadas Simultaneamente)

(Tempos depois o meu velho se foi e descobri que saber não bastava…)

Tente conceber! Tente
Vislumbra!
Que é tão igual quanto os
Que odeia!
Tudo isso vai mudar?

(…Precisava ser alguem e ter um nome, um brilho ou um padrinho, não abri a mão do que aprendi para que ser
o que eles desejavam que eu fosse, por isso prometi fazer alguma coisa, por todos que sejam honestos, por mim, por lamado, minha avó, meus amores, amigos, irmãos e por todos que sofrem neste estado do Espírito Santo)

0 comentário sobre “Tão Iguais

  • Tão Iguais, na minha opinião é a canção que mais toca a realidade brasileira. Traz questões como a omissão e o descaso do povo brasileiro com a política nacional, “Impunidade usada pra vencer Comprada com seus votos e sua omissão”. A banalização dos absurdos em nossa sociedade, como os homicídios cruéis que vemos diariamente e a impunidade (Sugiro que pesquisem sobre os casos Ana Angélica e Aracelli). Quando ele diz “os absurdos tão normais”, fica bem claro esse ponto de vista. A corrupção dos nossos políticos, já que não são incomodados. No geral, o tema da música é corrupção, impunidade, alienação.

  • Jhon Olliver disse:

    [Eu grito pelo meu país que finge, os absurdos tão normais onde estou].
    É sobre a acomodação da população brasileira em relação às coisas aburdas que acontecem no Brasil, mais especificamente à política e segurança pública.

    [Eu desejei o teu lugar, quis agir da mesma forrma, aqui todos são iguais!]
    Quis agir da mesma forma que o pai, que foi uma pessoa honesta, digna e tratava a todos igualmente, o seu exemplo a seguir.

    [Impunidade usada pra vencer, comprada com seus votos e sua omissão. Legislar ou pedir pão, não seja tão honesto, ou irá morrer!]
    Fala sobre as leis eleitorais que não funcionam na prática, e de quão falho é nosso sistema eleitoral, em geral. E também sobre o nosso dessinteresse pela política, o que faz os políticos deitarem e rolarem sabendo que nada vai acontecer a eles. A ainda mostra a visão de uma pessoa desonesta, afirmando que roubar é necessário para ter uma boa vida, caso contrário, acabará como mendigo (pedindo pão).

    [Se resignar e aceitar, se eles são apenas dez? Não terá o seu quinhão tão sujo quanto o deles!]
    Nos questiona se deveríamos mesmo ficar parados vendo isso acontecer, se eles são apenas dez (uma analogia, para um pequeno grupo de políticos ou poderes). Se fizer a sua parte, terá a consciência limpa.

    [Normalidade! Senso comum!]
    Tudo é normal, passa despercebido, fazem vista grossa por puro costume, senso comum de acomodação.

    [Me lembro com se fosse ontem do meu pai me falando preu estudar pra ser alguem na vida. E disse coisas sobre o caso Aracelli e Ana Angélica, dizia que não ia dar em nada. Lembro dos seus discursos sobre honestidade, de como deverímamos ser e agir]
    … Araceli era uma criança que foi brutalmente assassinada em Vitória-ES em 18 de maio de 1973, e Ana Angélica uma dentista assassinada em seu consultório em meados da década de 80, com 22 anos de idade. Ambos os casos não foram solucionados ou levaram seus assasinos à justiça, mesmo que tenham fortes suspeitas (e justamente por isso) de que esses assasinos sejam membros de famílias influentes do Espírito Santo. Denuncia que no Brasil a justiça não é para todos, mas protege apenas os ricos.

    [Eu desejei este lugar, quis agir da mesma forma. Aceitar os mais iguais. Eu desejei o meu lugar, vou agir da minha forma. Quero coisas mais reais!]
    Inicialmente o autor quer seguir à risca o comportamento do pai, o qual ele considera seu melhor exemplo do que seguir. E após passado algum tempo, ele decide que absorverá o que de bom o pai ensina, mas agirá da sua própria maneira, com base no que acredita.

    [Tempos depois o meu velho se foi, e descobri que saber não bastava… Precisava ser alguem e ter um nome, um brilho ou um padrinho, não abri mão do que aprendi para ser o que eles desejavam que eu fosse. Por isso prometi fazer alguma coisa, por todos que sejam honestos, por mim, por La Madre, minha avó, meus amores, amigos, irmãos e por todos que sofrem neste estado do Espírito Santo (Tente conceber! Tente
    Vislumbrar! Que é tão igual quanto os que odeia! Tudo isso vai mudar?)]
    Mais algum tempo se passa, e após a morte do pai o autor finalmente decide o que fará da vida, notando toda a sujeira que o rodeia, e que apenas saber disso não é o suficiente para mudar. Ele precisa espalhar essas ideias e ajudar o máximo de pessoas que conseguir com seus ideais, talvez nesse trecho fale da própria banda, no estado do Espírito Santo.

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