Feijoada do Brasil

1.

Sou a boa feijoada

Saborosa como quê

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

A minha carne sargada

Todos a querem comê

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

O meu toucinho

Diz os doutô

Que o meu cardinho

Dá bom sabô,

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

Que o meu cardinho

Dá bom sabô,

Aiuê! Dendê

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

Que o meu cardinho

Dá bom sabô,

Aiuê! Dendê

2.

Faz-se molho de pimenta

Pra ficá tudo ardê

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

O limão pra refrescá

O ifeito estou a vê

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

O meu Xodó

Diz os Caixeiro

Que depois dum ano

Inda sente o cheiro.

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

Que depois dum ano

Inda sente o cheiro.

Aiuê! Dendê

Aiuê! Aiuê!

Aiuê! Dendê

Que depois dum ano

Inda sente o cheiro.

Aiuê! Dendê

Não venhas

Sou aqui nesta zona famosa

O modelo nas coisas do chique

O modelo nas coisas do chique

Ante a minha elegância dengosa

Não há moça que tonta não fique

Que tonta não fique, ah!

Uso um óleo de amêndoas quinado

No bigode, topete e pastinhas!

O chapéu trago-o sempre de lado…

E sou grande, grande cantor de modinhas!

Pois sou grande cantor de modinhas, de modinhas

Onde há faro sou certo, não falto, não falto

E no trinque, dou sempre um sortão; um sortão!

Trago botina inteiriça e de salto e de salto

E uso calça a seu Santos Dumão!

Quando vou para o belo, um belo de um choro

Apresento-me só neste luxo, neste luxo.

Não conheço um rival no namoro, no namoro

Sou um cabra que aguenta o repuxo, o repuxo!

Numa sala, marcando quadrilhas

Balancê! Sou mestrão, não me encolho.

As mamãs já murmuram às filhas:

Vocês abram meninas, o olho

Se me escutam nas tais serenatas,

Quando eu choro nas cordas de pinho,

Das janelas murmuram mulatas,

Ai machuca, machuca, Pedrinho!

A brasileira

Eu adoro uma morena sacudida,

De olhos negros e faces cor de jambo

Lábios rubros cabelos de azeviche!…

Que me mata me enfeitiça põe-me bambo

A cintura meu Deus é delicada

O seu porte é faceiro e bem decente

As mãozinhas são enfeites são berloques

Que faz enlouquecer a toda gente.

A morena a quem eu amo a quem adoro

Não me sai um só momento da ideia

É faceira dengosa e muito chique

Tem um pé que beleza que teteia.

2

Há segredos, quindins, naquele corpo,

Tremeliques, desmaios, sensações!…

Que nos põe a cabeça andar à roda,

Sonhando com delícias, com paixões.

Seus dentes são marfim de alto preço.

Sua boca um cofre perfumado.

O resto do corpinho uma delícia!

O melhor é não dizer, ficar calado.

A morena, etc..

3

Tem ternuras, tem afagos e feitiços,

Tem raivinhas, arrufos e veneta.

Sabe a doce de coco seus beijinhos,

E tem o fogo da primeira malagueta.

Quando à tarde ela faz o seu passeio,

Percorrendo a rua do Ouvidor!

Os coiós em coro bradam logo:

Oh! Ferro!! Que quitutes! Que primor!!

A morena, etc..

A brasileira

Eu adoro uma morena sacudida
De olhos negros e faces cor de jambo
Lábios rubros, cabelos de azeviche
Que me mata, me enfeitiça, põe-me bambo
A cintura, Meu Deus, é delicada
O seu porte é faceiro e bem decente
As mãozinhas são enfeites, são berloques
Que fazem enlouquecer a toda gente

Ai morena a quem amo, a quem adoro
Não me sai um só momento da idéia
É faceira, dengosa e muito chique
Tem um pé… que beleza, que tetéia!

Há segredos, quem diz, naquele corpo
Tremeliques, desmaios, sensações
Que nos põe a cabeça andar à roda
Sonhando com delícias, com paixões
Seus dentes são marfim de alto preço
Sua boca um cofre perfumado
O resto do corpinho uma delícia
O melhor é não dizer, ficar calado

Ai morena a quem amo, a quem adoro
Não me sai um só momento da idéia
É faceira, dengosa e muito chique
Tem um pé… que beleza, que tetéia!

Atraente

Rebola bola e atraente vai
Esmigalhando os corações com o pé
E no seu passo apressadinho, tão miúdo, atrevidinho
Vai sujando o meu caminho, desfolhando o mal-me-quer

Se mal me quer, seja se quer ou não
Bem reticente, ela só faz calar
Ela é tão falsa e renitente que até
Atrai só com o seu pensar

Como é danada, perigosa, vaidosa, desastrosa
Escandalosa, indecorosa, rancorosa, incestuosa e tão nervosa
Bota tudo em polvorosa
Quando chega belicosa, bota tudo pra perder

Amor, amor
Amor, amor, tu jura amor, très bien
Mas joga fora esta conversa vã
Não vem jogar Fla-Flu no meu Maracanã
Não sou Juju Balangandã

Meu coração, porém, diz que não vai
Suportar esta maldita, inenarrável solidão
Se assim for, ele vai se esbudegar
E te ver se despinguelar numa desilusão

Rebola bola e atraente vai
Esmigalhando os corações com o pé
E nesse passo apressadinho, tão miúdo, atrevidinho
Vai sujando o meu caminho, desfolhando o mal-me-quer

Se bem me quer, seja se quer ou não
Bem reticente, ela só faz calar
Ela é tão falsa e renitente que até
Atrai só com o seu pensar

Como é danada, perigosa, vaidosa, desastrosa
Escandalosa, Indecorosa e rancorosa
Incestuosa, tão nervosa
Bota tudo em polvorosa quando chega belicosa
Bota tudo pra perder

Amor, amor, tu jura amor, très bien
Mas joga fora esta conversa vã
Não vem jogar Fla-Flu no meu Maracanã
Não sou Juju Balangandã